História Shake it Out - Capítulo 16


Escrita por: ~

Postado
Categorias 30 Seconds to Mars, 50 Tons de Cinza, Jared Leto
Personagens Jared Leto, Personagens Originais
Tags Echelon, Jared Leto, Romance, Thirty Seconds To Mars
Visualizações 105
Palavras 4.083
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Fantasia, Festa, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Toc Toc, tem alguém ai?
Capítulo bem merda porque eu fico adiando postar pra escrever até uma certa parte da história e acabo que nunca posto. Então decidi postar o que eu tinha pronto aqui. Queria dizer só que esses próximos capítulos (que vão ser postados algum dia, tenham fé em mim rs) vão ser mais amorzinho e menos sexo vida loca.

É isso, continuo aceitando indicações de fanfics legais de Jared que não envolvam o Coringa ou a Margot... hehehe tem sido bem difícil de encontrar!

Até mais pessoas! :)

Capítulo 16 - Runaway


Eu não imaginava estar dentro de um avião indo para a Flórida na manhã daquele domingo. Na verdade nem tinha passado pela minha cabeça fazer algo do tipo na noite anterior, mas Jared acabou me convencendo de que eu deveria ir. Não que eu seja insensível, amo meu irmão e faria tudo por ele, mas não havia nada que eu pudesse fazer para ajudar e talvez acabasse atrapalhando, mas ok, ali estava eu e Adam pareceu ter ficado feliz com minha súbita visita. Camille ainda estava em trabalho de parto aliás.

Havia passado a noite numa casa de Jared em Malibu. Não tinha mais clima nenhum pra nossa transa-na-praia-deserta depois do telefonema de Adam e acabamos indo pra lá. Acordei num susto com a língua de Jared passeando por entre minhas pernas. Acho que não consigo pensar numa forma melhor de acordar. O sol ainda subia no horizonte e os primeiros raios de sol alaranjados corriam o quarto enquanto embaixo daqueles lençóis ele me devorava deliciosamente. Só parou depois que implorei por entre gemidos altos que acompanhavam aquele orgasmo matinal.

- Bom dia! - ele subiu por cima de mim e apareceu por baixo dos lençóis sorrindo - Espero que ainda tenha alguma energia pra mim.

E era bastante óbvio que eu tinha, aquele homem conseguia ativar energias completamente escondidas no meu corpo. Tivemos uma foda matinal incrível e terminamos os dois exaustos olhando o teto iluminado do quarto, enquanto tentávamos controlar nossas respirações descompassadas.

Me virei tentando encontrar meu celular no criado mudo ao meu lado e só então pude reparar o quão bonito era o lugar que eu estava. A cama king de lençóis perfeitamente brancos reinava no meio de um quarto espaçoso com um piso de madeira clara e um tapete de fibras rústicas logo abaixo da cama. Uma Chez Long vermelha ficava entre mim e uma enorme porta de vidro de onde eu podia observar o nascer do sol mais lindo do mundo. Fiquei hipnotizada olhando para o horizonte, onde, de trás de uma montanha o sol renascia em tons de rosa e laranja.

- Lindo né? - ele apareceu por cima do meu ombro me dando uma mordida leve - Mas não podemos ficar aqui o dia todo

- Ah porque não? - me deitei novamente enroscando meus braços no seu pescoço ronronando - Hoje é domingo, você já tem que viajar de novo?

- Eu não, mas você tem um avião a pegar… - ele me deu um beijo rápido e se levantou, enrolando uma manta colorida na cintura

- Eu? - perguntei confusa, ele riu e abriu a porta de vidro do quarto, fazendo uma corrente de vento fresca inundar o ambiente e eu me aconchegar ainda mais no lençol que me enrolava

- Sim, você tem uma passagem comprada pra o primeiro voo de hoje pra Tampa. - ele apoiou os braços no parapeito da varanda e olhou para o céu, fechando os olhos enquanto um leve sorriso inundava seu rosto. Droga, como ele era lindo. Me enrolei no lençol e fui até la, parei ao seu lado e ele passou os braços por cima do meu ombro e me apertou contra si.

- Jared eu tenho que trabalhar amanhã, e essa semana começam os testes na Marat eu não posso simplesmente viajar assim do nada!

- Ei, é um momento importante pro seu irmão, você não quer estar com ele? Você não precisa ir, mas eu não perderia por nada o nascimento de um sobrinho meu! - meu deus do céu aquela vista era incrível, porque ele não morava ali?

- Eu sei… E ok, talvez eu não seja a irmã mais presente do mundo mas não posso largar minhas coisas e sair correndo assim dessa forma.

- Você consegue adiar os seus testes para semana que vem, e tenho certeza que Trevor e Claire não vão ligar de você faltar alguns dias o trabalho e Maggie já está na casa de vocês arrumando sua mala.

- Você não fez isso! - bati no peito dele e nos separamos um pouco enquanto ele ria - Ela vai me matar!

- Ela só exigiu um motorista, foi bem mais fácil do que você imagina. - ele voltou a passar um dos braços por cima do meu ombro, me levando de volta para o quarto - Agora vamos, acho que você precisa de um banho e já está atrasada!

- Você me mima demais…

- Eu gosto de tratar bem minhas garotas… - ele me puxou para perto e me beijou e eu imediatamente me empolerei em seu pescoço, entrelaçando minhas pernas no seu quadril. Deixei que meu lençol se soltasse, me revelando nua nos braços dele, que interrompeu nosso beijo e me colocou de volta no chão sorrindo.

- Se eu entrar naquele chuveiro contigo você perde o vôo baby… - ele deu um tapa na minha bunda enquanto eu ia para o banheiro muito contrariada.

Tomei um banho rápido e vesti a mesma roupa do dia anterior. Ainda teria que passar em casa pra trocar de roupa e não tinha a menor idea de que horas meu voo decolava. Sai do quarto para um pequeno hall que dava acesso também a um outro quarto, onde na parede estava emoldurada uma foto que parecia ser de Jared e Shannon quando crianças. Jared segurava um pequeno violão enquanto o irmão fazia uma careta para a foto. Era fácil reconhece-lo, ele tinha a mesma fisionomia e os mesmos olhinhos azuis brilhantes.

Desci a escada em espiral que terminava no meio de um ambiente amplo que se dividia entre uma sala de estar amontoada de objetos que pareciam vir de diferentes lugares do mundo e que contrastavam bem com os móveis brancos e a imensa lareira de pedra que cobria uma das paredes. No outro lado, a cozinha que nada mais era que um grande balcão com banquetas de um lado e os eletrodomésticos de outro. Jared estava ali sentado, distraído enquanto dedilhava as cordas de um violão e cantarolava uma música baixa.

- É bonito!

- Ah, ainda não está terminada… - ele se espantou ao me ver chegando e pousou o violão em cima da bancada da cozinha e indo para o outro lado dela - O que quer de café da manhã? Panquecas?

- E a gente tem tempo pra isso? - me sentei em uma das bancadas e enrolei meu cabelo num nó, estava bem calor.

- Café da manhã é a refeição mais importante do dia! - ele se debruçou sobre a bancada e segurou meu rosto com uma das mãos, trazendo pra perto dele - E você precisa se alimentar bem, fizemos muito exercício!

- Filho! Não sabia que você estaria aqui! - ouvimos enquanto ele me tascava um beijo rápido nos lábios - Ops! Desculpe! Espero não estar atrapalhando!

Aquela que eu conhecia por Constance, mãe de Jared, abria a porta de entrada da casa, carregada de sacolas de compras que Jared imediatamente correu para pegar. Deu um beijo carinhoso no rosto da mãe que lhe acariciou o rosto e sorriu, voltando sua atenção para mim.

- Olá! Muito prazer, Constance! - ela veio até mim com a mão estendida e abraçou minha mão num gesto tenro

- Olivia! - sorri tentando não parecer sem graça

- Olivia! Mas é claro! Estava esperando o dia que Jared finalmente nos apresentaria! Vamos, sentem os dois. Vou fazer waffles!

- Desculpe mama, não sabia que estaria aqui hoje.

- Ora, te falei que ia oferecer um almoço para algumas amigas aqui! Estão convidados a ficar, se quiserem, é claro!

- Não, Olivia tem que pegar um avião, nós temos que sair logo… - continuei observando a conversa dos dois, sorrindo e assentindo de vez em quando. Sinceramente, eu não esperava conhecer a mãe de Jared tipo nunca e acho que não estaria preparada pra isso em nenhum momento. Não que isso seja grandes coisas, é só um encontro casual e em alguns minutos eu espero estar num carro a caminho do aeroporto mas é difícil não ficar nervosa e tentar parecer… adequada.

- Trouxe uns biscoitos de aveia maravilhosos filho, experimenta! - ela ofereceu uma caixa de biscoitos abertas para Jared que pegou alguns

- Obrigada mama. - ele veio até mim e me ofereceu

Continuamos na cozinha conversando enquanto Constance cozinhava, ela fez waffles e comemos acompanhado de uma geléia de frutas vermelhas deliciosa. Aquilo era vegano né? Bem, primeira comida vegana gostosa que comi na minha vida.

- Isso é realmente muito bom! - eu estava ficando mal acostumada de ser tão bem alimentada em um final de semana. Quando eu voltasse para os bagels diários e minha comida congelada seria terrível

- Eu te passo a receita! É uma das preferidas de Jared!

- Está pronta? - ele veio até mim segurando uma sacola de papel com frutas e os biscoitos.

- Sim! - me levantei e peguei minha bolsa de mão, minha roupa não estava nada apropriada pra esse momento, se ao menos eu estivesse calçando tênis ao invés desses saltos ridículos

- Bem, Olivia, faça uma boa viagem! Espero vê-la novamente em breve. Vamos marcar um jantar lá em casa Jared, traga ela! - ela me abraçou se despedindo

- Certo Dona Constance, deixa a menina em paz! - ele deu um beijo no rosto da mãe e veio até mim passando a mão por trás da minha cintura e me acompanhando até a porta daquele jeito possessivo adorável.

Maggie me encontrou no aeroporto, graças a deus ela tinha me levado uma roupa, me troquei rapidamente e pronto. Agora, lá estava eu naquele avião a apenas algumas horas de encontrar meu irmão e sua família que agora crescia. Apesar de ter achado muito estranho, fiquei feliz que Jared tenha feito isso. Não pelo gesto, mas porque, pensando bem agora, era o que eu deveria ter feito assim que recebi o telefonema de Adam. Ele ficou tão feliz quando avisei que estava indo, chegar la e ver a cara de felicidade daquele bobão segurando dois bebês vai fazer qualquer coisa valer a pena. Espero que corra tudo bem com Camille, Adam não parecia tão preocupado desde a última vez que falei com ele. Eu andei procurando na internet e parece que partos podem demorar mesmo, é normal.

Aproveitei o wi-fi do avião para checar meus emails e tentar deixar as coisas em ordem para os próximos dias. Minha passagem tinha a data de volta em aberto, então se algo acontecesse e eu precisasse sair correndo não teria problema. A escola de dança estava fechada hoje então só amanhã eu conseguiria resolver isso, mas acho que explicando eu não teria problemas. Espero pelo menos.

Durante o vôo recebi uma mensagem de Jared com um link e dizendo para eu não me preocupar. Meu coração parou por um segundo achando que algo pudesse ter acontecido de grave, mas ao abrir o link vi que era apenas uma foto nossa em uma reportagem no Perez Hilton. “Nossa”, ja que eu estava de costas e tudo que a foto mostrava era um pedaço das minhas bochechas e Jared olhando sério para o fotógrafo com uma das mãos em meu rosto. Jared Leto e morena misteriosa.

JL: Não se preocupa, Emma está cuidando pra que o seu nome não vaze.

OL: Não deve ser bom pros negócios dar um nome pra uma das morenas misteriosas, né? LoL

JL: Engraçadinha. Bem, só quis que você soubesse por mim. Não precisa se preocupar.

OL: Semana que vem você aparece com uma loira misteriosa e eles esquecem dessa foto!

JL: Hum, ok, se está tudo bem pra você. Me avise quando chegar la Xoxo.

De fato era ótimo saber que eles não descobririam meu nome, mas com a vida agitada que Jared levava, eu duvido que lembrem daquilo amanhã! E no mais, eu sou da imprensa e eu sei lidar com isso, não seria nada demais.

Aproveitei as últimas horas de vôo para tirar um cochilo e logo as luzes do avião acenderam nos avisando que chegaríamos ao nosso destino. Abri minha janelinha e era um belo dia na Flórida, a terra do sol brilhante. O golfo do méxico se estendia até o horizonte, em infinitos tons de azul e na terra eu já conseguia avistar as pequenas casinhas arborizadas do local. Completamente diferente de LA.

Precisei alugar um carro já que Adam não poderia ir me buscar. Usei a chave reserva embaixo do vaso de plantas para deixar minhas coisas na casa de Adam e então fui para a maternidade. Camille ainda estava grávida, eles estavam pensando que talvez fosse necessário uma cesária. Argh, odeio operações, espero que tudo corra bem e não precise. Estacionei o carro no estacionamento dentro do hospital e fui em busca do meu casal favorito de futuros papais. Adam já tinha avisado que eu chegaria, entreguei minha identidade e recebi de volta junto com um cartão de visitante.

- Liv! - ouvi a voz de Adam assim que sai do elevador no quarto andar, como ele tinha me orientado. Acenei e fui até ele para abraça-lo

- Adam! Como estão as coisas? Me diga que tem novidades!

- 7 cm! Estamos oficialmente quase lá! Venha, Camille está louca pra te ver. - ele me puxou pela mão me guiando pelos corredores

- Você tem certeza? Ela não deve estar muito… - mas já era tarde, ele abriu a porta do quarto e lá estava ela - Camille!

Ela estava sentada na maca e sorriu quando me viu, estendendo uma das mãos. Ela era adorável, linda e apesar de estar parindo duas crianças continuava parecendo um anjo.

- Eu vou deixar vocês um pouco… -Adam deu um beijo na testa dela e saiu pela porta correndo. Safado!

- Ele está sem comer desde ontem… eu não tenho sido fácil! - ela disse, parecendo compreensiva. Como ela podia compreender algo nessa situação? Eu amarraria meu marido no pé da cama junto comigo! - Obrigada por vir, Liv! Como foi de viagem?

- Foi bem! Não esperava vir, foi meio de supetão e… - parei de falar quando ele se  curvou para a frente e apertou minha mão. - Ai meu deus, quer que eu chame alguém? - ela não falou nada, apenas acenou que não e continuou apertando mais minha mão, jogando o peso do corpo para a frente e dando respirações profundas e lentas que imediatamente comecei a imitar tentando não ter um treco enquanto ela tinha uma contração.  Depois de eternos 40 segundos ela voltou ao normal e se recostou na cama. - E agora, já vai nascer?

- Ainda não… minha bolsa não rompeu ainda, acho que tenho algumas horas de trabalho pela frente.

- Vocês não vieram muito cedo pro hospital? Quer dizer, e aquelas histórias de mulheres que tem filhos no taxi indo para o hospital…

- Tive um sangramento ontem a noite, parece que é normal antes do parto, mas Adam quis que eu ficasse direto no hospital. Ele está mais nervoso do que eu… - ela riu e tomou um gole grande da garrafa de água que estava ao seu lado.

Não demorou muito e Adam já estava de volta. As contrações iam e voltavam com alguma frequência e no intervalo entre uma e outra Camille vivia como se nada tivesse acontecendo. Era bem estranho, acho que eu estaria em pânico e implorando por uma anestesia mas ali estava ela, com uma barriga imensa e prestes a parir duas crianças como se isso fosse completamente natural. Ok, isso é natural, mas você entendeu, não acho que EU teria a coragem que ela estava tendo. No meio da tarde um médico apareceu e decidiu que ela já estava pronta para ir para a sala de parto.

- Agora vai ser rápido? - perguntei para Adam

- Não sei, depende de mulher pra mulher. Eu vou com ela, você quer ir até lá em casa, tomar um banho, descansar da viagem?

- Humm, pode ser. Acho que não tem muito o que eu fazer aqui, né? - ele me deu um beijo na bochecha

- Mas obrigada por vir, ta? Significa muito pra mim. - ele sorriu - Os pais de Camille chegam amanhã de manhã, não sei como vou fazer pra abrigar todos vocês na casa, mas… penso nisso amanhã

- Eu me viro… vai lá!

A casa deles ficava num condomínio em um bairro mais afastado do centro de Tampa, tinha um estilo clássico com colunas brancas e janelas arqueadas combinando. Uma casa típica da Flórida, de um andar só, com os ambientes levemente interligados e na frente de um lago lindo que proporcionava um por do sol incrível. Eu já havia estado ali algumas vezes, mas algo na decoração tinha mudado, provavelmente porque duas crianças em breve morariam ali. A quantidade de móveis tinha diminuido e os porta retratos agora estavam seguros em cima do suporte de madeira que enfeitava a lareira. Meu celular apitou enquanto eu estava deitada na cama de casal do quarto de hóspedes e eu tive um mini ataque cardíaco, tinha chegado e esqueci completamente de avisar todo mundo. E isso inclui Jared, que estava me ligando.

- Eu esqueci! - atendi, já prevendo a bronca que eu levaria

- Tudo bem… - ahm? - E ai você já é titia?

- Bem, teoricamente eu já sou tia, as crianças já existem. Mas não, ainda não nasceram.

- Ah, ok então. Me avisa quando tudo correr bem!

- Você só me ligou pra saber dos bebês do meu irmão? Nem um pouco preocupado de o avião ter caído, balançado, de eu ter batido com a cabeça enquanto fazia xixi naquele banheiro minúsculo?

- Bom, você parece bem! - ele riu - Desculpe, você esta bem? O que você tá fazendo?

- Estou bem, obrigada, tive uma ótima viagem! Estou deitada na cama pensando em tirar uma soneca

- Você cruzou o país pra ir tirar uma soneca? - ouvi alguém gritando o nome dele ao fundo da ligação - Bem, preciso ir. Me avise se tiver novidades!

Não tive tempo de me despedir e o telefone ficou mudo. Não que eu quisesse me despedir também, tanto faz, ele devia estar ocupado. Minha cabeça estava constantemente dividida quando tinha que lidar com Jared. Uma parte estava louca por ele e queria transar com ele em todos os estados do país mas a outra era tão cautelosa que não tem aparecido muito ultimamente. Mas eu sabia que ela estava lá e que em algum momento ela ia chegar colocando um freio nisso tudo e me deixando maluca de novo. Ó céus, é muito ruim começar a se importar com uma pessoa.

Fiz um sanduíche pra mim, tomei um banho e voltei para o hospital e para o quarto vazio. Liguei a televisão e me deitei no sofá enquanto zapeava pelos canais. Adam me avisaria quando eles nascessem não é? Já era noite e até agora eu não tinha nenhuma notícia. A maternidade era barulhenta, de vez em quando eu ouvia alguém gritando, bebês, mães, tenho quase certeza que ouvi um pai também. Peguei no sono durante um episódio de Dancing with the stars e acordei com Adam me sacodindo do sofá. Ufa, ele estava sorrindo.

- Nasceram! - me levantei de sopetão e ele se jogou ao meu lado no sofá enquanto eu o abraçava - Uma menina e um menino, ainda não decidimos os nomes.

- E como Camille está?

- Está tudo bem, ela vai precisar ficar no hospital mais um dia por precaução, mas foi tudo bem.

- E quando você vai me apresentar meus sobrinhos? Vamos lá!

******

Acordei com meu celular vibrando na mesinha ao lado da cama. Me espreguicei com os raios de sol que teimavam em entrar pela perciana incomodando meus olhos, o relógio antigo na parede marcava 6:30, eu tinha dormido muito pouco. Peguei meu celular rapidamente quando o pensamento de algo ter acontecido no hospital me passou, mas era só Jared.

- Vai dormir! - atendi mal humorada. Eram 3 da manhã em LA e o jet lag, mesmo que pouco, ainda estava me fazendo mal.

- Que isso garota, é assim que se atende o telefone? - ele riu - Desculpe ligar essa hora, acabei de terminar uma gravação

- Tudo bem. Você viu a foto que mandei?

- Sim, eles parecem incríveis!

- Eles são mesmo! - bocejei e me enrosquei no lençol tentando esquentar meus pés gelados. - Acho que você está com saudade, anda me ligando demais!

- Haha, você adoraria, não é? - ele riu mais um pouco antes de ficar em silêncio por um tempo - Quando você volta?

- Está vendo só? Não aguenta nem um dia longe de mim. - ele não falou nada e ficou esperando a resposta. Ok, talvez eu estivesse forçando muito bom humor numa pessoa as 3 da manhã - Não sei, queria voltar hoje mas meus pais estão chegando, se eu vou embora sem vê-los minha mãe ficaria arrasada.

- Humm, ok.

- Você tem algum compromisso nos próximos dias?

- Não, estou com alguns dias livres… - “eu não me importaria se você passasse eles aqui”, respondi mentalmente. Não acho que Adam se importaria, vou ter que encontrar um hotel com certeza, mas era apropriado?

- Você quer… - falamos juntos sendo interrompidos por um bocejo de Jared. - Você está com sono. Vai descansar.

- O que você ia falar?

- Não era nada, estou com sono também, quero voltar a dormir.

- Olivia…

- Jared se você não desligar eu vou desligar na sua cara…

- Se você desligar na minha cara eu vou ser obrigado… - desliguei o telefone, rindo e me sentindo uma boba por isso.

Voltei a dormir e fui para o hospital na parte da tarde, quando meus pais já estavam por lá.

- Bom dia! - entrei no quarto sacodindo meu humilde arranjo de violetas com um balãozinho de comemoração. Camille estava amamentando o menino enquanto Minha mãe aninhava a menininha.

- Filha! Fiquei tão feliz que você veio! - minha mãe disse ao me ver. Coloquei meu arranjo em cima da cômoda longe de Camille e fui até ela dar um beijo. - Como estão as coisas?

- Está tudo bem. E como estão esses lindinhos? - mexi na mãozinha coberta por uma luva verde da neném que se mexia no colo da minha mãe.

- O dia passou bem rápido. Consegui ligar para a Marat e os testes do meu grupo só iriam começar na quinta feira. Ainda tinha alguns dias e decidi ficar por ali. Avisei Mandy e Trevor que só voltaria na quinta e agora eu podia curtir esses dias de férias. Há muito tempo minha família não se reunia dessa forma (e a última vez foi levemente traumática) então era bom estar ali.

Segurei um dos bebes pela primeira vez naquela tarde, e foi uma das coisas mais difíceis que já fiz. Eles parecem tão frágeis! Tão pequenos e cheios de dobrinhas. Isabella era calma e tinha o olhar muito parecido com o de Camille. Já Noah parecia bastante agitado, e tinha a cabeça cheia de cabelos pretos iguais os de Adam. Estava na frente do berçário admirando os dois bebês quando meu telefone tocou.

- Jared!

- Srta. Harris.

- Humm, Sr. Leto, a que devo a honra da sua ligação? - eu adorava esse role-play de Srta Harris e Sr Leto, era tão sexy.

- O que você está fazendo?

- Estou no hospital, mais precisamente no berçário vendo os bebes mais lindos do mundo. Não adianta perguntar o que eu estou vestindo, nada sexy! E você?

- Eu apostaria que esta bem sexy sim. - ele diz e não consigo não corar - Acabei de pousar em Tampa, decidi tirar uns dias de descanso.

- Tampa? Aqui? - olho pra trás já achando que ele estaria ali me espionando e me pergunto até onde isso era uma relação saudável. Ele ri do meu espanto

- Sim. Achei que eu tivesse sido claro antes quando disse que não deveria desligar na minha cara quando eu telefono. - eu sabia, talvez por isso eu constantemente desligasse na cara dele da mesma forma

- E o que você pretende fazer aqui?

- Ainda não sei... Veremos. - ouvi uma risadinha do lado dele do telefone e não pude evitar de sorrir também. O que diabos estava acontecendo aqui?



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