História Shambles - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias One Piece
Personagens Nico Robin, Roronoa Zoro
Tags One Piece, Romance, Zorobin
Visualizações 130
Palavras 1.656
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Último capítulo!

Capítulo 4 - Capítulo 4


— Ei, nos volte ao normal agora! — Zoro falou para Law, assim que o Thousand Sunny se afastou da ilha, navegando com tranquilidade pelo mar.

— Não podemos perder mais tempo, Doflamingo deve estar a nossa espera, precisamos nos focar no plano. — Law disse para a tripulação, ignorando o surto do espadachim.

— Não devemos demorar muito mais para chegarmos lá. — Nami olhou para o céu, tudo parecia tranquilo, o tempo estava calmo e sem qualquer indício de tempestade, se seguissem com aquele tempo, chegariam rápido.

— A ilha é muuuuito legal! Tem até um yagi gigante! — Luffy exclamou, com os olhos brilhando, chamando a atenção de Usopp e Chopper, que foram atrás de mais detalhes sobre o animal.

— Oi, Luffy! Volte aqui! — Zoro foi atrás do moreninho, visto que Law havia o ignorado por completo.

Para a sorte do espadachim, Nami também resolvera ajudá-lo.

— Luffy, isso já foi longe demais! — Nami disse de maneira firme. — Eles passaram o dia todo com os corpos trocados, coitada da Robin!

— Coitada só dela? E eu? — Zoro exclamou.

— Você é um idiota sortudo, isso sim. — Foi Sanji quem o respondeu, ainda inconformado com o fato de que o corpo de sua bela Robin-chan estava sendo habitado por um ogro como o espadachim. — Tem o corpo de uma bela mulher todo sob seu controle e... — Sua imaginação foi fluindo, imaginando-se no lugar de Zoro. Ah se ele pudesse estar no corpo de Robin... Poderia ver... Os vales proibidos...

Sua imaginação foi interrompida rapidamente quando sentiu o impacto de um soco acertando em cheio sua cabeça. Nami não estava nada satisfeita com aquilo e pelo visto Robin também não, os olhares que estava lançando para o cozinheiro não eram nada amistosos.

— Idiota! — Nami exclamou. — Estamos cercadas de pervertidos!

Sanji suplicou um pedido de desculpas para ambas suas damas, mas nenhuma lhe deu muito ouvidos, ambas se voltando novamente para o capitão do navio, assim como Zoro, que estava louco para voltar ao normal.

— Luffy, já chega disso, nos volte ao normal!

— Ainda não! Acho que vocês podiam ficar mais um dia assim, está muito engraçado!

— Daqui a pouco estaremos chegando a Dressrosa, não poderemos lutar bem com corpos trocados. — Robin dessa vez tomou a palavra. Todos torcendo para o moreninho acabar de vez com aquela loucura.

— Ah Robin, mas está tão divertido...

— Ela tem razão. — Law finalmente falou. — Nós precisaremos de todos prontos para lutar caso algo dê errado. Além do mais, eles já sofreram bastante.

— Ah, mas Traffy...

— Luffy! — Nami exclamou. Sua face assustadora finalmente conseguiu convencer seu capitão.

— Ah tudo bem... Mas depois que tudo for resolvido em Dressrosa, vamos fazer isso de novo! — Ele disse animado.

— Que seja... — Law murmurou. Ele então se voltou para Zoro e Robin. — ROOM: Shambles! — Seus corações saltaram e voltaram para os respectivos corpos, fazendo-os voltar ao normal.

Zoro suspirou aliviado. Ser mulher por um dia inteiro saíra mais difícil do que havia imaginado, e ele só torcia para não passar por aquela experiência nunca mais em sua vida.

— Robin-chwan, você voltou! — Sanji foi logo rodopiando para o lado da morena, feliz por ela ser ela novamente. Ele logo foi lhe enchendo de mimos, dizendo que prepararia um belo jantar para ela e Nami àquela noite.

— Oi Sanji, eu também quero comer! Estou com fome! — Luffy foi dizendo. Seu desânimo em ver Zoro e Robin de volta ao normal sendo esquecido graças à comida.

O loiro logo se trancou na cozinha, preparando um enorme jantar para toda a tripulação, que comia animada, e sem brigas de Zoro e Sanji dessa vez. Eles resolveram aproveitar em paz aquela noite, que provavelmente seria a última antes de chegarem a Dressrosa.

Assim que terminaram de comer, a maioria dos piratas (juntamente com Kinemon e Momonosuke) foram se aprontar para dormir. O pequeno Momo se dirigiu para o quarto das meninas, acompanhado de Nami. Robin não tinha costume de dormir cedo, a navegadora bem sabia disso, então nem se incomodou.

Law também não foi dormir, decidiu se trancar na biblioteca junto com Chopper, para estudarem mais alguns livros de medicina e dividir seus conhecimentos. Desde que Trafalgar havia entrado naquele navio, o pequeno Chopper queria passar o máximo de tempo com ele, a fim de aprender tudo o que o outro sabia.

Robin, por outro lado, não fora para a biblioteca. Ela se dirigiu ao ninho da gávea, sabendo exatamente quem encontraria por ali.

Zoro sempre pegava o turno da noite da vigília, apesar de dormir um pouco durante a madrugada, era o turno que ele mais gostava.

Mas naquela noite ele estava bem acordado, treinando levantando seus pesos, já que não conseguira treinar direito mais cedo, visto que estava no corpo de Robin.

— Bem, finalmente está tudo resolvido. — Robin disse, sorrindo, enquanto se sentava próxima ao espadachim que ainda treinava incansavelmente.

Ele concordou brevemente, se concentrando em levantar os enormes pesos.

Logo o silêncio se instalou entre os dois. Enquanto Zoro treinava sem parar, a arqueóloga abrira um livro que trouxera consigo e lia calmamente.

Finalmente o espadachim depositou seus pesos no chão, aparentando cansaço. Ele procurou ao redor alguma toalha para poder secar o suor de seu rosto, mas não encontrou.

— Procurando por isso? — Uma mão brotou no chão atrás do pirata, estendendo-lhe a toalha branca.

Ele murmurou algo incompreensível (no que Robin entendeu como um pequeno agradecimento) e limpou seu rosto, se sentando no chão para descansar um pouco.

— Algum problema, Zoro? — Robin perguntou calmamente, vendo que ele estava com uma expressão estranha. — Quer que eu saia daqui? — Ela sorriu.

Não era comum a arqueóloga ficar no ninho da gávea, ainda mais a noite. Ainda mais sozinha com ele. Ela geralmente passava as noites na biblioteca do navio, lendo por horas a fio.

Zoro não respondeu de imediato, mas a verdade é que ele não queria que ela saísse. Ele não se incomodava com a presença de Nico Robin. Era simplesmente estranho quando ficavam assim sozinhos. E mais estranho ainda era como ele se sentia nessas situações.

— Pode ficar. Tanto faz. — Finalmente disse, com a face um pouco avermelhada.

— Tudo bem. — A arqueóloga bebeu um pouco do café que havia preparado mais cedo, voltando a se concentrar em seu livro.

— Obrigado. — Zoro disse, com a voz baixa. Não estava acostumado a proferir aquela palavra, de modo que Robin arqueou o cenho, um pouco surpresa.

— Pelo que?

— Por ter me salvado hoje mais cedo lá na ilha. — Ele não olhava para a morena, mas era visível, pelo fato de sua face estar avermelhada, de que estava constrangido. — Diabos, eu realmente achei que iria morrer afogado ali.

Zoro se levantou, coçando um pouco a cabeça, sem jeito.

Era estranho ter aquelas posições invertidas. Geralmente era o espadachim quem salvava seus companheiros, ele não estava acostumado a precisar de alguma ajuda ou se sentir impotente, como foi o que aconteceu quando estava dentro d’água.

Mas no final das contas, todos precisavam de ajuda em algum momento, e ele sabia que seus companheiros sempre estariam ali por ele, assim como Zoro sempre esteve por perto quando algum deles precisava. Companheirismo era uma via de mão dupla, um ajudava o outro. E aos poucos o pirata ia aprendendo esse significado da palavra.

— Não tem porque me agradecer, Zoro. — Robin sorriu, se levantando também e se aproximando dele. — Eu não iria deixa-lo morrer.

Zoro sabia que podia contar com ela, a verdade é que desde os eventos de Enies Lobby, ele não tinha dúvidas disso. Mas Robin era diferente. Ele não sentia aquele companheirismo natural com ela, como sentia com Nami, a quem tratava como se fosse uma própria irmã (e uma irmã bem chata, por sinal). Ele sentia algo diferente por ela, não que não confiasse na arqueóloga, era só algo diferente. Não a via necessariamente como amiga. Talvez algo mais? Ele não sabia.

A única coisa que ele sabia. Ou melhor dizendo, estava tomando consciência naquele momento, era de que a distância que ambos estavam um do outro ali não era necessariamente grande.

Mas ainda assim não parecia o suficiente.

Era como se seu corpo estivesse clamando por ela. Em tê-la mais perto.

A pequena distância então foi finalmente cortada por Zoro, que puxou a morena para mais perto de si, selando seus lábios nos dela em um beijo tímido e atrapalhado que logo foi tomando mais forma.

O beijo foi se intensificando aos poucos, porém antes que Zoro pudesse fazer alguma coisa, Robin separou seus lábios dos dele, se afastando, deixando-o confuso.

— Boa noite, Kenshin-san. — Ela sorriu, proferindo o apelido que tanto usara dois anos antes quando se conheceram.

Logo depois a morena desceu do ninho da gávea, deixando lá um Zoro ainda confuso e com um pequeno sorriso em sua face.

Talvez ele ainda não visse Robin necessariamente com aquele sentimento de companheirismo, como sentia pelos outros piratas dos Chapéus de Palha, mas uma coisa tinha certeza: o que sentia por ela não era só diferente, era especial, era grande.

Enquanto isso, na biblioteca do Sunny, algo acontecia. Algo que iria trazer muitas dores de cabeça para Trafalgar Law novamente.

— Eu já disse que não. Amanhã estaremos chegando a Dressrosa, precisamos de todos prontos e em plena forma para lutar caso algo dê errado. — Ele disse pela milésima vez para o moreninho a sua frente que parecia não lhe escutar.

— Ah vamos Traffy! Só mais uma vez! — Ele implorou.

— Nem pensar.

— Assim que estivermos chegando a Dressrosa, você volta eles ao normal!

Law suspirou, olhando para o pequeno Chopper que estava dormindo em cima de um livro aberto sobre a mesa.

— Você vai me deixar em paz depois disso?

— Vou sim!

— É a última vez que faço isso, Mugiwara-ya.

— Certo, tudo bem! — Luffy disse, praticamente pulando de entusiasmo.

— ROOM: Shambles! — Dois corações saltaram de seus corpos, indo um para o corpo do outro. Estava feito.

E na manhã seguinte, um Chopper e um Usopp acordaram toda a tripulação com suas gritarias, nada satisfeitos com o que havia acontecido com eles.


Notas Finais


Espero que tenham gostado da história ♥ eu tenho algumas outras fics ZoRobin prontas já, se gostaram dessa, posso postar outras aqui no Spirit também :P


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