História Shape Of You — Oneshot - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui
Tags Camren, Fifth Harmony, Oneshot
Visualizações 127
Palavras 1.659
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Artes Marciais, Crossover, Luta, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Atenção, peço que leia ouvindo a música shape of you, do Ed Sheeran, já que a fic foi totalmente inspirada no clipe. Então, por favor, leia escutando essa maravilha.

Capítulo 1 - Girl, you know, i want your love


Há pessoas que diga que o local certo para flertar é em uma balada, em um encontro, em uma conversa descontraída. Eu digo que não é bem assim. Com certeza não era assim. Na realidade, qualquer lugar se torna uma boa oportunidade para um flerte que pode marcar a sua vida.

Me lembro perfeitamente de como isso fez sentido pra mim…

Tudo iniciou-se quando eu decidi praticar boxe. Para uma garota, fraca, branquela e sem muitas perspectivas de vida, é um marco especial em sua vida. É onde você quebra uma barreira que é imposta por si mesma.

Adentrei no ginásio com a bolsa de academia em meu braço, procurando por onde começar meu treino. Meu treinador me chamou em um canto e começou a me ensinar como se devia socar um saco de pancadas, pode parecer estúpido, mas pelo visto eu realmente precisava de suas dicas, já que não era só chegar e dar socos aleatoriamente.

E então ele me deixou sozinha, dizendo que a melhor forma de se aprender era praticando. E então fiz, comecei a investir furiosamente contra o saco de pancadas, esticando todo o meu braço e em uma expressão super concentrada. E estava, aparentemente, tão concentrada que ouvi risos vindos um pouco distante e logo cessando-se com uma bronca vindo dos superiores.

Sondei em volta e encontrei o motivo das risadas. Alguns metros distantes havia uma garota me observando. Ela brincava de golpear a pêra de saco de pancadas, girando seus pulsos sincronizadamente e fazendo o objeto ir e voltar em um repetitivo.

Apesar disso, sua atenção estava totalmente concentrada em minha pessoa. Ela me fitava com aqueles olhos ardentemente afrontadores de cor amendoada. Ela tinha um corpo perfeito, coberto somente por um top e um short de boxe. Seus cabelos castanhos estavam presos em um coque frouxo, deixando livres mexas abanar de um lado para o outro de seu rosto arrendondado. Sua pele era morena e bronzeada, como se não pertencesse ao país que estávamos.

Estava tão perdidamente fascinada com aquela criatura dissimulada que somente voltei a terra quando ouvi um berro em meu ouvido, ordenando-me para voltar ao treino. E assim fiz, sorri timidamente e retornei ao exercício.

(…)

Um mês havia se passado com a troca de olhares intensa, sempre era a mesma situação. Eu chegava ao treino, me aquecia, treinava, e ela estava sempre lá, me acolhendo em seus olhos castanhos.

Até que eu havia criado coragem e me aproximei dela, aproveitando que nosso técnico estava concentrado em outro aluno.

Eu estava hesitante, desencorajada, com um sorriso amarelo. E ela notou isso. Tanto que ela se apresentou primeiro. Seu nome era Camila. Eu saboreei cada letra de seu nome em meus lábios, sorrindo genuinamente.

Camila havia me perguntado porque havia demorado tanto tempo para chamá-la, e eu respondi que não estava pronta para conversar com um ser celestial ainda. Ela deixou uma gargalhada gostosa escapar de sua boca, e aquilo me aqueceu internamente.

O assunto havia terminado, deixando somente aquela habitual troca de olhares permanecer conosco. Balancei a cabeça veemente, dispersando meus pensamentos fantasiosos.

Me ofereci para treinar, segurando o saco de pancada, e ela apenas aceitou, retornando a prática.

Nenhuma palavra mais foi trocada, apenas o habitual.

(…)

Mais um tempo havia se passado desde que conversamos pela última vez. Dessa vez eu decidi que iria mais cedo para o boxe.

Adentrei no ginásio, com a mochila vertical em minha destra. Cortei o corredor e fui até onde estava todos os aparelhos.

Estava vazio.

Ou quase.

Escutei alguns sons de respiração alta vinda de um canto, e me aproximei. Era ela.

Camila estava com as pernas abraçadas envolta do saco de boxe, fazendo abdominais pendida no ar. Ela fazia um rápido movimento de subir e descer, e toda vez que subia, socava duas vezes ar, e cada vez que descia, eu caia no meu mundo fantasioso novamente.

Notei cada detalhe seu, como o fato de uma pequena gota de suor descer por seu pescoço e perder entre os vales de seus seios, ou como estava tão concentrada que nem havia notado minha presença.

Balancei a cabeça e fui para meu armário, o abri e joguei minha bolsa lá dentro, pronta para outro dia.

(…)

O treino havia terminado e eu retornei para o local onde havia deixado meus pertences. Coloquei a senha no cadeado, e quando estava prestes a abrir, uma agonizante dor me atingiu, mais precisamente, a lateral de minha cabeça.

Um pouco desnorteada, olhei para o lado e encontrei a latina com sua boca formada em um O enquanto apertava a porta de seu armário.

Gargalhei com seu desespero e logo fui recebida com uma chuva de perdão dela.

E eu não a desculpei. Camila me perguntou o motivo e disse que não era simples de perdoar. Então disse que só a perdoaria se saísse para almoçar comigo.

E ela aceitou.

(…)

Andávamos lentamente pela calçada, bem, ela andava. Eu saltitava de um lado para o outro, conversando diversos assuntos aleatórios com ela. Ela era bem animada e feliz, e, com certeza, tínhamos uma química forte.

Ela era doce e simpática.

Enquanto eu era grossa e antissocial.

Pelo menos, longe dela.

Brinquei fingindo lhe dar alguns socos e ela riu, retribuindo a brincadeira de bom grado.

Entramos na cafeteria próxima a onde estávamos e nos sentamos em uma mesa distante. Camila pediu um prato de salada e eu frango. Estava tão incrédula com aquilo que nem disfarcei o desapontamento ao vê-la comer aquilo. Me perguntou o que havia de errado? E eu respondi que nenhum ser consegue sobreviver de salada.

Peguei um pedaço de frango em meu prato e lancei em meio a seu pedido, primeiro, ela me observou assustada. Até que um sorriso presunçoso desenho seus perfeitos lábios. Expliquei que um bom lutador também comia carboidratos.

(…)

Assim que terminamos nosso almoço, retornamos a academia, e por insistência de minha paixão secreta, apostamos uma corrida para perdemos tudo o que comemos durante o almoço. E com minha derrota, ela fez favor de esfregar na minha cara como frango fazia mal. E eu nem importava em perder se toda vez visse aquela droga de sorriso apaixonante.

Entramos no ginásio e fomos para o ringue. Passamos o resto da tarde dentro do mesmo, ela me ajudava em meus exercícios e vice-versa.

Assim que terminou, descemos por lados opostos indo para a direção dos sacos de pancadas.

E nesse meio tempo, ainda houve uma breve pausa para nossos olhares encontrarem-se novamente, como sempre acontecia.

(…)

O treino havia acabado e como eu era ‘’nova’’ na cidade, Camila me ofereceu para mostrar a cidade. Esperamos em frente a nosso local e aguardamos por um táxi, enquanto conversamos dispersadamente sobre qualquer assunto que aparecesse e rindo animadamente.

O veículo chegou. Como surpresa, ela sussurrou algo no ouvido do motorista e logo voltou a sua pose inicial.

Estava perdida com os encantos da cidade, com meus ouvidos sendo preenchidos somente pelo motor do veículo. Miami era encantadora, com seus diversos pontos turísticos e suas belas praias.

Estava com a mão sobre o estofado do assento, sem qualquer intenção, até sentir pontas de dedos aquecidas tocarem a costa de minha mão. Girei a cabeça até minha canhota, até notá-la sendo apalpada por Camila, que manifestava a mais linda forma genuína de felicidade.

Entrelacei nosso dedos em um arrastado movimento e levei sua destra até minha boca, deixando um extenso beijo na costa de suas mãos.

Camila aproximou-se lentamente, deixando sua testa encostar-se superficialmente sobre a minha. Suas íris queimavam sobre minha boca, e eu não estava muito distante.

Fechei minhas pálpebras, tentando tranquilizar minha respiração.

E quando menos esperava.

Ela se curvou sobre mim e selou nossos lábios em um intenso beijo.

E foi como receber uma carga de 220 volts em meu corpo. Estava arrepiada dos pés a cabeça com a nova sensação, era mágico e profundo, mas doce e inocente. Livre de qualquer malícia e perversão.

(…)

O carro estacionou em uma rua qualquer e descemos. Ainda de mãos dadas, Camila começou a me apresentar a cada ponto turístico, cada ponto, até irmos para um píer.

Estava vazio devido ao horário.

Não conversamos sobre nada, não era preciso. Em pouco tempo, sabíamos como ter uma conversa muda.

Me posicionei atrás dela, envolvendo sua cintura com meus braços e pressionando seu corpo mais contra o meu. Instintivamente, encaixei meu rosto em seu pescoço, inalando o incrível perfume de rosas dela e me escondendo entre seus fios escuros. A lutadora pôs sua mão sobre a minha, entrelaçando seus dedos aos meus, e isso me deu coragem para deixar alguns lentos beijos sobre a extensão de sua pele, sorrindo sobre a mesma em seguida.

(…)

Estava segurando firmemente o saco de pancadas, enquanto mantinha meus claros olhos fixos sobre a dissimulada lutadora que parecia concentrada demais em seu exercício. Camila trocou olhares com o saco e comigo, logo me puxando pela lapela de meu casaco e beijando meus lábios ariscamente. Por sorte do destino, o lugar estava vazio.

Camila saltou do chão, abraçando meu corpo com suas pernas e prosseguindo com seus lábios, que mordiscavam e chupavam os meus sem qualquer tipo de prudência. Dei alguns lentos passos, até prensá-la contra a parede de cimento, e tendo como resposta um baixo gemido de prazer.

A garota sorriu inocentemente, afastando-se para olhar em meus olhos. Eles tinham algo especial, como um brilho único e raro, e eu sabia que era por minha causa. Seus braços envolveram-se em meu pescoço, me abraçando firmemente, e ali eu sabia que estava tudo bem.

(…)

Passou-se três dias, e Camila não fora treinar.

(…)

No quinto dia, havia chegado mais cedo. O armário da latina estava aberto, com uma foto e uma luva sobre a fotografia. Rente ao documento havia uma mensagem, puxei um papel e li.

‘’Agradeço por tudo o que passamos, mas, às vezes, precisamos ir atrás de nosso sonhos. Faz alguns dias que viajei para o campeonato nacional.

Se quiser seus sonhos, está livre.

Caso queira me encontrar, sabe onde estarei.

Da sua Camz.’’

Larguei o bilhete e corri desastradamente entre as pessoas que estavam em meu caminho.

Precisava ir atrás da minha garota.



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