História Sharingan - SasuSaku - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Fugaku Uchiha, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Hyuuga Hiashi, Ino Yamanaka, Iruka Umino, Itachi Uchiha, Jiraiya, Kabuto, Kakashi Hatake, Kankuro, Karin, Kiba Inuzuka, Killer Bee, Kimimaru, Kisame Hoshigaki, Kurama (Kyuubi), Madara Uchiha, Maito Gai, Mebuki Haruno, Metal Lee, Mikoto Uchiha, Naruto Uzumaki, Obito Uchiha (Tobi), Orochimaru, Pain, Personagens Originais, Rock Lee, Sakura Haruno, Sarada Uchiha, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Shizune, TenTen Mitsashi, Tobirama Senju, Tsunade Senju, Yahiko, Yamato, Yuukimaru, Zabuza Momochi, Zetsu
Tags Akatuski, Amor, Chouji, Chunin, Deidara, Drama, Ficção, Gaara, Hebi, Hentai, Hidan, Hinata, Hokage, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Jiraya, Juugo, Kabuto, Kakashi Hatake, Karin Uzumaki, Kiba Inuzuka, Konan, Kyuubi, Madara, Nagato, Naruto, Neji, Ninja, Obito Uchiha, Orochmaru, Pain, Renegado, Revelaçoes, Rock Lee, Romance, Sai, Sakura Haruno, Sasori, Sasuke Uchiha, Sasusaku, Sexo, Shikamaru, Suigetsu, Taka, Temari, Tenten, Tobi, Tsunade, Tsunade Senju, Uchiha, Violencia, Yahiko, Yamato, Yaoi, Zetsu
Visualizações 264
Palavras 5.455
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Hentai, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Yo minnaヽ(*⌒∇⌒*)ノ
Eu já postei bastante fanfics, e deve ser por isso que eu sempre acabo excluindo alguma em determinado momento, não sou capaz de gerencia-las ao mesmo tempo, portanto hoje em dia acabo não criando muitas ideias na minha cabeça, porém sempre fico me contrariando e aqui estou. No entanto essa veio de repente e eu disse pra me mesma (porque não?) Vou me esforçar muito nessa fanfic, pois realmente gostei da ideia e quero escreve-la com muito amor e carinho. A ideia de alguém está lendo ela é assustadora, mas fico bastante agradecida pelos comentários e favoritos desde já.
No começo vai seguir corretamente e muito rigorosamente o capítulo 181 do mangá ( mentira, é só esse capítulo mesmo e muito mal, nem me lembro qual é o capítulo que o sasuke saí da vila mas relevem. ) saboreem o gosto da dor, porque eu estou chorando até o momento.
Boa leitura, e fiquem com rikudou <3

Capítulo 1 - Capítulo I - Convite do som


Fanfic / Fanfiction Sharingan - SasuSaku - Capítulo 1 - Capítulo I - Convite do som

Arco I - Decisões

O quarteto do som soube que a decisão havia sido tomada assim que Sasuke - o provável próximo corpo do seu mestre. - esmagou a folha verde com a mão enquanto seus olhos se tornavam tons mais escuros, e independentemente de qual fosse essa, eles mantinham um sorriso de superioridade no rosto enquanto permaneciam de braços cruzados, encarando o garoto sentado no chão que olhava um ponto fixo na mão esquerda. Inúmeras foram as vezes em que se perguntaram o porque e como Orochimaru se interessou por alguém tão fraco, ao ponto de faze-lo seu novo pupilo, e consequentemente o líder do quarteto. Porém eram apenas subordinados e tinham consciência de que não deveriam questionar, qualquer passo em falso poderiam acabarem mortos, seja pela cobra ou pelos próprios companheiros, sabiam que levaria punições assim que o mestre colocar os olhos no Uchiha, seu corpo magro estava cercado de ferimentos.

O selo amaldiçoado contribuiu para o sentimento ruim no seu peito aflorar, as marcas foram desaparecende até o momento em que seu corpo estivesse completamente limpo, porém com vestígios de um ódio crescente. Posteriormente inerte em pensamentos, a recordação daquele que destruiu o seu clã veio em sua mente tão vívida e rápida quanto um raio, fazendo seu corpo tremer de puro ódio e suas mãos fecharem em punhos, as palavras do subordinado á pouco ecoando em sua cabeça. Precisava de força para destruir o executor de toda a sua familía, matar o seu irmão era o seu destino como o último membro do clã Uchiha, não poderia continuar na vila brincando de ninja. E não haveria ninguém que pudesse salva-lo daquele passo inevitável a vingança. Pois assim que se levantou do chão decidido a trilhar o seu caminho de vingador, teve consciência que seria um caminho sem volta. E que não haveria alguém que pudesse faze-lo voltar atrás com o seu anseio. 

Ele ira provar ao seu irmão que o ódio no seu peito é o suficiente, que a vontade de mata-lo é o motivo dele continuar vivo até o momento, e assim que cumprir o seu destino vai restaurar o seu clã e tirar a desonra do nome dos Uchiha que fora manchado por ninguém menos que o primogênito do líder, e os antecessores. Pois de hoje em diante, havia apenas um caminho, e Sasuke não vai medir esforços para segui-lo. Só esperava ficar forte o suficiente para enfrenta-lo e não deixar cair nas manipulações da cobra.

– Me esperem perto da floresta. – Ordenou, posteriormente dando as costas para o quarteto e seguindo em direção ao seu apartamento sem esperar respostas, seu corpo ferido após a luta que tivera com os quatros latejava. 

Assim que pusera a bolsa nas costas determinado a ir para o covil da cobra, olhou de relance para o retrato em cima da sua escrivaninha. Era uma foto do time sete tirada á alguns meses atrás, a esquerda estava ele, com o rosto fechado enquanto encarava o lado contrário da câmera, visivelmente desconfortável ao estar na presença deles. Ao seu lado Sakura sorria de olhos fechados, aparentemente feliz ao ser fotografada ao lado do amado, atrás o seu sensei afagava os fios de ambos os garotos enquanto sorria, o único olho visível fechado em apenas um traço. Naruto a sua direta permanecia com feições emburradas enquanto olhava o seu animigo de maneira raivosa, como se estivesse prestes a avançar e começar uma briga. 

Ele não chegou a sorrir enquanto fazia impulso para o objeto ir de encontro com a madeira, empurrando a fotografia como se quisesse esquece-la e de fato, queria. Tentou negar para si mesmo que o aperto no seu coração não foi causado pela mínima culpa, as lembranças dos momentos juntos passavam como um flashback na sua cabeça, como se as recordações quisessem tortura-lo para deixar a sua decisão de lado, as vozes eram como uma dor psicológica. E em um desses momentos conseguiu se recordar da luta contra Naruto no hospital, sendo impedida pelo platinado que logo chegara e os jogou para longe, vagamente lembrando de quase tê-la matado. Ele retirou esses pensamentos da sua cabeça assim que pulou a janela, afim de não ser visto saindo pela porta da frente.

Ele tentou inutilmente ignorar a ansiedade enquanto colocava as mãos no bolso e caminhava pelas ruas vazias de Konoha, a escuridão lhe cercando enquanto ia em direção ao ponto de encontro. 

Sakura sentira um aperto no seu coração desde o momento em que presenciou o genin jogar as partes da maçã perfeitamente cortadas no chão bruscamente, posteriormente desafiando Naruto para um luta na parte superior de hospital. Recordava de que ao tentar parar o combate quase foi morta, se não fosse pelo seu sensei poderia estar facilmente em uma cama recebendo os cuidados médicos necessários. Porém o pior foi perceber que a situação do seu sentimento apenas se agravou enquanto tivera uma conversa com Naruto sobre o garoto, limitando-se a falar sobre o selo amaldiçoado, mas não chegando na parte do sentimento estranho que pairava sobre o seu peito.

Não conseguiu se concentrar no prato de lamén a sua frente enquanto os seus pensamentos estavam espeficamente voltados a ele de uma maneira constante, nem ao menos prestou atenção na maioria das palavras do loiro-hiperativo que constantemente lhe fazia perguntas, que para ela não passava de meros sons, não era capaz de ouvir por estar tão entertida, não dando uma mínima resposta. Estava de fato preocupada, principalmente por conta do selo amaldiçoado que Orochimaru colocou no pescoço do genin, sentia seu peito se retorcer assim que se recordava da floresta da morte onde as marcas envolveram o seu corpo e a sua aura mudou para uma sádica, poderia ser comparável com o ocorrido no hospital.  

Respirou fundo, negando com a cabeça os seus últimos pensamentos negativos, não poderia se apegar a esse tipo de sentimento, para o seu próprio bem-estar. Enquanto pegava os hashis, suas mãos trêmulas ainda foram capazes de conseguir manter os objetos e levar o macarrão até a boca enquanto era observada pelo olhar curioso de Naruto, que reserva o olhar entre a garota por quem é apaixonado e a sua comida preferida, mas Sakura não chegou a perceber, nem ao menos fez questão de olha-lo de volta.

– Sakura-chan, não se preocupe tanto com o teme. Ele vai ficar bem. – Tranquilizou, sorrindo. Os seus olhos azuis se tornando meros traços enquanto passava a mão pelas costas da garota. – Ele é forte'ttebayo.

– Espero que você tenha razão Naruto. – Ela tentou forçar um sorriso, porém saiu apenas uma careta que fez loiro gargalhar. – Não ria de me, shannaro!

Assim que terminaram a pequena reunião em um pouco de silêncio da parte da rósea, Sakura se despediu do amigo de equipe com um simples 'eu estou bem' e um sorriso mínimo no rosto, sentiu que estava mentindo mais para si mesma do que para o loiro, que como resposta acenou com a mão e esperou a garota sair do seu campo de visão para ir em direção a sua casa. Suspirou derrotada enquanto olhava para o luar, o sentimento ruim se alastrava no seu peito como se fosse um mal presságio, porém Sakura não acreditava nessas coisas, pelo menos até sentir um chakra conhecido indo em direção a única saída da vila. 

Estava parada encarando a luz forte da lua quando isso aconteceu, sua boca ficou seca e suas mãos em frações de segundos se tornaram trêmulas como a minutos atrás, e as pernas bambas, mal podendo acreditar no que estava acontecendo, conseguia sentir apesar da distância calorosa. Convenceu a si mesma de que estava apenas sentindo coisas e o aperto no peito era apenas uma mera preocupação que estava fazendo-na levar para o lado psicológico. 

Mas ao lembrar dos últimos acontecimentos envolvendo Sasuke, não conseguiu se conter, engoliu em seco ao pensar na possibilidade  do garoto ceder as propostas manipuladoras do Sannin, indo em sua direção em sua busca incansável pelo poder. Com os lábios trêmulos, os seus pés pareceram ganhar própria vida enquanto sentia suas pernas correndo em um ritimo acelerado, deixando os passos vagarosos de lado e indo o mais rápido possível para o outro lado da vila, onde o último Uchiha caminhava em passos curtos em direção ao portão.

Seus cabelos róseos voavam conforme o vento batia contra o seu rosto, provocando sensações de calafrios, porém nada poderia se comparar ao aperto incômodo na garganta por conta do choro reprimido, o coração acelerado. A sensação de perda imundava todo o seu ser enquanto o sorriso mínimo de Sasuke aparecia em sua mente de maneira constante, como uma lembraça que era reservada para momentos de nervosismo. Sentira que algo de ruim aconteceria, porém não poderia deduzir que fosse tão drástico a esse ponto.

Se recordava dos momentos em que tivera com o Uchiha desde a sua primeira declaração quando ainda era uma mera criança com um laço vermelho na cabeça, de quando ele a protegia nas missões e das poucas porém maravilhosas vezes em que ele esboçava um sorriso mínimo porém que fazia o seu corpo inteiro vibrar e sua inner e ir a loucura, principalmente quando era direcionado espeficamente a ela. A sua última mas especial lembrança foi quando entrelaçaram as mãos pela primeira em uma missão quando ele estava machucado, e provavelmente a última. Sentiu como se estivesse tendo uma despedida consigo mesma, tamanha seria a sua dor se perdesse o seu primeiro e único amor.

Seu cenho franzido e os lábios curvados demonstravam o seu nervosismo que logo foi dando lugar a um largo sorriso de pura felicidade ao perceber que não havia ninguém naquela parte da cidade, nem ao menos um garoto de cabelos negros que preenchia seus pensamentos desde o momento em que acordou, e nenhum sinal de chakra aproximando. Se repreendeu ao ver que estava completamente certa ao pensar que era apenas uma coisa do seu psicológico. Não poderia estar mais aliviada, afinal, Sasuke é o seu porto seguro, a sua partida seria como uma tortura pior que física. 

Normalizou os seus passos ao ficar do lado de um banco, sua respiração descompesada e as pequenas gotas de suor por conta da corrida não lhe incomodaram, deixou suas mãos enconstarem no joelho e respirou fundo. Ele não estava vindo, essa era a sua única certeza enquanto sentia o cansaço por conta da sua corrida desesperada, fechou os olhos tranquilizando a si mesma em palavras reconfortantes. Nada mais importava.

E novamente naquela noite, ela tentou admirar a lua mômentaneamente e de uma maneira despreocupada, em busca de se distrair por conta do susto que fizera consigo mesma, porém não conseguiu. Sua ânsia juntamente com as lágrimas no canto dos seus olhos havia ido ralo abaixo assim que sentiu o chakra repentinamente desaparecer e com ele, o choro reservado para aquele momento. Porém para o seu pavor, o aperto no coração continuou lá mesmo após a certeza de que Sasuke provavelmente está bem e indo ter uma boa noite de sono. 

Colocou as mãos sobre a veia que se ressaltava no seu braço por conta da pele extremamente pálida, percebeu que as batidas do seu coração estavam mais acaleradas que o normal, ao ponto de ouvi-las, era estranho. De repente a alguns momentos atrás sentia o seu corpo mais leve, e assim como a sensação veio foi mais rápido que um trovão, indo em direção ao seu alvo. 

Subitamente os seus batimentos cardíacos começarem a acelerar em um nível extremo, lhe causando nervosismo. Era como se ele estivesse se aproximando, era uma reação natural que naquele momento lhe deixou espantada, pois apenas Sasuke proporcionava aquelas reações exageradas apenas com a chegada. Parecia que o seu órgão muscular estava convicto de que nem tudo aquilo que sente é real, assim como nem tudo o que vemos é o que realmente é. Foi como se aquilo tivesse sido uma mera distração para o verdadeiro impacto que não tardou a se aproximar. 

– O que está acontecendo comigo? – Se perguntou, puxando os fios róseos com força ao sentir falta de ar, no mesmo momento em que o chakra reconhecível a quilômetros de distância veio com tudo, lhe deixando atônita e paralisada, estava tão perto que ela conseguia até mesmo sentir a sensação reconfortante que só ele poderia proporciona-la. 

Os passos leves se tornaram audíveis assim como o vento forte que passou perto de onde se encontrava de maneira brusca, a sua respiração antes estabelizada se tornou acelerada e os seus músculos rapidamente tensos enquanto que o medo de virar para trás e encontra-lo indo em direção a sua perdição fez com que ela encarasse os seus pés, pedindo para acordar daquele pesadelo horrível em que se encontrara, ou melhor, desejando que novamente fosse apenas uma reação exagerada causada pelo seu psicológico atormentado.

Mas ela sabia que não era, não poderia ser, ninguém poderia lhe causar tamanha sensações apenas com a presença além dele. Ela estava mais que convicta sobre esse fato. 

O seu pedido de acordar não fora realizado. O cheiro natural que vinha atrás de si fez com que ela percebesse que aquilo era tudo menos um sonho, muito menos o seu subconsciente lhe pregando uma peça, o seu amado estava indo em direção ao portão, indo direto para a sua possível destruição.

Ela virou o seu corpo lentamente na direção do local onde vinha o aroma inconfundível, suas feições abatidas e a boca entre-aberta não poderam ser escondidas enquanto encarava a mochila em que o genin carregava nas suas costas, Sasuke mantia a expressão neutra e encarava a kunoichi de uma maneira fria que a fez estremecer de medo, o aperto na sua garganta lhe deixou momentâneamente sem fala, as lágrimas estavam prestes a deslizar pelas suas bochechas, se encontrava apavorada. 

Os olhos ônix logo desviaram em uma outra direção, ignorando a ex-companheira de time completamente. Pelo menos, era o que ela pensava. 

– O que você está fazendo aqui fora no meio da noite? – Indagou curioso, sobretudo surpreso. Pela primeira vez a sua voz não causou lhe borboletas no estômago, muito pelo contrário. Sentiu um embrulho, uma vontade insana de chorar enquanto via o rapaz cada vez mais perto.

Ele parou diante da rósea, uma das mãos dentro do calção enquanto a encarava com repreensão, Sakura não entendeu como ele poderia estar com feições tão suaves quando estava prestes a desertar a vila, mas tentaria impedi-lo, não poderia deixar que ele se auto-destruísse, seguir aquele caminho insano não era uma opção.

– Todos que queiram sair da vila terão que passar por essas estradas. – Disse a kunoichi, o encarando diretamente, seu tom de voz indicava a ruína no seu coração. Lenta, dolorosa, e desconfortável – Sempre essa estrada. 

Sasuke não chegou a demonstrar a sensação de pesar que acompanhou todos os seus passo até chegar a ela, muito tentara esconder as suas verdadeiras feições em uma máscara feita sob medida tão fria quanto um gelo, para que sinalizasse a sua indiferença. Mas agora de alguma maneira estava tendo dificuldade em mantê-la, se sentia exposto enquanto o par de olho verde lhe encarava de uma maneira determinada.

– Você deveria voltar para casa. – Contra argumentou demonstrando seu cansaço e indiferença, porém seu coração estava apertado. Abaixou a cabeça como fizera assim que saiu do seu apartamento e passou perto do corpo magro da kunoichi, que se retraiu.

Sakura sentiu as lágrimas finalmente sendo liberadas em uma imensidão de pingos, deslizando pelas suas bochechas e indo direto ao piso velho enquanto o seu coração era silenciosamente destruído ao vê-lo caminhar para longe, como se fosse um pesadelo. Era como se o seu orgão muscular tivesse sido aberto em um buraco profundo e consequentemente se rasgado, capaz de faze-la se sentir vazia apesar de viva, ele estava indo embora.

Assim que olhara os olhos ônix percebeu uma diferença mínima, ambos estavam carregados de ódio e puro rancor, como se ele realmente tivesse se sucobindo a escuridão guardada no seu coração, Sasuke estava novamente tentando se afastar, como uma reação natural do manto invisível envolto do seu corpo que impedia qualquer pessoa de se aproximar minimamente. As suas feições estavam demonstrando um casanço não muito visível, mas continuava indiferente, como se a presença da rósea fosse apenas uma mera pressuposição. 

Ele provavelmente nunca mais iria voltar.

– Eu sempre deixo Sasuke-kun irritado... – disse para si mesma, sua voz saiu em um tom melancólico. – Você ainda lembra? De quando nos tornamos genins, de quando nós formamos um grupo juntos, a primeira vez que eu falei com você sozinha. Você ficou irritado comigo. 

As lembranças invadiram a sua cabeça sem permissão, automaticamente fazendo os seus lábios se curvarem em uma linha fina, mas o que realmente lhe causou temores foi perceber que a garota estava chorando, o tom de voz e a maneira como ela falava denunciou sua estrutura abalada de imediato. Mas não fez questão de demonstrar que se Importava, precisava cortar os laços com a sua antiga aldeia o mais rápido possível, o primeiro passo havia sido dado. 

Mas a sua mente não colaborava. Enquanto se recordava do rosto da kunoichi ao ouvi-lo dizer para não encher mais a paciência, parecia com mesma expressão que ela fazia no momento, percebeu enquanto a encarava de relance. Seus músculos automaticamente ficaram tensos, sentiu como se a sua armadura inabalável estivesse sendo quebrada muito lentamente em milhares de pedaços. O seu coração se apertou ao dizer uma única frase coberta de mentira.

– Eu não me lembro.  

A rósea que antes encarava o chão, olhou diretamente o rapaz parado a poucos passos e engoliu em seco, posteriormente rindo forçado ao constatar a verdade. Não esperava de fato que ele de lembrasse, mas não pode deixar de se sentir decepcionada. 

– Foi o que eu pensei. Foi a tanto tempo atrás. – Sorriu novamente em meio as lágrimas, ganhando o silêncio perturbador como resposta. O momento refletia tensão. Mas rapidamente continuou antes que ele voltasse a caminhar para longe. – Mas desde aquele dia, Sasuke-kun e eu, Naruto e Kakashi-sensei... nós quatro completamos muitas missões. Foi cansativo e difícil... Porém, mais do que tudo... Isso me deixava feliz. 

Sem nem ao menos Sakura perceber, ele já estava mais a frente caminhando em passos lentos porém determinados para longe da rósea, fugindo das lembranças que vinheram em sua mente, balançando a cabeça de maneira negativa, era de fato uma tortura psicológica, um teste para ver até onde seria capaz de aguentar. A kunoichi fungou baixinho enquanto encarava o chão como se a sua vida dependesse disso, queria fazer o genin mudar de decisão, ela desejava que ele não fosse, porém não poderia trazer o Uchiha a força, não, não poderia fazer isso e muito menos tinha força o suficiente.

Abriu a boca e fechou incontáveis vezes, procurando uma maneira de conversar determinado assunto sem parecer intrusiva, porém não demorou muito tempo á pensar nessa questão, seu desespero era maior que a sua razão.

– Eu sei... O que aconteceu com a sua família.... – Confessou, estristecida. Não chegou a perceber a postura do moreno se endurecer e parar no meio do caminho, atento as palavras da kunoichi. – Mas uma coisa como a vingança... Não pode trazer felicidade a ninguém... Isso não vai te deixar feliz. 

Sasuke cerrou os punhos com força, incrédulo pelas palavras da kunoichi e com raiva de si mesmo ao sentir que uma parte da sua cabeça concordava com o seu plano de vingança enquanto uma pequena, uma mínima,  concordava com cada palavra da rósea, e sentia uma vontade absurda de se desculpar por estar fazendo-na chorar por um mero capricho. Porém, não chegou a fazer tal coisa, deixou o seu ódio pelo executor comandar as suas ações, e riu ironicamente, posteriormente disse sem rodeios.

– Mas eu...

– Como pensei. – trincou os dentes, deixando a garota visivelmente confusa, enquanto encarava o emblema do clã Uchiha nas costas da camisa esperava-o continuar. – Eu não sou como vocês. Nós temos caminhos diferentes que devemos seguir. Quando nós quatro estávamos completando missões juntos... Eu pensei que esse era o meu caminho... Mas apesar de tudo... Meu coração me diz... Que eu sou um vingador. E é para isso que eu vivo. Eu nunca vou ser como você e o Naruto. 

Sakura negou com a cabeça incasavelmente, lágrimas densas deslizaram pelas suas órbitas sem pudor, demonstrando toda a dor que sentira naquele momento. Não poderia deixa-lo ir, não por apenas um gesto egoísta, não era por si mesma, era pela alma de Sasuke que estava morrendo aos poucos, a ponto da insanidade. 

Ela não poderia deixar isso acontecer. 

– Sasuke-kun você planeja ficar sozinho de novo? – indagou desesperada, porém não sentia um músculo do seu corpo se mexer para ir em direção ao garoto. Era como se estivesse pretificada. – Foi você quem me ensinou a dor da solidão. Agora eu também sinto essa dor! Apesar de eu ter famílias e amigos... Mas sem você na minha vida... Para mim... Eu ainda vou estar sozinha. 

– Esses são só os novos passos que devemos tomar. Em nossos caminhos individuais. – Respondeu aparentemente irritado, porém o estado do seu corpo o contrariava. Sentia que estava sendo testado, a sua decisão ido á prova. 

Sakura sentiu que iria explodir, seu coração acelerado e o corpo completamente trêmulo fez com que quase tropeçasse ao sair do lugar, estava envergonhada antes mesmo de dizer. Mas não se importava, não se importava com absolutamente nada, só queria ficar na presença dele para sempre. Queria faze-lo ficar, queria trazer a luz que ele precisava no caminho da escuridão em que decidiu trilhar, precisava vê-lo sorrir em meio a toda a dor densa no seu coração. 

– Eu gosto de você! Gosto tanto que não consigo segurar isso dentro de me! Por favor Sasuke-kun não vá, eu sou capaz de fazer qualquer coisa por você. Então por favor fique, eu estou.. eu estou lhe implorando! Eu mataria por você. O que você quer que eu faça por você... eu faço... Por favor... Fique comigo... E se isso não for possível me leve contigo! – Implorou, sua tristeza não deixara a vergonhar agir enquanto gritava sobre os seus sentimentos, confessando para qualquer um que estivessem ouvindo-na. Abraçava o seu próprio corpo para se proteger do olhar ônix amedrontador, porém nào surtiu efeito. 

Ela chorou ainda mais, com a cabeça ainda abaixada e encarando as sandálias ninjas enquanto esperava uma resposta. Não aguentaria mais ficar ali, estava prestes a ter um possível colapso mental se continuasse a se torturar daquele jeito, mas não queria desistir, não queria deixar o seu amado ir para o mundo das trevas, não, preferia a morte a ter que lidar com isso. Quando se tratava do Uchiha, Sakura perdia a razão, o nervosismo dominava cada partícula do seu corpo de imediato, deixando-na em um estado de ansiedade incurável. Ela o amava mais do que a si mesma. 

Mas Sasuke se irritou ao ouvi-la, fechou os punhos com força quando que analisou a declaração, era tão pura que lhe trazia conforto, mas a raiva que sentira principalmente pelo fato de que ela seria capaz de dar as costas para a aldeia por ele, lhe deixou aborrecido. Não se sentia merecedor disso, não merecia o amor que Sakura sentira por ele, não depois de tudo que estava ocorrendo.  

Porém havia uma pequena parte egoísta dentro do seu coração que ele conseguiu esconder bem, e essa desejava continuar desfrutando da presença da rósea mesmo colocando-a em perigo constante. Mas tinha os seus próprios princípios, seria totalmente contra as suas ambições levar a kunoichi com consigo, Sakura não merecia passar por todo aquele sofrimento, ela iria superar. 

Mas então para a surpresa da genin, os músculos do corpo magro do rapaz relaxaram subitamente e mudaram de postura. Ele se virou em sua direção e lhe disse calmamente, porém de maneira debochada. – Você é mesmo... Muito irritante. 

Tamanha foi a sua surpresa, não apenas pelas palavras duras, mas sim pelo fato de que o garoto por quem ela sempre fora apaixonada estava sorrindo abertamente em sua direção, de um jeito que nunca vira antes, como se realmente fosse uma despedida. Mas então para o seu desespero, ele começou a caminhar novamente, agora depressa e á poucos passos do portão.

Ela entrou em desespero ao perceber que iria perde-lo para sempre.

– Sasuke-kun, eu te imploro. Me leve junto com você, por favor, eu não quero ficar sozinha. Eu não quero experimentar a solidão abertamente, eu não quero ver você indo em direção a ela! Não vá, eu te ajudo na sua vingança... Eu mato por você, eu farei de tudo por você. Por favor não vá.

Solidão... 

A palavra fez eco na sua cabeça, se recordando da época em que vivia sozinho no seu enorme apartamente e apenas tinha a presença do seu estudo de ninja, sempre mantendo um treinamento rigoroso e mal se preocupando em fazer laços de amizade. Mas agora ele havia feito, principalmente com o loiro hiperativo e a garota que estava deixando para trás, não desejava a solidão para Sakura. Nem mesmo para Naruto, mas aquele era o seu caminho, e não voltaria atrás.

– Você não serve pra me. – Tentou convence-la, mas aparentava que estava falando mais para si mesmo do que para a kunoichi, apertou o pano macio do seu calção com certa força. – Você vai acabar sendo destruída.

– Eu fico forte por você. Eu faço de tudo por você! Não me deixe sozinha, não precisa trilhar esse caminho.

Ele queria cortar todos os laços, deixar tudo para trás e nunca mais ver o rosto dos antigos companheiros de equipe novamente, e quando os visse, mata-los para conseguir despetar o mangekyou sharingan, era a oportunidade perfeita. Mas ele sentia que não podia, não com ela, não com Sakura. Simplesmente não queria fazer ninguém passar pelo que passou. Nem mesmo a garota irritante por quem esteve no mesmo time esse tempo inteiro.

– Não seja Idiota, Sakura, não tente me deter. Você não é capaz.

Ele tinha consciência de ela era. 

Porém não se pordoaria se visse ela machucada. 

– Eu não me importo se é essa sua opinião sobre me, mas eu não mudarei a minha opinião sobre você! Sabe por que? Sou capaz de ir atrás de você mesmo que esteja no inferno, mesmo morto, completamente machucado e em meio a escuridão, eu vou continuar te amando intensamente e condicionalmente Sasuke-kun. – Confessou, apontando para o orgão batendo de maneira descompensada contra o seu peito. – E-e eu sei que você nunca vai corresponder os meus sentimentos, mas tudo o que eu quero é vê-lo feliz, o resto é apenas um detalhe. Me diga, você é capaz de ver todo o amor que sinto por você através do seu sharingan, Sasuke-kun? 

Seu corpo amoleceu, sua mente entrou em um combate com os seus próprios sentimentos, a expressão surpresa no seu rosto e o arfar passaram despercebidos pela rósea, que nem percebera o quão afetado o garoto estava, a mandíbula trincada e os olhos ônis arregalados eram apenas mais um detalhe. A sua armadura havia sido definitivamebte quebrada, os seus sentimentos estavam pela primeira vez em muito tempo sendo expostos. 

Por causa dela. 

– Eu irei ser a luz na sua escuridão, eu vou continuar aqui por você mesmo depois de todos virarem as costas. Eu... me leve com você, eu imploro! Se você... s-se destruir eu me destruo também. Por que eu te amo, e eu nunca vou cansar de dizer isso.

– Sakura. – murmurou para si mesmo, sentindo o seu coração se acelerar com o impacto das palavras da kunoichi. – Você tem que viver, não dessa forma, não nesse meu mundo. Desista de me, é melhor pra você.

Ela conseguiu ouvir apesar de ser apenas um sussurro, aquela era a prova de que ele se importava. Mas parecia tão insignificante comparado a sua partida, que nem mesmo se importou.

– Como você pede para eu viver se está levando o único motivo para me manter viva? – Indagou desesperada, sua dor dilacerando cada partícula do seu corpo. – Você não pode arcar com as consequências do seu clã sozinho, não tem que viver dessa forma. Eu queria que soubesse, não irei desistir de você, mesmo que me peça. Você entende como eu me sinto, a pessoa que eu amo está indo embora para nunca mais voltar.

– Porque você está tentando me salvar Sakura? – Indagou ainda que nervoso, sobretudo confuso. Nunca de fato conseguiu trata-la devidamente bem, nunca chegou a ama-la, e o ocorrido mais cedo no hospital apenas comprovava que ele seria apenas um fardo que não deixaria os sentimento da garota seguir em frente. E então porque continuava amando-o incondicionalmente? Porque tentava salva-lo de um passo inevitável? 

Ele não conseguia entender, e esperava curiosamente para a resposta. Só precisava saber, desejava saber, como e porque. Estava confuso.

– Eu já te disse, mas acho que você não entendeu. – Sorriu minimamente, enxugando as lágrimas no canto dos seus olhos e olhando diretamente para as costas do Uchiha, que por ora estavam tensas. – Porque eu te amo Sasuke-kun, e nunca irei desistir de te salvar.

Seus batímentos cardíacos aceleraram tão rápido quanto a luz, as suas mãos suaram e sua boca se tornou entre-aberta, sentiu uma parte de si indo embora, largando o seu corpo bruscamente. Ele viu a sua batalha interna sendo acabada, o ódio do selo amaldiçoado sendo contido temporariamente mesmo sem usa-lo, aquele sentimento havia desaparecido lhe deixando completamente confuso. Perdera a disputa contra aquela parte mínima do seu coração, que havia ganho de todos os seus princípios. Sasuke observou o seu próprio corpo ceder as palavras melancólicas porém reconfortantes da kunoichi, ela havia sido capaz de lhe deixar absorto, completamente sem palavras e ainda assim abismado.

Ele finalmente havia reconhecido, o mais sincero sentimento. Sakura o amava, apesar de todas as falhas, todos os defeitos, das suas decisões, de todos os momentos ruins, ela continuou lá até mesmo quando ninguém esteve. Por muito tempo se sentira indesejado, um completo incapaz que nem ao menos conseguiu impedir a morte dos seus pais. Incontáveis foram as vezes em que se perguntava o porque de ele não ter lhe matado naquela noite, mas ali naquele momento, enquanto ouvia a declaração da genin e afastava qualquer pensamento sobre vingança, se sentiu em muito tempo verdadeiramente amado.

Ele não entendeu o que ocorreu a seguir, como ela fez o seu ódio ter desaparecido tão rapidamente, mas tinha consciência de que estava agindo sob emoções.

De repente o genin desapareceu da sua visão. Olhou para o lado procurando algum sinal do Uchiha, mas a sua visão estava embaçada por conta das lágrimas que aumentou de densidade ao deduzir que ele havia... ido embora, mesmo após ter se declarado tão abertamente, ele lhe negou, negou ajuda. Não tinha um mínimo sinal de chakra, nem ao menos passos, sentiu uma sensação ruim se alastrar em meio ao seu peito assim como a sua garganta que se apertou em um soluço que fez eco pelo local pouco movimentado, fazendo-na se encolher. O vento gélido passou pelo seu corpo de maneira brusca, lhe deixando com uma inegável frieza.

– Sasuke-kun. – murmurou para si mesma, olhando para as estrelas, suas mãos estavam cruzadas enquanto o pesar invadia seu peito. – Mesmo se eu não puder vê-lo… Mesmo se tivermos muito distantes… Eu sempre estarei te observando. Eu sempre estarei cuidando de você.

Não sentira a respiração pesada e quente contra a sua nuca por conta da junção do ato com o vento da noite que lhe bateu com mais força, foi como se a farsa que criou tivesse desaparecido. Ele não estava mais a sua frente, havia subitamente desaparecido lhe deixando em um estado de apavoro, sendo a sua única visão concreta a noite escura lhe cercando. E tendo certeza disso, ela chorou mais do que achou que fosse capaz, sendo a sua companheira a dor latejante no seu coração e as lembranças vívidas na sua mente. Isso era a prova de que tudo não passou de um sonho.

Até o momento em que a voz fez eco em sua cabeça junto com o sufixo estava desacreditada consigo mesmo, mas ao ouvir o forte tom de voz contra a sua pele, ficou totalmente paralisada e boquia-berta.

Ele não havia ido embora.

– Sakura-chan... Obrigado.  – Ouviu a voz perto o suficiente para deixar a sua nuca completamente arrepiada e as pernas bambas, ele estava ali, não havia ido embora, mesmo após tudo. Sasuke ficou. – Por tudo.

Posteriormente sentiu um estado de dormência se espalhar por todo o seu corpo assim que um golpe foi desferido contra a sua nuca, nem ao menos foi capaz de esboçar um mínimo sorriso. Enquanto que aos poucos foi caindo nos braços daquele quem ela sempre amou, completamente inconsciente.

Mas Sasuke não deixou o corpo magro da kunoichi largado sob o banco, não seria capaz, justificou as suas atitudes como precipitadas enquanto carregava ela consigo, mas sabia que estava sendo egoísta. Pois soube assim que pusera a garota desacordada nas suas costas, que ela seria a única luz em meio a toda escuridão da vingança.


Notas Finais


Eu não deveria estar chorando, mas eu estou pois sou uma shinobi muito sensível. ͡° ͜ʖ ͡°
~ Até o próximo minna! ♡


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...