História Shattered (Vernon - Seventeen) - Capítulo 11


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Categorias Seventeen
Personagens Boo Seungkwan, Hansol "Vernon" Chwe, Hong Jisoo "Joshua", Jeon Wonwoo, Junghan "Jeonghan", Kim Mingyu, Lee Chan "Dino", Lee Jihun "Woozi", Lee Seokmin "DK", Personagens Originais, Seungcheol "S.Coups", Soonyoung "Hoshi", Wen Junhui "JUN", Xu Ming Hao "THE8"
Tags Hancheol, Hansol, Imagine Vernon, Jeongcheol, Jeonghan, Jicheol, Jihan, Joshua, Junhao, Meanie, Mingyu, Scoups, Seungcheol, Seungkwan, Soonhoon, Vercheol, Verkwan, Vernon, Vernon X Reader, Wonwoo, Woozi
Exibições 39
Palavras 2.004
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá docinhos! O comeback dos meninos está tão próximo, God have mercy.
Aqui vem um capítulo bem grandinho e cheio de drama.
Espero que gostem...

Capítulo 11 - X - Cowards


Fanfic / Fanfiction Shattered (Vernon - Seventeen) - Capítulo 11 - X - Cowards

O fim de mais uma semana de aulas chegou. Conciliar o trabalho, os estudos e o caos em que se encontrava a minha vida pessoal dava cabo da minha cabeça. Estava exausta e com o tempo que começava finalmente a arrefecer só desejava deitar-me na minha cama quente.

Andei por entre corredores ansiosa para me retirar de perto da vida humana. Espera, humanos? Quem é que eu estava a enganar? No final de uma sexta-feira começavam os preparativos para saírem à noite e consequentemente mais pareciam todos uns animais.

Foi então que, depois de quase ser derrubada por um jovem a correr, me deparei com o Hansol a conversar com uma rapariga aleatória. Chamem-me ciumenta mas realmente não se tratava disso... Ela estava demasiado próxima dele, toda risonha e mostrando o seu lado ''fofo''.

- Menina Emori, não se deve espiar ninguém... – o meu coração saltou devido ao susto que apanhei.

- Seungcheol! - bati-lhe levemente no braço – Nunca mais apareças assim de surpresa, ia morrendo.

- Pois, sei. O teu olhar mata! Podes ficar calma, o Vernon sempre foi popular com o sexo feminino mas nunca se aproveitou disso.

- Vai sempre a tempo. – revirei os olhos – Típico! Um rapaz bonito finge-se apaixonado por alguém mas na verdade é um playboy que ilude todas.

- Acredita em mim, essa descrição não encaixa nele. Se bem que... Posso sempre obter alguma informação... Caso me ajudes noutra coisa. - sorriu como uma criança pequenina.

- Não preciso de tal coisa, deixa estar. - ri - É preciso chantagem? Sabes que ajudava-te de qualquer forma.

A minha ida para a terra dos sonhos fora arruínada. Tudo bem, Seungcheol era uma boa pessoa, acho que podia abdicar da minha noite por ele.

O plano consistia em eu obter dados sobre onde Jeonghan estaria naquela noite, já que este deixou de responder ao namorado. Depois, como dois pequenos detetives iríamos atrás dele. Já há algum tempo que ele agia de forma esquisita com S.Coups, e, desde que notei aquela aproximação com o Joshua tinha também os meus receios...

Mandei uma mensagem ao rapaz de cabelos compridos. Ele era a típica pessoa que demorava anos a responder aos outros, mas, caso fosse um melhor amigo, podia aparecer preocupado à sua porta em menos de 10 minutos. Reassegurei-o de que não se tratava de nada e apenas estava aborrecida. Talvez não tivesse sido a melhor ideia pois deixou de me retribuir as sms.

Aproveitei para tomar um banho rápido de água um tanto fria para me acordar. Vesti uma sweatshirt preta e um gorro da mesma cor devido ao frio. Seungcheol esperava por mim e assim que saí da casa de banho desatou a rir. Olhei-me ao espelho e percebi... Parecia que ia assaltar um banco. Nem liguei, pelo menos estaria discreta para o que estava por vir.

Quase duas horas depois da primeira mensagem, Jeonghan informou-me que se encontrava numa festa. Como é que ainda não tinha adivinhado? Seguimos para o local, quase que podia ouvir a banda sonora de Sherlock Holmes a tocar como fundo.

Era uma espécie de rave no exterior. O descampado era vasto e mesmo assim estava repleto de estudantes. Contudo, não devia de ser difícil de distingir Jeonghan. Sempre se destacava no meio de multidões.

Foi então que em poucos minutos o avistei. Ao aproximar-me visualizei Joshua com bebidas na mão. Forcei S.Coups a esconder-se e vimos algo que desejava nunca ter visto... Os dois beijavam-se e acariciavam-se como se não houvesse ninguém ao redor.

- Seungcheol, desculpa...

Ele estava estático. Eu não sabia o que dizer e muito menos fazer... A dor que ele devia de sentir naquele momento causava-me uma tristeza profunda. Não queria acreditar que um dos melhores amigos que fiz desde que cheguei a este país tivesse mesmo coragem para fazer aquilo...

Puxei-o para fora daquele sítio. O pobre rapaz deitou algumas lágrimas silenciosas, sempre consegui ver o quanto ele amava Jeonghan....

 

~❇~

 

No dia seguinte fiz questão de retirar Seungcheol de casa. Não queria que ficasse fechado num quarto a chorar. Se era para deprimir, que fosse com alguém.

Bati à porta e Vernon abriu. Felizmente S.Coups logo saiu de trás dele. O outro olhou para nós confuso, de certeza que não sabia o que havia acontecido e também não lhe ia dirigir a palavra devido ao acontecimento de ontem.

Apenas saímos sem nada dizer. Andámos sem rumo e falávamos de tudo um pouco... Partilhar dores tinha os seus benefícios.

Estávamos a poucos minutos da casa de Minghao. ''Mais um que podia-se juntar ao clube dos infelizes'' pensei. Poucos passos depois, no passeio oposto à sua casa, ele encontrava-se a discutir com alguém. Não conseguia visualizar quem era, apenas via a sua sombra encostada no muro. Averiguei o que se passava e comecei a ouvir a discussão a tornar-se mais acesa.

- Eu não gosto de ti, entende-o de uma vez por todas! É nojento.

Logo me lembrei do que Minghao me contara. Percebi que se devia de se tratar de Jun. Formava-se um pequeno fogo dentro de mim, tudo estava a acumular-se.

Senti o meu corpo automaticamente a andar em direção dos dois. Seungcheol tentou impedir-me mas eu parecia um leão... Este leão estava prestes a rugir.

- Olha lá, o nojento aqui és tu! - fiquei bem próxima da sua face.

- Tu és...? - afastou-se.

- O teu pior pesadelo.

- Emori, não vale a pena. – Minghao agarrou-se a mim.

Se eu não estivesse com tanta raiva de certeza que me ria da minha própria frase. Seungcheol estava com as mãos na cabeça sem saber o que fazer e Minghao tremia agarrado ao meu braço. Só aguçou mais o instinto maternal que obti desde que a primeira vez que o conheci... Era um ser frágil e sensível. Puro, ao contrário do que eu tinha presenciado nos últimos dias.

- Cresce. Que ser insignificante... Não és melhor que ninguém! Nojento é recusar sermos nós próprios e por causa dessa insegurança levar os outros atrás. - tinha os punhos cerrados contendo a frustação - Ao pé da minha escola nos Estados Unidos havia uma comunidade que gostava de fazer justiça pelas próprias mãos. Talvez tenha aprendido qualquer coisa por lá. - fiz uma pausa para respirar fundo – Desaparece... Para quê esse joguinhos mentais? Diverte-te? Este rapaz é o melhor que pode ter aparecido na tua vida e estragas-te isso.

O tal Jun tinha os olhos arregalados. Não respondeu (para o bem dele). Ainda teve a coragem de dirigir um olhar rápido para Minghao mas de seguida começou a andar para o sentido oposto de onde nos encontrávamos.

- Acho que nunca senti tanta emoção na minha vida... - Seungcheol aliviou o ambiente.

- Eu não sei de onde é que isto saiu! - ambos soltámos uma gargalhada.

- Eu próprio senti-me um pouco assustado, pensava que ela lhe ia bater. - Notava-se que Minghao sentia-se um pouco desorientado após tudo isto.

- Pouco faltava! Nem conseguia segurar a besta...

- Seungcheol! - bati-lhe na testa.

Os três riamos da situação. Pelo lado positivo, melhorei o dia de um e de outro.

Precisava de me abstrair e ainda não tinha tido oportunidade para tal. Era ainda consideravelmente cedo mais fui para os dormitórios descansar. Consegui acalmar-me e refletir sobre tudo um pouco. Juntamente com o cansaço que se havia reunido acabei por adormecer...

Quando dei por mim era de manhã e o despertador tocava para mais um dia de trabalho no café. Aqueles dois apareceram na minha hora de almoço e alegraram-me o dia enfadonho.

As minhas restantes horas livres resumiram-se em fazer trabalhos e estudar. Iria começar mais uma semana e rezava para que nada se acrescentasse à novela da minha vida.

 

~❇~

 

Encontrei-me com Woozi a caminho das aulas. Este havia acordado particularmente feliz e conseguiu contagiar-me. Explicou que saiu do bloqueio criativo e sentia-se entusiasmado para mostrar a música aos amigos.

Como patetas alegres conversávamos alto. Sabia que aquela felicidade era temporária mas não queria que tivesse sido assim tão curta... Não havia nada melhor do que começar uma manhã a ver aquela rapariga saltitona em direção de Vernon.

Reparou que eu estava ali perto e aproximou-se ainda mais dela, afastando-lhe o cabelo de frente do rosto. Só podia estar a gozar comigo... Queria-me provocar ou...?

Olhou novamente para mim e ao trocarmos olhares fiz-lhe uma carinha de nojo. O mesmo retribuiu com uma cara de poucos amigos que até Woozi não evitou de reparar.

- Hm, Emori... Acho que preciso de te contar uma coisa. - não prestei atenção ao que o pequeno dissera pois Hansol largara a rapariga e vinha agora em nossa direção.

- Ficam bem juntos. - disse seco.

- Quê? - honestamente pensei que tivesse ouvido mal, mas, infelizmente, não o foi.

- Vernon, por favor. Eu expliquei-te que estava confuso e nem era mútuo.

- Mais parece que me estavas a tentar enganar.

Olhei para Woozi um pouco perturbada à procura de respostas, mas consegui entender a situação. Tinha contado o que havia acontecido ao mestiço e este não deve ter achado piada.

- Ok, desculpa mas é preciso ter lata. Eu vejo o Woozi como um irmão. Se bem que nem namoramos então para que é que te devo explicações? - as minhas próprias palavras tiveram um impacto sobre mim – Ainda por cima tu é que andas agarrado a outras como se nada tivesse acontecido!

- É isso. - riu alto, irónico - Não namoramos, não te devo explicações. - o seu tom de voz aumentou ligeiramente.

- Hey, Vernon chill. - S.Coups, que se encontrava por perto, juntou-se preocupado ao ouvir-nos.

- Mais um para a coleção da Emori!

Senti o meu coração a partir-se nas peças que anteriormente tinham sido coladas... A forma como falou fez-me lembrar demasiado o meu pai. Eu não queria este drama. Eu não merecia nada do que se havia passado na minha vida, e demorei a perceber isso.

- Conseguiste ser egoísta Hansol, bravo. - disse engolindo o choro.

- Não acredito que disseste isso. Não é como se eu quisesse contar isto ao mundo inteiro, até porque nem falei com ele ainda. Digamos que levei uma facada nas costas do Jeonghan e a Emori evitou com que eu fosse abaixo... Nem sabes a sorte que tens, ou tinhas. És um dos meus melhores amigos mas sinceramente...

O rosto de Vernon congelou e eu simplesmente não conseguia mais ficar ali. Decidi ir-me embora e faltar às aulas. Enquanto andava ouvi-o chamar o meu nome... Com todas as minhas forças evitei olhar para trás e consegui ouvir ainda um ''Deixa-a ir'' de Woozi. Não quis mais saber. Sentia uma vontade enorme de gritar. Tudo na minha vida tinha de acabar mal, não é mesmo?

Assim que cheguei, o som de um pedido de chamada Skype de Kaya ecoou por todo o quarto. Sentia-me culpada... Ultimamente ignorava as suas chamadas, porém, não era por mal. Ela não sabia de nada do que havia acontecido, nem da história da minha mãe. A vontade de repetir tudo também não era muita.

Atendi e ao pensar naquilo deixei-me chorar.

- O que é que se passa? - ficou extremamente preocupada – Não falavas comigo há tanto tempo, pensei que estivesses ocupada! A minha intuição de que algo se passava estava certa...

- Desculpa, desculpa... - disse entre soluços – Já reparaste? Só me vês chorar!

- Parva, não digas isso! Aliás, não digas mais nada, não te quero ver assim... Ainda bem que comprei um bilhete de ida para aí.

- Estás a falar a sério? - limpei as lágrimas à manga da minha camisola de malha - O quanto eu preciso de te abraçar!

- Espero que arranjes um cantinho para mim. Também aconteceram umas coisas por aqui e não sei se quero voltar...

Tinha o coração nas mãos, o que é que se tinha passado? Fiquei inquieta ao ouvir aquilo... Esperava que não fosse nada de mais e ansiava pela mudança que ela poderia trazer para cá.


Notas Finais




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