História She is ours - Capítulo 15


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS), Big Bang, EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, Cl, D.O, G-Dragon, Jimin, Jungkook, Kai, Lay, Lu Han, Minji, Park Bom, Personagens Originais, Sandara Park, Sehun, Seungri, Suga, Suho, T.O.P, Taeyang, V, Xiumin
Tags Bangtan Boys, Big Bang, Exo, Harem, Hentai, Mistério, Misticismo, Violencia
Exibições 34
Palavras 5.294
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Harem, Hentai, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


OOOOOOOOOIE, me desculpem novamente a demora, esse capítulo foi difícil de finalizar.
E eu ainda estou destruída com o fim do 2ne1...💔
Espero que curtam o capítulo❤

Capítulo 15 - Traidores.


Fanfic / Fanfiction She is ours - Capítulo 15 - Traidores.

— Minha cama é bem confortável…- disse a ruiva se espreguiçando nos lençóis rubros de seda.

— Sua cama? - questionou o mais velho com um sorriso debochado, olhando na direção da garota que ainda mantinha os olhos fechados.

— Ah! Esqueci que estava com você, achei que havia sonhado acordada ou algo assim como daquela vez com GD… - respondi ainda um pouco confusa com todo o ocorrido da noite anterior, a dor toda veio a tona, havia feito o que não queria, o que não desejava, por estar completamente presa a outra pessoa agora, dormi com Jimin para completar o ciclo, obtive os doze que jurei conseguir a todo custo, mas só consegui desespero ao sentir meu corpo entregue à outro que não fosse ele, embora meus instintos dissessem aos berros que eu deveria me entregar a Jimin, meu coração estava me puxando para outro lado, o lado do anjo.

— Está tudo bem minha rainha? Ficou pálida de repente.- perguntou visivelmente preocupado acariciando meus cabelos delicadamente, Jimin era uma boa pessoa, muito gentil e doce assim como todos os outros, consegui me tranquilizar um pouco depois de suas carícias, isso tornou tudo um pouco mais fácil, afinal eu tinha que faze-lo meu e eu o fiz deveria estar satisfeita.

— Estou bem sim…bem, preciso ir para escola agora.- respondi olhando o relógio em cima da cômoda ao lado, aproveitei para olhar o quarto, era enorme e luxuoso, na noite anterior não pude mira-lo muito bem, Jimin era alguém de posses isso era evidente.

— Eu te levo, mas antes vamos tomar banho e tomar um café ok? - disse com um sorriso que fazia seus olhos sumirem, era extremamente fofo, eu concordei com a cabeça estava morrendo de fome.

Assim que terminamos Jimin me levou de carro até o colégio, havia levado na bolsa meu uniforme já que disse para Bom que dormiria na casa de uma amiga e não que sairia com Taehyung, e prometi à ela que não faltaria a aula. Eu não faltaria de qualquer maneira, eu queria ve-lo por uma última vez…já que nunca poderei te-lo para mim decidi me afastar completamente ja que  não quero prejudica-lo ainda mais.

— Está tudo bem mesmo? Tivemos uma ótima noite mas…você parece estar em outro mundo…- o mais velho disse sem tirar os olhos da estrada.

— Me desculpe por isso, isso tudo que anda ocorrendo…esta me deixando louca. - lhe respondi com um sorriso amarelo, não sabia muito bem o que dizer.

— Essa é uma vantagem em ser cego por você…como valete não fico confuso com a situação, apenas sigo meus instintos. - disse com tranquilidade, essa devoção cega dos doze pode ter suas vantagens, a única pessoa em sã consciência a maior parte do tempo aqui sou eu, apesar de que ultimamente tenho ficado menos sã do que todos eles, isso me fez lembrar de algo, de alguém na verdade.

— Ah…bem eu te contei dos anjos? - ele arregalou os olhos e negou com a cabeça, pobrezinho, mal sabe o que o espera sendo meu valete.

— Existem nove anjos que nos vigiam, na verdade somente a mim, eles estão presos aqui por minha causa, no dia que tudo aconteceu no píer eles estavam lá tentando impedir o ritual e acabaram sendo pegos pelo feitiço de Taeil…e…eles querem muito que eu morra já que depois daquele dia passaram a ter vidas humanas com falsas memórias humanas como nós, além do fato de que eles sentem uma atração avassaladora por mim…e temem cair por este desejo que nem eles mesmos entendem. - respirei fundo e mirei o ruivo ao meu lado, estava estupefato, com a boca carnuda entreaberta.

— Uau…então é isso que tem te preocupado anjos que ameaçam sua vida, que história surreal, e eu faço parte dela…mas não se preocupe nós não iremos deixar que nada de ruim te ocorra - disse me confortando, Jimin parecia alguém tão tranquilo, me sentia confortável mesmo contando coisas tão ilógicas como a existência de anjos e tudo mais, mesmo isso não sendo o real problema para mim, na verdade eu não temo os anjos e todo ódio direcionado a mim, muito menos o fato de quererem me matar, o que realmente me preocupa são as vidas que serão ou poderão ser sacrificadas neste caminho tortuoso que se tornou toda esta confusão.

— Jimin você acredita em destino? - questionei o ruivo que sorriu com a minha pergunta, molhou os lábios antes de me responder, um ato comum mas que sendo feito por ele soava erótico de mais.

— Eu fiz um pacto, vendi minha alma por um motivo fútil, poderia considerar isso uma desgraça mas…se eu não o tivesse feito, não teria a oportunidade de te conhecer muito menos de ter uma vida mais "tranquila", sendo de mentira ou não, eu sou feliz aqui com essas lembranças falsas, então sim eu acredito e muito em destino, o que nos aguarda…tenho absoluta certeza de que sera algo grandioso Luna.

— Eu gostaria de ter sua esperança Jimin, chega a ser admirável, eu também acredito em destino, eu odeio meu nascimento, odeio ter vindo a este mundo mas, no fundo eu também amo…graças a tudo isso pude conhecer vocês…e. - não consegui completar a frase, eu estava perdidamente tonta pelos novos sentimentos que desabrochavam insanamente em meu peito, eu realmente odiava a minha existência, mas se eu fosse alguém normal, uma mera humana, nunca teria a oportunidade de conhecer ele…

— Minha rainha não seja tola, sua existência é primordial para o mundo você vai ver, isso me lembra de uma coisa…na verdade preciso te perguntar algo, já que os doze foram despertados. - disse assim que estacionou o carro, sua expressão era seria e inabalável agora, mudou na água para o vinho não existia mais toda aquela fofura típica dele.

— Pergunte. - disse acariciando seus cabelos ruivos e sedosos arrancando um sorriso fofo novamente, esse sim era o Jimin, fofo e sorridente, nada sério, nada preocupado, alguém de alma leve e doce.

Ele pegou uma de minhas mãos a segurou com delicadeza, seus olhos brilhavam lindamente assim como o sorriso que pintava seu rosto, seria fácil se apaixonar por Jimin ele cativava sem pensar, ver a calmaria em seu rosto me enchia de esperança, eu me peguei querendo ama-lo assim como amo…outra pessoa, seria mais fácil, com Jimin seria mais fácil, com qualquer um dos doze seria, mas nós infelizmente não escolhemos isso.



— Quer ser minha esposa? - perguntou com a maior inocência do mundo, seus olhos cintilavam, mas os meus saltaram para fora, meu corpo se esquentou provavelmente fiquei com o rosto completamente vermelho e ridiculamente confuso, ele ficou louco?

— O QUE? - saiu mais alto do que eu quis mas ele não se abalou.

— Você tem sua corte completa agora,  e precisa escolher um rei no meio dos valetes. - disse com a maior normalidade do mundo, enquanto mirava meu rosto confuso soltando um sorriso de lado com minha expressão facial, provavelmente.

— Co-como assim? Como você sabe disso? - perguntei com a voz um tanto trêmula de mais.

— Ah isso…eu não sei, foi instintivo te perguntar isso, os outros vão acabar perguntando também…eu acho.- disse com estranhamento em sua voz, era uma das coisas que nenhum deles possuia controle, as ações instintivas também me dominavam algumas horas me fazendo agir automaticamente por causa do ritual, mas com os doze era diferente, não possuíam uma consciência clara, suas vontades foram completamente inibidas,  não tinham culpa.

— O que acontece se eu não escolher um rei?- ele ficou em silêncio por longos segundos, até que me respondeu.

— Morreremos um por um - disse com normalidade novamente, mas eu imaginava algo do tipo, quem quer que tenha feito tudo isso, me criado e feito o ritual sugando almas inocentes não deixaria uma falha desta, essa pessoa deve ter imaginado que uma "humana" como eu cheia de sentimentos e compaixão não sacrificaria vidas, eu escolheria um dos cinco como rei os poupando da morte eminente.

O que acontecerá depois deixou de me importar, mesmo correndo um grande risco de uma desgraça acontecer completando minha corte com o rei, a vida deles era mais importante, sempre foi.

— Jimin eu…irei pensar hoje e amanhã eu decido quem escolher - disse por fim vendo sua expressão preocupada se aliviar, não sei se conseguirei fazer isso.

— Sim minha rainha, se precisar de algo é só chamar. - disse selando nossos lábios rapidamente mas foi o necessário para me deixar envergonhada e com um calor estranho.

Sai do carro acenando rapidamente para ele, que sorriu antes de sair com o carro.





Afinal, eu serei rainha do que?





Já me fiz essa pergunta uma centena de vezes, sei que terá algo haver com inferno ou demônios isso já ficou subentendido para mim, não é todo dia que um ser nasce de um pacto e recolhe doze almas para completa-lo, preciso falar com Taeil ver se ele lembrou de mais alguma coisa, eu…tambem preciso encontrar ele, o meu anjo, se tudo se consumar, se essa loucura se tornar real, ficar perto dele será ainda mais perigoso, ele não pode se machucar de maneira alguma eu não aguentaria a dor.


Corri para sala encontrando Jungkook e Taehyung no caminho conversando com Luhan, eles andam mais próximos ultimamentete, rapidamente o olhar do loiro encontrou o meu que sorriu em seguida.

— Bom dia a todos.- disse sem muito ânimo.

— Bom dia! - os gêmeos responderam em uníssono como sempre faziam, e Luhan apenas sorriu novamente.

— Você está bem minha rai-…Luna? - perguntou Taehyung visivelmente preocupado enquanto encarava meu rosto, eu devia estar um caco mesmo.

— Sim, na medida do possível. - sorri sem graça, ele sabe que estou mentindo, arqueou uma das sombrancelhas em estranhamento já que não tenho o costume de mentir para ele.

— Vamos para aula. - eu disse puxando os dois e me despedindo de Luhan de maneira apressada, mas o mesmo segurou meu pulso me assustando com o ato, Taehyung e Jungkook seguiram para sala assim que indiquei para eles seguirem para o local sem mim.

— Tome cuidado hoje Luna. - o loiro sussurrou em meu ouvido antes de se retirar, um arrepio me subiu pela espinha, algo ruim está para acontecer até eu pude sentir isso, confiei nas palavras de Luhan e fiquei alerta.


A aula foi insuportável tentei me concentrar diversas vezes mas falhava em todas, sentia meu corpo estranho e pesado, mais estranho que o normal como se voltasse aquela época em que tentava desvendar os mistérios da minha mente pervertida, aquele tempo que possuia desejos insaciáveis e que só se acalmaram quando Taehyung tirou minha virgindade, eu…




"Preciso me aliviar"




Só isso que conseguia pensar, mesmo tendo estado com Jimin a noite passada não foi o suficiente, minha garganta estava seca e pegava fogo.
Peguei minha garrafa de água da mochila e a suguei em goladas desesperadas, acabando com seu conteúdo rapidamente e ganhando olhares de estranhamento de Taehyung e Jungkook que se sentavam próximos a mim.

— Você está bem?- perguntou Jungkook, já perdi a conta das vezes que me perguntaram isso hoje, e eu não sabia como responder novamente então apenas neguei com a cabeça.

— Está exalando algo diferente - disse Taehyung pegando minhas mãos e as inalando, estremeci com o toque de sua pele quente, meu corpo se aqueceu como se chamasse por ele, ignorei a sensação a deixando de lado.

— Eu estou bem, do que está falando Taehyung? - o questionei, vendo os olhos de Taehyung se tornarem brancos assim como os de Jungkook ao encontrarem os meus, o susto foi evidente, ninguém poderia ve-los desta maneira, me levantei rapidamente para sair da sala, mas Taehyung me prendeu em um abraço por trás antes que eu pudesse fugir do local, seus lábios se aproximaram de meu ouvido causando arrepios, roçaram em meu pescoço até ele se pronunciar.

— Quando o rei chegar o mundo queimará aos seus pés - sua voz saiu disforme, como se não pertencece a este mundo, falava uma lingua estranha, mas que por incrível que pareça entendi cada palavra dita, o olhar de Taehyung continuava dominado pelo branco sem vida, a voz demoníaca e assustadora me causou calafrios como nunca senti na vida, não pensei duas vezes e olhei em volta procurando alguém que pudesse ter ouvido aquilo, mas todos estavam fixados no professor, me retirei dos braços de Taehyung e seus olhos voltaram ao natural assim como Jungkook que só observava.

Não perguntei nada apenas me retirei na sala dizendo ao professor que passava mal, não olhei para trás estava assustada de mais, já presenciei coisas estranha mas nada tão medonho, me remeteu a visão da piscina de lava onde os servos eram chicoteados por GD, lembrei-me dos tronos maiores e majestosos atrás, escuros de mais para distinguir quem os usava, mas era óbvio, seria eu e meu rei, o rei que escolheria entre os valetes fiéis, e pelo visto ele não traria nada de bom pela fala de Taehyung.






"Quando o rei chegar o mundo queimará aos seus pés"





Corri para sala de Taeil precisava de alguma ajuda, uma luz, qualquer coisa que me ajudasse agora, o mundo queimará aos pés do rei, prevejo o inferno resurgir na Terra, meu desespero é sem igual, minhas mãos tremiam, suava frio meu coração estava descompassado.
Passei pela secretaria facilmente, ninguém estava lá não sei o motivo exatamente e pouco me importava na hora, entrei sem bater escancarando a porta e assustando o pequeno diretor e grande motivo de toda essa loucura.

— Taeil, preciso de você, eu despertei os doze agora querem que eu escolha um rei que pelo visto trará uma coisa muito ruim! - disse tudo de uma vez em meio ao desespero, o pequeno arregalou os olhinhos e seu queixo caiu.

— Calma Luna, sente-se por favor - por incrível que pareça eu me acalmei e sentei-me como ele ordenou, Taeil tinha o dom das palavras era absurdo.

— Por hora apenas se acalme, você ainda tem a opção de não escolher um rei não é?- perguntou enquanto ajeitava seus óculos grandes e redondos em seu rosto infantil, não piscou os olhos desde que entrei.

— Sim…mas não é uma opção agora, se eu não escolher todos os doze morrerão, sei que corro grande risco de por todos em perigo mas…não posso deixa-los, querendo ou não eles se encontram nessa situação por minha causa. - disse com pesar.

— A vida deles é mais importante que as do resto do mundo? - sua pergunta me paralisou, não poderia medir vidas em uma balança, o peso de uma vida é grande de mais para se medir…mas o que seria o resto do mundo comparado as pessoas com as quais eu me importo? É ridículo, simplesmente egoísta por em risco o mundo para poupar doze pessoas sem alma…mas a ideia de perde-los doía de mais, então…

— Eles são importantes para mim, se eu escolher o rei, existe a possibilidade de que ele não se torne uma má pessoa tambem não é? - disse não muito convicta, Taeil não mudou sua expressão séria.

— O poder…nem eu tenho ideia do poder que você e sua corte terão, é perigoso, minha mente me diz para impedir mas meu instinto me diz para ajudar…- disse apoiando suas pequenas mãos em seu rosto, notei que estava sem luvas, pude ver o porquê de ele usar luvas, lindas tatuagem pintavam o dorso de suas mãos, um olho em cada mão, eram extremamente detalhados, na verdade pareciam vivos.

— Me ajude…- disse por fim cabisbaixa.

— Luna você se sente diferente?

— O que?

— Seu cheiro mudou. - disse se levantando de sua poltrona e indo em minha direção, se abaixou para ficar em minha altura já que eu permanecia sentada, olhou-me nos olhos, aqueles olhos escuros tomaram um brilho diferente, arroxeados ou seriam purpura? Só sei que eram hipnóticos. Pegou minhas mãos delicadamente as acariciando, em seguida as levou perto de seu rosto como se as farejasse chegando a fechar seus olhos.

— Você provem de um ser poderoso, não pude notar isso antes pois estava camuflado, mas agora eu posso, você será maior que ela, esta exalando poder, está pronta. - disse me encarando com seus olhos magnéticos.

— Quem seria ela? E que poder seria esse?

— Não falarei enquanto não tiver plena certeza, vá para casa Luna…- disse se afastando e se sentando novamente.

— Por favor, eu não aguento mais todos esse mistério! Me conte! - acabei gritando em nervosismo, Taeil parecia brincar com a situação me escondendo tanta coisa, eu não seria brinquedo de ninguém, mesmo sabendo de todo seu poder não deixaria ele me usar assim, pode ser burrice querer enfrenta-lo mas eu nunca fui muito de pensar entes de agir mesmo.

— Eu entendo seu desespero, mas isso você irá descobrir sozinha, é só ir pra casa e você descobrirá - disse sorrindo docimente me fazendo arregalar os olhos, não esperava uma resposta tão calma e controlada.

— Vou confia em suas palavras, até amanhã diretor. - eu disse por fim, eu realmente precisava de  tempo em casa, a companhia das minhas primas me fariam bem e ficar longe desse lugar mais ainda.

Sai em direção a porta mas fui interrompida pelo mais velho.

— Luna a única coisa que te peço é que não se faça em pedaços para manter os outros completos, você pode ser egoísta, você é humana, e humanos erram frequentemente, tenha isso em mente.

Eu não lhe respondi, sai fechando a porta atrás de mim, eu sabia o que fazer.

Voltei para sala apenas para pegar minhas coisas, comunicando que havia sido dispensada pelo resto do dia pelo próprio diretor, eu sempre fui uma ótima aluna então não duvidaram do meu relato.

Antes de sair fui até Taehyung e Jungkook, estavam preocupados como imaginei, odeio preocupa-los.

— Tae, Kookie fiquem atentos, eu vou para casa mas estou com um mal pressentimento, fiquem juntos e se cuidem, estarei em casa o resto do dia venham me visitar a noite. - disse dando uma beijo no rosto de cada um, que escutaram minhas palavras atentos como crianças ao um vídeo game novo.

— Luna eu te peço, não chegue mais perto daqueles anjos, é perigoso de mais. - disse Taehyung pegando em minha mão.

— É verdade Luna, não se engane com a aparência deles, afinal somos seres provindos do inferno e eles são celestiais, inimigos naturais. - dessa vez foi Jungkook que me alertou.

— Não se preocupem eu sei me cuidar, e se não conseguir terei dozes pessoas maravilhosas que me ajudarão.- respondi sorridente mas por dentro estava dívida como sempre, os anjos são realmente perigosos, mas ao mesmo tempo me parecem totalmente inofensivos.

Consegui acalma-los com isso e pude seguir para fora da sala finalmente.

Meu corpo continuava estranho enquanto caminhava apressadamente pelo pátio, não sabia diferenciar as sensações, talvez estivesse apenas muito nervosa ou estressada, não, eu sabia muito bem o que era, aquela droga de desejo insano que estava adormecido até então, aguardando a chegada dos doze, e agora lutava para tomar o completo controle do meu ser, mesmo eu lutando acabaria sedendo, que droga de humana eu era afinal? um ser grotesco e impuro.

— Eu…quero desaparecer. - sussurrei para mim mesma abraçando meu corpo na tentativa de me confortar e sentei-me segura, minhas mãos ainda tremiam e meu coração estava prestes a explodir.


— Não desapareça ou eu terei que ir atrás de você. - aquela voz soou me fazendo despertar, o coração que quase saltara pela boca estranhamente começou a bater mais lento, se acalmando aos poucos.

— Você não iria atrás de mim, eu só te trago desgraça. - disse me virando e encontrando o rosto que não saía de minha mente um segundo se quer, os olhinhos puxados extremamente brilhantes e expertos, pareciam atentos a tudo ao redor, o rosto perfeito e sem marcas, os lábios rosados com um sorriso infantil adornado pelos destinhos pequenos, dando um ar infantil ao rosto lindamente esculpido Xiumin era o sonho que havia se tornado realidade, aqueles que só existem em contos de fantasia, mas ao contrário dele eu não pertencia a esse mundo dos sonhos, eu era feita de pesadelos.

— Você sabe que eu iria - estendeu sua mão em minha direção e eu a peguei sem exitar, me puxou para um abraço cheio de sentimentos, sentimentos que me sufocavam, me causando a vontade incontrolável de gritar para todos os ventos o quanto eu estava perdida, perdida por Xiumin.

— Vou te mostrar um lado que nunca te mostrei, espero que não se assuste.- disse baixinho em meu ouvido, ainda me envolvendo e seu abraço apertado, meus olhos estavam apertados de tão fechados, meus pés que continuavam grudados ao chão agora pareciam flutuar, o vento aumentou, se tornou forte e cortante, abri meus olhos e me vi nos céus, asas grandes e majestosas se encontravam nas costas de Xiumin, eram brancas o suficiente para refletir a luz do Sol, uma visão do paraíso, as asas batiam vagarosamente subiamos lentamente.
Mirei o rosto de Xiumin apreensiva encontrando um lindo sorriso, me agarrei forte ao sei corpo temendo cair.

— Não se preocupe, você não vai cair.- disse entre risos, eu fechei os olhos novamente.

— Para onde está me levando?

— Abra os olhos.

Eu abri encontrando a bela visão de Londres ao por do Sol, estávamos no parapeito do prédio de colégio que era extremamente alto, o céu estava pintado de laranja com tons rosados, e um vento gelado soprava me fazendo arrepiar ao sentir a respiração quente do anjo em minha nuca.

—  É meu céu preferido. - disse ele pousando suas mãos em minha cintura, e novamente uma arrepio correu meu corpo.

— Me lembra você por isso se tornou meu preferido. - sussurrou em meu ouvido, sua respiração contra minha pele estava tirando meus pensamentos dos trilhos certos, não queria sentir isso por um ser tão puro como ele, me sentia suja.

— Xiumin você não tem medo? - questionei decendo do parapeito e me soltando de seu toque.

— Medo? Sim e muito, tenho medo de te machucarem. - sua voz saiu sofrida, senti uma pontada em meu peito.

— Não, você tem que se preocupar com você mesmo e não comigo.

— Eu…Luna não à mais nada que eu possa fazer quanto a mim…- suas mãos foram aos meu rosto, dedilhando cada parte dele como se quisesse guardar na memória cada detalhe, me senti amada com o toque de seus dedinhos gelados me acariciando, um simples toque que me causou grandes sensações.

— Não…- as palavras saiam como uma súplica minha.

— Sim. - ele disse se aproximando mais e encostando sua testa a minha, mirei seus olhos grandes e curiosos cintilavam como nunca.

— Ah Deus…eu te amo Luna. - suas palavras ecoaram em minha alma, a fazendo revirar e rodopiar de alegria, meu coração estava prestes a saltar pela boca, minha respiração se tornou ridiculamente ofegante.

Dizem que quando você está prestes a morrer sua vida passa diante de seus olhos, e foi isso que me ocorreu, tudo de terrível, estranho e medonho se passou, sentimentos confusos e contradições, o sexo o desejo, mas principalmente o medo e a confusão, senti que realmente iria morrer depois de ouvir essas palavras dele.

E sim..



Eu morri.



Tão bom morrer de amor! E continuar vivendo…

— Eu também…- lhe respondi, não sei quantos segundo se passaram… ou foram minutos? Que demorei a lhe responder, sei que quando lhe respondi seu olhos lacrimejaram e um sorriso se formou em seus lábios adornado os dentinhos brancos, sorri automaticamente a ver esta cena adorável.

— Meu coração parece querer explodir, isso é normal? - perguntou ele, me fazendo rir, Xiumin era como uma criança descobrindo o mundo dos sentimentos.

— Sim é normal, o meu também está assim. - lhe respondi levando uma de suas mãos ao meu coração, ele se assustou de início mas logo sorriu.

— Está batendo no mesmo ritmo que o meu.

E realmente estava, se Deus realmente existe ele deve adorar brincar conosco.

— Luna…talvez nossos dias estejam contados, talvez você esteja tão confusa quanto eu, mas de uma coisa você não pode esquecer…- ele não completou a frase, me puxou para um beijo, delicado e doce no início, os lábios de Xiumin eram como algodão doce, se derretiam, e seus beijos eram sempre singelos e calmos, mas este estava um tanto diferente. Sua língua passeou por minha boca com destreza, sugou minha língua e mordiscou meus lábios, me derretia em seus braços, ele me segurou mais firme me impedindo de cair.

— Eu…quero te sentir. - minha voz saiu embargada, estava tonta, bebada com o beijo de Xiumin, uma sensação que não queria deixar de sentir nunca mais.

Ele não me respondeu, apenas me beijou novamente e me tirou o fôlego, meu corpo tremulava em suas mãos que passeavam suavemente por minha cintura, me sentia no paraíso, a brisa gelada soprava tornando tudo mais mágico, o céu alaranjado que parecia mais uma pintura adornava com sua luz as lindas asas brancas de Xiumin, um verdadeiro sonho, era exatamente em um sonho que eu pensei estar.

O toque suave passou a percorrer dentro de minha camisa do uniforme, de início me surpreendeu mas logo me acostumei com a idéia, Xiumin possuia desejos como todos os outros, mas mesmo assim sempre se manteve respeitoso e doce comigo, algo que Kyungsoo nunca conseguiria, e afinal, eu o amo e desejo seus toques agora mais que qualquer coisa vou aproveitar o máximo que posso.

Logo já me despia degavar, sem pressa alguma me tirou peça por peça, não dissemos nada, os olhares bastavam, nos comunicavamos por eles, já que transbordavam sentimentos confusos que só nos dois conseguiríamos entender e suportar.

Foi a minha vez de despilo, desabotoei sua camisa encontrando a pele branquinha imaculada, e seu abdômen extremamente definido me assustou, Xiumin era forte e rígido seus músculos pareciam uma obra de arte, corei sem querer nunca havia visto corpo tão perfeito.

Ele soltou um risso anasalado com meu rosto vermelho, seus olhos são desgrudavaem de meu rosto um segundo se quer.

— Mesmo tendo tanta experiência, continua sendo uma garotinha. - disse ele, apertando uma de minhas bochechas coradas.

— É que…você é…é muito bonito. - gaguejei, que vergonha.

— Você também é, do jeitinho que sempre imaginei. - me deitou em cima das roupas jogadas no chão delicadamente, todas as memórias de tudo que já fiz com todos os que já dormi, foram apagadas de minha mente, eu me sentia virgem novamente, seria a primeira vez que eu faria amor e não apenas sexo.

Nossos olhares não se desgrudavam, guardei cada detalhe de seu rosto angelical perfeito, Xiumin era um sonho, o meu sonho.

Não demorou muito e já nos beijamos novamente, seus lábios passaram por todo meu corpo, com beijos quentes e puramente inocentes, me senti amada,  cada toque tinha seu significado, ser apreciada assim era novidade para mim.

A boca de lábios doces e molhados chupavam e mordiscavam meus seios, meus olhos reviravam em seus órbitas, tentava conter meus gemidos.

— Não se segure meu amor. - sua voz suave pediu me fazendo soltar os gemidos contidos até agora.

Meu interior saltitava em alegria, percorri todo seu corpo perfeito com minhas mãos, queria guardar todos os detalhes, indo de seu rosto passando por seu abdômen surreal até suas coxas definidas, arrancando suspiros de sua boca que nunca achei que fosse ter o privilégio de ouvir.

Já molhada e transbordando fui penetrada delicadamente pelo anjo, que gemeu em deleite, os olhos espertos se reviraram em prazer, abocanhou meu seio novamente com fervor, suas mãos apertavam e alisavam minhas coxas desnudas.

Não demorou muito para se movimentar em meu interior, nada mais fez sentido, o céu que eu encarava se tornou mágico algo surreal de mais para esse mundo, as asas brancas e iluminadas estavam abertas enquanto era estocada pelo dono delas como se sua vida dependesse disto.

O choque da pele sedosa contra minha era inebriante assim como seu cheiro, algo único e diferente de mais para descrever.

Seus lábios agora passeavam por todo meu tronco novamente, me tirando arrepios enquando balançavamos em um só ritmo, criando uma música obscena de mais para um ser divino escutar, algo proibido que tornava tudo mais excitante e exorbitante.

Meus olhos agora não se retiravam de seu rosto, com traços delicados e simétricos, se contorcia em prazer a cada estocada, a cada gemido, eu assistia seu semblante perder a divindade, e se tornar tão desejoso quanto meu, tão impuro e errado quanto meu nascimento, tão belo e único quanto minha existência, Xiumin se tornou uma obra de arte.

— Eu…te amo. - disse segundos antes de se desfazer em meu interior que se contraia chegando ao seu ápice também.

Pude ver o céu, agora escurecendo e com sua primeira estrela aparecendo, um sorriso  estava pregado em meu rosto, me sentia totalmente satisfeita pela primeira vez na vida, meu coração palpitava e suspiros cansados saiam do anjo já deitado ao meu lado.

— Eu também te amo. - finalmente consegui lhe responder, saindo do transe e encarando o lindo rosto ao meu lado, os olhos inocentes continuavam ali, só que desta vez mais felizes.

— Esse foi o melhor dia da minha existência até agora. - disse o anjo sorrindo largamente.

— Digo o mesmo. - ficamos alguns minutos deitados ali, admirando o céu que hoje parecia mais belo que o normal, trocamos mais beijos e juras de amor que nunca imaginei trocar.

Logo nos vestimos, meu sorriso não diminuia por nada assim como o dele, riamos como duas crianças bobas.

Corri para o parapeito novamente, sentindo a brisa noturna de olhos fechados, não queria que o dia acabasse, não queria acordar desse sonho nunca mais, mas algo que despertou.

— Traidor! - uma voz grave soou, voz que nós dois conhecíamos bem.

— O que faz aqui? - Xiumin lhe respondeu, mas logo entrou em choque se encolhendo e abraçando o próprio corpo.


— Você se entregou, se deitou com ela! - gritou o anjo com asas negras como o próprio coração.


— Irmão…- outra voz soou no ambiente, mas esta estava em prantos, os olhos azuis estavam cheios de lágrimas.


— Eu…aceitei minha sina. - disse Xiumin ainda encolhido, o anjo de olhos azuis e asas espichadas como se estivesse em choque correu e abraçou o irmão que caia em prantos.


— Você sabe o que acontece agora Xiumin. - disse Kyungsoo, seus olhos estavam mais escuros que o normal, parecia morto, acabado, e principalmente decepcionado.

— Não por favor! - gritou Xiumin sendo contido por Baekhyun, que o imobilizou, o pequeno se debatia.

Ao assistir toda essa cena acontecer meu corpo se paralisou.

O anjo da morte andou em minha direção, esticou uma de suas mãos as espalmado no ar, como se o socasse ele foi quebrado como verdadeiro estilhaço de vidro, de lá puxou uma lâmina, na verdade uma foice assustadora, digna de uma anjo da morte.

Meu corpo ainda se encontrava paralisado, os olhos de Kyungsoo eram assustadores, se tornaram um breu só, já estava muito próximo empunhando aquela arma assustadora, os gritos de súplicas de Xiumin ainda eram ouvidos.






Fechei os olhos com o medo me dominando.






E senti algo gelado me perfurar.






O sangue rubro tingiu minhas roupas brancas.






Apenas um grito foi ouvido.






E minha última visão foi a do anjo da morte, com os olhos carregados em lágrimas.




                    "Traidora"













Notas Finais


Obrigada por lerem!
Espero q tenha ficado bom, esse capítulo foi marcante para mim, por favor comentem 😭


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