História She's a Ice Storm - Capítulo 8


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Original, Romance
Exibições 29
Palavras 2.038
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Oii! Tudo bem com vocês??
Obrigada por estarem participando, é muito bom sério.
Esse capitulo tem surpresa...
Boa leitura!

Capítulo 8 - Kiss?


Fanfic / Fanfiction She's a Ice Storm - Capítulo 8 - Kiss?

algo sobre sua risada que me faz querer rir também
Não há nada de engraçado então nós rimos de nada

Desci com o cachorrinho no colo e Thomas abriu o porta malas tirando uma caixa dessas usadas para transportar cachorros por aí.

-Sabe que isso não é uma bolsa né? - Ele colocou no chão e me olhou com cara de indiferença, pegou mais algumas coisas la dentro e fechou, colocou dois potinhos dentro da caixa e encheu um com ração.

-Eu sei, só não sei o nome disso - pegou uma garrafinha dentro do carro e virou no outro potinho. Pegou o cachorro na minha mão e colocou na caixa fechando aquela porta/grade ou sei lá o quê. Encostou no carro perto de mim e eu me encostei ao seu lado, ficamos olhando as pessoas que iam para o restaurante e carros que iam para o posto.

-Você implica com tudo.

-Eu não! - ele riu. 

-Sim, como seus amigos te aguentam? 

-Não aguentam - ele riu mais ainda, deu vontade de socar ele - quer dizer, alguns aguentam mas para de rir da minha desgraça idiota! 

-Ok, desculpa - ele respirou fundo e controlou o riso.

-Você também não parece fácil.

-Não sou - ficamos esperando o cachorrinho terminar de se alimentar, demorou um pouco, quando acabou ele pegou a caixa e colocou no banco de trás. Abriu um pouco e vidroe e fechou a porta.

-Você vai deixar ele aí?

-Vou, a janela esta um pouco aberta ele vai ficar bem, não vamos demorar.

-Ok então - fomos andando até o restaurante e ao invés de entrar fui para a lateral onde tinha uma placa indicando o banheiro. Percebi que Thomas me seguia - eu vou no banheiro e te encontro lá dentro.

-Eu vou com você - parei na porta e ele tinha aquele  meio sorriso presunçoso e um pouco cafajeste na cara.

-Não! Tchau! - entrei rápido e ele entrou atrás. Putz! Tinha uma velhinha que ficou olhando confusa para nós, eu estressada e um cara no banheiro feminino. Eu também estranharia.

-Senhora, ela ta passando muito mal, dá licença? - Thomas perguntou bem cara de pau. A senhora pegou um papel para secar as mãos e saiu, Thomas trancou a porta.

-O que você ta fazendo?! 

-Privacidade.

-O quê?!

-Ah, ta. Eu quero beijar você, quero fazer mais que beijar você, mas por enquanto beijar esta bom - procurei alguma coisa pra jogar nesse ser humano, um vaso, uma pedra qualquer coisa que rache ele em dois!

-Ta doido? Eu trabalho na sua casa! E hoje é o quê? Dia oficial pra ficar afim de mim?! - ele deu gargalhadas, eu juro que mato. Preciso me acalmar. Calma Felicity...

-Não, é só que você é chata anoréxica e tem esses olhos bonitos, bem atraente - Sarcasmo, ah que nervoso! Como que fica calma gente?! Puta merda!

-Eu não sou anoréxica e isso não esta fazendo sentido! 

-Você não come então...

-Então nada! Não como porque não tenho fome! E você não esta explicado merda nenhuma, esta divagando!

-Ok. Você é tudo isso que eu falei, mas é engraçada, decidida e bonita, quero ficar com você - sério que ele acha isso de mim? Para de sorrir idiota! 

-Eu não vou ficar com você porque me acha engraçada e bonita - ele colocou a mão na minha bochecha e fez carinho, o que me fez recuar. Porque esse ser humano ta me tocando assim?!

-Então fica porque acha isso de mim também. E porque com tanta coisa ruim na vida, podemos nos divertir. 

-É errado demais. Você bebeu? - ele foi se aproximando o que me fez recuar cada vez mais.

-Não é errado, e estou bem sóbrio.

-Então é doido.

-Igual a você - encostei na parede, merda! Não consegui parar de olhar para ele, Thomas era lindo demais e seus olhos parecem prender. Ele olhava em meus olhos e as vezes seu olhar baixava até minha boca. Deslizou a ponta dos dedos em meus braços causando malditos arrepios. Encaixou as mãos na curva da minha cintura. Eu queria resistir, mas quero esses lábios nos meus. Talvez eu seja doida mesmo.

Esse momento deve ter demorado segundos, mas tudo pareceu horas, sofridas horas de espera até que ele começou a aproximar seu rosto do meu, senti sua respiração se misturar a minha e a ponta de seu nariz tocar o meu. Era isso. Eu beijei Thomas. Ou Thomas me beijou. Sei lá. Realmente não importa.

Foi bom, tranquilo ao contrário da conversa que antecedeu. Sua lingua pediu passagem e eu cedi. Sem pânico, sem mais resistência, nem parecia um primeiro beijo. Meu primeiro, nosso...

Enquanto nossas línguas brincavam minhas mãos deslizavam em suas costas, as dele foram para meu pescoço e as pontas de seus dedeões em minha bochecha enquanto as pontas dos outros dedos arranhavam de leve minha nuca, achei gostoso. Ele separou o beijo com uma mordida no meu lábio inferior.

-É errado? - foi se afastando e aquele sorriso cafajeste tinha voltado, e eu também sorria, merda. Ele destrancou a porta e abriu - pode usar, eu vou ir comprando algumas coisas - saiu. Agora com ele longe eu finalmente consigo pensar direito. 

Que porra foi essa Felicity?

Não foi nada demais e foi até bom. Eu gostei.

É, que bom, aí quando se fuder não adianta ficar chorando por aí. 

Não vou me fuder porque não vou me apegar, é isso. Como esse povo costuma dizer, pegar sem se apegar.

Usei o banheiro e fui até o restaurante, Thomas estava apontando para alguma coisa no balcão enquanto uma garota anotava. Fui até ele. 

-Oi, já sabe o que vai comer? - perguntou como se nada tivesse acontecido. 

-Já, aquela barra ali - apontei para uma Hershey's e a garota do outro lado do balcão pegou, depois anotou em uma comanda.

-Você é ridícula - Thomas revirou os olhos e eu ri. Eu meio que gosto de irritar as pessoas.

-Mais alguma coisa? - A moça perguntou. 

-Sim, uma coxinha e uma Coca Cola. Coloca dois pães de queijo também - Ela pegou e entregou duas sacolas, esse garoto vai comer tudo isso?! Passamos pelo caixa e eu fui para o carro feliz com minha barrinha de chocolate enquanto Thomas reclamava da minha teimosia atrás. 

-Você fala de mais.

-E você teima demais! - ele disse irritado com o sotaque mais carregado, entrei no carro e ele fez o mesmo colocando as sacolas banco de trás antes. Coloquei a barrinha no porta-luvas me sentindo bem a vontade para isso. Me virei para Thomas que tava encarando demais.

-Você ta parecendo minha mãe e sabe? Não gosto muito dela - ele riu e mordeu o lábio inferior, estaria ele tentando me tentar?

-Deve ser porque nos preocupamos.

-Ela não se preocupa comigo seu mané - agora foi minha vez de rir. 

-Então não pareço em nada com ela.

-Ah parece sim. A chatice é idêntica.

-Não, além do mais, sua mãe faz isso? - avançou para o meu lado me puxando para perto e colando nossos lábios de novo, esse beijo foi mais rápido.

-Ela não seria tão louca - disse me separando e colocando o cinto em mim. 

-Ninguém seria tão louco para te beijar - ele colocou o seu e deu partida. 

-Você é tão retardado. 

-Você não pode falar nada. Onde sua mãe trabalha? 

-Gerente de um hipermercado. 

-Deve cansar.

-O que deve cansar ela é aquele namorado estranho, ele parece ficar comendo as pessoas com os olhos, imagina ele num quarto? - Thomas deu gargalhadas. Ja que estamos fazendo perguntas decidi fazer as minhas - e o seu pai, trabalhava com o quê?

-Produtor musical - felizmente ele não ficou incomodado com a pergunta.

-Nossa, e sua mãe advogada? Profissões bem diferentes.

-É, mas não importava muito as diferenças porque se amavam. E o seu pai? 

Agora fudeu. Parece que alguém apertou um botãozinho mágico e as risadas e beijos e toda tranquilidade já era. Falar do meu pai ainda é meio difícil. Eu tossi algumas vezes, ta começando a esfriar.

-Não precisa responder se não quiser - Thomas disse sem graça, achei injusto da minha parte, ele falou do pai morto, o que custa falar do que sumiu?

-Não, tudo bem - forcei um mínimo sorriso - meu pai era médico, pediatra. 

-Que legal Felicity.

-Até ele destruir a carreira dele pelo álcool. 

-Nossa... - não era o apropriado, mas eu ri da reação dele, porque geralmente ele me deixa sem fala. 

-Qual era o nome do seu pai?

-Robert e o seu? - Robert Muller, gostei. 

-George, bem ridículo.

-Ah chega de falar deles. Qual profissão VOCÊ quer? - não precisei pensar muito.

-Pediatria também, ou psicologia mas essa pode não dar certo devido aos meus incidentes de loucura - ele riu alto, e que risada. Parece uma hiena convulsionando o que me fez rir muito também, eu por minha vez parecendo uma foca com AVC.

-Eu quero ser produtor também, ou fotógrafo.

-E você entende dessas coisas?

-E você entende de medicina? - touché, ele riu da minha cara e continuou - eu entendo de musica, sei tocar alguns instrumentos até.

-Quais? 

-Violão, guitarra e piano. Além do que tiro ótimas fotos e você, entende o que de medicina? - Sorriso maldoso estamapado na cara, que raiva.

-House e Grey's Anatomy é quase uma faculdade - ele sorriu.

-Ah claro, agora chega de perguntas maldosas e de falar dessas coisas chatas, olha essas fotos - pegou seu celular do bolso e eu segurei enquanto ele colocava o dedo para desbloquear, desbloqueou e eu fui ver - vai na galeria e abre a pasta com a foto da lua - fiz isso e fotos incríveis apareceram. 

-Uau! 

-Essa da lua tirei enquanto você estava no banheiro. 

-Ficou linda - o céu tava azul claro quase branco e a lua grande e amarelada perto de uma montanha com uma arvore cheia de galhos no topo dessa montanha ficando na fente da lua. Realmente incrível. 

-Tem uma da Nancy dormindo, é minhha favorita - procurei por ela e achei, ela tava de pijama rosa encolhida no sofá e cabelo solto com uns fios dourados caindo no rosto, tão leve. 

-Ela é linda e a foto esta realmente muito boa.

-Eu arrasei - bloqueei e devolvi o celular, ele colocou no bolso. 

-Muito humilde também.

-Obrigada - ou ele é lerdo e não entendeu a ironia ou ta curtindo com a minha cara. 

Thomas ficou calado e eu aproveitei para relaxar, fechei minha janela e cruzei os braços. Thomas olhou rapido e fechou a dele também. O carro esquentou e essa mudança de temperatura me fez espirrar algumas vezes. Odeio espirros. Parece que nunca vou parar. 

-Se você esticar o braço tem uma jaqueta minha aí atrás.

-Você coloca tudo aqui atrás. Credo.

-Vai ficar reclamando ou vai pegar? Porque se não pegar eu pego, e isso pode matar a gente.

-Não estava reclamando, e eu pego obrigada.

Pouco depois chegamos ao engarrafamento. A 381 é cheia de curvas e não dava pra ver onde terminava, ainda era 19:00 e o tempo não passava. Thomas comeu os lanches que comprou, depois de certa discussão eu comi também e até demais, depois dividimos o chocolate.

Ficamos conversando sobre coisas neutras, musicas, matérias da escola, filmes, meus professores mal amados e varias outras coisas bobas até cansar. Aí ligamos o rádio e tocava uma musica calma, não me lembro qual. Eu apaguei e só acordei quando já tinhamos chegado à cidade com uma luz na minha cara. 

-Bom dia. 

-Quantas horas? - perguntei sonolenta.

-Onze, o acidente foi feio, você tinha que ver, acho que o braço foi separado do corpo.

-Meu deus. 

-Vou te deixar em casa.

-Será que Nancy ta acordada? Quero ver a cara dela quando ganhar ele. 

-Espera - ele encostou e pegou o celular, mexeu um pouco e colocou no ouvido - mãe a Nancy já dormiu? ta quase? ok tchau, até já - desligou e voltou com o aparelho para o bolso, ligou o carro de novo.

-Acho que você desligou na cara dela.

-Temos que ir rápido, ela ta quase dormindo. 


Notas Finais


Gostaram?? Não demoro na continuação.
A musica é Everything about you - One Direction.
Continuem comentado e mandando nomes, vocês tão demaais!
Beijosss!


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