História She's so cold - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Stranger Things
Personagens Chefe Hopper, Dustin, Eleven (Onze), Jonathan Byers, Karen Wheeler, Lucas, Mike Wheeler, Nancy Wheeler, Will Byers
Tags Dustin Henderson, Eleven, Lucas Sinclair, Mike Wheeler, Mileven, Stranger Things
Exibições 158
Palavras 3.228
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Escolar, Fluffy, Musical (Songfic), Romance e Novela, Universo Alternativo

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


SURPRESA!
Bem vindos ao universo de "She's so cold"!
Espero que vocês gostem do que está por vir.
Fica aqui o prólogo, pra dar um gostinho e mostrar do que essa história vai se tratar.
Bem vindos de novo!

Música título: Morrissey - Suedehead
Boa leitura!

Capítulo 1 - Prólogo - Suedehead


Fanfic / Fanfiction She's so cold - Capítulo 1 - Prólogo - Suedehead

UM DIA ANTES

 

Era domingo de tarde. Nunca pensei que depois dia minha vida iria mudar tanto. Mas é sempre assim, as boas coisas não avisam quando vão acontecer, elas só acontecem.

Fico grato por isso.

-Mike? Ei, seu babaca, larga esse livro e vem escutar isso. Agora.

Era 1988. Estavámos ouvindo o novo LP do Morrissey, “Viva Hate”. Ficamos na fila da loja de discos do centro, o sábado inteiro e por pouco não ficamos sem. O cara era realmente muito bom. Tinha vocais bons, letras que me deixavam anestesiado e tudo aquilo de boa melodia que os anos oitenta tem. Eu não tinha realmente parado pra ouvir aquele álbum, porque tinha uma pilha de lição pra fazer. Quê? Não, engano seu. Eu não sou nenhum nerd. Acontece que se eu tirasse notas baixas, minha mãe imediatamente suspenderia minha guitarra, uma giannini stratosonic comprada de segunda mão com todas as economias da minha vida. Assim eu nunca vou ser bom como Morrissey.

-Mike? Mike! Em que planeta você está?

 Esse é o Dustin. Eu e Dustin somos amigos desde, me deixe pensar... Acho que somos amigos desde os cinco anos, ou algo assim. Nossas mães são amigas, então fomos obrigados a conviver juntos até que nos acostumamos um com o outro. Eu e ele somos bem diferentes, antes não era assim. Depois que entramos pro ensino médio, Dustin ficou muito mais idiota do que o de costume. Porque ele começou a se interessar por garotas, e lógico, que eu também, mas o Henderson começou a se resumir em garotas, jogos, comida e é claro, Morrissey.

-Mike?

-Calma, cara. Assim eu nunca vou acabar essa droga... – Respondi de imediato. Eu já estava sentado naquela cadeira há três horas. Ninguém queria sair dali mais do que eu.

-Porque você está tão preocupado com toda essa merda? Tipo, é só a escola... – Dustin estava jogado no sofá velho e maltratado que minha mãe deixou no sotão. Havia comprado um novo, no qual eu não podia sentar quando estava suado, inclusive mandou cobrir com plástico e esquentava pra cacete. Ainda prefiro esse.

-“É só a escola”- Imitei a voz de Dustin, gesticulando e revirando os olhos – Não é só a escola, você sabe. Minha mãe vai enlouquecer se eu trouxer outro F pra casa, vai ser o meu fim.

-O Senhor Clarke que me perdoe, porque eu não vou fazer essa droga nem ferrando!

-Ah é? E o que você vai dizer a ele?

-Sei lá, que meu cachorro comeu a lição... – Ele respondeu risonho.

-Você nem tem cachorro, Dustin.

-A Holly então!

-Dustin, a Holly já tem oito anos. E se fosse pra comer lições, ela comeria as minhas – Devolvi, me voltando para o caderno cheio de cálculos.

-Bem pensado, Wheeler...

 

Por que você telefona? E por que me envia bilhetes bobos?

Eu sinto tanto, eu sinto tanto...

Por que você vem aqui, quando sabe que isso torna as coisas difíceis para mim?” – Morrissey chegou na clássica Suedehead. Eu mal sabia que aquela música iria me acompanhar por um bom tempo.

-Mike?

-Hm?

-E aquele negócio lá?

-Que negócio, cara? – Me virei aborrecido por ser interrompido mais uma vez.

-O baile da neve, quem você vai chamar?

-Olha pra minha cara de quem quer ir pra baile – Fiz a pior cara que pude e Dustin riu – Eu nem sei dançar.

-Que dançar o quê, Mike... – Ele se levantou – Não tem que dançar, você só pega uma garota pela cintura e começa – Ele começou a simular que segurava a cintura de uma menina e começou dançar ao som de Suedehead.

“Eu estou muito enjoado

Oh, eu estou tão enjoado agora...” – Morrissey continuou, e eu desatei a rir.

-Fica rindo aí, mas eu vou rir da sua cara quando eu estiver dançando com a Hayes – Ele se jogou no sofá novamente.

-Hayes? Jennifer Hayes? Vai dançar mesmo. Você vai dizer: E aí, Jennifer, vamos ao baile comigo? E ela responde: Claro que não, seu idiota. Aí você dança. É assim né? – Continuei rindo e me joguei no sofá, ao lado dele.

-Eu tenho um plano, Mike. Se você fosse um bom amigo, eu dividiria ele com você, mas você não é, você é um otário – Ele se fingiu de ofendido.

-“Eu sinto taaaaaaanto” – Acompanhei Morrissey mais uma vez, provocando Dustin. Ele revirou os olhos e por fim riu.

Depois que Dustin foi embora, passei um longo tempo no sofá. Não tinha a menor vontade de terminar a lição. Pensei se por um momento não podia jogar tudo pro ar e deixar pra depois. Quando digo tudo, também me refiro a mim. Principalmente a mim.

-Mike? – Era Holly na porta do porão – Mamãe está te chamando pra jantar.

-Vou depois. – Respondi olhando pro teto.

 

TREZE HORAS ANTES

E foi isso. Assim que a segunda chegou. Eu acabei dormindo no sofá, e acordei atrasado. Juntei os livros que estavam na escrivaninha e joguei tudo na mochila. Subi as pressas pro quarto, me troquei e fui ao banheiro. Bom, tentei ir ao banheiro, o que é muito difícil quando se tem duas irmãs. Muito mesmo.

-Nancy?

-Que é?

-Que é? – Devolvi irritado – Eu quero usar o banheiro. Não é óbvio?

-Calma, eu tô fazendo um... Um penteado aqui.

-Não adianta fazer penteado nenhum, você vai morrer feia, devia tentar se acostumar com isso – Provoquei.

-Seu cara de bolacha! – Nancy abriu a porta de supetão e começou a me dar uns tapas.

-Vocês dois! – Minha mãe repreendeu – Parem já com isso!

Aproveitei a deixa e me joguei pra dentro do banheiro. Tranquei a porta o mais rápido que pude e comecei a escovar os dentes. Vi que um sutiã de Nancy estava pendurado próximo ao espelho e retorci o rosto numa expressão de nojo.

-Sai daí, Mike! Seu idiota! – Nancy começou a socar a porta, enquanto eu ria com a boca cheia de espuma.

O café foi tranquilo. Costumo pegar leve no café da manhã, senão passo o restante da manhã enjoado. Quando o Dustin come aqui, sempre come uns três pães e duas fatias de bolo, o que é muito absurdo pra toda minha família. Meus pais costumam comentar entre eles depois: ”Você viu o filho dos Hendersons? Ele não tem fundo”, mesmo conhecendo Dustin desde que ele tem cinco anos.

Enquanto esperava Dustin na porta de casa, vi Max pôr algumas malas para dentro de casa e depois pagar um táxi amarelo estacionado em frente. Max era minha vizinha da frente e minha ex melhor amiga. É um pouco constrangedor falar disso, mas Max e eu nos conhecemos desde pequenos, podemos adicionar o fato de que Hawkins é uma cidade pequena e pacata, onde nada acontece. Nossos pais estudaram juntos e a mãe dela a trazia aqui para brincarmos. Pelados, numa piscininha de plástico. Tínhamos uma casa na árvore no quintal dela, que o pai dela destruiu anos depois por ordens da mesma. Nós éramos inseparáveis e ela sabia segredos meus que ninguém mais sabia, tipo quando tínhamos nove anos e estávamos voltando da locadora e fiz xixi nas calças quando um cachorro estranho se aproximou de mim. Ela pode ter rido de mim por uns bons cinco minutos, mas nunca contou pra ninguém. Bem, é o que eu acho.

O que aconteceu com a Max? Bom, resumindo, ela foi passar as férias em Chicago, na casa de uma tia qualquer e voltou dois meses depois, bronzeada, magra e atraente. Incrivelmente atraente. Dustin falaria “gostosa”, mas ainda é esquisito pra mim falar assim de Max, porque lembro dela tirando restos de comida da boca com o indicador sujo de terra. Foi bem estranho quando ela resolveu que eu não fazia mais parte da vida dela. Ela meio que me cortou pela raiz. Quando ela chegou de viagem e fui sentar ao seu lado na classe, ela estreitou os olhos e me olhou como se eu fosse uma barata esmagada. Imediatamente eu soube que ela queria se afastar. Como eu sei disso? Deve ter sido porque ela disse: “Michael, quero me afastar”.

Michael. Nada de Mike, foi Michael.

Desde então, Max usa muito preto e muito couro. Trabalha na maior loja de discos da cidade, que é dos pais dela, e além de tudo isso, como eu disse antes, ela é minha vizinha de frente. Antes ela costumava me dar pelo menos um “oi” ou um "e aí", mas agora nem isso. Ela realmente finge que eu sou um inseto, mas isso não me machuca, porque ela age assim com todos os caras. No fim do ano passado, picharam a porta do vestiário masculino com os dizeres: ”Meninos são imbecis”. Todo mundo acha que foi a Max. Eu também.

-E aí, cara de sapo?! – Obviamente era Dustin, com aquele boné quase cômico que fazia ele parecer um personagem de desenho animado – Qual é a boa?

-Nenhuma. – Respondi sem me virar para ele, ainda olhando para Max levar as malas uma a uma para dentro, pareciam pesadas. Eu me ofereceria pra ajudar, se ela não batesse a porta na minha cara.

-A Max é tão...

-Foda? – Balbuciei.

-Gostosa. – Dustin agiu como esperado. – Não acredito que você não pegou ela quando teve chance, você é um otário.

-Dustin, nós tínhamos sete anos. – Falei, enojado.

-E daí? – Ele colocou as mãos nos bolsos – Você não tem mais chance nenhuma, porque agora ela é lésbica.

-Quem te disse isso?

-Você é cego? As vezes me pergunto porque ando com você, e cara, eu não consigo pensar num bom motivo...

Max reparou que estávamos olhando para ela e revirou os olhos. Estava com um jeans rasgado e uma camisa preta do “The Clash”. Chutou a última mala pra dentro e bateu a porta.

-Acho que ela me odeia.

-A pergunta é: "Quem a Max não odeia?" – Dustin me deu um cutucão – Vamos logo, não quero chegar atrasado e passar mais um sábado de castigo com o professor Clarke.

-Aposto que ele também não quer ficar com você. – Concordei, subindo na cela da minha bicicleta.

Max faltou aula, o que era curioso, porque por mais que ela fosse meio louca e dormisse nas aulas, desenhasse pequenos demônios nas carteiras (a professora de inglês chamou os pais dela na escola e perguntou se ela tinha distúrbios demoníacos) e todos os garotos tivessem medo dela, a mãe dela não a deixaria faltar jamais. Billy, o irmão de Max, também não tinha o juízo perfeito, então o que ainda os mantinha numa linha tênue entre o limite e a loucura, era sua mãe que tinha o número da polícia na ponta da língua, junto com o discurso de: “Você quer ir pra cadeia? Atrás das grades você não vai poder ouvir esses seus discos desagrádaveis, mocinha”.

Depois que Max decidiu ignorar minha existência, eu meio que fiquei sem amigos. Minha vida era comer barras de snickers no intervalo, porque são mais rápidas de comer e eu não precisava ficar sentado no refeitório sozinho como um idiota solitário. Nos finais de semana eu assistia reprises de Dallas, jogava um pouco de Atari ou ouvia um disco velho dos Rolling Stones “Emotional Rescue” que era do meu pai.

Foi quando Dustin apareceu. Ele era um novato destrambelhado, e nossas mães eram amigas de igreja. Inicialmente, eu o odiava. Ele nunca aguentava ver um filme, sempre dormia no meio e roncava muito alto. Soltava puns no sofá, quebrava meus brinquedos, me fez emprestar uma camiseta legal que eu tinha e sujou ela de catarro. Sem mencionar o fato de sempre comer o lanche dele primeiro e depois tentar comer o meu, ou o famoso “Mike, acho que paguei a conta da última vez, essa é a sua vez, maninho” – O que era uma tremenda mentira, porque aquele cara nunca pagava nada.

Quando percebi que ele não iria embora de jeito nenhum, acabei aceitando e ficamos amigos. Dustin sempre foi meio idiota, antes com jogos e comida, agora com jogos, comidas e garotas. Ele também é um cara legal, quando quer, mas as vezes ele só quer te sacanear fingindo que está sendo legal, mas na verdade está sendo um grande filho da puta, como da vez que ele mentiu pra prima dele, Stephanie, uma garota fanha que ri como uma hiena, que eu estava interessado nela. E foi assim que eu dei meu primeiro beijo. Ou ela deu em mim?  Não lembro de muita coisa, só lembro que ela me encurralou no quarto de Dustin, enquanto rolava uma festinha boba de aniversário de casamento dos pais dele, lá embaixo. Lembro que tocava “My Sharona”, dos “The Knacks” no rádio e ela avançou em cima de mim, cheia de língua, lábios e a mãe dele quase viu isso. E pode apostar que não valeria a bronca. Eu odiava a Stephanie e odiava qualquer coisa sobre meninas naquela época. Cheguei a ter pesadelos com aquele rabo de cavalo e o suéter rosa gasto que alguém trouxe para ela de  Illinois.

-Tenho uma boa notícia e uma má notícia pra você, Wheeler – Dustin falou alto enquanto pedálavamos preguiçosos.

-Acho que não quero saber de nenhuma...

-Sério, seu morto vivo – Ele continuou – Okay, primeiro a boa notícia: Os pais da Jennifer viajaram.

Dei de ombros. Não suporto a Hayes. Infelizmente, mas muito infelizmente mesmo, estudo com ela desde que aprendi a falar “chata”. A senhora Clarice, professora de inglês, nos ensinou o que era chata e imediatamente descobri que Jennifer era. Ela sempre fora a metida e mimada da nossa classe, rainha do baile de inverno, nos quais ela fazia questão de fingir surpresa quando vencia, mesmo ameaçando os novatos e dando biscoitos escritos “Vote Hayes!” desde o começo do ano.

Acontece que Hayes era bonita. Na verdade, ela era bem bonita mesmo. Eu sou um cara, preciso admitir certas coisas. E depois que nós todos chegamos a puberdade, tudo virou uma festa, cheia de cigarros de ervas e casca de frutas no estacionamento, goma de mascar e decotes. Os decotes.

-Ela vai dar uma festa, Mike. Acorda, sai desse transe!

-Dustin – Tentei ser paciente com ele – A Jennifer odeia a gente. Porque ela vai nos chamar pra essa tal festa?

-A parte ruim é essa mesmo, ela não chamou... – Ele abriu um sorriso convecido – Mas a escola inteira vai. Ela não tem como saber que nós estamos lá, entendeu?

-Ah, Deus do céu! Você quer entrar numa festa de penetra? Em plena segunda feira? É segunda feira, Dustin!

-Quem se importa se é segunda feira ou se é o dia do peru, Mike! – Continuou enquanto prendíamos nossas bicicletas com correntes, já no estacionamento da escola – Você precisa sair desse conforto. Precisa se arriscar mais, você...

-Pera aí! – Interrompi enquanto andávamos até a classe – Quer dizer, que você, você Dustin, está fazendo isso por mim?

-Claro, claro que sim, maninho.

-Igual me ajudou a ficar com a sua prima Stephanie, quando eu disse “Eu tenho medo dela, ela é estranha”?

-Porra, Mike, quando você vai esquecer isso? Queria te dar uma ajudinha com seu primeiro beijo, só isso...

-Dustin, ela mordeu a minha língua. Ela me apertou tanto que eu sufoquei. Eu tinha doze anos, eu não estava preocupado em ter um primeiro beijo.

-Ok, tudo bem, fui um babaca, eu, Dustin Henderson, vacilei. Certo. Mas hoje vai ser incrível, cara! – Sentamos como de costume em nossas carteiras próximas a lousa. – Temos que ir, a escola inteira vai!

-A escola inteira está aqui agora, Dustin. O que tem de incrível nisso?

Antes que ele pudesse me responder com alguma besteira, como sempre, o professor Clarke chegou na sala. Inicialmente, achei a ideia de Dustin uma droga, mas depois que pensei, nem tanto. Podia até ser legal, ou podia ser uma completa merda, como geralmente acontece, fico parado num canto de parede esperando as pessoas pararem de serem felizes, para poder ir pra casa com Dustin, contando que beijou uma garota da oitava série ou uma prima distante de alguém.

-Podemos ir – Cochichei para ele.

-Quê?

-A festa da Hayes. Podemos ir – Falei o mais baixo que pude.

-AAAAAAAAAAAAH, CARA !- Dustin abriu a boca o máximo que poderia. Se tivesse dentes afiados, poderia jurar que ele era um jacaré de boné.

-Algum problema, Dustin? – O professor Clarke nos olhou através dos seus óculos. Dei um sorrisinho amarelo.

-N-Não. Nada, nada mesmo – Henderson respondeu, feliz.

Depois disso, não consegui controlar meus pensamentos. Mas eu também não deveria, até porque eu sou só um cara. E as vezes, eu preciso pôr pra fora, essas coisas. Não queria ficar no canto da parede esperando a festa acabar. Nunca mais.

Fui pra casa com a cabeça quase solta do corpo. Eu não tinha muitos programas a se fazer, nem amigos que não fossem Dustin. Não era chamado pra festas legais, apesar de ter umas garotas mais novas afim de mim, por me acharem “estranhamente adorável”, o que Dustin considerava ruim. Tivemos uma conversa sobre, quando isso aconteceu. Foi algo tipo:

“Ei, ei, mané.”

“Dustin, fala baixo. A sra. Sanders vai me expulsar da biblioteca por sua causa de novo.”

“Relaxa, maninho, escuta só, eu soube que a Cindy, da sétima série tá afim de você, cara, a Cindy.”

“Quem diabos é Cindy?!”

“Aquela que é meio japonesa, meio iraquiana, eu sei lá. Mas ela tem uns...”

“Dustin, aqui não...”

“Sério, Troy disse que ela disse que você era um cara... um cara...”

“Fofo” – Troy se juntou a nós.

“Shhhhhhhhh” – Sra Sanders apareceu detrás do balcão pondo o dedo comprido na frente dos lábios e fazendo uma cara feia para nós.

“Ihhh, isso não é bom não. Fofo?” – Dustin coçou a cabeça e repetiu aquela mania irritante de arrumar o boné.

“Sei lá, Dustin, foi o que me contaram.” - Troy parecia se desculpar.

“Ah, Mike, pode esquecer, ela só quer apertar essas suas bochechas sardentas, não vai rolar nada do que você quer.” – Henderson se mostrou decepcionado.

“Hã? Do que eu quero?”

“Ele quis dizer que...”

“Infelizmente, eu sei o que ele quis dizer.” – Interrompi a deixa de Troy.

“Vocês podem fazer o favor de se retirar? “- a Sra Sanders apareceu atrás de nós como um fantasma e nos fez dar um gritinho.

A tal Cindy era mesmo japonesa. E meio doida também. Acabou saindo da escola depois de ter sido pega com uma caixa de giz e três apagadores. Uma japonesa cleptomaníaca. Esse era o tipo de garota que Dustin me apontava e dizia: ”Olha só! Porque você não vai lá e tenta alguma coisa?”

 

ALGUNS MINUTOS ANTES

Esperei Dustin passar na minha casa ás sete. Vesti um jeans velho com tênis e camiseta. Não penteei o cabelo, achei que ficaria mais legal se fosse bagunçado. Entrei no quarto de Nancy, aproveitando que ela havia saído e peguei um pouco de pomada, uma que ela passava no cabelo, e espalhei nas mãos. Depois arrumei meu cabelo no espelho, e ficou aceitável. Eu acho.

-Mike, Mike, Mike, Mike! – Dustin gritava e apertava a campainha como uma criança hiperativa.

- Calma – Gritei, enquanto estava indo até a porta.

-Anda logo, você é mais chato do que uma cãimbra no...

-Shiu! – Coloquei a mão na boca de Dustin antes que ele pudesse terminar a frase – Minha mãe está aqui na sala vendo tevê. Cala essa maldita boca!

-Tudo bem, Wheeler! Não tá mais aqui quem falou – Ele riu após eu ter tirado a mão da boca dele – Sete e dez. Hora da FIESTAAAAAA!

"Deus do céu."


Notas Finais


Bom, galerinha, espero que vocês gostem desse novo projeto, porque eu tô AMANDO de verdade escrever essa história.
Vejo vocês em breve!
Twitter: @FinnSkada
Instagram: @FinnLoboduro
E BEM VINDOS A SHE'S SO COLD!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...