História She's Thunderstorms - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Arctic Monkeys
Personagens Alex Turner, Personagens Originais
Tags Alex Turner, Drama, Intercâmbio, Romance
Exibições 34
Palavras 1.212
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Bem-vindos a mais uma versão de She's Thunderstorms ❤️

Espero que gostem!

Betado por Cryout

Capítulo 1 - Police


O barulho era ensurdecedor. O apartamento, de tamanho médio, na área central de Londres, estava cheio de adolescentes com hormônios a flor da pele. Havia bebidas para todos os lados, comidas espalhadas e até mesmo, drogas em cima da pequena mesa de centro. Tudo movia conforme o combinado. John, filho dos donos do lugar, que foram viajar a trabalho e confiaram em seu pequeno tesouro para manter o imóvel intacto, deixou na mão de Lorena a responsabilidade de montar a festa. Ela acabara de chegar com mais três pacotes, no total 30, de cerveja. Antes de adentrar no local, os olhares de repudio dos vizinhos a seguiram. Deu ombros e sorriu orgulhosa de como estava o lugar. O DJ improvisado alternava entre música eletrônica e indie, agradando, assim, a todos. Andou pela multidão até chegar à varanda para guardar os engradados. Uma mão pousou em sua cintura e um nariz tocou levemente em sua pele morena. Virou-se e sorriu ao ver o amigo feliz. 

– Ei brasileirinha – Disse John. 

– Ei inglesinho – Brincou a menina também - Trouxe mais cervejas – Levantou o braço mostrando a sacola da conveniência de um posto, único lugar que era fácil subordinar e conseguir bebidas alcóolicas para menores de 18 anos. 

– Ótimo - Ele respondeu – É só deixar ali no frigobar mesmo – Finalizou antes de ser chamado por alguém. 

Lorena acedeu e fez o que ele falou, antes pegando uma para si mesma. Ninguém, no Brasil, acreditaria que a viram fazer isso. Há dois meses, embarcou no avião para passar um ano na Inglaterra para aprimorar o inglês. 

A viagem fora o presente de 16 anos tão esperado. Nas primeiras semanas, sofreu um pouco com o sotaque, mas nada que horas seguidas assistindo Benedict Cumberbatch ou David Tennant não resolveriam. 

Cursando o segundo ano do Ensino Médio, na primeira semana conheceu Andrew, filho de um empresário em ascensão, que logo a enturmou com seus amigos, sendo John incluído nisso. Desde então, os acompanha em todas as festas, baladas ou eventos sociais que as palavras bebidas ou música indie se incluam no vocabulário. 

Procurou um abridor qualquer e não encontrou nenhum. Observou as pessoas ao seu redor: algumas visivelmente drogadas por maconha ou talvez algo mais pesado, um grupo realmente aproveitando a playlist e outras não se importando de estarem se pegando de maneira quase explicita na frente de outras pessoas. Suspirou frustrada ao perceber que teria que passar pela pequena multidão novamente. No meio dela, reparou Andrew se atracando com uma menina no corredor enquanto uma de suas mãos parecia preocupada demais em segurar um cigarro. Ela riu da situação e seguiu para a cozinha americana. 

Abriu as gavetas e somente na última encontrou o que desejava. Apoiou-se na bancada e deu o primeiro gole na bebida. Ao fundo, tocava Jake Bugg fazendo-a balançar a cabeça acompanhando o ritmo da música. 

– O que uma gatinha como você está fazendo sozinha? - Um garoto sussurrou em seu ouvido, tirando-a de seu transe. 

– Bebendo – Respondeu rudemente. 

– Nossa, que agressividade – Fingiu-se ofendido – Sou Greg. 

– Lorena – Falou e olhou para ele com cara de tédio. 

– Prazer em te conhecer – Pegou na mão dela e beijou o dorso da mesma. 

Lorena revirou os olhos e puxou sua mão, esfregando-a discretamente na barra de seu vestido preto. 

– Diz logo o que você quer – Disse sem paciência. 

– Quero você – Greg falou, tirando a cerveja da mão da menina e puxando-a pela cintura para mais perto dele. 

Lorena o empurrou com força. 

– Tá maluco?! – Ergueu as sobrancelhas e aumentou o tom de voz. 

– Só se for para transar com você! – Ele rebateu e tentou puxá-la mais uma vez. 

– Vai se fuder! – Ela disse na cara dele. 

– Você vai comigo! 

Greg segurou o pulso de Lorena e começou a puxá-la enquanto, com a outra, segurava o rosto da mesma. Ela tentou gritar, porém fora empurrada para a parede. Lorena reparou que para sair daquela situação, teria que participar do "jogo". Então, ela começou a subir e descer a perna na dele na intenção de provocar. Suas mãos passeavam pelas costas do mesmo, parando na bunda e apertando-a levemente. Ele relaxou ao perceber que teria seu desejo realizado. A boca dele grudou na dela e ela deixou o beijo rolar. As mãos grandes de Greg pararam no pescoço e, aos poucos, os lábios desceram em direção a área recém explorada. Lorena tomou coragem e levantou o joelho, sem dar sinal do que faria. Quando os lábios do menino alcançaram a região do colo, ela chutou a parte intima deixando-o, por pouco, imobilizado. Ele gemeu de dor e a soltou. Algumas pessoas ao redor perceberam e o tiraram dali. 

– Vadia! – Gritou. 

– Para você, é senhora Vadia – Lorena respondeu sorrindo irônica e levou a mão a boca, que formava um O em um falso "ops" quando o viu colocar as mãos entre as pernas. 

Lorena pegou sua garrafa de cerveja, que, infelizmente, havia ficado quente. Ela seguiu para a janela para pegar um ar. Nessa, que apresentava visão para rua, reparou uma viatura da polícia dobrando a esquina e seguindo em direção ao prédio. 

– Mal cheguei e já fui agarrada. E agora a polícia também chega – Exclamou puta. 

Não quis ver os mesmo estacionarem e saiu à procura de Andrew. Não estava mais no corredor, então, depois do que viu, com certeza estaria em um dos três quartos do lugar. O primeiro, vazio. "Por enquanto", pensou. O segundo, trancado. 

– Andie, abre essa porta! – Ela gritou o mais alto que conseguia. Não obteve resposta. É obvio que ele não ouviria se tivesse transando. Decidiu bater na porta. Nenhuma resposta mais uma vez. Repetiu o ato e uma menina apenas de calcinha abriu a porta. 

– Andrew está ai? – Perguntou. 

– Não. Outro quarto – E bateu a porta da cara dela. 

Lorena bufou e seguiu para o último cômodo, batendo na porta. Ela girou a maçaneta e não estava trancada. A visão era de Andrew chupando os seios de uma menina enquanto a masturbava. 

– Se você não quiser ser pego agora pela polícia, acho bom broxar – Ela falou, assustando o casal – E sim, a porta estava aberta. 

Andrew a olhou como se quisesse matá-la. 

– Posso sair daqui, ir embora e você ser preso. Quer isso? – Disse ao vê-lo ainda parado por cima da menina. – Acho que seu papai não iria gostar muito disso... 

Ele pareceu finalmente perceber a gravidade da situação e saiu de seu transe. Colocou a roupa correndo e se despediu da garota pedindo desculpas. 

Empurrou Lorena para partirem. 

Saíram do apartamento e desceram pelas escadas. Ao ouvirem as vozes dos policias da portaria do prédio pedindo informações sobre quem morava na unidade que tanto atrapalhava os vizinhos, decidiram seguir pela garagem e sair pela porta dos funcionários. Saíram em uma ruela com pouca iluminação e alguns sacos de lixo jogados. Seguiram andando até uma rua próxima do centro de Londres.

– Ainda são meia-noite e meia. – Disse Andrew olhando para o celular – Quer ir para o Joe's? – Perguntou, se referindo ao pub/karaokê com temática de bandas que ficava localizado em uma das ruas mais movimentadas de bares da cidade. O lugar possuía sentimento de liberdade tanto para cantarem o que quisessem e quando quisessem, tanto para beberem, já que liberavam bebidas sem menor problema. 

–Óbvio! – Respondeu, entrelaçando o braço no dele e rindo.


Notas Finais


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