História Shine Forever - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias Monsta X
Personagens Hyung Won, I'M, Joo Heon, Ki Hyun, Min Hyuk, Show Nu, Won Ho
Tags Hyungwon, Jooheon, Kihyun, Kpop, Minhyuk, Monsta X, Shownu, Wonho
Visualizações 8
Palavras 3.602
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Personas, que bom ver vocês.
Então, eu disse que seria o último capítulo mas... Não é mais. Kkkkkkk
Bora lá

Capítulo 8 - From Zero: Incomparable


O curto espaço de tempo que Kihyun levou indo até a porta acompanhá-la e voltou foi l suficiente para que o caos voltasse a se instaurar na sala de estar. Não gritavam ou se agrediam mutuamente, não por enquanto mas, visivelmente, a situação era já insustentável e ficaria pior assim que alguém se atrevesse a dizer qualquer coisa. Todos encaravam Jooheon incrédulos, enquanto ele mesmo começou a chorar, olhando para teto passando as mãos pelo cabelo descolorido recentemente. Chang lutava contra as lágrimas, incapaz de acreditar no que acabou de ouvir.

— Vamos almoçar. - o vocal quebrou o silêncio chamando o maknae para lhe ajudar a preparar os pratos.

— Não estou com fome. - o líder respondeu resmungando, olhando para o lado oposto ao rapper.

— Nós vamos almoçar SIM. Vamos comer e depois continuar a discutir sobre isso. Agora VENHAM. - foi direto, objetivo e autoritário na sua resposta e, ainda que contrariados, todos obedeceram e sentaram-se à mesa para a refeição. Com ares de velório e no mais absoluto silêncio, o único som que se ouvia era o dos talheres em choque com a porcelana, estando evidente no rosto de cada um o incômodo e a insatisfação de estarem ali, mas a verdade é que todos estavam cansados e com fome, mas não queriam admitir.

Depois de uma hora, mais calmos e alimentados, voltaram para a sala e retomaram o assunto.

— Gostaria de se explicar ou prefere que todos falem primeiro, Jooheon? - Kihyun perguntou francamente, sem rodeios ou mais insinuações.

— Os outros primeiro. - respondeu secamente, sem ânimo algum.

— Como quiser. Por que pediu para sua prima se insinuar para o Chang, Son? Por que queria separá-los?

— Jooheon… me convenceu de que o relacionamento dos dois seria ruim para o grupo. Eu… não queria que fôssemos separados, foi tão difícil chegarmos até aqui, não seria justo com a gente, eu… eu só estava pensando no que era melhor para o grupo, eu juro. - Shownu começou a chorar, olhando para os dois, mas ambos lhe viraram o rosto na hora o fazendo se sentir ainda pior.

—  Você nos separou para manter a nossa fama?! SÓ por isso?! - Wonho parecia não acreditar no que estava ouvindo, era absurdo demais. — Nunca achei que fosse tão egoísta a esse ponto.

— Por que você não disse que a viu, Minhyuk? - Kihyun não se demorava muito nas respostas, apenas o essencial lhe interessava E interessava naquele momento. — Não apenas sabia que foi ela quem atirou, mas foi você também que lhe contou o endereço do restaurante e a ensinou como chegar.

Aquela era de fato mais uma revelação inesperada, tudo ficava cada vez confuso, mais complicado de se entender à cada palavra que era dita.

— Seu desgraçado, foi você que… - Chang começou a ofender o rapaz, exaltado, enquanto lhe dirigia o punho fechado.

— Senta agora. - Kihyun rapidamente o repreendeu, o fazendo se sentar imediatamente.

— Eu…Como você sabe disso?

— Hyungwon viu a mensagem no seu celular, depois. Devia rever melhor suas configurações de privacidade. Por que fez isso com eles?

— O Shownu ele… me convenceu de que se os dois se separassem eu teria uma chance com o Shin. Então eu… eu aceitei o plano. - respondeu olhando para os dois que mencionou, olhando diretamente para Kihyun em seguida. Mas não fui eu quem ligou nem quem fez o tal depósito, eu juro que não fui eu. Quanto ao tiro, eu… ela só me disse “Boa sorte” e saiu, sabia que tinha algo errado, eu só pensei em procurar o Shin e… eu não tive nada a ver com isso, por favor, acreditem em mim. - parecia desesperado, faltava apenas suplicar misericórdia de joelhos enquanto falava.

— E você… reconhece isto? - perguntou retirando do bolso uma pequena caixinha de veludo branco, o que Minhyuk comprimiu os lábios imediatamente em resposta ao objeto.

— É a caixa das alianças, as MINHAS alianças. - Wonho a reconheceu logo de cara.

— Onde conseguiu isso? - Minhyuk perguntou, mais preocupado do que curioso.

— Hyungwon me deu, no último dia do Wonho no hospital. Quando o abracei, depois de trocarmos de roupa, percebi que ele tinha uma caixinha no bolso. Depois de colocá-lo contra a parede, me deu as alianças e contou onde as conseguiu. Hyungwon não quis acusar você em momento algum, Minhyuk, devia prestar mais atenção ao seu redor, em vez de permanecer cego com esse seu amor platônico pelo Shin. - Kihyun foi duro mas sincero, várias vezes o alertou sobre isso mas o modelo constantemente o ignorava.

— Mas como você…? Por que fez isso? Por que não me acusou? - Minhyuk era o único agora que permanecia cego aos sentimentos do outro em relação a ele. Era mais do que claro agora, depois de tudo que aconteceu, o porquê dele não entregar Minhyuk.

— Porque eu te amo, droga!! - gritou de uma só vez, com a voz trêmula e falha pelo choro que não conseguiu segurar mais. Estava com raiva, raiva do que fez, de si mesmo, dele, de tudo que aconteceu. Percebeu o quanto foi tolo em achar que em algum momento ele pudesse notá-lo, que fosse corresponder seus sentimentos. — Sempre te amei, desde o primeiro dia naquele maldito programa!! Mas você só tinha olhos pra ele! - disse estendendo a mão para Wonho. O olhava envergonhado, não tinha coragem de encarar o amigo agora, não depois de tudo aquilo. As lágrimas caiam em sua blusa, fina e clara, fazendo-a colar em seu corpo, todos estavam surpresos não apenas com aquela confissão desesperada mas pela forma como ele falava, enérgico e exaltado. — Sinto muito, Shin, de verdade. Nunca quis que nada disso acontecesse. Eu só não queria que ele… que vocês. Eu sinto muito, por favor, me perdoa!
Wonho então se levantou, por um momento Hyungwon achou que fosse lhe bater mas, para a sua surpresa e de todos ali presentes, o abraçou tão forte quanto podia o fazendo chorar ainda mais, contagiando à todos, exceto Minhyuk e Kihyun embora este último tenha se esforçado bastante para não deixar cair uma única lágrima.
— Shin... Eu... - Minhyuk se aproximou, tentando se desculpar. Ao vê-lo vir em sua direção abriu os braços esperando por um abraço, como foi com o outro, mas em troca Wonho lhe acertou o lado direito do rosto com um belo soco, o fazendo rodar e cair no chão, junto à porta de um dos quartos. Seus olhos encheram-se de lágrimas, não tanto pela dor do golpe mas pela vergonha que sentia, levando a mão à bochecha que começava a avermelhar.
— Vá embora! Nunca mais quero ver você na minha vida!! - Wonho disse, começando a chorar, ao apontar com o dedo para a porta. Ninguém sequer o olhava, era como se Minhyuk nem mesmo estivesse ali.
— Shin, eu...
— VAI EMBORA, LEE!! DESAPAREÇA DA MINHA VIDA!! Só vai embora, por favor. - disse, mais baixo, enquanto começou a chorar.
Reconhecendo que não havia mais nenhuma solução, levantou-se e caminhou até a porta, morbidamente, sem lançar a nenhum deles um único olhar, simplesmente pegou as chaves da moto e saiu. Shownu tentou impedi-lo mas Jooheon pegou em seu pulso e fez que não com a cabeça, ao que Son se viu obrigado a acolher o conselho. Mas também não queria que ele o tocasse nunca mais, se soltando bruscamente na mesma hora.

De volta para o apartamento, escoltada pela segurança, a prima de Son recebeu a última ligação do seu benfeitor anônimo. Muito sem graça e já maldizendo sua vida, a garota atendeu relutante.

“— Fez como combinamos?

— Sim, eu fiz. - respondeu pesarosa.
— E aqueles idiotas acreditaram? - perguntou a voz, curiosa, do outro lado da linha.

— Sim.”

Uma estridente gargalhada pode ser ouvida e o homem desligou, prometendo pagar a ela a segunda parte deste “trabalho” também. Passou algum tempo com o celular nas mãos, o encarando pensativa. Nem mesmo percebeu quando o carro parou e os dois homens de terno abriram a porta para ela. Agradecendo à ambos quando chegaram no quarto, entrou e foi direto para o banho, pareceu loucura mas estava certa de que aquela seria a melhor resposta para tudo.
Agora que todos já haviam falado, era chegada a vez de Jooheon. Todos estavam ansiosos por isso, sobretudo I.M que estava mais inquieto que o normal.

— Eu… eu estava com raiva do Chang naquela época, o #Gun tinha acabado de sair e de repente ele entrou no grupo como se nada tivesse acontecido, puta que pariu! - começou a falar, pouco se importando com o impacto que aquelas palavras teria. — Então eu… convenci o Hyunwoo que… seria ruim para a nossa imagem se eles namorassem e isso vazasse. Que era melhor acabar com isso antes que isso acabasse com a gente.

— Você… me manipulou por uma pirraça sua?! - Shownu começou a retrucar quase que no mesmo instante, mas Kihyun o mandou se calar e precisou obedecer.

— Mas então nós começamos a conviver mais, eu fui te conhecendo e percebendo como você é um cara bacana, esforçado, e… comecei a ver a merda que eu fiz, comecei a pensar no que o #Gun diria sobre isso e em como ele ia gostar de você também… - as lágrimas começaram a cair, enquanto ele falava olhando para o maknae. — Depois daquilo, Kihyun descobriu e me convenceu a mudar de ideia, e desisti dessa palhaçada toda, meu melhor amigo teria vergonha de mim se descobrisse como fui infantil e ridículo e… você era meu melhor amigo agora.

— Por que você voltou com isso, então? Eu disse que ISSO sim ia nos destruir, achei que fosse mais esperto.

— Um dos managers, daqueles que a empresa contratou no começo do ano me procurou um dia e… ele disse que se eu não fizesse isso ia nos arruinar.

— Seja mais claro, Jooheon. O que exatamente ele quis dizer com isso? Você sabe como tudo está confuso nos últimos dias?? - Wonho disse cansado, toda aquela conversa já estava mexendo demais com todos eles.

— Ele tinha fotos… de nós. Nós dois. - disse, olhando para Shownu.

Um único olhar foi o suficiente para que todos ali entendessem tudo. Acabou o segredo, da pior forma possível, sobre os dois e provavelmente acabaria também o que havia entre os dois, aquilo era demais para ele.

— E onde os meninos entraram nisso? - Shownu era áspero e direto agora.

— Eu sempre soube que o Lee gostava dele então eu… só precisei fazer ele acreditar que teria mais chances se o Shin dispensasse o Chang. Ele não ficarim com o Minhyuk, eu sabia disso, e assim aquele maldito pivete ia nos deixar em paz.

— Tudo pelo bem do grupo, claro. - Son foi sarcástico e debochado ao comentar, cortando sua fala. — Não quer ser o líder no meu lugar então? - ouvir aquilo o fez comprimir os lábios, receoso. Mas o mais preocupante era o silêncio absoluto de Changkyun. Nem mesmo um murmúrio era ouvido em momento algum.

— Chang, eu… eu…

— Você me usou. Eu confiava em você como se fosse meu irmão e você me usou, hyung. Tudo por esse ciúme bobo com algo que eu nem mesmo tive culpa. VOCÊ SABE COMO EU ME SENTIA NAQUELE PROGRAMA, JOOHEON?! SABE?! - todos estavam boquiabertos com o modo como ele falava. Não que nenhum deles jamais o tivesse visto nervoso mas não daquela forma e não com Jooheon.

— Eu estava com raiva, Chang. Meu melhor amigo tinha acabado de ser eliminado, o que queria que eu fizesse?! - tentou se aproximar do rapaz, tocar em seu braço mas foi imediatamente rejeitado.

— Não encoste em mim!! Você me enganou esse tempo todo!! Eu não quero te ver nunca mais.

I.M o expulsou sem a menor piedade, nem mesmo o olhava nos olhos de tamanho ódio. Tentou argumentar com o seu líder mas, ele também o rejeitou na mesma hora. Desolado, apenas saiu sem rumo para as ruas. Ao que tudo indicava, a conversa havia chegado ao fim e o Monsta X também, com cada membro seguindo seu próprio caminho.

— Eu… - Son começou a falar mas nem mesmo sabia o que disser.

— Não te reconheço mais como líder. Meu amigo morreu, você é um estranho para mim agora. - Wonho não estava interessado em ouvir o que ele tinha para dizer, apenas saiu andando enquanto ele entrava no quarto.

— Tem… certeza do que estamos fazendo? - Kihyun perguntou para Wonho, o puxando para o jardim interno, enquanto os outros dois em direção aos quartos. Ficaram discutindo os pormenores do seu plano até tarde, quando começou a escurecer. Só então se deram conta de que Hyungwon estava demorando demais para aparecer. Embora a situação fosse das piores possíveis, era muito estranho vê-lo quieto tempo demais, e ambos concordaram que aquilo era mesmo preocupante.
Kihyun foi procurá-lo no quarto mas, quando chegou, Hyungwon já estava saindo com duas malas de mão prontas e os documentos numa das mãos. Saiu empurrando o amigo com força, com os olhos ainda cheios de lágrimas e cabeça baixa, nem mesmo olhou para trás, apenas bateu a porta atrás de si enquanto Kihyun o seguia nervoso falando e gesticulando qualquer coisa.
Minhyuk chegou cerca de dez minutos depois, já de cabeça fria mas rapidamente voltou a se estressar, ao ver Kihyun e Shownu discutindo alto.
— Você não devia ter deixado ele sair desse jeito Son! E se ele fizer alguma besteira?
— O que você queria que eu fizesse?! Amarrasse ele ao pé da cama, Kihyun?! Ele não ia me ouvir, não ia ouvir ninguém depois daquilo tudo!!
— Ei, ei, calma aí. - Minhyuk interferiu rápido, quando viu que Kihyun estava prestes a dar um soco no líder, nervoso. — Calma, Yoo. De quem vocês estão falando? O Wonho... Fugiu de novo?
— Não foi o Wonho. - Shownu respondeu ajeitando a camisa outra vez depois de Kihyun o soltar.
— Hyungwon foi embora. - Kihyun falou carrancudo e muito bravo, saindo em direção ao jardim interno, falar com o amigo sobre mais esse problema.
Aquilo foi um choque. Minhyuk não sabia o que pensar, o que falar, se sentiu sem chão de repente. Como assim ele foi embora? Era alguma piada ou brincadeira de mau gosto? Sentiu seu rosto corar e os olhos marejados. Quando se deu conta, estava puxando Kihyun pelo braço, segurando em seus ombros enquanto o sacudia desesperado.
— Onde ele está?! Pra onde ele foi?! Ele disse alguma coisa?! Me responde, Son!! Por favor!!
— Eu não sei! Não acho que deva saber também, nunca deu valor ao que ele sente por você.

Aquilo foi como uma faca que Hyungwoo acabava de enterrar duramente em seu peito, queria lhe socar até arrancar um dente mas a verdade é que ele estava certo. Nem sequer dava atenção realmente ao rapaz, poucas vezes parou para ouvi-lo de verdade e não lembrava metade do que o ouviu dizer. Mas mesmo assim insistiu até que conseguiu a informação que desejava, vindo de onde menos esperava.

— Ele vai para Atlanta. Saberia, se desse a mínima atenção para ele. - Wonho entrou voltando do jardim, respondeu secamente mas… respondeu e isso era tudo que Minhyuk queria saber.
No mesmo instante pegou novamente a moto e seguiu direto para o aeroporto, torcendo para que pudesse chegar a tempo de impedi-lo e o convencesse a não pegar aquele vôo. Mas seus planos caíram por terra ao chegar e ouvir no saguão que o avião para Atlanta tinha acabado de sair. Frustrado, derrotado, foi inevitável o choro e não se importava com quem fosse ver, deixou a bolsa cair no chão e em seguida também ele estava ajoelhado, chorando e praguejando sua própria vida. Como um capricho do destino, uma cena após a outra vieram em sua mente, repletas de recordações com Hyungwon.

— O que você está fazendo aqui? - aquela voz foi como um lampejo em suas amarguras, como um novo sopro de vida que Deus lhe concedia como uma chance de se redimir. — O que está fazendo aqui Lee?

Hyungwon não recebeu uma resposta, pelo menos não como esperava. Ao se virar e vê-lo parado atrás de si com a mala nas mãos, vestido de preto com o mesmo estilo em que usaram em Stuck, Minhyuk imediatamente se levantou e sem nenhuma hesitação o beijou, no meio do saguão do aeroporto, o deixando muito corado e claramente surpreso. Mas Minhyuk não estava se importando com mais nada além de tê-lo em seus braços e jamais o soltar de novo.

— O que… - Hyungwon quis perguntar mas o modelo o impediu de continuar. Não queria estragar aquele momento com mais explicações, mais perguntas, mais nada. Passaram a noite em um hotel próximo ao aeroporto, a moto estava sem combustível e era perigoso dirigir à noite naqueles dias.

Após o jantar, todos ainda no mais absoluto silêncio, Shownu e Kihyun ficaram na sala, assistindo programas de variedades enquanto Wonho foi para o quarto. Somente Chang ficou, na cozinha, namorando um copo já que, até então nem seu próprio namorado o queria por perto. “Ah, ex-namorado, preciso me lembrar disso” dizia sempre que pensava no rapaz.

— Por que não vai lá? - Hyungwoo o pegou perdido em seus próprios pensamentos, enquanto se distraía com o copo.

— Pra quê? Ele não quer me ver mesmo…

— Vai ficar até quando nessa? Vai logo. - Kihyun gritou do sofá, fazendo Shownu voltar para lá também.

Bebeu um último gole d'água, criou coragem e bateu na porta. Como não obteve resposta, decidiu abrir.

— Shin, eu... - Chang queria falar mas as palavras pareciam presas em garganta. Estava com medo de ser expulso outra vez, que não pudesse mais se aproximar dele nem mesmo como amigo. Mas mesmo assim arriscou, e deu o primeiro passo, muito nervoso e trêmulo, sentia-se como se tivesse 10 anos outra vez e estivesse com medo da roda gigante. O rapaz continuava de costas, olhando pela janela o pequeno jardim dos fundos, com as mãos nos bolsos. Vendo que ele não mostrava nenhum sinal de que iria afastá-lo de novo, deu mais um passo, e outro, e mais um. Teria corrido se pudesse e o espaço permitisse. Quando deu por si, já estava parado, junto dele em suas costas, os braços a envolvê-lo num abraço à tanto tempo guardado, ainda que tivesse medo de ser mandado embora para sempre dessa vez, já tinha ido longe demais, era hora de enfrentar tudo com tudo o que tinha. Seu coração quase parou e sentiu um frio na barriga quando Wonho tirou uma das mãos do bolso e a levava em direção aos seus braços, mas se surpreendeu ao sentiu gotas quentes tocando sua pele e a respiração dele se tornar descompassada, e quando sentia a mão dele apertar forte seu antebraço teve certeza de que ainda era amado, mais do que antes. Nenhum dos dois disse mais nada,  apenas ficaram ali, parados, enquanto o vocalista chorava e Chang permanecia com seu rosto colado às costas dele.
— Wonho eu... - Son entrou sem bater, com a porta entreaberta, mas não quis nem mesmo terminar o que ia dizer. Não era mais importante que aquele momento, não eram mais importante que os dois. Apenas saiu, sorrindo, e fechou a porta sem nem ser notado.
— E então? Falou com ele? - Kihyun estava curioso, ele foi e voltou tão rápido. — Não precisou, não é? Posso ver pelo seu sorriso que o Chang chegou primeiro.
— Foi. - respondeu apenas isso, era visível agora a alegria que sentia pelos dois, não apenas pelo sorriso nos lábios, mas todo o seu rosto parecia radiante. Depois de tudo aquilo viu como era estúpido e o quanto era cruel criticar os dois.

Na manhã seguinte os dois saíram juntos do quarto, em silêncio. Kihyun preparou o café da manhã sozinho, nem sequer pensou em acordar o amigo aquela manhã para ajudar em nada. Já sofrera demais, um dia de descanso após aquela tormenta não seria incômodo nenhum para ninguém, principalmente para ele que amava o maknae como a um irmão. Ninguém disse uma única palavra pela manhã toda, nem durante o almoço, quando Chang insistiu em ajudar o amigo à preparar os pratos. Pouco depois, no começo da tarde, Minhyuk chegou com Hyungwon, abraçados entre risos e beijos, para a surpresa de todos. Mas assim que perceberam os olhares que atraíram ficaram sem graça e se separaram, tímidos e corados. Minhyuk soltou a mão de Hyungwon e deu um passo em direção à Wonho, um pouco nervoso.

— Shin, eu… sinto muito por tudo que eu fiz, eu… tudo bem se vocês não me perdoarem, vou entender. - disse, inclinando a cabeça.

Todos estavam esperando pela resposta dele, imóveis como pedra. Shin deu um passo em direção ao amigo, que sentiu todo o seu corpo tremer com a simples hipótese de receber outro soco em troca mas não foi o que aconteceu dessa vez. Wonho parou em frente à ele, levando as mãos em sua direção o fazendo estremecer e fechar os olhos, apreensivo.

— Levante. - pediu, ao lhe tocar o ombro o forçando para cima. Surpreso, assim como os outros, se atreveu a olhá-lo nos olhos finalmente, e eles sorriam, como ele sempre se lembrava. Isso o fez chorar.

— Shin, eu…

Não terminou de falar, Wonho não precisava de palavras, sempre preferia demonstrar seus sentimentos através de gestos e não seria diferente agora. Aquele abraço era a maior prova de que já tinha desculpado Minhyuk, a ferida era grande é verdade mas não o suficiente para acabar com a amizade que havia entre eles. Enquanto ainda estavam abraçados, Chang também o abraçou pelas costas, e assim os outros acabaram contagiados por aquele abraço em grupo.

— Eu…Quero achar o Jooheon. - Chang disse quando se separaram.


Notas Finais


Peço que reconsiderem o fato de ele ser demasiado grande e não tive tempo de revisar tudo. Então qualquer errinho, por menor que seja, me digam, ok? Kkkkkkk


PS.: Não ser o último não quer dizer que não haverá aquele medonho e trágico hiato, ok


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