História Shingeki No Ghoul - Capítulo 37


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Categorias Shingeki no Kyojin (Attack on Titan), Tokyo Ghoul
Personagens Annie Leonhardt, Armin Arlert, Beast Titan, Connie Springer, Daz, Dot Pixis, Eld Jinn, Eren Jaeger, Erwin Smith, Gunther Schultz, Hange Zoë, Historia Reiss, Ian Dietrich, Jean Kirschtein, Keith Shadis, Levi Ackerman "Rivaille", Marco Bott, Mikasa Ackerman, Mike Zacharius, Oluo Bozado, Personagens Originais, Petra Ral, Reiner Braun, Rico Brzenska, Sasha Braus, Ymir
Tags Ackerman, Armin, Asamoah, Attack On Titan, Balas Q, Bikaku, Connie, Emerick, Emerick Asamoah, Eren, Ghoul, Homem Trans, Kagune, Kakugan, Kakuja, Koukaku, Kyojin, Kyokin, Levi, Lgbt, Mikasa, Mikasa Ackerman X Sasha Blouse, Mikasa X Sasha, Quinque, Representatividade, Representatividade Lgbt, Representatividade Negra, Representatividade Trans, Rinkaku, Rivaille, Sasha Braus, Shingeki, Shingeki No Kyojin, Tokyo, Tokyo Ghoul, Trans*, Transgênero, Transmasculino, Transsexual, Ukaku, Yaoi, Yuri
Exibições 17
Palavras 1.722
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Canibalismo, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Spoilers, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


aviso de conteúdo: ..... hm, não sei definir..... "assédio"? :v mas não é bem assédio -qq

Capítulo 37 - Um Café com os Humanos, parte 2


Conseguíramos uma boa quantidade de lenha e outros produtos interessantes, mas ainda não é suficiente. Por isso, eu e Sun sairemos mais uma vez, hoje. Iremos ao depósito da madeireira do governo, que fica do outro lado da cidade, esperando encontrar no mínimo alguns restos. Eles costumam levar tudo lá pra baixo, no inverno, mas gravetos e cabos de ferramentas estragadas deixadas para trás já são mais que suficientes. Era para termos ido ontem, mas a “mochila” improvisada de Sun havia arrebentado de um dos lados. Passamos a noite consertando – leia-se “procurando fios para amarrar de novo a sustentação do lado esquerdo” – e só hoje poderemos ir.

Saímos de casa pouco após o meio-dia. Não caiu sequer um floco de neve hoje, e espero que continue assim pelo menos até voltarmos. No entanto, o tempo continua gelado, e qualquer brisa parece uma faca cortando a pele. Não que os metais usados em facas comuns sejam efetivos em mim.
- Ei, olha ali – Sun aponta para dentro de um beco. Já estamos caminhando há quase 40 minutos e só agora estamos chegando à região central da cidade. Ainda temos no mínimo mais meia hora de marcha para chegar ao depósito da madeireira.
- O que? – viro para onde ele está olhando. Uma viatura da Tropa de Caçadores – aja naturalmente – murmuro, e sigo andando como se não tivesse visto nada. Sun obedece sem dizer mais nenhuma palavra. Andamos bem juntos, numa tentativa pouco efetiva de se proteger do frio.

Os dez minutos seguintes de caminhada se passam em silêncio.
- Me pergunto o que esses caçadores estão fazendo aqui em cima nessa época do ano – murmura Sun.
- E eu me pergunto como ainda não sou venerado como um deus – replico, num tom falsamente pensativo, fazendo Sun rir. Entretanto, estou um pouco tenso: sinto o cheiro de cinco humanos. Por mais que andemos, eles não saem do meu raio sensível. Na verdade, parecem apenas se aproximar cada vez mais.
- Tem algo errado, mano? – pergunta meu irmão, percebendo a seriedade em minha postura.
- Não sei... talvez seja coisa da minha cabeça.
- O que foi? – Sun soa anormalmente sério.
- Cinco humanos... eles não vão embora. Se aproximam cada vez mais.
- Você sentiu os cheiros deles?
- Sim.
- Não é coisa da sua cabeça. Seu olfato nunca falha, maninho – murmura Sun, espiando sorrateiramente por cima do ombro.

Apertamos o passo. Me mantenho atento aos movimentos dos humanos. Dois à direita. Dois à esquerda. Um atrás. É como se estivessem nos cercando à distância. Aperto o pulso de Sun: nosso sinal silencioso de “se prepare para arrancar cabeças”. Ele confirma ter entendido me devolvendo duas apertadas rápidas. Espero pacientemente pelo momento onde seremos atacados. Sun tem uma expressão calma, mas eu o conheço: seu nervosismo para mim está claro em seus olhos. Não um nervosismo de insegurança, mas mais uma impaciência para que ataquem logo e não nos deixem esperando.

Repentinamente, os cinco pontos param. Nos afastamos lentamente deles, que não tentam nos seguir. Percebo estarem todos indo em direção ao mesmo ponto, e pouco antes de saírem do meu raio sensível, o grupo se reúne.
- Eles pararam – murmuro para Sun, segurando sua mão com firmeza e o forçando a apertar o passo – vamos aproveitar.
- Pararam? – meu irmão está bastante surpreso.
- Sim. Corre.

***

No dia seguinte, o mesmo ritual acontece. Não encontráramos muita coisa útil naquele depósito. Ainda passamos num ferro-velho antes de voltar pra casa, mas a maior parte da sucata prestável já havia sido surrupiada. Durante a noite, tivemos a ideia de assaltar alguma casa rica no bairro nobre da cidade, a oeste. Costumam possuir muita segurança e vigia, mas se pudermos entrar rápido e nos passar por meros ladrões humanos, podemos evitar chamar atenção demais – e os ricos adoram esbanjar, portanto não vai ser difícil encontrar todo tipo de coisa útil por lá.

Aperto o pulso de Sun. Ele responde com as duas apertadas habituais.
- São os mesmos de ontem – falo tão baixo que até eu tenho dificuldades para me ouvir – Sun, vamos fazer diferente – viramos numa rua onde deveríamos seguir reto. Os cinco mantém a formação de “cerco à distância”.
- Onde vamos? – o escuto murmurar.
- Naquela cafeteria.

Sim. Não estamos muito longe. Até posso sentir o cheiro daquele velho que nos serviu, assim como o de uns três outros humanos e algum ghoul da família Hantzsch. O cheiro fraco dos grãos de café queimados me atiça à distância.
- Aja como se fosse humano – Sun solta uma risada seca.
- E como diabos um humano age?
- Igual um idiota? – sugiro – dance algo sensual em cima do balcão. Nunca soube de um ghoul que tenha feito isso. E cante algo sem sentido fingindo que tá bêbado – Sun ri da sugestão.
- Boa ideia.
- Só pra deixar claro: eu sou bem mais sensual que você.

Não precisamos de muito tempo de caminhada antes de entrar naquele lugar onde gastamos quase todo o nosso dinheiro em café. O velho sorri para nós ao nos ver, e é sumariamente ignorado. O Hantzsch está num dos cantos do estabelecimento, encarando sua xícara vazia, enquanto os três humanos ocupam uma mesa pouco maior mais ou menos no centro e mantém uma animada conversa. Enfio as mãos nos bolsos instintivamente. Sinto duas moedas, uma maior e uma menor. 11 créditos, portanto. Toivoa fabrica moedas em apenas quatro valores: um, dez, cinquenta e duzentos créditos. Quanto maior o valor, maior a moeda.
- Quanto você tem? – murmuro para Sun, enquanto nos dirigimos para a mesa mais longe possível do único Hantzsch presente.
- Cinco créditos. E você?
- Onze – o velho vem se colocar ao lado da mesa.
- Café, como da última vez? – oferece, num tom polido. Mas algo naqueles três humanos me chama a atenção, e não é seu riso grave e barulhento: cheiro de pólvora. Estão armados. Não que vá ter muito efeito em mim, mas se eles possuem armas, significa que são do governo. Porque tem tantos militares aqui em cima nesses dias?
- Sim. Dois, por favor – Sun responde por mim, percebendo que estou com os olhos travados nas costas dos humanos. Quando o velho se distancia, sacode meus ombros – ei mano, acorda! O que foi? – pego seu pulso por baixo da mesa e aperto com força, sem tirar os olhos das costas dos humanos. Sun fica quieto. Sei que tem perguntas, mas não podemos falar abertamente com eles tão próximos. Penso que deveríamos criar um código para avisar quando nossos possíveis agressores possuem ou não quinques.

Desvio o olhar ao mesmo tempo que um dos humanos da mesa me encara. Espero que não tenha me flagrado. E, por acidente, recaio sobre o Hantzsch isolado: embora ele pareça distante, com a cabeça baixa, como se fixasse sua xícara vazia, percebo que na verdade ele está mantendo sua visão periférica concentrada nos humanos. Chega até mesmo a virar a cabeça conforme os sons acontecem, se adequando para ouvir melhor o que os três militares dizem. Não é preciso observar muito para se perceber o quão absorto está: sua boca ligeiramente aberta até deixa escorrer um quase imperceptível fio de saliva.

No momento seguinte, o velho volta com duas xícaras de café numa bandeja, e as deposita diante de nós. Beberico lentamente, atento ao meu redor, enquanto Sun toma tudo de um gole só.
- Aja naturalmente – murmuro para Sun. E no momento seguinte, dois dos donos daquele cheiro entram no estabelecimento. Usam roupas civis, mas o cheiro das quinques é bem claro. Ambos param à porta passeiam os olhos por todo o ambiente, em completo silêncio. Desvio o olhar pra baixo, fingindo contar o dinheiro.

Uma ideia genial surge na minha mente. Afinal, eu só tenho ideias geniais. Bom, espero que essa seja, pelo menos. Enfio a mão nos bolsos de Sun, retirando três moedas de um crédito para se juntar com a minha, e vou até o balcão. Deposito as quatro moedas. Sorrio, mantendo a postura relaxada, de costas para os recém-chegados, e aponto sutilmente para a porta com o polegar, mantendo o gesto escondido dos caçadores por trás do meu próprio corpo, numa indicação – que espero ser compreensível – de que os recém-chegados são hostis. Meus olhos voam para a tabela de preços às suas costas, e escolho o terceiro item da lista.
- Obrigado pelo chá com leite! – agradeço num tom mais alto que o necessário. O velho sorri, não da forma gentil que lhe é habitual, mas de uma maneira sutilmente maliciosa.
- Disponha. Tente o chocolate quente, da próxima vez. É a minha especialidade – seu tom é tranquilo, polido e amável. Sua atuação parece bastante convincente. Movo os lábios sem emitir som, formando um “obrigado”, e volto para Sun. Assim como antes, sua expressão corporal parece calma, mas em seus olhos brilha aquele nervosismo tão conhecido por mim.
- Vamos? – ele se levanta; chega até mesmo a sorrir. Considero falar algo do tipo “pensei em fazer tal coisa para o jantar”, mas não quero forçar a barra. Duas frases ditas naturalmente, sem exagero, são suficientes para confundir esses caçadores por tempo suficiente para sairmos dali.

Meu plano parece dar certo. Os dois caçadores em roupas civis estão visivelmente confusos, ainda parados na entrada. Não parecem um tipo muito inteligente. Me sinto mais confiante. Quando passamos pelos humanos, estalo um tapa na retaguarda de um deles. Sinto Sun prender a respiração no mesmo momento.
- Tá gostoso, hein? – provoco, rindo por dentro e recebendo um olhar que a princípio era surpreso, e logo se torna fulminante. Abrimos a porta e saímos, mais rápido que o necessário. Depois de uns trinta metros, finalmente Sun solta a respiração de novo.
- Merda, Emerick! O que foi isso? – gargalho abertamente, chegando a me desequilibrar, enquanto Sun me xinga de vários nomes – caralho! Vá se foder mano, na moral! Puta que pariu!
- Ué? – replico, ainda rindo – mas ele tava gostoso, mesmo. Nem muita gordura, nem muito músculo. A carne parecia bem macia.

Sun me empurra, me fazendo cambalear um passo à esquerda. Jogo meu peso contra ele e o empurro de volta. Sun tenta dar o troco: dessa vez, sou mais esperto e me esquivo. Meu irmão perde o equilíbrio cai igual um saco de batatas no chão, me fazendo rir ainda mais.


Notas Finais


Emerick, o Comedor :v
literalmente :v


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