História Shipper - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Sasusaku
Exibições 139
Palavras 2.050
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Eu escrevi esse capítulo umas duas vezes. -rs hsasahshas
Espero que esteja bom. Vocês são todas fofas e o Naruto disse que agradece todos os seguidores do Twitter.

Capítulo 3 - Não seja um Stalker!


Neji já estava ficando profundamente incomodado com todo aquele “tec,tec,tec” no computador. Existiam muitas maneiras de Naruto suprir o seu vício virtual, e obviamente o loiro parecia escolher a mais irritante de propósito. Já era uma hora da manhã e o rapaz de olhos claros sequer tinha conseguido fechá-los para dormir. Era sempre a mesma coisa, no bem dito apartamento, diga-se de passagem enorme-, o local eleito para tirar a paz alheia era sempre o quarto dele.

 

— Ah. Maldição Naruto vá fazer isso em outro lugar. - Ele finalmente desabafou e jogou o travesseiro no colega de banda. — É sério mesmo que você tem que fazer isso no “meu quarto?”

— A internet e o Wi-fi funcionam melhor aqui. - Respondeu o loiro concentrado em alguma coisa. Ele revezava entre o notebook e o celular, causando uma quantidade gigantesca de barulhos irritantes. — Sabe, eu estou lendo uma fanfic muito boa onde o Sasuke e a Sakura têm que fingir um casamento. Não seria legal se o Kakashi arranjasse algo assim?

— Não estamos no Japão Feudal para arranjar casamentos. É cada ideia.

— E se…

— E se nada. Some daqui que eu quero dormir seu desocupado. Não é porque é folga amanhã que você tem o direito de tirar o meu sono!

— Você não está entendendo a gravidade do negócio. O meu Shipp pode ser real e eu… - ele levou uma travesseirada na cara. Quando olhou na direção da porta, viu um Sasuke completamente enfurecido e quase disposto a matá-lo. Se ele pudesse dizer que em algum momento se sentiu perto da morte eminente, era definitivamente e aquele, e ela tinha a face do melhor amigo.

— Você… Eu vou te matar Naruto. - Sasuke puxou o travesseiro de Neji e se dirigiu em direção ao loiro, que foi andando pelas laterais do quarto tentando alcançar a porta, enquanto o outro tentava se aproximar. Tendo apenas uma cadeira e uma mesa entre os dois.  — Graças a sua brilhante ideia o Kakashi não quer desistir daquela maluquice de namoro de mentira.

— Eu estou te fazendo um enorme favor por te conseguir uma namorada, coisa que você com esse gênio não tem capacidade de fazer sozinho. - O loiro retrucou pegando um bicho de pelúcia, presente de uma fã, e usando como escudo. — Por algum acaso ela aceitou?

— Não. Ela recusou. - Os dois olharam perplexos para o companheiro de banda. E se perguntavam, quem em sã consciência recusaria? É claro que não pensavam que Sakura fosse uma garota qualquer, mas nas mais variadas circunstâncias algumas garotas matariam por essa oportunidade. E Sasuke, apesar de relutante em dizer, provavelmente estava de orgulho ferido. Imagina se uma pobre mortal recusaria logo de cara conhecer Uchiha Sasuke? Parecia inadmissível tal situação, embora esse não fosse realmente o problema em questão.

— Coloque o travesseiro calmamente no chão, respira e conta o que aconteceu. - Neji tentou apaziguar a situação fazendo um gesto com os braços. — Não é tão ruim assim. Acontece com todo mundo.

— Você ta louco Neji? Como assim não é tão ruim? E o meu shipp? - Naruto disse indignado e apertou a camisa, na região do coração, encenando um desgosto profundo. — Tem milhares de fãs lá fora esperando por isso. Todo mundo espera que você também arranje uma namorada.

— Eu juro que se esse projeto de cupido oxigenado falar a palavra “shipp” mais uma vez eu jogo ele pela janela. - Sasuke bufou cerrando os punhos, e tentou se acalmar sentando numa poltrona. Ele respirou fundo e jogou a cabeça para trás, olhando fixamente para o teto onde podia ver o ventilador circulando lentamente. Ele se perguntava porque, afinal de contas, ele tinha ido parar nessa situação. Talvez essa fosse uma consequência dos próprios atos, era óbvio, e do enorme segredo que escondia a sete chaves para si mesmo, no entanto já era tarde para voltar atrás. Ah, se nunca tivesse dado o bendito soco em Naruto. Se fosse honesto consigo mesmo desde o início. Se o passado não o atormentasse tanto..., Mas apesar de tudo isso a vontade era de esmagar o baterista de cabelo loiro.

— Ah. Cala a boca. Meu cabelo é natural ta. – Naruto balançou a cabeça como se estivesse num comercial de shampoo. — Invejoso!

— Ok. Ok. Podem parar com a palhaçada. Nós não vamos transformar isso aqui no cenário de um crime. - Neji disse com convicção, e aparentemente era a única pessoa que tinha razão naquele quarto. A serenidade no rosto dele era uma de suas caraterísticas mais marcantes, o semblante sempre ponderado e gentil, ele era o gentleman da banda.

No entanto...

Até ele tinha seu próprio limite e por vezes poderia ser assustador. Ele caminhou lentamente até Naruto e tomou o bichinho de pelúcia das mãos do rapaz, aproximou-se lentamente e sussurrou algo no ouvido do loiro. — Se tocar no meu ursinho de novo quem te mata sou eu. - Era muito baixo para que Sasuke pudesse ouvir.

 

Naruto engoliu um seco um pouco assustado, era a primeira vez que via o Hyuuga bem preocupado com um objeto, e era estranho vindo de alguém que para início de conversa, nunca foi apegado a bens materiais, nem mesmo a herança da própria família.

— Tudo bem. Me conte porque ela disse não, com certeza você deve ter sido grosso com a coitada. - O loiro se jogou na cama de Neji enquanto olhava para o celular. — Eu já te disse como falar com as garotas.

— Eu não disse nada para ela, ta legal? O Kakashi quem fez a negociação e ela recusou sem pensar na resposta.

— Tem certeza que você não fez nada? - Dessa vez quem indagou o moreno foi Neji. — Não olhou para ela como se fosse fuzilá-la, ou fez cara de emburrado? Se eu fosse ela também não namoraria você.

— Mas é de mentira. Vocês falam como se fosse algo real! - Sasuke respirou fundo e tentou contar até dez. Ele pensou e tentou lembrar com clareza da proposta desastrosa a fim de não deixar escapar nenhum detalhe. — Estou perdendo meu tempo.

Ele se lembrava que a expressão da rosada era firme, com olhos sérios e irredutíveis. As palavras “Eu recuso” tinham o atingindo no mais profundo do orgulho, bem no meio do ego. Era óbvio que ele não desejava participar de todo aquele circo, no entanto também não queria ser rebaixado, pelo menos daquela maneira, ainda que claramente aquela não fosse a intenção dela. Ele lembrava-se que Ino, a amiga da garota, parecia bem chocada e contrariada com a resposta, mas de acordo com a explicação os motivos dela pareciam bem plausíveis.

“Existem milhares de artistas e pessoas dispostas a isso, eu sei como esse tipo de proposta indecente afeta pessoas como eu.” - As palavras dela eram duras e no fim das contas, ele não podia julgá-la por pensar assim. O mundo da fama também tinha suas nuances e lado negativo, embora fosse uma dedução equivocada e ele não fizesse parte desse tipo de prática.

— Wow. Você fez propostas indecentes pra ela? - Naruto tapou a boca com as mãos visivelmente constrangido e prosseguiu, sendo interrompido.

— Não. Você não entendeu porra. Eu não disse nada, muito menos isso. - Sasuke respondeu corado. — Eu não tive tempo de dar uma palavra, porque ela saiu da sala e não quis nos receber. A Ino disse que ia conversar com ela, mas eu duvido muito que adiante de alguma coisa. Sinceramente isso é tenso. Kakashi falou que o destino da banda em geral está comprometido, e se nós não dermos um jeito de conseguir uma propaganda positiva é possível que eles não fechem o contrato da turnê.

— Não! - Naruto deu um grito e Neji também parecia apreensivo. — Você tem que falar com ela e convencê-la de algum jeito.

— Dessa vez eu concordo com o cabeça-de-lamén. - Afirmou Neji. — Se eu fosse você conversaria de novo, mas dessa vez sem a interferência do Kakashi. Não sei, tente se aproximar amigavelmente e explicar seus motivos.

— Ela não parece interessada nos meus motivos. - Ele concluiu sem esperança.

— Então implore. – Sugeriu o Hyuuga. — Sua dignidade já foi pro lixo mesmo. Não tem nada a perder...

 

[...]

Sakura estava ainda muito abalada pela proposta, e um pouco chateada com as armações de Ino, embora fosse incapaz de ficar de mal com a amiga. Ela caminhava pelas ruas movimentadas de Tóquio, eram cerca de seis e meia da manhã e já estava um pouco atrasada para o trabalho. Ela olhava a imensa quantidade de pessoas, andando de um lado para o outro, imersas nos próprios problemas e vidas enquanto falavam nos celulares. “Será que alguém acreditaria se eu contasse? ”. Tudo aquilo era surreal e sinceramente ela não queria se preocupar com aquilo. Cada dia parecia arrastar-se sem que uma solução aparecesse para o que realmente importava, e ela se perguntava se de fato em algum momento uma solução iria aparecer. Não era como se tudo fosse cair do céu.

— O que eu vou fazer? - Ela suspirou cansada e tomou um gole da água que carregava em uma garrafa. O telefone tocou e imediatamente ela vasculhou a bolsa procurando o aparelho celular, atendendo em seguida.

“Bom dia meu amor. Não ta bravinha comigo ainda não, né?” - Ino falou brincando do outro lado da linha.

— Ino menos, eu ainda estou com raiva de você. Deveria ter me contato. - Respondeu enquanto seguia distraidamente pela calçada. — Sorte sua que não sou vingativa.

“Não seja tão mau humorada.  Eles me pediram um favor, e eu tentei ajudar”

— Aham. Sei.

“Me perdoa amiga. Eu não posso viver sem você, quem vai ver dorama comigo? E comer pizza gigante, e falar mal dos boys quando eles vacilarem”

— Tudo bem Ino, eu te desculpo. Quando aceitei ser sua amiga já sabia que era meio doidinha. - Sakura soltou uma risadinha involuntária por conta da forma como a loira choramingava. — Vou desligar que já estou atrasada. Shizune vai arrancar meu coro!  

“Sim. Obrigada, e de nada. Me liga mais tarde que depois tenho que te contar uns babados fortíssimos. Acho que to apaixonada.”

— De novo? – Sakura pareceu chocada. — Você não tem jeito mesmo hein? E aquele papo de se dedicar a carreira.

“Não seja chata. Beijinhos e mamãe te ama”.

Sakura desligou o telefone, e por um momento parecia mais bem-disposta e humorada, afinal de contas Ino era uma figura. Ela andou mais alguns metros observando os sinais e lento as placas da rua, no entanto percebeu que estava num lugar um pouco deserto e finalmente se deu conta de que tinha se perdido do caminho pelo qual ia seguir. Talvez fosse melhor checar o GPS, mas aquela rua não lhe passava muita confiança. Era desconhecida e bastante deserta, tendo apenas alguns poucos taxis bem a frente, mas nenhuma movimentação.

Um pouco apreensiva guardou o aparelho na bolsa. E quase que como um sexto sentido, por um breve momento algo pareceu errado. Ela tinha sensação de estar sendo seguida por alguém! Aquilo causava um pânico imenso. “Não seja maluca. É coisa da sua cabeça”.

Seria um ladrão ou maluco? Ela apertou o passo, e a medida com que avançava, percebia que a presença atrás de si, que acompanhava seus passos estava mais perto. Aquilo estava ficando realmente chato, ela podia ver claramente uma sombra próxima, sem que tivesse coragem de se virar para trás. A respiração ficava mais tensa, as pessoas mais próximas estavam muito longe para que pudesse gritar, e de qualquer forma não queria fazer um escândalo desnecessário. Sakura pegou o pó compacto dentro da bolsa e fingiu se maquiar, usando o espelho para ver quem é que a seguia. A imagem de um homem alto, com um moletom velho e surrado, e touca a deixou apavorada. Era impossível ver o rosto com clareza, ela tinha certeza que não o conhecia.

Ela guardou o pó e colocou as mãos no spray de pimenta, tentando afastar-se do estranho que a seguia. Dali em diante as coisas aconteceram muito rápido. Ela sentiu uma mão tocar-lhe levemente o ombro, e na defensiva não pensou duas vezes antes de usar o spray sendo surpreendida por um grito.

 

— Meus olhos! - Ela reconheceu a voz familiar e olhava para o rapaz tentando tatear a parede para se apoiar. Ele tirou a touca em desespero, parecia estar sentindo muita dor.

— Sasuke? 


Notas Finais


Coitado do Sasuke né? Que situação hein, eu acho que nunca mais ele vai seguir nenhum conselho do Naruto ahssauhshusau. Até o capítulo três, e desculpem a demora. haha.


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