História Shit Happens - 3some - Capítulo 24


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags 3some, Crossdresser, Lemon, Namjin, Romance, Sexting, Taekook, Texting, Threesome, Vkook, Yaoi, Yoonmin, Yoonseok, Yoonseokmin
Visualizações 594
Palavras 3.218
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Festa, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Cross-dresser, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


velho que muamba do capeta é essa ksksksksksksksks a gente tá com 930 favoritos mermão kkkkkkkkkkkk isso é mto insano
na moral, eu só não prolongo nos agradecimentos (de novo) pq eu tô ansioso
se a gnt chegar a 1000 com a postagem do próximo vcs que vão precisar de um desfibrilador porque eu vou morrer
eu tô tremeno

Enfim minha gente, esse capítulo é curtinho. Pouco a falar sobre ele, tirem suas próprias conclusões nos comentários dndnsnnsndnsnsns Hoje a gente tem bomba. Mas essa é... Bem... *risos* Bem pesadinha.

De qualquer forma, é isso ~ Prometo responder vocês rapidão, final de bimestre eu tô com muito tempo livre na moral. Negada se descabelando e eu no foda-se. Eu fiz todas as tarefas adiantado e já estudei pras provas dessa semana e semana que vem, aí é só revisar e cataplau.
da um alivio conseguir relaxar
esse feriado foi uma beleza -qqqqqq

Um beijo 💜

Capítulo 24 - Everything that Goes Comes Back


 — Jeon, se você continuar virando o rosto assim eu não vou conseguir cuidar de você. — Taehyung murmurou, esfregando o pano úmido no corte ainda não cicatrizado no lábio inferior dele. Jungkook gemeu de dor e escondeu a cara entre os joelhos já encolhidos. — Eu sei que deve estar doendo, mas só vai piorar se você continuar fazendo assim.

Tae suspirou ao ver o moreno continuar ali, inerte, o corpo retraído de tal forma que assemelhava-se a uma bolinha humana fofinha. Deslizou uma das mãos devagarinho pelo sofá, subindo lentamente até encontrar as costas largas de Jungkook, que tremeu de leve com o toque já conhecido. Começou a fazer um carinho singelo por aquela área.

— Levante o rosto por favor. — Pediu de forma amena. — Eu estou preocupado com você.

Aos poucos, o garoto obedeceu o desejo do suposto namorado, erguendo devagar o semblante e passando a encará-lo com intensidade. Seu olhar transmitia confusão. E medo.

— Merda, seu nariz não para de sangrar... — Taehyung praguejou, vendo o líquido escarlate vívido escorrer-lhe por ambas as narinas. Jeon tentou limpar, mas só melecou ainda mais as mãos. — Toma, tenta estancar esse negócio. — Estendeu-lhe o pano, já tingido por alguns tons de vermelho. — Vai ficar tudo bem.

— Taehyung, pare de fingir que a nossa presença não existe. — A cadência autoritária de Yoongi invadiu os tímpanos do castanho, que grunhiu em resposta. — Você sabe que até o Jungkook não se explicar, nada vai ficar bem.

— Jimin espancou o meu namorado até ele apagar. A indiferença de vocês me enoja. — Cuspiu, a expressão moldada no desprezo. Aconchegou-se mais pra perto de Jungkook e puxou-o mais pra perto de si, protetor e possessivo. — Deixem ele em paz.

— Não. — Hoseok se manifestou. — A situação é grave, Taehyung. Nós precisamos saber que merda o Jeon fez. — Ele suspirou, direcionando o olhar para o professor. — Ou quais drogas pesadas Jimin anda usando pra acusá-lo de ter mandado uma certa foto pra uma pessoa.

O ruivo fuzilou o castanho com o olhar.

— Eu não usei porra nenhuma. — Defendeu-se, comprimindo a bolsa de gelo contra as uma das maçãs do rosto. Apesar de ter enchido Jeon de porrada, Taehyung não deixou barato; puxou Jimin pelos cabelos e desceu o punho um par de vezes contra a sua bochecha, ocasionando numa certa dormência e hematomas arroxeados na área. — Eu tenho certeza de que foi o Jungkook.

— E eu tenho certeza de que você é um babaca. — Devolveu Taehyung, envolvendo Jeon mais pra perto de seu corpo. Ele parecia um lobo protegendo a cria, que tremia e ameaçava chorar a cada palavra de ódio direcionada a si. — O Jungkook não fez nada e vocês são um bando de doentes mentais. E eu também não compreendo nada dessa situação. — Referiu-se a presença de Jimin e a tal foto. — Vem, Jeon. — Procurou pela mão grande e ossuda do mais novo, seguidamente entrelaçando os dedos. — Vamos embora.

 — Taehyung, não fuja dos problemas ou muito menos responda pelos conflitos dele. — Jimin grunhiu. — Entenda que ninguém vai entrar ou sair dessa casa até termos a porra de uma resposta!

— É mesmo? E quem vai me impedir de sair? — O de cabelos castanhos se levantou, erguendo o queixo e assumindo uma postura ameaçadora pra cima de Jimin. O ruivo, que parecia insaciável para descontar mais de suas frustrações na cara de alguém, respondeu ao gesto de maneira idêntica, largando a bolsa com gelo no chão e fazendo com que o casal ficasse em alerta e Jeon se encolhesse ainda mais. — Quer um segundo round, professor?

— Parem, os dois! — Yoongi ordenou, colocando-se de pé também juntamente a Hoseok.

— Eu adoraria, aluno. — Jimin curvou os lábios em um sorriso irônico. — Se possível, um terceiro e um quarto também.

Taehyung riu seco, e Jimin não teve tempo de pensar. Ele fechou o punho da canhota, flexionou o cotovelo pra trás e mirou na lateral do seu maxilar. Automaticamente fechou os olhos e defendeu a área com o antebraço, mas estranhou quando o golpe não veio e ao invés disso escutou um estalo, seguido de um ofegar sufocado de Taehyung.

Jungkook havia colocado-se na sua frente.

— Jeon! — O de cabelos avelã engasgou o seu nome, totalmente petrificado.

O moreno teria desabado no chão caso não tivesse apoiado-se na parede, a testa colada no concreto gelado e os lábios produzindo um gemido prolongado e dolorido. Cuspiu uma mescla pastosa de sangue e saliva. Parte da colisão da pancada atingiu os dentes, mas por sorte, não quebrou ou rachou nenhum, somente cortou a gengiva. Yoongi foi o primeiro a prestar assistência para o menor, passando o braço pelas suas costas e impedindo a sua queda. Estava atordoado.

— Por favor, não briguem... — Jungkook sussurrou fraquinho, a mão pressionando o maxilar. Doía demais, era um custo falar. — Taetae, não brigue com o Jimin-hyung. Não vale a pena.

— Você viu o que ele fez contigo? Com o seu rosto? — Taehyung murmurou, finalmente conseguindo se aproximar do namorado. Com as mãos trêmulas, tocou-lhe o braço ralado, o olho arroxeado e inchado, o nariz ainda escorrendo sangue morno e os lábios finos e secos, com um sulco escarlate e superficial talhado neles. — Eu não posso perdoar isso. Nem que me custe um pouco de sangue, hematomas e até um dos meus dentes. — Abraçou-o, soterrando o rosto em seu peito rígido. — Eu não posso perdoar isso.

— Me culpa pelos machucados do amante, mas acabou de quase estourar a boca dele. — Jimin riu, cruzando os braços. Tae rosnou. — Hipócrita.

— Jimin. — Hoseok chegou por trás, pousando a mão forte em seu ombro. — Cala a boca. Pelo bem de todos aqui, cala a sua boca.

— Professor. — Jeon murmurou, livrando-se do aperto do namorado uns segundos depois. — Você poderia detalhar a tal foto?

No exato momento, as bochechas do tutor assumiram o mesmo tom dos cabelos. Olhou de relance para o casal, que parecia um pouco desconfortável, mas não aparentavam tanto problema em revelar verbalmente o conteúdo. O ruivo suspirou.

— Éramos eu, Yoongi e Hoseok. — Pausou. — Transando.

Taehyung riu.

— Você não pode estar falando sério. — Proferiu as palavras em tom debochado. Gargalhou por alguns segundos. — Na moral, agora você se superou Park Jimin. Nunca que o…

— Eu temo que Jimin esteja certo. — Jungkook fungou, alojando mais sangue ressecado nas vias respiratórias. — Talvez algo do gênero tenha acontecido.

Silêncio mortal.

— Jeon… — Taehyung disse, a voz vacilando e demonstrando sinais incrédulos e sarcásticos. — Não brinque assim com a gente.

Jungkook nada proferiu, apenas pegou devagar o celular do bolso. Os dedos melados e trêmulos de sangue sujaram a tela na hora de desbloquear, e quando ele utilizou o rolamento da câmera o visor tornou-se um caos avermelhado. Encontrou a foto. Limpou um pouco da sujeira na camisa e mostrou para todos.

— Sabia que ela estaria aqui… — Ele murmurou, suspirando.

— Cacete… — Yoongi deixou escapar.

— É a foto original. Tá sem censura. — Observou Hoseok.

— Essa é a minha deixa. Jeon Jungkook, parabéns, ganhou uma ida gratuita ao pronto socorro. — Jimin cuspiu, encarando-o com um brilho irado nos olhos.

— Só por cima do meu cadáver. — Taehyung replicou convicto, recusando-se a largar de Jungkook. — Eu não sei o que está acontecendo, mas eu acredito no Jeon. Eu tenho certeza que ele não fez, digo, seja lá o que ele fez, de propósito. — O de cabelos castanhos abriu os braços, ficando à frente de Jeon que nem uma muralha. — Eu não vou deixar ninguém machucá-lo.

— Abaixa a bola você também, Taehyung. — Hoseok ralhou. — O Jimin é tipo um chiwawa, só sabe latir quando quer ameaçar e tremer que nem uma vara quando o perigo vem. Agora, Jungkook — Direcionou o olhar ao mais novo. — temos uma longa conversa pela frente.

— Podemos fazer isso sentados? — Tae perguntou. — Eu preciso cuidar dos ferimentos do Jeon.

— Taetae, não pre…

— Yoongi, pegue algum desinfetante pra machucados, analgésicos e gaze. — Pediu, os olhos chorosos. — Eu não aguento ver ele assim.

— Vou ver se tenho. — Assegurou, saindo da sala de estar e voltando alguns minutos depois com os materiais. — Minha mãe sempre lembra de comprar essas coisas. Acho meio óbvio o porquê. — Riu baixinho, entregando a Tae os utensílios. — Use a vontade.

— Tudo bem. — Assentiu, organizando os frasquinhos e os preparativos para fazer um curativo. — Pode se explicar enquanto eu trabalho, amor.

— Certo… Por onde eu começo… — Ponderou, respirando profundamente. Encarou cada um dos três, sentadinhos no sofá e tensos. — Vocês se lembram da festa da Hyuna?

Mais um momento de silêncio. O professor e ambos os alunos pareciam querer ligar as peças antes mesmo de terem informações.

— Sim. — Hoseok tomou dianteira. — Você estava caindo de bêbado.

— Suspeito que tenham o drogado também. — Taehyung se intrometeu, aplicando uma quantidade ínfima de pomada no indicador e espalhando pelo corte de Jungkook. O mais novo retorceu a expressão por conta da ardência.

— Resumindo, eu estava alterado. Extremamente fora de mim. — Ele reforçou, suspirando. Era difícil continuar de alguma forma que fizesse sentido. — Eu queria dizer também que a vida sexual de vocês não me faz respeito, eu fiz aquilo porque entrei em choque e porque estava bêbado. Muito bêbado.

— Jungkook, eu estou ficando com medo. — Yoongi falou, cruzando os braços.

— Eu entrei no quartinho onde vocês estavam transando e bati uma foto.

E novamente, silêncio. O único que parecia alheio a situação toda era Taehyung, que aplicava substâncias bactericidas nos ralados de Jeon e fazia pequenos curativos quando eram mais extensos.

— Porque você fez isso?! — Jimin gritou, quase arrancando os cabelos. Yoongi e Hoseok pareciam perplexos. — Nós… Você… Qual é o seu problema?!

— Eu tive uma amnésia alcóolica fodida depois da festa, e demorou para que eu lembrasse dessa cena. — Suspirou. — E por muito tempo eu pensei que ela fosse falsa, minha cabeça me enganando de novo. Mas parece que… — Jeon olhou de relance para o visor do celular. — Eu fiz algo de que não devia. 

— E agora vai dizer também que enviou pra Yang Mi por acidente?! — Jimin estava descontrolado. — Qual é a sua relação com ela? É uma teoria da conspiração, todo mundo querendo me destruir agora?!

— Jimin. — Yoongi fez um sinal para que ele se acalmasse. — Menos, por favor.

— É aí que as coisas ficam estranhas. — Jungkook retorceu os lábios. — Eu fiquei sabendo da existência da foto e da veracidade dos fatos da festa hoje. Eu não mandei pra ninguém.

— Então como é que a foto foi parar na mão da Yang Mi?! — Jimin urrou.

Eu não sei! — Pela primeira vez, Jungkook levantou a voz. Os olhos, antes secos, passaram a brilhar. Indícios de lágrimas acumulavam-se. — Eu não sei… — Repetiu. — Eu sinto muito por vocês três, seja qual for o escândalo que agora estão metidos por causa de mim. Eu só… Eu não sei como isso aconteceu. Mas não fui eu. — Repetiu. — Céus, eu juro que eu não fui eu.

— Jungkook, nós sabemos. — Yoongi o confortou. — Não foi você. Mas mesmo assim, eu sinto lhe dizer, nós precisamos de um culpado.

E novamente, o ambiente tornou a ficar quieto. Todos ali pareciam cansados demais daquela história toda, fartos de tanta desgraça em uma semana só. Nem tinham mais forças pra responder o questionamento.

Enquanto Tae pressionava uma compressa gelada contra o seu olho roxo, Jeon percebeu um detalhe.

— Jimin, você disse que foi o um número com a foto minha que enviou a foto, correto?

— Correto.

— Como eu sou burro… — Jungkook murmurou. Desbloqueou o visor do celular, seguidamente entrando no aplicativo de mensagens.

— Porquê? — Hoseok inquiriu.

— Esses dias eu baixei um aplicativo que ao invés de excluir as conversas, arquiva elas em uma pasta criptografada no celular. — Respondeu. — Não estranhem. Sou uma pessoa precavida, nada mais. — Mais alguns segundos procurando, até suas sobrancelhas erguerem-se e um suspiro escapar de seus lábios. — Jimin, você conhece uma tal de Yang Jiwoon?

— Sobrinha do destinatário da foto. Onde conseguiu esse nome?

— Pois é. — Engoliu em seco. — Podem chamá-la de colega de classe fura olho, vadia ou qualquer outra merda. — Ele mostrou o fragmento de conversa recuperado. — Pegaram o meu celular.

Como haviam imaginado, realmente a foto for enviada diretamente a Yang Mi. Em baixo, a seguinte mensagem fora enviada; “Mi, aqui é a Jiwoon. Achei isso no celular de um amigo, e, omg, omg, não é montagem. Acho que agora a gente sabe o que o seu marido faz todo final de semana quando se ausenta”.

— Por um lado, eu fico tão aliviado por ter as coisas todas esclarecidas. — Hoseok deu um suspiro de meia satisfação. — Mas aí eu percebo o quanto a vida é confusa e tudo é uma merda, e fico com vontade de chorar de novo.

— Faz parte, Hobi. — Yoongi abraçou-o. — Mas agora eu acho que alguém deve sérias desculpas a Jungkook.

O resto da noite foi irrelevante. Resumiu-se a um Park Jimin pesaroso e arrependido, tentando redimir-se com o mais novo. Jeon era uma pessoa doce, aceitou suas apologias em cerca de minutos. O problema fora mais Taehyung, que acabou não perdoando porra nenhuma e ainda queria dar umas poucas e boas na cara do professor.

Não demorou até o casal acalmar os hormônios e ir embora. Tae saiu carregando Kook nas costas, segundo ele porque não queria que ele forçasse ainda mais o corpo machucado e debilitado pelos socos. E novamente, os três ficaram sozinhos. Perdidos em seus próprios pensamentos, devaneios e esperanças.

Jimin contou aos dois sobre a mensagem de seu pai, e depois de outra curta discussão entraram em um consenso; mesmo a briga não sendo necessariamente deles, estavam dispostos a comprar uma parte dela, pois iam acompanhar o ruivo até a casa dele.

Decidiram também discutir mais detalhes amanhã. Era o suficiente por hoje.

Foram dormir, mas dessa vez Jimin não ficou no sofá.

 

+++++++++++++++

 

O dia seguinte foi comum. Estranhamente e agonizantemente comum demais aos olhos de Jung Hoseok.

Jimin disse que não poderia ir dar aula no colégio depois dos ditos acontecimentos, mas seria mais suspeito do que já é se o casal perdesse aula naquele dia. Mesmo desgastados foram pro colégio.

Preparam-se para julgamentos, olhares e críticas terríveis contra suas ações imorais na festa de Hyuna, mas nada foi mais angustiante do que aquela normalidade excessiva. Todos os cumprimentaram como se fosse mais um dia qualquer, dialogaram sobre o tempo e sobre as provas com outros alunos como se fosse só mais uma manhã, nada demais, nada de menos. Tudo irritantemente normal.

Claro que eles deram falta em Jimin, mas ninguém comentou nada sobre escândalo nenhum. E foi naquele momento que tanto Yoongi como Hoseok perceberam algo muito errado.

Por mais que sentissem uma breve sensação de confiança, aquilo não estava certo. Hoseok tinha certeza que algum detalhe estava passando-lhe desapercebido.

Sem contar que… Desde que acordou pela manhã tem se sentido extremamente mal. Era como se o próprio corpo soubesse de algo muito ruim e denso, que infelizmente estava próximo de perturbar ainda mais a sua paz já revirada, ao ponto de foder ainda mais com a situação.

Se é que ela poderia ficar pior.

— No que tanto pensa, Hoseok? — Jimin perguntou, estendendo-lhe uma xícara com chá gelado. Ele aceitou-a de bom grado. Chá de hortelã sempre o relaxava.

— Sei lá… — Murmurou. Tinha chego do colégio há cerca de algumas horas, e desde que botou os pés em casa ficou sentado no sofá vendo televisão. Na verdade, assistindo figuras caricatas passarem perante seus olhos, mas sem realmente absorver ou interpretar nada. Sua aura estava carregada demais para pensar em muitas coisas.

— Hum… — Suspirou. — Jeon foi hoje pro colégio?

— Nah. Nem Taehyung teve fôlego de vir. — Suspirou. Tomou outro gole. Jimin não sabia adoçar a bebida, estava sem-graça. — Deve estar cuidando do bebê dele. Doente apaixonado, chega a ser mais protetor com ele do que eu com o Yoongi.

— Difícil. — Ao ver Hoseok olhá-lo com certo desdém debochado, riu um pouco. Talvez esse fosse o som mais agradável que o castanho escutaria hoje pelo resto do dia. A risada fina e infantil do professor. — Brincadeira. Vocês são um casal muito bonitinho. — Suspirou. Desviou o olhar, apertando a xícara contra as mãos. — Sinto muito por atrapalhar vocês.

— Aish… — Hoseok praguejou. — Não se desculpe por nada. Não foram só as suas atitudes que acumularam nessa merda toda. — Destacou, virando o semblante para o lado e encontrando o olhar tímido de Jimin. — Todos nós erramos. E você quer saber? Até agora eu não me arrependi daquela transa a três.

O ruivo tentou segurar o riso, mas a sinceridade de Hoseok o pegava de jeito ás vezes. Uma lágrima singela pela gargalhada estridente escorreu bochecha abaixo, Hobi não aguentando e contagiado-se um pouco com aquele bom humor.

— Meu Deus, você não passa de um pervertido. — Riu mais um pouco. — Depravado.

— Eu?! — Indignou-se, como se fosse a afirmação mais absurda de todas. — Vai dizer que você não gostou também? — Jimin mordeu o lábio inferior, seguidamente cruzando os braços. — Fala a verdade!

— Aish, okay… — Suspirou. — Eu gostei.

— Viu? Eu não sou o único que vai pro inferno. — Falou, dando outra golada no chá.

— Desde quando na bíblia tá escrito que é proibido transar com dois caras? — Inquiriu. — Pelo que eu saiba não tem nenhuma regra específica contra isso.

— Verdade. — Deu de ombros. — E se tiver, a gente cria uma outra religião pra adorar. E o nome dela seria “Min Yoongi”, porque meu namoradinho é a coisa mais preciosa desse planeta.

— Você criaria uma religião com o nome do seu namorado? — Jimin ergueu uma sobrancelha. — Que tosco.

— Pra mim faz bastante sentido.

— Aposto que a reza seria tipo; “o cu do Yoongi é meu pastor, com tua profundidade meu pau nunca chegará”.

Hoseok soltou um daqueles risos nasalados, engasgando-se com o chá.

— Para de caçoar dessas coisas. Deus castiga. — Alertou, tentando conter o riso. — E você tá chamando meu namorado de arrombado.

— Me desculpa. — Pediu, ainda rindo entredentes. — Eu não me aguento.

O riso cessou alguns poucos minutos depois, dando lugar a uma calmaria confortável. Jimin era meio bobo quando queria, isso aliviava consideravelmente a tensão entre eles.

Falando do namorado, agora que Hoseok tinha realizado que ele estava demorando demais na loja de conveniência. Ele disse que iria comprar algumas besteiras e já voltava, mas… Olhou o relógio. Ele havia sumido há quase três horas. Tinha se distraído tanto tempo assim?

— Merda… — O castanho sussurrou. O coração acelerou e as mãos começaram a produzir suor desenfreadamente. Sentiu como se alguém tivesse cravado uma estaca de madeira em seus pulmões. Aquela sensação… Tinha algo de muito errado. — Jimin, o Yoon te mandou alguma mensagem?

— Não… — Murmurou, checando as redes sociais. — Ele está demorando, não? Pra onde ele foi?

— Loja de conveniências. — Respondeu, simplista. Discou o número do namorado e afundou o dedo na tecla de ligar. Estava nervoso. — O que será que aconteceu…

O telefone tocou exatas três vezes antes de alguém atender. Hoseok petrificou enquanto ouvia atentamente uma respiração pesada fazer um som de interferência na linha.

Uma risada. Curtinha, feminina, aguda e terrivelmente conhecida foi o suficiente para que um arrepio avassalador começasse no final das suas costas e subisse até a sua nuca, deixando um rastro de agonia ardente e puro terror pra trás. O ar saía pesado, quase intragável de suas narinas dilatadas.

Não haviam dúvidas. Ele sabia quem era. Hoseok fechou suas mãos com tanta força que a xícara de cerâmica que abrigava o chá quebrou em suas mãos, alguns estilhaços ferindo sua palma e assustando Jimin.

— Olá, Jung Hoseok. — Riu novamente. — Faz um tempo que a gente não conversa.

Era Lovejoy.


Notas Finais


quando vc sabe que o capítulo vai repercutir e o coração acelera dbsnnznzndnsnndnz lovejoy voltou
pra quem não se lembra dela, please, volta uns capítulos e vai pro 10 ou 11, não me recordo
ai tu vai se alembrar

nervouser pq agora sh tá em reta final e eu preciso prestar o dobro de atenção nos capítulos

desculpem os erros, dessa vez nem rayanne-revisora sabe que eu vou postar hoje dkkdkdkdndnd mandei pra ela não, tô ansioso demais pra postar amanhã ou qualquer outro dia

sorry bae, yoongo se ferrou knznsnzndnxnnz eu tava esperando esse momento chegar, essa foi uma das primeiras cenas de sh que eu imaginei dndndndndndnzndnd

vejo vcs mes que vem
amo 6 tudo


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