História Shiver - Capítulo 1


Escrita por: ~ e ~Miyncess

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Suga, V
Exibições 29
Palavras 2.296
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá,olá, Miya (Miyncess) aqui falando :^3
Essa história foi feita como um tipo de ajuda e preparativo pra Spoken quando ela postar outro projeto. Acabou que nos empolgamos bastante com a ideia que sugeri e cá está mais uma maravilhosa ficzinha! >:3

Embora o foco seja BTS, pode ser que outros idols e outros grupos também apareçam com papeis dentro do universo da fic. Eu não sei se tem muita coisa pra explicar, apenas digo que espero que você tenha uma ótima leitura e que goste do que vai ler.

Nos vemos nas notas finais! ^w^

Capítulo 1 - Capítulo I


– Unidunitê... – Murmurava, singelamente, enquanto dedilhava a harpa em suas mãos delicadamente com um sorriso terno e cruelmente marcado em sua sutil e assustadora expressão. Uma figura de cabelos aloirados sentava-se no meio de um mar de nuvens escurecidas enquanto carinhosamente passava os dedos pelas cordas do exótico instrumento, focando-se em uma escolha amamentada por maldade. – Quem será que será o meu próximo alvo hoje? – Deslizou uma das mãos em direção da superfície cristalina daquela bola, observando imagens nonsense que pareciam conectadas, a, claro, 'eles. Por incrível que pareça, tal sorriso jamais pareceria triste, cruel ou até mesmo temeroso perante à qualquer um que não o conhecesse bem. E por incrível que pareça… Jaz aqui a pessoa que protagoniza um conto desconhecido e perdido no meio de uma história triste e jogada em ruínas de memórias destruídas.  

Ardiloso, fitava a esfera desanuviada que concentrava breve imagens turvadas, do cotidiano de uma dimensão insignificante diante de suas orbes onipotentes, nem nas profundezas de seu âmago havia ternura e arroubo, seu interior era sujo, a mais infeliz nódoa. O pacóvio manejava as linhas finas e esbranquiçadas do instrumento de grande porte, dourado como o mais puro ouro, a melodia era pachorrenta e confortante, cada nota dançava uma valsa lenta com o vento, desvanecia-se e outra valsa recomeçaria, em uma sequência sonante e harmoniosa. – Hum. Quem deveria ser? Que grande decisão. – resfolegou-se impudente, enquanto soerguia uma de suas sobrancelhas, grossas e escuras. 

“Você”, pensou de início, encarando a silhueta borrada que aparecia para si diante daquela bola de cristal, conseguia observar a energia adormecida de cada um que poderia ouvir sua melodia, com um sorriso que demonstrava satisfação ao que causava, lambendo seus lábios rosas-avermelhados sem palidez. Acariciando mais uma vez a superfície alisada, desferiu um tapa em direção do objeto repentinamente, o quebrando em pedaços no chão, observando a energia arroxeada se abaixar em direção de seu alvo lá em baixo, rindo em comemoração, largando o instrumento e trocando passos entre seus pés delicados pelas nuvens, abandonando sua tamanha delicadeza em ações anteriores, águas que exerciam agora uma fúnebre atmosfera. 

Os instantes eram iguais, e passavam da mesma maneira mas para aquela silhueta impaciente, não. Seus passos brutais não combinaria com suas solas delicadas que pisavam nas névoas densas e negrumes com grosseria. Trilhava o caminho para o centro do grande templo de estruturas de mármore, colunas circulares e negras com detalhes dourados. – Ele, ele é perfeito para os meus planos. – Sorriu presunçoso e com notáveis segundas intenções. Acariciava cada fio de suas madeixas amareladas, dedilhando-as delicadamente. Algo ruim viria, era previsível, um amante dos desejos carnais que mal se importava com as consequência de seus atos. Impulsivo e ganancioso, “nada ocorrerá comigo. Afinal, eu sou um deus.” era o comentário de sempre, esbanjava o ar de que não havia importância naquilo. E mais uma vez dilapidava uma vida. Uma vida inocente estragada por um prazer sem fundamentos e razões.   

– O que será que acontecerá com ele? – Ele dizia, animado com a ideia, o sorriso se tornou mais macabro que o normal, enquanto praticamente dançava pelos tapetes macios em seus tecidos, que agradavelmente acariciavam os pés descalços da figura divina jovem. Porém, ele não estava sozinho, e aquela postura era bem esquisita para qualquer um que passasse por lá. Ah, sim; menos para “ele”. Passos secundários invadiram aquela cena incomum, agindo de maneira não-discreta e rígida, o que fez com que a expressão do deus passasse de contente para debochada e descontente. Seu entortar de lábios se desvaneceu com a brisa refrescante que rondava pelas aquelas bandas. – Alguma reclamação? – Revirou os olhos, pernóstico. 

– O que você fez dessa vez? – Aquela voz cansada e rouca formou-se após o fim dos passos, que pararam um pouco atrás do deus de cabelos loiros. Com o olhar fixado no pequeno, obviamente ele não parecia estar gostando nem um pouco do que acabara de assistir. Agir de tal modo de fato o aborrecia muito, em si era uma criatura fleumática, mas havia situações em que deveria tomar atitudes e ter as rédeas, para o bem de todos. 

– Ah, Velhote Min Yoongi! – O deus loiro deu um sorriso falso em direção do companheiro, se virando em um giro rápido para que pudesse se aproximar um pouco mais da figura divina de cabelos enegrecidos e olhos sem vida alguma. Eram como uma noite misteriosa sem constelações. – Quem diria, você estava me esperando? – Tocou seu rosto, segurando seu queixo e o levantando um pouco, seus olhos brilharam em falsidade. Como uma cobra estava pronta para dar seu bote, infelizmente, não mortal.  

– Poupe-me de introduções idiotas, Taehyung. – Enfim pronunciou o nome da besta, grosseiramente. – Eu já pedi para você parar de interferir na vida dos humanos de forma ruim, pregar peças tem algum limite, e o seu estourou desde que começou a realmente desgraçar a vida de qualquer um que você avistasse naquele círculo maldito. O quão presunçoso você é? Está trocando as suas responsabilidades aqui dentro. – Rosnou áspero. 

– Ora, não fique tão nervosinho… – Fez-se de inocente, soltando o rosto do “amigo”, o olhando de cima para baixo, e de baixo para cima. Do topo da cabeça à planta dos pés. Quem estava à sua frente era Yoongi: o deus da morte e dos funerais, em sua mente fechada era intitulado por ser um dos indivíduos que sempre vinha puxar suas orelhas quando gerava algum tempo de tormento à raça humana, praticamente ouviria sermões todos os dias de sua existência inacabável. 

Sua cota havia acabado, suas ações estariam trazendo más decorrências, e isso poderia desencadear sérios problemas, e trazendo o estopim de uma desgraça. – Acha que alguém lá em baixo está satisfeito com seus atos? Não! A vida deles não é tão “boa” como a nossa, se você pode achar que isso é algo benevolente, então pare de castiga-los dessa maneira. São pobres criaturas miseráveis, e você Taehyung, está agindo como eles, se preenchendo com ganância. – Suas palavras vinham com um tom amargo, dirigiu seu palmo alabastrino sobre o rosto e deslizou-o até sua nuca.  – Precisamos resolver isso.  

 “Precisamos resolver isso.” pensou ridiculizando a frase mentalmente com uma voz irritante até mesmo para seus tênues ouvidos. – Vamos, você é tão chatinho. – O loiro debochou, não dando nenhuma atenção para as palavras que o deus necromântico havia dito em direção de si. – É divertido rir da desgraça alheia, principalmente sobre eles, que são inferiores a nós. Vamos, Yoongi, veja diversão nas coisas ao invés de reclamar tanto. – Deu um tapinha em seu ombro, porém, o mesmo afastou sua mão. Com essa reação fingiu estar indignado, pousando sua mão sobre o peito. 

– Taehyung, pare de falar do que você não sabe. E vá fazer algo que preste, amanhã temos uma reunião e eu estou cansado de apitarem na minha orelha devido a manifestação dos seus prazeres asquerosos, Jimin também está cansado do tumulto que você causa porque somos nós que levamos toda a culpa. – O deus disse, cansado das ações do jovem loquaz, desnecessário por parte do deus luxurioso. – É bom que você pare com as suas brincadeirinhas de mal gosto, antes que eu faça você aprender a lição por fazer mal aos outros. E não vai ser uma lição muito legal. 

Seu semblante risonho se desfez, dando ocupação a um ar sério e tenebroso. Jogou a cabeça para trás e acabou por gargalhar de modo histérico, batendo com força o palmo da mão em sua perna bronzeada selada por uma calça avermelhada que dava contrate ao roupão azul com faixas verticais branca. – Ah, você é tão engraçado falando desse jeito. Até aparece um morto! Haha, entendeu? Porque é o Deus da morte! Eu sou tão cômico. – Voltou a dar de ombros, e bateu em retirada para uma direção aleatória. Estava cansado de ouvir reclamações, não iria mudar por simples comentários de alguém tão desalmado.  

– Um dia você vai aprender a lição, Kim Taehyung. – Ele murmurou, amargurado, suspirando e andando na direção oposta, andando pelos vastos corredores repletos de estátuas e pinturas, aparentemente tentando localizar seu quarto em meio de tantas plantas e frutos exóticos pelos quais passavam em torno de sua visão ampliada e um tanto quanto turva, seus pés batiam contra as pequenas escadinhas que subia, até um quarto onde nada realmente belo lá residia. De longe, conseguia ouvir; o grito das almas perdidas e preenchidas por rancor e maldade. Tudo o que o deus fez foi dar um sorriso pequeno enquanto abria a porta. 

“Jimin”, sua voz neutra parecia passar de triste e sem emoção para algo doce, enquanto chamava por uma figura aparentemente conhecida. Estava amargurado, apenas queria descansar um pouco e ouvir comentários confortantes. Era o que mais precisava em horas como aquelas. Detestava brigar com o jovem deus, apenas queria que toda aquela balbúrdia que o mesmo causa-se sumisse e fosse para o lugar mais profundo do tártaro, se tornando inexistente. O cheiro adocicado o embriagava, se pois a sorrir e se aproximar da figura que até então estaria de costas.  As costas que já marcaria uma vez estavam cobertas com uma camisa social de tom preto, com molduras douradas como estampa. 

Abraçou delicadamente o corpo do rapaz de costas, enquanto apertava um pouco para que pudesse sentir o quão terno o mesmo era. Obviamente, Jimin, o deus da beleza, era a única pessoa que entendia Yoongi ou que tinha alguma disponibilidade para ajudá-lo quando ele mais precisava de ajuda. Ou, então quando o ouvia em seus momentos de nervosismo. O rapaz de cabelos acinzentados tocou uma das mãos no rosto pálido do deus da morte enquanto acariciava-o, para que pudesse o confortar, sentindo a pele quentinha e que agora parecia vermelha, estavam sendo tingida lentamente, fazendo o homem tão pálido quanto um cadáver ficar rubicunda. 

– Deixe-me adivinhar... – O deus da beleza virou-se em direção do deus da morte, ficando de frente para o mesmo, ainda sentado sobre o colchão confortável que os dois dividiam para que pudessem dormir juntos e apreciar seus sonhos em sintonia. – Taehyung de novo? – O suspiro lento e frustrante já lhe responderia tudo. Compreensivo dedilhou a nuca do mais experiente, calmamente com os olhos fechados, tudo aquilo ocasionava em uma dolorosa dor de cabeça para o outro, sabia disso. Afinal, eram irmãos, sabia quando algo estava errado. Depositou um selar úmido na testa gélida e pousou as mãos na mandíbula do Deus Fúnebre. 
 
– Ele mesmo. – Yoongi revirou seus olhos, novamente voltando a se mostrar frustrado e nervoso. Os toques sensíveis e simpatizantes não surtiam efeito, não agora. – Aquele cara, sinceramente. É um caso perdido. – Massageou as têmporas, tentando miseravelmente amenizar seu estresse quase que cotidiano. O outro soltou uma risada breve e baixa, delicada, o que acalmou um pouco a atmosfera tensa que seu esposo estava proporcionando para si mesmo. 

Nada daquilo resolvia a indignação misturada com decepção vindo do mais velho. Por mais que fossem imortais, a existência do deus da morte teria sido criada alguns milhões de anos antes do que a perfeição em forma celestina. – Vamos, você sabe como são, “crianças”. – Jimin disse, brincalhão. 

– Ele faz mal às pessoas, Jimin. E não cumpre com as responsabilidades. – Estalou a língua jogando-se na cama macia, esparramando-se lá, os tecidos finos traziam conforto para si. Respirou profundamente, “um, dois, três, quatro” mentalmente contou, um conhecido havia um dia comentado, para acalmar os nervos, que fizesse uma contagem básica. Lembrar do deus da crueldade o irritava muito. Comentar dele mais ainda. 

– Tenha um pouco de paciência, ele é um jovem problemático. Você era assim na adolescência, lembra-se? – Comentou o garoto de pele bronzeada, “da cor do pecado” como diria o alvo, que invejava a coloração tão bonita aos seus olhos tão mortos. Dirigia-se ao lado do outro, deitando próximo de si, e o abarcando forte, precisava daquilo desesperadamente, assim como um beijo que tanto queria. Andavam tão distantes, a dias que não se falavam de modo intimo, motivo? O deus dos pesadelos fazendo besteiras criadas com o intuito de fazer infelicidades com os humanos. 
 
Definitivamente nunca fora um jovem problemático, talvez um pouco grosso e crítico demais. Se causa-se ou fizesse propositalmente mal aos humanos, em sua época seria o fim dos tempos, quando seu pai ainda reinava Ivellah, tudo era muito rígido, então não pensaria nem na hipótese de fazer desgraças. – Não. Claro que não, se ousasse em ser rebelde com certeza receberia um péssimo castigo vindo de nosso progenitor. O único “fora da casinha” era você, Jimin. – Bocejou fechando seus olhos para descansar por um segundo. Já faria diferença em seu humor. Entretanto foi surpreendido por um peso em seu corpo, quando fora dar liberdade para sua visão, um selar molhado e apaixonado foi direcionado para seus lábios rachados e com gosto similar a ferro e sangue.  
 
Com um sorriso ele tentara retribuir carinhosamente aquele gesto, enquanto afundava seus dedos delicadamente à superfície capilar cinza do homem, o homem que ele mais amava dentro daquele mundo. Lembrava-se do amor proibido que havia nutrido aos poucos em direção de Jimin, quando ainda eram jovens. E mesmo assim, não se arrependia de nenhuma ação que teria tomado desde então. Finalmente o deus da morte teve a condição de saborear o que tanto queria; Jimin incrivelmente conseguia lhe proporcionar paz e felicidade em torno de pouquíssimos gestos ou falas, às vezes não precisava de absolutamente nada, era ele e isso era o mais importante. Com o recuo entre arquejos, Jimin permitiu-se deitar sobre a superfície fofa e mole do colchão da cama, ao lado de seu amado irmão. 

– Eu acho que você merece um bom descanso. – O mesmo lhe disse, sussurrando em seu ouvido com gentileza, enquanto deixava seu corpo ser coberto pelos puríssimos lençóis de tecido esbranquiçado, tocando artificialmente a superfície de seus lábios uma segunda vez, com um sorriso travesso, que sempre deixava Yoongi louco. – Tenha uma boa noite.


Notas Finais


Gostou? Espero que sim! Nos vemos no próximo capítulo.
Os capítulos serão postados todos os sábados em torno das 17:00 ou alguns minutos mais tarde, assim teremos mais tempo de organizá-los e consequentemente já deixar alguns prontos para postagens futuras.


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