História Shot me down - Capítulo 14


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Categorias Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Annabeth Chase, Apollo, Calipso, Connor Stoll, Dionísio, Frederick Chase, Hades, Jason Grace, Leo Valdez, Luke Castellan, Nico di Angelo, Percy Jackson, Piper McLean, Poseidon, Quíron, Reyna Avila Ramírez-Arellano, Silena Beauregard, Thalia Grace, Travis Stoll, Zeus
Tags Caleo, Jaspercy, Os Herois Do Olimpo, Os Olimpianos, Percy Jackson, Pipabeth, Solangelo
Visualizações 80
Palavras 1.181
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Já vou avisando que acho que esse capitulo ficou um pouco grande me desculpem kk

Capítulo 14 - Fantasmas voam


No momento em que descemos do carro eu fechei a cara. Estava puta por ninguém ter me avisado, puta por não ter cogitado a possibilidade dela aparecer, e mais puta ainda por ela ainda ter o carro que eu dei, mesmo depois de tudo o que ela havia feito.

- Ei, tá tudo bem?- Perguntou Piper me abraçando com cuidado.

Não. Não está.

- Sim, está.- Respondi engasgando as palavras.

- Sei que está com dor e que não queria vir mas- E encostando os lábios em meu ouvido sussurrou:

- Prometo te recompensar mais tarde.

Um arrepio percorreu minha barriga.

Consegui dar um sorriso fraco. Isso me animou um pouco.

Deixei Piper me guiar, sem nem ao menos saber para onde estava indo. Percy e Jason iam na frente de mãos dadas, levando o presente de Will. Eu permaneci de cabeça baixa me perguntando se as coisas poderiam dar muito errado, ou se eu poderia estar paranóica e ser outro BMW preto, porém com a mesma placa. Ela poderia ter vendido para algum conhecido nosso, e ele tinha vindo também. Tínhamos muitos amigos em comum.

É poderia ser isso.

O som da campainha sendo tocada me fez voltar a realidade bruscamente.Percy segurou nosso presente que era bem grande e caro à propósito.

A porta foi escancarada, e Nico apareceu com um sorriso de orelha à orelha. Os cabelos negros batiam no queixo, a pele pálida continuava do mesmo jeito. Mantinha o estilo que sempre usou quando éramos mais novos: Calça jeans escura rasgadas no joelho, camisa preta com estampa de caveira mexicana e all star. Parecia que havia vindo chamá-lo para irmos ao colégio.

- Gente vocês chegaram! Achei que não viessem!- Ele cumprimentou todos com um beijo no rosto e chegando na minha vez, deu um berro:

- ANNIE EU NÃO ACREDITO! Meus deuses! Eu te abraçaria mas Jason disse que, você está toda remendada

- Ossos do ofício-Respondi sorrindo.

- Você deve ser a Piper- Falou olhando minha namorada.- Uau, você é linda.

Ela corou.

- É um prazer Nico- Falou sorrindo.

- Chega de papo, vamos entrar. A comida está ótima, Léo está na churrasqueira.

Deixei Nico, Jason e Percy irem na frente. Puxei Piper de canto, fazendo uma careta de dor.

- O que..

- Preciso te contar algo.- Minha garganta estava seca. Pigarreei.- Olha, uma vez uma pessoa me machucou muito. Me machucou tanto que durante dois anos eu me afastei de tudo e todos. E essa pessoa provavelmente está aqui hoje. Então..

- Então, vou cuidar para que ela não chegue perto de você. Ei- Ela levantou meu queixo e me beijou devagar.- Conversaremos sobre isso mais tarde, se ainda quiser me contar tudo bem?

Assenti em silêncio.

- Fica perto de mim.- Sussurrei, enquanto entrávamos.

Ela apertou minha mão com força.

- Não vou sair daqui.

Entramos e fomos recebidas por muitos "ois, olás, e nossa Annabeth resssucitou!". Só parei para falar com Hazel e Frank e apresentar Piper. Ela não saiu do meu lado como prometido. Em determinado momento, alguém nos passou cervejas. Léo como sempre, havia largado a churrasqueira e vinha em nossa direção com o celular filmando tudo.

- Ei Annie! Diga oi! É a primeira vez em anos que a múmia sai da tumba!- Apontou a câmera na minha cara.

Piper me beijou.

- Oi câmera- Dissemos juntas sorrindo.

- Cara essa festa será demais!

- Léo! Deixe as meninas em paz! Pelos deuses vai fazer as carnes, antes que o Percy invente de ficar na churrasqueira e exploda a casa- Gritou Calipso puxando ele pela camisa.

Léo arregalou os olhos.

- Ai caramba! Estoy indo flor do dia!- Beijou a namorada e saiu correndo com o celular na mão.

- Certas coisas nunca mudam né?- Falei à Calipso.

Ela sorriu.

- Sim, isso é bom. Estou feliz que tenha vindo Annie, sentimos sua falta.- Beijou minha bochecha e correu atrás do namorado.

Era bom estar ali. Naquele momento eu não era a detetive Chase, que tinha preocupações e deveres com os cidadões americanos. Eu era a Annabeth. Só Annabeth, a colegial em uma festa com a namorada e  os amigos.

Alguém me abraçou pelos ombros, olhei para trás e dei de cara com uma juba de cabelos loirose um sorriso gigante.

- Cara obrigado mesmo pelo presente Annie! Caramba é uma Les Paul!- Gritou Will, os olhos brilhando.

- Tenho meus contatos. Foi um presente de todos- Respondi bagunçando ainda mais seus cabelos.- Sabemos o quão fanático por música você é.

Ele sorriu feliz.

- Obrigado de verdade. Como posso agradecer magestade?- Falou fazendo uma reverência. Soquei-o de leve no braço.

- Me traga uma cerveja vassalo.

- Aqui- Falou me entregando a dele- Acabei de abrir.

- Muito obrigado servo- Respondi bebendo um gole.

Ele beijou minha bochecha rindo, e se afastou para beber mais.

Piper me beijou.

- Você é uma rainha mesmo.- Falou rindo.

- É que é bem raro eu dar o ar de minha graça por essas bandas- Beijei seu nariz.- Vou lá fora fumar um cigarro e já volto.

Ela me beijou de leve.

- Certo magestade, vou estar na churrasqueira. Léo me prometeu uma piada, sobre um centauro, uma ninfa e uma harpia que entram num bar- Franziu a testa.- Algo do tipo.

- Certo já volto- Falei rindo beijando sua testa.

Saí para a noite que havia se tornado fria e aconchegante. O céu negro, estava salpicado de estrelas. Enxerguei a constelação de Órion e lembrei de quando eu era criança, em uma das raras ocasiões em que eu e meu pai ficávamos do lado de fora de casa deitados na grama.

" Ele era um caçador sabia?" Dizia ele.

Acendi um cigarro dando um trago.

" De verdade? Ele já foi como a gente?" Eu perguntava com a curiosidade de uma criança de nove amos.

" Sim Annie, já foi. Mas diz a lenda que, ele se apaixonou pela deusa da caça, que não podia namorar homens e Bum! Virou uma constelação."

" Mas porquê ela não podia se apaixonar?" eu questionava. "Porque não podia ser feliz? Não é justo."

Ele ria e dizia solenemente.

" Certas paixões são proibidas Annie. O amor é algo complexo. Alguns nascem para amar. Outros para serem amados. É algo lindo e cruel ao mesmo tempo. Mas sempre, sempre existe aquela pessoa que estará destinada à ficar com você para sempre, e quando ela chegar, todas as paixões antigas serão como se nunca tivessem existido. Elas serão apenas fantasmas na sua memória."

" Como você sabe tanto sobre amor papai?" Eu perguntava sempre. "Você estuda guerra."

Ele dava aquele sorriso misterioso.

" E quem disse que o amor não é uma guerra constante?"

Agora no presente eu entendia muito bem.

Bebi mais um gole, sentindo o líquido gelado descer pela garganta. Dei mais um trago. Senti mãos macias em meus ombros e me virei abruptamente provocando uma onda de dor. Esperava ver Piper, iria xingá-la por me assustar desse jeito.

Não era ela.

Os cabelos pretos estavam presos em uma trança frouxa, caindo de lado no ombro, a pele morena coberta por uma camisa roxa sem mangas. Os olhos castanhos fitavam os meus com ar de divertimento, que chegavam até o sorrisinho torto emoldurado por lábios carnudos.

Reyna me olhou de cima à baixo, antes de murmurar com a voz rouca e delicada.

- Você está linda Annabeth.

Eu estava atônita demais para falar ou para sequer pensar.

Queria que alguns fantasmas ficassem no passado.



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