História Shout At The Devil. - Capítulo 10


Escrita por: ~

Postado
Categorias Amor Doce
Exibições 45
Palavras 1.794
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi gente.

Sei que sumi por um tempo, na verdade, bastante tempo. Mas aconteceram coisas pesadas ultimamente na minha vida e eu realmente tive que me ausentar. Espero poder compensar todo o tempo perdido agora que me sinto bem novamente.

Capítulo 10 - No sense.


Fanfic / Fanfiction Shout At The Devil. - Capítulo 10 - No sense.

As palavras que mais martelavam em minha mente eram sobre o tal acampamento, minha curiosidade misturada com um tom de desespero era eminente para qualquer desconhecido que sem querer trombasse comigo na rua.

Caminhando até o hotel onde Armin trabalhava, eu tentava afastar toda a esperança que meu coração insistia em colocar pensando que Rosalya estaria lá milagrosamente esperando por mim.

 O ar batia em meus cabelos presos em uma touca cinza, enquanto eu apressava meus passos na calçada movimentada daquele dia.

— Tenha uma boa estadia.

Observei Armin dizer de forma simpática para o que supôs ser o novo hospede do hotel enquanto me aproximava dele.

— Lynn, olá. — Ele sorriu em forma de cumprimento. — Alguma novidade?

— Na verdade sim. — Respondi. — Pode falar um instante?

— Agora não... — Armin respondeu cabisbaixo. — Está uma loucura aqui hoje.

Olhei ao meu redor e observei rapidamente as pessoas andando rapidamente pelo espaçoso hotel.

— Está acontecendo algo especial hoje? — Perguntei mordendo o lábio inferior, ainda direcionando minha visão as pessoas alheias.

— Fins de semana. — Armin deu de ombros. — Sempre é assim.

Sorri pelo canto da boca e olhei novamente para seus olhos azuis.

— Posso te esperar na recepção? Preciso mesmo fazer algumas pesquisas. — Disse e Armin balançou a cabeça em confirmação.

— Posso demorar um pouco aqui, mas vou fazer de tudo para sair mais cedo.

Agradeci Armin e caminhei até uma poltrona isolada e encostada em uma das paredes do lugar movimentado. Tirei meu celular do bolso e rapidamente pesquisei na internet o que eu mais queria saber.

“Acampamento Slumber;  Hagerstown”

Dando o ‘ok’ para a pesquisa, poucas matérias apareceram, como a localização do tal lugar, mas uma em especial prendeu minha respiração por um segundo.

Garota morre após ataque misterioso no acampamento Slumber, na cidade de Hagerstown”

Rapidamente, entrei no link exposto na pagina, onde se abriu um pequeno texto com a foto do lugar.

“ Jenna Mastyn, de 25 anos, foi encontrada morta por seus amigos após ter desaparecido ao acampar com os mesmos. O grupo jovens comemoram a recente formatura na faculdade de cada um, e resolveram ir ao lugar para ficarem alguns dias, mas Jenna desapareceu durante a noite, e foi encontrada no dia seguinte completamente desfigurada e com marcas de mordidas pelo corpo, além de estar com grande parte do couro cabeludo a mostra. A policia deu a declaração oficial de que um animal selvagem a atacou e arquivaram o caso. O acampamento desde então está em decadência e não recebe novos visitantes. “

Abaixo da matéria, havia uma foto da garota sorridente, seus cabelos longos e loiros se completavam com os grandes olhos castanhos.

Meu coração se quebrou novamente. Outra garota morta naquela cidade?

Rapidamente, as lembranças da delegacia invadiram minha mente, como tantas garotas puderam desaparecer sem deixar rastros? Como a policia podia ser tão incompetente para nem sequer tentar resolver os casos? E o mais importante para mim naquele momento, por qual razão Rosalya iria para um acampamento praticamente abandonado?

Aquilo não se encaixa, nem fazia um mínimo de sentido. Eu conhecia minha amiga, e Rosalya tinha pavor de acampamentos, a natureza literalmente nunca foi à coisa preferida dela. Algo estava acontecendo, e Aria sabia de alguma coisa.

 Meu desespero cego por tentar encontrar Rosalya estava me levando a caminhos sem logica, mas eu não podia me culpar. O que diria para Lysandre, Leigh, e os pais de Rosa se eu voltasse sem nada dela? Aquilo não poderia acontecer, não era algo que eu ao menos cogitasse.

Eu iria até aquele restaurante onde Aria trabalhava, e com certeza falaria com ela novamente. Ela sabe algo de Rosalya, isso é fato, mas um acampamento onde teve o ataque de um animal? Eu tinha noção de que não podia me arriscar tanto assim. Só tinha uma coisa pior que voltar sem a Rosalya, era eu nem ao menos voltar.

— Kevin vai cobrir o resto do dia para mim, parece que tenho um tempo livre agora.

 A voz de Armin se direcionou até mim e rapidamente me fez acordar dos pensamentos que mastigavam minha mente naquele momento. Ele já estava sem seu uniforme do trabalho, e tinha a mão estendida até mim.

— Se você quiser podemos passar o resto do dia aqui no hotel mesmo. — Ele completou em um tom bem humorado e eu revirei os olhos de forma divertida antes de pousar a palma da minha mão sobre a dele e me levantar em seguida.

— Vamos até o meu hotel, não é chique como esse, mas eu gosto. — Respondi tentando não mostrar meu nervosismo recebido após tudo que havia absorvido até aquele momento e Armin concordou.

— Primeiro as damas.

Ele disse fazendo um gesto com as mãos para que eu caminhasse, sorri ao mesmo tempo em que ia até a porta de saída do lugar.

— Não vai dar problema pra você sair mais cedo? — Perguntei preocupada. A ultima coisa que eu queria era Armin se metendo em problemas por minha causa.

Entretanto, ele balançou a cabeça negativamente enquanto saímos do hotel.

— Eu trabalho muito bem, Lynn. Não terá problema algum.

Sorrimos um para o outro antes de continuarmos o caminho.

 

 

_____

 

 

— Então o acampamento faliu? — Perguntei a Armin assim que cruzamos a porta do meu quarto do hotel.

Falei para ele sobre a reportagem que havia lido há poucos minutos atrás enquanto andávamos, dando detalhes de como Aria, dizendo inclusive sobre como nós vimos pela primeira vez no restaurante, me disse que Rosalya estaria por lá.

— Faliu. — Armin disse tirando seu casaco enquanto eu fazia a mesma coisa, colocando os dois juntos em cima da mesinha de madeira que completava a decoração do ambiente. — Um animal selvagem, Lynn! A cidade falou disse por alguns dias pelo medo, depois disso ninguém sequer ousou colocar os pés por lá.

Tirei minhas botas e coloquei todo o meu corpo sobre a cama, me sentando e fazendo um gesto para que Armin fizesse o mesmo.

— Pelo o que eu li, ela estava com o couro cabelo bem destruído,  além de toda mordida, o que pode ter feito isso com ela? — Perguntei preocupada.

— Eu não faço ideia. — Armin respondeu meio triste, encostando suas costas na cabeceira da cama. — Algumas pessoas disseram que foi um urso, mas é pouco provável, pode ter sido um lobo? — Ele me olhou.

— Um lobo faria isso com certa demora, daria tempo suficiente para ela gritar ou algo do tipo... — Respondi o encarando, como se nós dois tentássemos criar teorias para aquilo.

— Mas você não acha estranho a sua amiga ter ido supostamente para lá? — Armin arqueou a sobrancelha.

— É exatamente isso, não tem sentido algum. O que ela faria lá? É ridículo! Essa garota tem algo a mais para me dizer. — Mordi os lábios nervosa, quando me lembrei do que ela havia me dito antes de nos despedirmos. — Ela me disse para levar uma faca, então ela sabia que havia acontecido isso e não me citou.

Olhei para Armin  um pouco assustada por ter conseguido encaixar algo nessa historia que fazia sentido. Armin me retribuiu o mesmo olhar.

— O que ela quer? — Ele perguntou pasmo.

— Eu não sei. — Engoli em seco. — Mas vou descobrir hoje à noite. Vou até o restaurante onde ela trabalha, e perguntar isso cara-a-cara. — Disse determinada e Armin assentiu.

— Vou com você. — Ele respondeu rapidamente. — É claro, se você quiser... — Ele coçou a cabeça de maneira tímida como se tivesse se arrependido do que disse anteriormente.  Sorri rapidamente e assenti com a cabeça.

— Claro que quero. — Toquei rapidamente sua mão em um gesto descontraído, que o fez sorrir de maneira plena.

— Vamos encontrar a sua amiga.  — Ele disse segurando minha mão entre as suas com ternura.

Naquele momento, eu percebi o quanto Armin era diferente de Castiel. Desde que conheci Castiel, ele parecia querer me confrontar a cada segundo, não dando espaço para uma conversa interessante sem nós nos alfinetarmos em algum momento, com Armin, as coisas eram diferentes. Ele era mais gentil e transparecia calma e paciência, eu me sentia mais confortável ao seu lado de uma maneira inexplicável.

Sem ao menos perceber, eu aproximei meu corpo ao dele, fazendo com que o espaço entre nós ficasse cada vez menor. Os ares quentes das nossas respirações rapidamente se cruzaram, enquanto nossos corpos, antes relaxados, pareciam querer se acomodar a situação.

Rapidamente, ele levou suas mãos ao meu rosto e tocou os lábios aos meus, dando inicio ao um beijo carinhoso que rapidamente se transformou em algo mais selvagem. Subi minhas mãos pelas suas costas e ele apoiou meu corpo à cama, sem quebrar o ritmo do beijo.

— Senhorita?

As três rápidas batidas na porta foram o suficiente para que o momento se quebrasse e nossos olhares se cruzassem rapidamente antes de abrirmos um sorriso desnorteados um para o outro, enquanto Armin ainda continuava por cima de mim.

— Sim? — Respondi em um tom de voz alto para a voz feminina atrás da porta.

— Quer pedir o seu jantar agora?

A voz era de algum funcionário do hotel. Tirei umas mãos das costas do Armin que se sentou novamente ao meu lado enquanto eu também me endireitava e peguei meu celular, que mostrava já ser sete da noite.

— Não, tudo bem. — Olhei para Armin que ainda sorria com cumplicidade. — Vou jantar fora hoje.

Completei em direção à porta, me lembrando dos planos que acabávamos de ter feito: Falar com Aria.

 

 _____________

 

Armin foi embora do meu hotel para pegar o carro do seu pai e voltou algumas horas depois, nós não tocamos no assunto do beijo enquanto seguíamos até o restaurante, mas trocávamos comentários descontraídos e conversas alheias pelo caminho, era evidente o quanto ele estava à vontade ao meu lado.

Ele estacionou atrás do luxuoso estabelecimento, onde se dava a visão dos fundos do que era a cozinha, já que saiam a todo o momento pessoas com seus uniformes sujos de comida, levando cada vez mais lixo para fora.

 — Você vai entrar lá? — Armin perguntou com as mãos no volante, observando a pouca movimentação. O lugar não estava vazio, mas também não estava cheio,  e sim tranquilo, da mesma forma que estava quando eu estive com Lysandre.

— Eu não sei. O que devo fazer? — Perguntei um pouco inquieta enquanto enrolava nervosamente meu fio de cabelo em meu dedo indicador, tentando pensar no meu próximo passo.

— Espera ai... — Armin cerrou os olhos para tentar observar algo melhor e eu segui o seu campo de visão, que dava direito para uma pessoa abrindo a porta dos fundos e adentrando o lugar com normalidade.  Pelo o que estávamos distante daquela porta, cerrar os olhos era realmente a solução para tentarmos ver quem entrou de forma tão tranquila em um estabelecimento fechado.

Jaqueta preta... Cabelos vermelhos...

— Castiel? — Eu e Armin perguntamos para nós mesmo em um coro, e nos olhamos confusos no mesmo instante.



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