História Shout At The Devil. - Capítulo 11


Escrita por: ~

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Categorias Amor Doce
Exibições 49
Palavras 1.127
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 11 - The suspected


— Ele trabalha aqui? — Perguntei ridiculamente baixo, mesmo sabendo que absolutamente ninguém nos ouviria ou nos veria.

— Não. — Armin respondeu ainda em tom de confusão. — Eu nem sabia que ele frequentava esse lugar, ainda mais entrando pelos fundos...

— Desliga o carro, apaga tudo e vamos ver quando ele vai sair dali de dentro. — Disse rapidamente e Armin assim fez.

Ficamos ali quietos por mais ou menos sete minutos, quando vimos à porta se abrir novamente, primeiro saiu Castiel do lugar, com as mãos dentro do bolso da jaqueta como ele sempre andava, e a cara de poucos amigos, mas quem veio atrás dele me fez cair em um total choque.

— Aria? — Sussurrei e Armin me olhou surpreso.

— Essa é a Aria? — Ele perguntou também em um sussurro, enquanto eu o olhei concordando, abismada.

Aria estava com um vestido preto colado e um  sobretudo na cor creme por cima, andando atrás de Castiel com a cabeça baixa, como se ao menos não se conhecessem, mas era claro a forma que ela estava o seguindo.

Armin e eu continuamos a olha-los, quando ambos sumiram do nosso campo de visão por terem ido para a parte da frente do restaurante. À distância em que o carro se encontrava não dava a chance deles nos avistarem ali.

Segundos depois, um carro saiu seguindo uma rua reta.

— É o carro dele, eu conheço. — Armin disse segurando o volante.

— O que você quer fazer? — Perguntei ainda tentando assimilar tudo aquilo.

Castiel e Aria se conheciam.

— Vou tentar segui-los. — Ele disse já ligando o carro e dando partida. — Vou fazer com cuidado, Castiel conhece o carro do meu pai, se ele vir vai saber que estamos atrás dele.

Não disse nada, apenas assenti nervosa e coloquei novamente o cinto, antes de Armin dar partida no automóvel.  

Minha cabeça estava em um giro infinito, que diabos Castiel tinha haver com tudo aquilo? De onde ele conhecia Aria? Eles estavam juntos?

 

Armin dirigia com pouca velocidade e com os faróis completamente baixos, enquanto Castiel não parecia se importar com a velocidade.

Estávamos uma distancia aceitável de seu carro, e Armin percebeu que Castiel iria estacionar quando reduziu a velocidade.

— Vou mudar a rua para que ele não veja... — Ele disse girando o volante para o lado esquerdo, entrando na rua ao lado e eu assenti.

Quando o carro foi estacionado, eu rapidamente tirei o cinto de segurança e abri a porta.

— Aonde você vai? — Armin perguntou incrédulo e eu o olhei.

— Tentar descobrir alguma coisa. — Disse o olhando com apenas uma perna para fora do carro.

— Está louca?! Não pode simplesmente chegar e falar com eles! — Armin disse como se eu tivesse perdido a cabeça.

— Não vou, só vou tentar escutar o que esta acontecendo. — Disse tentando acalma-lo. — Me espera aqui, tudo bem? Eu não vou demorar.

Armin assentiu e eu o beijei rapidamente em um ato impulsivo, antes de sair com pressa e a passos longos do carro.

Quando me aproximei da esquina ao lado em que o carro havia sido estacionado, parei e observei rapidamente a cena que acontecia a frente de um lugar barulhento, me escondendo atrás de uma grande árvore.

Castiel e Aria gritavam um com o outro de forma rude na frente do estabelecimento, que pela música abafada, dava a total liberdade do tom de voz ficar mais alto sem causar algum escândalo, o olhar de Castiel era de pura fúria, enquanto o de Aria era de medo.

— A culpa não é minha se ela não foi falar com você! Eu fiz o que você pediu! — Aria gritou e Castiel segurou os pulsos dela com força. Arregalei meus olhos assustada com a cena.

Castiel disse algo em um tom de voz baixo que eu não pude ouvir para ela, ainda com raiva, mas foi o suficiente para que a garota não gritasse mais e apenas concordasse positivamente com a cabeça.  

Em seguida, ele a soltou e respirou fundo, tirando um maço de cigarros de dentro do bolso da jaqueta e o acendendo em seguida. Aria o observava inquieta, segurando os braços à frente do corpo.

Depois de tragar o cigarro pela primeira vez e parecer mais relaxado, Castiel entrou no lugar ignorando a presença de Aria, que o seguiu logo depois, deixando a rua vazia oficialmente sem ninguém além de mim ali. Eles não haviam me visto.

O lugar parecia uma casa noturna barulhenta, não fazia ideia do que se tratava, e também não queria descobrir naquela hora.

Castiel não era o que eu pensava ser, ele parecia ser completamente desequilibrado, bem o oposto do que me mostrou, e Aria, parecia ser submissa a ele.

Andei novamente até o carro de Armin meio sonsa por tantas informações novas na minha mente, mas o que mais me deixava angustiada era o que a garota havia dito para ele.

“A culpa não é minha se ela não foi falar com você! Eu fiz o que você pediu!”

Não podia ser... Não podia...

— Lynn? Você está bem? Está pálida! — Armin disse preocupado no instante em que entrei novamente no carro.

Virei meu rosto para ele enquanto sentia minhas mãos tremerem.

Armin rapidamente me abraçou e colocou minha cabeça sobre o seu peito.

— O que você viu lá? — Ele perguntou. — O que aconteceu?

O tom de voz preocupado dele de certa forma me fazia ficar ainda mais desesperada. Afastei um pouco a cabeça de seu peito e o olhei nervosa.

— Acho que Castiel não é o que nós pensávamos... — Eu sussurrei com a voz trêmula. — Se eu estiver certa, ele fez a Aria falar comigo.

Armin arqueou a sobrancelha, chocado e eu assenti nervosa.

— O- o que? — Ele segurou meus braços. — O que você ouviu? 

— Eu a ouvi dizendo que não tinha culpa se uma tal garota não havia ido falar com ele, que a culpa não era dela porque ela tinha feito o que ele mandou. — Eu respondi rapidamente. — Eu preciso descobrir se era mesmo de mim...

— Meu Deus... — Armin encostou-se novamente no banco do carro, levando a mão até a testa.

— Preciso ser sorrateira agora, Armin... — Disse também me encostando ao banco.  — Vou descobrir o que está acontecendo.

— Se tudo isso fizer sentido, Castiel está obcecado por você... — Armin murmurou e eu estremeci. — Você não pode arriscar o que quer que seja, Lynn! Tem que ir embora daqui!

Ele virou os olhos para mim de maneira preocupada, e eu engoli em seco.

— Eu não vou embora. — Rebati com determinação. — E você vai me ajudar nisso.

Armin e eu nos encaramos, sabendo que estávamos juntos naquilo agora.

— Vamos sair daqui. — Ele disse dando partida no carro e eu assenti, encostando minha cabeça ao vidro da janela, olhando pela última vez o local se distanciando, me perguntando o que Castiel e Aria estariam fazendo lá dentro.

 

 



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