História Shun, the little doll - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Saint Seiya
Personagens Hyoga de Cisne, Ikki de Fênix, Shun de Andrômeda
Tags Saint Seiya
Exibições 112
Palavras 1.697
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Yaoi
Avisos: Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Tudo se encaixa.


- Eu tenho mesmo que usar vestido? - Shun perguntou saindo do quarto envergonhado.

- Eu gosto de olhar para suas pernas. - Me aproximei do garoto e o puxei pela cintura, Shun corou mais ainda e desviou seu olhar para outro lado. - Vamos? - Soltei a cintura do menor e segurei sua mão saindo de casa.

Shun ainda estava envergonhado e apertava minha mão, ele abaixava a cabeça deixando que os cabelos cobrissem seu rosto. Eu ria de seu jeito envergonhado, era fofo, e de vez enquando eu olhava suas pernas brancas com algumas marquinhas de amor que eu deixei.

- O senhor não tem carro? - Shun finalmente se pronunciou.

- Tenho. Mas eu prefiro andar. - Me aproximei um pouco do garoto levando minha mão ao seu queixo levantando sua cabeça. Shun ainda estava corado, e os lábios bem rodados como sempre, era lindo demais para ser um homem. Imagino o porquê de seu irmão o abandonar assim, tenho certeza que não foi por não aceita-lo.

Shun é um garoto tão frágil, é bem provável que mal sabia se cuidar.

- Onde você morava? - Perguntei ao garoto que pareceu se surpreender com a pergunta.

- Eu morava na boate. Eu não consegui pagar as contas e acabei sendo despejado. - Shun abaixou a cabeça novamente e suspirou. Não fiquei tão surpreso, porque como imaginei Shun não conseguia se cuidar sozinho. - Eu comecei trabalhando no salão, limpando, fazendo as bebidas. Todos cuidaram de mim lá, eram muito gentis. Até o dia que me fizeram usar uma roupa de garçonete e servir as pessoas, todos passaram a mão eu mim e meu chefe percebeu isso. E eu comecei a dançar lá, e como sempre quem é novo é vendido, então...

Puxei Shun para mais perto e o abracei, parecia que ele poderia chorar a qualquer momento. Tentei confortar o garoto que me olhou com um sorriso de lado.

__

Assim que chegamos no restaurante nos sentamos em uma mesa perto a janela, era o melhor lugar para se sentar. Comer enquanto observa o movimento da rua, mas hoje eu não queria olhar para fora, hoje eu só tinha olhos para o adorável garoto a minha frente.

- Hyoga-san, pode para de me olhar? - Shun corou novamente e eu ri, não tinha percebido que o olhava tanto.

- Me desculpe. - Shun apoiou suas mãos na mesa, e eu não pude resistir de segurar e acariciar. Depois de acariciar a puxei para perto e a beijei, Shun virou o rosto para a janela envergonhado e eu ri novamente. - Você é muito tímido. - Shun voltou a me olha e sorriu de lado, eu olhei seu sorriso e senti meu rosto esquentar, assim como meu coração.

- Agora você está envergonhado. - Shun riu da minha cara.

- Então você sabe o que me deixa envergonhado? - Shun afirmou. - Quando percebeu isso?

- Quando eu sorri pela primeira vez na sua frente. Na boate. - Novamente meu rosto esquentou, só de lembrar do dia que o vi pela primeira vez eu sentia um calorzinho.

- O dono te maltratava? - Shun afirmou abaixando sua cabeça novamente.

- Ele me pressionava muito, me deixava desconfortável. Sem falar que quase todo dia ele... - Antes de Shun terminar eu ja tinha entendido. Assim como os homens que frequentavam aquele lugar, o dono também era sujo.

- Agora você está seguro comigo, bonequinha. - Tentei me aproximar para poder beijar os lábios do garoto, mas fomos interrompidos pelo garçom que trouxe o que pedimos. Shun agradeceu ao garçom que o olhou um pouco malicioso, não gostei do jeito que o olhou então o mandei se retirar.

O garçom antes de sair segurou o rosto de Shun e o beijou, Shun virou o rosto e se afastou assustado. Eu me levantei irritado e o puxei pela roupa.

- É melhor você se desculpar! - O homem riu sarcástico e logo desmanchou o sorriso.

- Acho melhor você se acalmar se não quiser que eu expulse você e sua vadia. - Eu suspirei irritado e larguei o garçom. Antes de se retirar eu acertei um soco em sua cara o fazendo cair no chão.

Shun me olhou assustado e eu ri sem graça. Segurei a mão do garoto e o puxei para fora do lugar.

- Desculpe por isso. - Shun soltou minha mão e parou, eu me virei para olha-lo e me aproximei novamente. Tentei puxa-lo novamente mas ele não permitiu. - Vamos pra casa Shun.

- Não precisava daquilo. Ele só disse a verdade

- Eu não podia deixa-lo te chamar daquilo, você não é uma vadia Shun. - Puxei o garoto pela cintura e acariciei seu rosto. - Você não pode deixar que te chamem desse jeito, você é um garoto tão lindo, tão adorável... - Fui interrompido quando Shun pulou em meu colo e me beijou. Fiquei surpreso com seu ato e agarrei sua cintura, Shun abriu seus olhos e se afastou.

- Ah... Me desculpe. E-Eu não sei porque... Fiz isso... - Shun corou novamente e tentou não me olhar. Estava perdendo meu controle, não poderia aguentar por muito tempo.

Olhei para a rua avistando um motel na esquina, abri um sorriso malicioso e peguei Shun no colo o levando para o motel.

- Hyoga-san? - Assim que chegamos pedi a moça um quarto, em seguida ela me deu a chave e corri para o quarto. Abri a porta do quarto e a chutei a fazendo abrir.

Deixei o garoto deitado na cama e corri para trancar a porta. Quando voltei para a cama retirei minha blusa e a camisa, Shun me olhou envergonhado e tentou se levantar.

Antes que se levantasse o fiz deitar novamente e fiquei sobre seu corpo. Comecei a beijar seus lábios descendo até seu pescoço, Shun soltava pequenos gemidos alisando meu tórax nú.

- Hyoga... - Parei com os beijos e o olhei. - O senhor... Só pensa em fazer isso comigo?

- Sexo? - Shun concordou com a cabeça.

- Não. Eu só penso em te fazer feliz, mas não posso controlar meus desejos. Isso é mais forte que eu, e em alguns momentos eu só penso em te beijar e tomar seu corpo pra mim, em te fazer somente meu. Eu só quero que você...

- Eu disse que faria qualquer coisa.

- Não é isso que eu quero. Eu quero que você... Me ame. - Shun arregalou seus olhos e me encarou. Shun segurou minha mão e a apertou.

- Eu ainda não entendo meus sentimentos. Mas, eu quero tentar te amar. - Shun me abraçou, apesar de só 'tentar' me amar, já é algo.

- Shun... - Eu arranquei o vestido que Shun usava e o joguei longe, Shun não fez nada além de me olhar com um sorriso bobo. - Eu te amo... - Sussurrei bem baixo, Shun pareceu não ouvir.

___

No outro dia acordei com uma enorme dor nas costa, e parecia que minha cabeça iria explodir. Olhei para o lado e lá estava ele, dormindo tranquilamente.

Shun dormia calmo, e eu observava o jeito que ele dormia. Seus cabelos jogados em seu rosto, queria retira-los ter uma visão mais nítida de seu rosto adorável.

Shun abriu seus olhos lentamente, assim que viu abriu um sorriso largo.

- Eu te machuquei?

- Foi um pouco agressivo, mas eu gostei. - Um sorriso se formou em meus lábios, quando Shun disse que gostou me senti aliviado. Sabia que deveria ter feito mais delicado, mas esperarei a hora perfeita. - E também Hyoga...

- Hum?

- Você podia tirar sua mão daí? - Shun corou mais uma vez, não tinha reparado que minha mão apalpava suas coxas. Retirei minhas mãos dali rapidamente e ri sem graça.

- Bem, vamos embora? - Shun confirmou com a cabeça e se levantou. Antes que se levantasse ele se sentou na cama e gemeu de dor. - Algum problema?

- Acho que não posso levantar. - Shun riu sem graça e me olhou. Logo entendi o recado e me levantei, peguei as roupas de Shun e as entreguei a ele para que se vestisse.

Shun agradeceu e se vestiu, em seguida me vesti também e nos andamos até em casa, pelo menos eu andava...

_

- Shun eu queria te dar uma coisa. - Fiz o garoto parar com o que estava fazendo e segurei suas mãos. O fiz deixa-las estendidas, deixei um pingente de uma estrela de cinco pontas em suas mãos, Shun olhou o pingente surpreso e começou a chorar. - O que foi?

- Ele está novo...

- Sim, eu vi que estava arrebentado então eu consertei para você. - Shun sorriu e me abraçou apertado.

- Não sabe como isso é importante para mim. Depois que isso arrebentou os meus problemas começaram a vir, obrigado Hyoga. - Shun beijou meu rosto várias vezes e me soltou do abraço.

- Pode me explicar direito?

- Essa é a única lembrança que tenho de meu irmão e de minha mãe. No mesmo dia que arrebentou meu irmão foi embora de casa, e eu acreditei que tinha algo a ver.

- Você é um pouco ingênuo. - Eu disse rindo em seguida. - Mas eu adoro esse seu jeito. É fofo. - Levei minhas mãos até o rosto do garoto colocando seus cabelos atrás de sua orelha. - Por que não me conta mais do seu irmão?

- Ele não era um bom irmão, sempre estava fora e me deixava sozinho com nosso vizinho, e àquele vizinho me dava muito medo. Mas apesar disso eu amo meu irmão, e eu acredito que um dia ele vai voltar. - Shun botava esperança em suas palavras, e resolvi acreditar com ele.

- Sabe Shun se eu tivesse um irmão também, eu seria como você. - Beijei a testa do mais novo, Shun ao invés de corar sorriu.

Shun estava perdendo sua vergonha, estava se soltando. E eu acredito que um dia ele me ame, e nós iremos formar uma família feliz.

Eu realmente espero que ele encontre seu irmão, mas acho que não vai acontecer tão cedo.



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