História Sick - Jackson Wang - Capítulo 7


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Categorias Got7
Tags Depressão, Drama, Got7, Imagine Jackson, Jackson Wang, Traição
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Palavras 2.318
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Self Inserction, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


depois de TAAAAAAAAAAAANTO tempo, finalmente atualização de sick.
muitas tretas mores, muitas tretas

Capítulo 7 - True


O amor está na minha mente

O amor é uma memória

Eu preciso de amor verdadeiro

True

 

Escutei algumas vozes em meu sonho. Essas vozes se aproximavam cada vez mais, ate que eu abri meus olhos e vi um Jackson sorrindo em cima de mim.

- Achei que você tinha morrido. - suspirou e eu levantei, colocando a mão na cabeça.

- Não seria uma má ideia.

- Hey, não diga isso. - o semblante do chinês mudou e franziu sua testa. - Vamos sair pra comer.

- Não to afim. - voltei a me deitar, mas Jackson puxou o cobertor. - Jackson!

- Eu quero uma companhia.

- Chama sua esposa então.

- Eu até chamei, mas ela não quer sair da cama. - cruzou os braços e sorriu.

- Não sou mais sua esposa Jackson Wang. Agora se você me der licença, vou me deitar e esperar a merda da minha morte.

- Pare de dizer isso porra! Sua vida é importante.

- Pra quem? Não tenho mais meu filho junto comigo. Não tenho meus pais porque você mesmo fez questão de matá-los. Não tenho mais meu esposo por quê você me abandonou. Que caralha de vida é essa? - levantei e empurrei Jackson, que estava vermelho de raiva.

- O filho não era apenas seu. Não seja egoísta ao ponto de dizer isso.

- O filho era apenas meu SIM! Tá incomodado agora por quê? Você nunca fez questão Jackson, desde quando você disse que eu tava grávida, quando eu passava por dificuldades na gravidez você dizia que era frescura. Comprava algum remédio e depois sumia. Quando eu perdi MEU BEBÊ, VOCÊ FOI O PRIMEIRO A NOS LARGAR!

- EU TE AJUDAVA COM TUDO O QUE EU PODIA! EU SOZINHO BANCAVA TODAS AS DESPESAS, TODOS OS REMÉDIOS, TUDO QUE VOCÊ…

- NUNCA FOI O SUFICIENTE JACKSON! EU NUNCA ME SENTI AMADA EM TODOS ESSES ANOS EM QUE EU ESTIVE DO SEU LADO! EU SEMPRE TIVE DEPRESSÃO E VOCÊ NÃO MOVIA UM DEDO PRA ME AJUDAR! - eu gritava com ele novamente, e aquela cena de dias atrás se repetiu na minha mente. - VOCÊ NÃO CASOU COMIGO POR AMOR, MAS SIM POR NEGÓCIOS. - Jackson arregalou levemente os olhos e abriu a boca para falar alguma coisa, mas eu o interrompi novamente. - Você acha que eu não sei? Eu ouvi meu pai e seu pai conversando em uma sala. Tudo era questão de negócios. Eu fui obrigada pelo meu próprio pai a me casar com um verme igual você.

- Você...

- Eu não amava você Jackson. Eu tinha repugna de olhar na sua cara. - cuspia palavras em seu rosto, como facas afiadas. Palavras que não poderiam mais ser apagadas. - Eu aprendi a amar você. Eu fui presa num relacionamento onde nunca houve amor de sua parte. Eu fui cega. Eu fui burra o suficiente de achar que um merda como você um dia poderia amar. Mas você não ama ninguém Jackson. Você não ama ninguém além de você.

- Como você pode dizer isso? - lágrimas molhavam seu rosto, mas diferente de todas as outras vezes, não senti pena. Jackson merecia ouvir todas aquelas palavras que foram guardadas por mais de oito anos. - Por que está agindo assim depois de tanto tempo?

- Eu me odeio por ter amado uma pessoa egocêntrica e maldosa como você. - fui em direção a porta e a abri. - Pode voltar ao inferno que é sua vida Jackson. Volta pra Alysha. Ela é sua mulher. - apontei para mim e neguei com a cabeça. - Esse é seu passado.

- Por que tá fazendo isso?

- Eu cansei de viver em uma mentira. Cansei de viver em ilusões, de achar que um dia você vai me amar.

Jackson se aproximou e segurou uma de minhas mãos.

- Eu posso tentar.

- Eu não quero que você tente Jackson. Eu quero que você suma. - soltei minha mão e apontei para fora do quarto com a cabeça. Jackson suspirou e saiu às pressas de casa, batendo a porta com força.
 

Flashback on - 2010
 

- Papai, eu não quero me casar com um dos Wang. - eu implorava e chorava de joelhos.

- Me desculpa minha filha. - meu pai me abraçava e chorava junto comigo. - É isso ou caímos na falência. - segurou os dois lados de meu rosto e sorriu triste. - Não quero minha filha passando fome. Eu quero te ver feliz.

- Eu nunca vou ser feliz sendo casada com Jackson, papai.

- Não diga isso minha filha, por favor.

- Não tem outro jeito papai? Emprego ou algo que eu possa fazer?

Meu pai negou com a cabeça.

- Você não conhece Ricky Wang minha filha. Ele faz da vida de todos um inferno. Ele não vai deixar a gente em paz. Ele pode te matar minha filha...

- E porque ele quer que eu case com o filho dele?

- Ricky queria ter relações com você. - arregalei os olhos e cobri a boca com minha mão. - Perguntei se não tinha como ser trocado. Ele disse então que faria você se casar com o filho dele. Eu não entendi ainda, mas algo de ruim pode acontecer, e quero que você esteja preparada para isso.

...

Flashback off - 2017

 

Talvez eu entenda um pouco o que meu pai quis me dizer. Minha vida era um inferno. E tudo começou por esse maldito que Jackson Wang chama de pai.




 

Depois de um tempo deitada na cama pensando no que havia acontecido mais cedo, a fome apertou. Tomei coragem de levantar da cama, escovei os dentes e troquei de roupa. Iria tomar café da manhã na cafeteria que eu tanto gostava de ir. Peguei meu celular e quando fui ver as notificações, haviam mensagens de Jackson.

Wang: Eu prometi a mim mesmo que não faria mais sexo com você até
que eu me apaixonasse de novo. Mas a carne é fraca, meu amor.
Eu sei que fui um imbecil de ter transado com você ontem, principalmente de
ter dito à você que eu não te amava.
Peço perdão por isso. Talvez seja por isso que ficou irritada comigo hoje de
manhã.
Apesar de tudo, eu merecia ouvir algumas verdades de você.
Queria também falar algumas coisas pra você, sem brigas ou discussões.
Uma conversa sadia de dois adultos que se amavam, mas que por algum
não olham mais um para a cara do outro. Por favor, aceite meu convite
para tomar um café comigo naquela cafeteria que a gente sempre ia.
É a última coisa que eu peço.

Jackson tinha me feito chorar de novo. E de novo. E de novo. E sempre seria esse ciclo. Eu estava destinada a Jackson, mesmo que eu queira sempre negar isso. Eu sempre digo que não o amo mais, mas meu coração sempre prova o contrário. Eu dizer que não amava mais Jackson era uma mentira. Uma mentira que não enganava ninguém a não ser eu mesma.

E aquela mensagem era apenas uma prova disso.

 

Me: Estou saindo de casa nesse exato momento. Me encontre
na cafeteria pontualmente às 10h00min. Estou te (e me) dando a
última chance Jackson. Não me desaponte, por favor.

 

Desliguei o celular e sai de casa as pressas. Ainda eram nove e vinte da manhã e eu iria a pé. Como o lugar era um pouco afastado da minha casa, demoraria pelo menos meia hora para chegar na cafeteria.

No caminho, pensei em tudo o que havia acontecendo em minha vida. Entrei em depressão logo que me casei. Jackson demonstrava ser uma pessoa legal de se conviver. Sempre que chegava do trabalho trazia presentes ou meu doce favorito. Jogava jogos comigo. Fazia maratona até tarde das nossas séries favoritas, não importando com o trabalho no dia seguinte. Coisas como essas me influenciavam a amá-lo e largar de mão meu medo de sofrer em suas mãos.

Sempre quis ter um filho. Quando Jackson disse que eu era mãe, eu havia ficado tão feliz. Uma felicidade que não cabia no peito. Então Jackson, por algum motivo, começou a chegar tarde em casa. Não trazia mais seus mimos. Não via mais nossas séries junto comigo. Não almoçava nem jantava com minha companhia. Foi onde comecei a passar por dificuldades na gravidez. Muitas vezes o chinês não estava em casa, e numa dessas vezes, tive fortes contrações. Liguei desesperada para Jackson, mas eu havia perdido meu bebê naquela noite. Desmaiei de dor, acordando somente no outro dia, no hospital. Quando recebi a notícia, queria morrer. Culpei Jackson.

Quando voltamos para casa, eu não saía da cama. Chorava todos os dias. Ouvia em algumas noites Jackson soluçar ao meu lado da cama.

"Eu sinto falta da sua companhia. Das nossas noites, das nossas carícias. De passar um tempo com você. Eu sinto sua falta, senhorita Wang.", fui surpreendida pelas palavras do mais velho. Eu sempre negava seus pedidos. Não me sentia segura com meu corpo. Não me sentia segura mentalmente. Havia um poço sem fundo dentro de mim, e eu não queria que Jackson mergulhasse nele comigo. Mas o afastando só fez com que tudo ficasse pior.

Após andar por alguns minutos, cheguei ao meu destino. Suspirei fundo e entrei na cafeteria. O relógio da parede contava nove e cinquenta e sete da manhã e nenhum sinal de Jackson. Me sentei na mesma mesa que sempre sentávamos quando mais jovens. Peguei o cardápio que estava na mesa, e apesar de eu sempre escolher o mesmo, decidi lê-lo.

- Dez horas em ponto. - ouvi a voz baixa e firme do chinês. Abaixei o cardápio e vi o mesmo sorrir, claramente nervoso, e sentar na mesa. - O que vai pedir?

- O mesmo de sempre. - fechei o cardápio e entreguei a ele, cruzando os braços e encostando-os na mesa, observando o dia sem nuvens, mas com uma brisa fresca.

Senti os olhos de Jackson percorrendo pelo meu corpo, como se eu fosse uma incógnita, e ele quisesse a resolver. Chamou a garçonete e fez os pedidos. Suspirou e puxou meu braço com delicadeza para o meio da mesa, segurando minha mão. Olhei para Jackson e o mesmo estava apreensivo.

- Pode dizer. Viemos aqui pra isso, não foi?

Quando Jackson iria começar a falar, chamaram seu nome para que ele buscasse os pedidos. Sorri e disse que iria esperá-lo ali mesmo. Se levantou e foi buscá-los. Alguém entrou no local e eu levantei o olhar para ver quem era.

- Ora ora, olha o que meus olhos veem aqui. - Alysha soltou um risinho debochado e apoiou seu corpo na mesa. - Como conseguiu entrar com sua galhada amorzinho?

- A creche foi aberta mais cedo pelo que vejo. - sorri para a mesma que revirou os olhos. - Sua mãe soltou sua mãozinha e você tá perdida? Se quiser eu ligo pra ela te buscar.

- Vai se foder. Ah, é mesmo. Seu marido preferiu foder comigo do que com uma doente como você. - fechei os olhos e respirei fundo. Minha vontade de socar a cara daquela garota mimada só estava aumentando. - O que foi tia? Não consegue ouvir a verdade?

- Alysha? - ouvi a voz de Jackson e abri os olhos. Suspirei fundo e me levantei. - Ei, espera aí, onde você vai? - Segurou de leve meu braço.

- Vou embora Jackson. Não tenho mais idade pra aturar criança mimada. - olhei para Alysha que se divertia com a situação.

- O que faz aqui meu amor? - Alysha se debruçou em Jackson e minha vontade era de vomitar. Me soltei do leve aperto de Jackson e sai do estabelecimento.

- Wang! Wang, Wang, Wang! - Jackson veio correndo, me puxando para seu encontro. Me senti em um dorama, não vou mentir. - a gente tem que conversar. Eu preciso...

- Sabe o que você precisa fazer Jackson? - Alysha vinha desfilando. E minha vontade era de desfilar a cara dela no meio do asfalto. - Deixar essa vagabunda. Você não vê o quão mal ela faz pra nós dois?

- Pelo menos nunca precisei de pegar resto de ninguém pra ser feliz, sua imunda. - me soltei de Jackson e Alysha veio ao nosso encontro.

- Você roubou Jackson de mim. Você quem pegou o meu resto.

- Isso não é uma competição. - Jackson se posicionou entre nós.

- Cala a boca Jackson. - Alysha empurrou o garoto. - Você merece tudo de ruim na sua vida. Eu te odeio tanto, você não tem noção do quanto.

- Eu não me importo com seu ódio Alysha. Você só é uma entre muitas pra mim. Ódio só faz mal pra quem sente. - sorri. - É uma pena que você seja tão pobre de sentimentos. Odiar uma pessoa... -neguei com a cabeça. - Você é tão inútil, garota.

Alysha agarrou meu cabelo, me puxando para o chão, dando tapas certeiros em meu rosto. Jackson interviu segurando a menina, a empurrando para um canto, me abraçando.

- Tá tudo bem com você? - alinhou meu cabelo e passou a mão em meu rosto.

- O que você acha Jackson? - com ajuda do garoto, me levantei. - Além de inútil, é baixa. Pobreza não é sinônimo de falta de dinheiro Alysha. Você é pobre de espírito, e eu tenho pena de você por isso.

- Sua vadia desgraçada...

Jackson me soltou e segurou Alysha, que gritava como uma louca.

- Alysha, chega! - se voltou para mim. - Entre no carro. Eu não acredito que você teve coragem de fazer isso Alysha. - soltou a garota e negou com a cabeça. - Eu não te conheço mais.

Entrei no carro, e Jackson fez o mesmo, deixando uma garota de vinte e um anos gritando no meio da rua, xingando e praguejando nossos nomes.

{...}


Notas Finais


eu li umas teorias sobre essa história ontem, MUITO BOAS.
se quiserem fazer teoria com oq entenderam da historia, eu adoraria lê-las.
enfim, obrigada por lerem, comentem suas teorias ou oq acharam do capitulo.


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