História Sick Game - Capítulo 16


Escrita por: ~

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Categorias Undertale
Personagens Personagens Originais
Tags Frans, Sanrisk, Sans X Frisk, Underspirit, Undertale
Visualizações 535
Palavras 1.372
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Lemon, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 16 - Chapter XVI: Domingo.


Fanfic / Fanfiction Sick Game - Capítulo 16 - Chapter XVI: Domingo.

sAnS

E lá estava eu, mais um dia de folga, repleto de procrastinação e programas ruins que continuam passando sempre aos domingos, mesmo ninguém assistindo. O máximo de audiência que esses programas conseguem é porque algumas pessoas estão entediadas e fazem qualquer coisa pra suprir a necessidade de se entreter com o que seja, até com um programa incrivelmente clichê e ruim, como as pessoas conseguem gostar disso?! Me apoiei no braço do sofá, trocando os canais sem o mínimo de interesse, domingos são monótonos. Desisti de tentar achar algo realmente legal pra ver na televisão, então decidi ir dormir, quem sabe se eu tirar um cochilo o dia acabe mais rápido e eu fique menos entediado? Levantei lentamente do sofá, me espreguiçando enquanto soltava um bocejo arrastado. Estalei a língua no céu da boca, coçando os olhos preguiçosamente, fui até a escada, me apoiando no corrimão, quando uma voz esganiçada e alta ecoou pela casa inteira.

— SANS! O QUE PENSA QUE VAI FAZER?! – Papyrus indagou, posicionando-se a frente da escada, enquanto me encarava com uma expressão zangada, mantendo os braços cruzados e batendo o pé repetidas vezes no solo.
— Bem, eu ia dormir... – Falei tombando a cabeça para o lado enquanto o encarava de volta.
— Nada disso! Você já procrastinou demais por hoje! Pare de ser você por um minuto, e vá ao mercado para mim!
— Mas Pap...
— Sem mas, Sans! Você passa o dia inteiro dormindo! Está na hora de fazer algo produtivo!
— Ok, você venceu. – Bufei, levantando minhas mãos em rendição, arrancando um sorriso largo do meu irmão.
— Aqui. – Disse descruzando os braços e enfiando uma de suas mãos no bolso, tirando dele um pedaço de papel. — Eu preciso que compre tudo dessa lista, Undyne, Alphys e Mettaton virão jantar conosco hoje! E eu quero cozinhar algo diferente e especial! – Completou animado.
— E o que exatamente você vai preparar? – Indaguei, lendo algumas coisas da lista.
— Você saberá se for ao mercado e me trouxer tudo da lista. – Sorriu sarcástico, revirei os olhos, rindo fraco.

Peguei minha jaqueta costumeira, colocando o capuz sob a cabeça, estava um pouco frio... Ainda tinha o cheiro dela, o que era estranho, pois já perdi a conta de quantas vezes Papyrus lavou essa jaqueta dizendo “Está fedendo a Katchup!”. Aproveitei o aroma por alguns segundos antes de pegas as minhas chaves e sair. Cumprimentei alguns vizinhos, em seguida entrando no carro. Enquanto dirigia, decidi ligar o rádio pra me distrair, o mercado era um pouco longe. Liguei o aparelho, e logo pude ouvir vozes demasiadamente conhecidas por mim.

“— Por favor, eu não quero me manifestar sobre isso. – Asgore disse, aparentemente incomodado.
— Mas senhor Dreemurr, queremos mais informações sobre o caso! – Uma moça gritou, aparentemente uma repórter.
— Ele já disse que não quer falar sobre isso! Qual parte você não entendeu? – Undyne respondeu.”

“É galera, infelizmente não conseguimos falar com o representante dos Seis, Dois, Cinco! Mas qualquer informação sobre o caso estaremos transmitindo aqui na rád-...”

Antes que o mesmo terminasse sua pronúncia, desliguei o aparelho. Se eles soubessem o quão difícil está sendo para todos nós, principalmente pra mim, ouvir sobre o caso das almas humanas, não diriam uma palavra, mas infelizmente nosso nome nas mãos deles geram quantias absurdas, afinal, o que os humanos não pagariam pra ver um pouco de discórdia? Quando percebi, já havia chegado ao local, saí do automóvel o trancando e adentrando o estabelecimento.

— Vejamos... – Murmurei para mim mesmo, enquanto abria a lista e lia as letrinhas miúdas estampadas na mesma. — Batatas... – Encarei a frente, uma aglomeração de pessoas, correndo para todos os lados, tentando serem rápidas, pois hoje o mercado fecha mais cedo, ver aquela cena só me “acordou pra vida” então apressadamente fui procurar tudo que Papyrus pediu. Antes parando para pegar uma cestinha.

Enquanto passava por alguns corredores, me vi num corredor onde ficavam algumas guloseimas, avistei algumas balas de goma, eu era literalmente apaixonado por aquilo, e não podia perder a oportunidade de levá-las comigo. Fui até a prateleira onde elas se encontravam, procurando a marca da que eu mais gostava. Um tempo depois dedilhando alguns saquinhos de balas, finalmente as encontrei. Um sorriso de lado se estampou no meu rosto, aquela era uma das poucas coisas que realmente valiam a pena. Levei minhas mãos até elas, as colocando na cesta que eu carregava comigo. Sorri satisfeito, voltando a andar, mas eu estava tão distraído que não percebi que uma garota estava na minha frente, então sem querer acabei derrubando-a , e junto dela, as suas compras.

— Me desculpe! Eu estou meio distraído hoje, me deixe te ajudar! – Falei, abaixando e pegando alguns produtos do chão e os entregando um por um para a garota.
— Obrigada. – A garota disse, sem tirar os olhos do chão, ela estava concentrada em pegar suas compras, mas aquela voz... Me parecia familiar...

Estendi a mão para ajuda-la a levantar, ela levantou a cabeça, me encarando, e por um momento, eu me assustei. E comecei a analisa-la. Ela tinha cabelos castanhos, pele morena, olhos um pouco fechados, mas não tanto ao ponto de esconder suas pupilas douradas... Lábios em forma de coração... Aquela era...?

— Frisk?! – Indaguei, surpreso.

Vi a garota arregalar os olhos, assustada. Juro que por um momento, suas orbes douradas se transformaram em um tom escarlate intenso. A mesma, colocou uma das mãos nos olhos, desesperada, tirando suas compras de minhas mãos, e colocando-as na cesta que carregava consigo. Então, começou a andar rápido, com uma das mãos no rosto.

— Ei! Frisk? Espera! – Comecei a andar atrás da mesma, a seguindo, ela percebeu isso, e começou a andar mais depressa, até começar a correr, então corri atrás da mesma, trombando em algumas pessoas sem querer, que me encaravam furiosas, até que acabei trombando em alguém.

— Me desculp-... Sans? – Uma voz familiar ecoou pelos meus ouvidos.
— Oi Josh... Foi mal, eu tava um pouco distraído. – Falei, pegando na mão de Josh que havia a estendido para me ajudar a levantar, levantei-me batendo minhas roupas com as mãos.
— Por que tava correndo desse jeito? – Indagou.
— Eu só, tava com pressa, só isso.
— Oh entendo, me desculpe, eu também estava correndo... É que estou acompanhando uma amiga aqui no mercado, e acabei a perdendo de vista... Mas enfim, melhor voltar a procurar... Até amanhã no trabalho, Sans! – Acenou se afastando.
— Até! – Acenei de volta.

Não é possível, eu só posso estar ficando louco... Frisk está morta. Eu já aceitei isso. Eu provavelmente assustei a garota... Não posso me misturar com os humanos os assustando dessa maneira... Não posso fazê-los vítimas das minhas paranoias. Preciso esquecer isso, focar na lista de compras, o mercado já vai fechar.

...

Então comprei tudo que Papyrus havia pedido, e voltei para casa. Eu ainda estava intrigado com o ocorrido no supermercado. Eu não conseguia parar de pensar naquela garota, por que eu vi Frisk nela?

— Sans? Está tudo bem? Você nem tocou na sua comida. – Alphys indagou, apontando para o meu prato com o garfo.
— É querido, você está encarando seu prato a meia-hora, está tudo bem? – Mettaton questionou.
— Sim, eu estou bem... É só um pouco de sono.
— Eu não aguento mais esses repórteres! Asgore se recusa a falar mas parece que eles não entendem! Qual o problema desses caras? – Undyne resmungou.
— Se acalme querida, é normal ter vários repórteres em cima de vocês num caso movimentado como esse, qualquer notícia é lucro.
— Sei que é meio estranho falar isso de repente, mas... Hoje. Na delegacia, eu... Vi uma garota. E eu podia jurar, que era a Frisk... – Undyne disse pensativa.
— Frisk? Mas como? – Papyrus indagou.
— Deve ter sido sua imaginação, querida, todos nós também sentimos saudades. – Mettaton disse.
— Mas Frisk tinha determinação, acreditam em ressureição ou algo do tipo? – Alphys disse.
— Iria ser muito bom se ela voltasse, Napstablook está arrasado, ele sente tanto a falta dela... – Mettaton disse, bebericando seu suco.
— VOCÊS QUEREM PARAR? FRISK ESTÁ MORTA! POR QUE NÃO ACEITAM ISSO?! – Gritei batendo com as mãos na mesa, fazendo todos dirigirem seus olhares a mim, apenas bufei irritado, empurrando a cadeira e subindo as escadas. Adentrei meu quarto, trancando a porta, e me jogando na cama, me cobrindo até a cabeça.

Eu só queria que o dia acabasse logo...


Notas Finais




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