História Sick Like Me - Capítulo 28


Escrita por: ~

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Categorias Justin Bieber
Personagens Alfredo Flores, Jeremy Bieber, Pattie Mallette, Personagens Originais
Tags Criminal, Incesto, Jeremy Bieber, Justin Bieber, Megan Bieber, Romance, Ryan Butler
Exibições 366
Palavras 3.143
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Policial, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Necrofilia, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 28 - Momentos Sombrios


xxxXxxx

"Light one up, let me bum a smoke. Still calming down, dripping throat. 
I got another man's blood on my clothes. But an endless fog's the life I chose"

Xxxx Song: Dark Times - The Weeknd. Xxxx 

Uma dor aguda atingiu meu corpo no momento em que fui lançada contra a porta, em seguida Justin se aproximou sem delicadeza alguma, pressionando-me ainda mais contra aquela madeira dura. Nossos olhares automaticamente se cruzaram conforme minha respiração ficava ofegante. Eu não sabia dizer se o que sentia era medo ou surpresa, afinal, eu deveria temer Justin, depois de tudo?

Seus lábios encostaram-se a meu pescoço, fazendo-me sentir seu hálito quente bater e arrepiar minha pele, subitamente. Fiquei imóvel enquanto esperava seu próximo passo, não sabendo ao certo o que aconteceria em seguida, uma vez que Justin era imprevisível.

Assim que ele depositou um beijo em meu pescoço e escorregou os lábios por minha pele, puxando-a entre seus dentes, notei suas reais intenções. Então, minhas mãos trilharam um caminho desde seus ombros até seu abdômen, acariciando e o empurrando, sem realmente querer afastá-lo.

Ele riu com meu ato sem afastar os lábios daquela região que insistia em morder e beijar, fazendo-me arrepiar novamente, agora de forma mais intensa, de modo que uma corrente elétrica passasse por todo o meu corpo e eriçasse os cabelos da nuca e do braço.

– Depois de tudo... – Ele sussurrou, arrastando os lábios até o lóbulo da minha orelha e o mordiscando antes de prosseguir com sua fala. – Depois de tudo você ainda sente medo de mim? – Ele riu novamente, estalando a língua no céu da boca em um som negativo. – Achei que confiasse em mim. – Completou, afastando a cabeça e inclinando o corpo, a procura dos meus olhos com os seus castanhos belos e penetrantes.

– Você me deu motivo pra ter medo. – Sibilei sem desviar o olhar do seu.

– Está falando daquilo que aconteceu com a Morgana?

– Não só dela.

– Do que então? – Ele franziu o cenho em confusão, procurando a resposta em meu olhar, que pareceu facilmente achar, pois se afastou rapidamente, irritado. – O que achou que eu faria com você?

– Eu não sei.

– Não sabe? – Riu sem humor. – Cadê a Megan corajosa que está me desafiando desde que chegou nessa casa? De repente ficou com medo de me falar o que pensa? – Provocou.

– Eu não tenho medo de você! – Finalmente respondi, irritada. – Mas você faz umas coisas que...

– Que? – Arqueou as sobrancelhas, se aproximando novamente. – Quais coisas eu faço?

– Faz com que eu tenha medo e duvide da sua sanidade mental.

– Da minha sanidade? – Gargalhou alto, parecendo incrédulo com o que acabara de ouvir. – Eu sei o que eu faço! Não sou mentalmente instável como... – Se interrompeu, bufando e desviando o olhar.

– Como o que? Ou deveria dizer como quem? – Perguntei, entendendo perfeitamente o que ele quis dizer. – Como eu? – Ri de soslaio, o empurrando para trás.

– Não foi isso que eu disse. – Sibilou, bagunçando os cabelos.

– Ah não foi? – Sorri sarcástica, assentindo em concordância. – Então o que foi? Você manda eu ser sincera, mas você não é. O que é isso? Medo de me magoar?

– Sinceridade? É isso o que você quer?

– SIM! – Gritei. – É o que qualquer pessoa quer! Deus, você me deixa maluca também. Você tem o temperamento do Diabo. É bom quando lhe convém.  

– Quando me convém? – Ele riu sarcástico e assentiu, afundando as mãos dentro do bolso do jeans rasgado que usara. – Talvez esteja certa. – Deu de ombros. – Pois bem, você é confusa e insegura. É instável mentalmente também, mas isso não sou eu que estou dizendo. – Provocou e eu o fuzilei com o olhar. – É tão instável e confusa que não sabe o que quer ou quem quer. Uma hora você ama verde, depois odeia essa maldita cor. E faz isso comigo ou com qualquer um que cruze seu caminho, mas no fim é pra mim que você volta! – Ele abaixou o tom de voz e semicerrou os olhos, aproximando-se de mim calmamente. – E volta não porque somos irmãos e ligados mesmo contra a nossa vontade, não. Mas volta porque você pode ter qualquer um, quando e onde quiser, mas é a mim que você ama, não adianta lutar contra ou negar.

 – Você está muito seguro disso. – Provoquei, arqueando as sobrancelhas. – As coisas podem mudar, Justin.

– Como mudaram com o Eric? – Perguntou irônico. – Onde ele está agora, afinal?

Bufei e o fuzilei com o olhar, querendo arrancar sua cabeça somente com a força do pensamento. Como eu o odiava! Odiava amá-lo!

Me afastei da porta e dei as costas à Justin, girando a maçaneta para sair daquele maldito quarto, porém ele me surpreendeu, puxando-me para trás e me impedindo de sair dali.

– Você não queria a verdade? Por que está com raiva?

– Porque você é prepotente.

Ele riu irônico e assentiu, me virando de frente pra si novamente.

– Admita Megan, você gosta!

– Gosto? – Foi minha vez de rir, revirando os olhos. – E do que eu gosto?

– Gosta de minha prepotência. – Revirei os olhos e bufei com um ar sarcástico, o empurrando para trás na tentativa de tirá-lo do meu caminho para poder finalmente sair do quarto. Justin me impediu, segurando nos meus ombros.

Ele me empurrou contra a porta novamente, parecendo não se importar que tinha o dobro da minha força.

– Está me machucando. – Reclamei, tentando empurrá-lo.

Justin ignorou minha lamentação, abrindo um sorriso divertido no rosto no segundo seguinte em que seu celular tocou no bolso da calça. Foram apenas dois toques que ele não atendeu, também não pareceu fazer questão de atender. Ele o tirou de dentro do jeans e visualizou algo no mesmo, sem desbloqueá-lo, nem demonstrar que iria retornar. 

– Você quer sair? – Ele perguntou me fazendo estranhar. Franzi as sobrancelhas em descrença.

– É óbvio.

– Então vamos dar uma volta. – Ele me puxou pelo braço, tirando-me abruptamente da porta, abrindo-a.

Quando saiu pela mesma, me puxou atrás de si e praticamente me arrastou para fora do cômodo, descendo em passos apressados pelas escadas da casa e me levando consigo.

– Devagar! – Pedi, tentando me soltar de suas mãos firmes que agarravam meu pulso. – Pra onde vamos?

– Sair. Não era o que você queria? – Perguntou.

– Não era isso que eu quis dizer. – Resmunguei e ele ignorou, me levando para fora da casa.

Andamos em passos apressados – lê-se corremos – até o estacionamento e Justin abriu a porta do carro mais próximo de nós, abrindo a porta do passageiro e me empurrando para dentro dele. Fechou a porta tão rápido que mal consegui pensar e tomou o lugar do motorista, dando partida e saindo acelerado pelo jardim da casa.

Justin acelerou o carro e fixou o olhar na estrada, com um sorriso estranho no rosto, que parecia ser de alguém que estava planejando algo.

Ele fez o que parecia ser o caminho mais longo até o condomínio vizinho, que eu bem conhecia. Para a minha surpresa, ele parou algumas quadras antes da casa de Lucy.

– O que diabos estamos fazendo aqui?

– Esperando. – Sibilou sem tirar os olhos da rua.

– Esperando o que? – Perguntei sem entender nada do que estava acontecendo.

– Isso. – Ele fez um sinal com a cabeça, apontando para o outro lado da rua.

Lucy estava andando com seu cachorro preso a corrente e um copo de milk-shake na outra mão, enquanto em seus ouvidos tinham fones. Ela parecia dispersa e não reparar muito a sua volta, o que era típico da garota.

– Justin... – Sibilei, temendo seus próximos passos. – O que estamos fazendo aqui? – Perguntei novamente, hesitante. – Vamos embora, não faça nada com ela, por favor. – Pedi e ele me encarou inexpressivo.

– Por que acha que eu iria fazer algo com ela?

Eu me calei diante a sua pergunta, queria evitar mais uma discussão. Não estava certa se Justin era inocente ou não, mas devido ao seu currículo nada agradável, não tinha tanta certeza assim se confiava ou não no homem ao meu lado.

– Vamos embora...

Ele riu de soslaio, parecendo incrédulo sem desviar o olhar de mim. Eu não aguentei aquilo, desviei o olhar para a janela, procurando qualquer outra coisa que não fossem seus olhos.

– Não confia em mim, não é?

– Eu quero ir embora!

– Olha pra mim, Megan. – Disse em um tom de voz controlado.

Eu não obedeci. Continuei encarando a rua através do vidro fechado do carro.

– OLHA PRA MIM! – Ele gritou, dessa vez assustando-me.

Me virei imediatamente, espantada.

– O-o que você quer?

– Responda a minha pergunta.

– Justin... – Suspirei e ele assentiu, girando a chave na ignição do carro.

Voltamos o caminho todo sem nos olhar. Quando Justin parou em frente a casa, percebi que ele não iria entrar. Eu nada disse. Achei melhor continuar assim, já que não conseguiria me desculpar de qualquer forma. Pois não queria.

 

POV JUSTIN.

Ela saiu do carro em silêncio e continuou a me encarar após fechar a porta. Não podia culpa-la por não ter confiança em mim, mas isso não quer dizer que eu também não podia sentir raiva.

Acelerei o carro e a vi ainda na calçada, com olhar perdido em minha direção conforme eu virava a esquina, até perdê-la completamente de vista.

Entrei na boate passando diretamente pelo salão sem falar com ninguém. Ao chegar em minha sala, tranquei a porta com a intenção de dar continuidade ao meu plano. Plano no qual tinha Morgana como personagem principal.

Não tinha a intenção de mata-la, eu iria usá-la contra Brendon, usaria a raiva que ela tem dele e o medo que provavelmente sentiria de mim depois disso, ao meu favor. Faria de Morgana um fantoche, a usaria para o meu benefício, tudo sem precisar machucá-la, muito.

Porém a surpresa fora muito maior quando a encontrei sentada na mesma cadeira que outrora havia a deixado, sem vida. Seu corpo nu estava pálido e frio, seus olhos não tinham mais brilho, assim como suas pupilas se encontravam dilatadas.

Dois tiros.

Ela tinha dois tiros no corpo. Uma das baladas perfurou seu crânio e a outra no lado esquerdo do seu peito.

– Mas que porra?! – Resmunguei incrédulo, não encontrando nada além do corpo apodrecido de Jenny ao seu lado.  

O sangue me subiu a cabeça, eu estava com ódio. Não sabia se a raiva era maior pelo fato de ter sido desobedecido ou ter perdido uma peça importante do meu jogo. Eu não estava mais sendo respeitado dentro do meu próprio espaço, e isso eu não iria admitir. Voltei correndo para o salão da boate e fiz com que os seguranças fechassem as portas para o público antes que anoitecesse. Destravei a arma a atirei na cabeça do primeiro capanga que encontrei, o fazendo cair no meio do pátio, o que causou certo alvoroço entre as garotas e os outros traficantes que estavam ali.

Todos me olharam surpresos e até mesmo assustados, inclusive as garotas que pareciam ainda não ter se acostumado com o meu temperamento.

– Ficou maluco, Justin? – Khalil perguntou assustado.

– Eu sou muito mais do que maluco, caso ninguém aqui tenha percebido. – Falei ríspido, ganhando a atenção de todos naquele salão. – Acho que alguns de vocês perderam a noção ou não sabem com quem estão lidando, mas eu vou deixar bem claro uma coisa: vocês trabalham pra mim. Fazem o que eu mando! E se alguém aqui, se meter nos meus negócios novamente, vai se arrepender do dia em que cruzou o meu caminho, fui claro?

Todos se calaram, porém continuaram me encarando, confusos e até mesmo surpresos.

– FUI CLARO? – Gritei, mostrando novamente a pistola em minhas mãos. Eles assentiram após a leve pressão, mas ainda ficaram em silêncio. – E eu quero que o assassino da Morgana se apresente até o final do dia de amanhã. – Abaixei o tom de voz e concluí antes de dar as costas. – E isso não é um pedido.

Khalil me seguiu até o escritório e fechou a porta após entrar por ultimo, andando em passos largos até próximo a minha mesa, na qual eu estava.

– O que foi aquilo lá fora, Justin?

– Eu quem pergunto, Khalil! Quem matou a Morgana?

– Não sei. Não sabia nem que ela estava morta.

– Isso faz de você um incompetente, porque ela foi assassinada com dois tiros. Como ninguém ouviu?

– Dois tiros? – Franziu o cenho, surpreso. – Eu não sabia, Justin...

– EU TE PAGO PRA QUÊ? – Gritei irritado e ele se calou imediatamente. – Descubra quem fez isso e passou por cima da minha autoridade. Está na hora de fazer algumas mudanças por aqui.

– Tudo bem. – Ele respondeu frio, porém em um tom de voz controlado e submisso.

– Onde está o Ryan? – Perguntei antes que o mesmo deixasse o escritório.

– Não o vimos desde a tarde.

– De tarde? – Bufei ao me dar conta do que estava acontecendo e fechei os olhos, esfregando o rosto com ambas as mãos. – Filho da puta...

– O que foi? – Khalil perguntou confuso, provavelmente não entendendo minha reação.

– Caralho. – Resmunguei, me levantando da poltrona. – Encontre esse porra e o traga aqui antes que eu acabe com a vida dele sem lhe dar a chance de se defender.

– Acha que foi o Ryan? – Perguntou.

– Não sei, mas espero estar errado. – Resmunguei, bufando. – Khalil... – O chamei novamente, ganhando sua atenção. – Chame o Enzo.

Ele franziu o cenho surpreso e pareceu hesitar em sua pergunta, mas não a fez, somente assentiu antes de sair pela porta deixando-me sozinho novamente.

 

"In my dark times I'll be going back to the street. Promising everything I do not mean. 
In my dark times, baby this is all I could be. 
Don't think my mother could love me for me. In my dark times, in my dark times"

 

Fiquei o máximo que pude na boate e evitei passar na empresa. Depois de toda a acusação contra Lucy, meu advogado achou melhor evitar a Petrosul por uns tempos, até ser provado minha inocência, o que poderia levar anos se, bem... Se eu não fosse eu.

Nessa noite, eu nem sequer voltei pra casa. Passei praticamente a noite toda em claro, sendo massacrado e torturado pelos meus pensamentos. O relógio do carro marcavam 08:00 hrs da manhã. O automóvel estava estacionado do outro lado da rua, em frente à uma lanchonete bem frequentada da região, porém fora do condomínio no qual morávamos.

– Seja discreto.  – Falei para Ellis, o capanga que me acompanhava. Ele desceu do carro e atravessou a rua, tomando a frente da garota ruiva de olhos esverdeados, cautelosamente.

Dei partida no carro e acelerei o mínimo possível, somente os acompanhando enquanto caminhavam. Ellis conversava com a garota que no inicio o olhou com superioridade e desprezo, mas depois sua feição e seus gestos entregaram uma Lucy interessada no homem ao seu lado.  Eles conversavam descontraídos, e Ellis parecia levar muito bem a garota no papo, que nem por um segundo desviou o olhar para os lados por achar aquela abordagem estranha.

E nem tinha como. 

Lucy era atraente, não tinha como negar. Suas curvas ficavam ainda melhores naquelas roupas apertadas de ginastica que ela usava todas as manhãs para caminhar. E não somente pela manhã. 

Desde o tribunal, coloquei Ellis na cola de Lucy. Ele sempre estava observando, frequentando os mesmos lugares, seguindo seus passos. Porém, sempre de forma discreta e descontraída. A intenção desde o inicio era fazê-lo parecer interessado na garota e não um stalker maluco ou possível sequestrador. Diante da atual situação, o plano parecia estar dando certo. Brendon era tolo demais por me subestimar. Mais tolo ainda por não pensar que eu poderia comprar os seguranças de Lucy, como já havia feito desde o inicio. 

Após um bom tempo de conversa, Ellis se ofereceu para caminhar ao lado da garota, conforme o combinado, e ela é claro, aceitou. Ele a levou duas quadras à frente, até um local mais deserto e menos frequentado, foi quando a distância entre os dois diminuiu quase que completamente e a expressão de Lucy mudou. 

Ela estava assustada, enquanto Ellis sussurrava algo na altura de seus ouvidos e levava uma das mãos na cintura da garota e a outra em seu ombro, deixando o corpo esguio e pequeno da mesma próximo ao seu durante todo o caminho. As mãos nos ombros era sinal para que os seguranças dela ficassem para trás e deixasse o caminho livre para nós, e fora exatamente o que aconteceu. 

Ele atravessou a rua na companhia de Lucy e abriu a porta traseira do carro, colocando-a para dentro, em seguida, ele entrou e sentou-se ao seu lado, tirando a arma de sua cintura e a deixando na altura das pernas para que a garota visse o objeto e o risco que estava correndo caso decidisse bancar a engraçadinha.

– P-pra onde estão me levando? – Ela perguntou com a voz falha, parecendo não entender o que estava fazendo ali.

– Para um passeio. – Falei enquanto a olhava através do espelho, observando Lucy ficar pálida ao me reconhecer no automóvel.

Dei partida no carro e nos tirei dali imediatamente, levando-a para um dos casebres abandonados que usávamos como depósito para os corpos das garotas que não sobreviviam à viagem transportando a droga. O local era bem afastado da cidade e sem nenhuma vizinhança devido ao cheiro forte de podre que impregnava nas paredes e até mesmo no teto.

Ellis a puxou para fora do carro e Lucy pôs-se a chorar antes mesmo de termos feito algo com ela. O homem a jogou dentro do casebre com extrema violência, levando a garota a se desequilibrar e ralar os joelhos no chão.

– Acho que você sabe por que está aqui, não sabe Lucy? – Perguntei no tom de voz mais calmo e sarcástico que tinha, com a intenção de assustá-la ainda mais.

– Justin...

– Seria interessante fazer jus a tudo àquilo que estou sendo acusado por você e seu pai. E sabe o mais divertido nisso tudo? É que eu vou fazer com tanta vontade, que se você sair viva daqui, nunca mais vai querer foder com mais ninguém na sua maldita vida.  E sempre quando for tentar, irá se lembrar de mim. – Falei ameaçador, porém sem elevar o tom.

– Justin, por favor! – Ela voltou a chorar, agora desesperadamente enquanto se arrastava pelo chão.

– Por favor o que, Lucy? – Sorri perverso. Envolvi as mãos em seu pescoço e a levantei com extrema brutalidade, empurrando seu corpo contra a parede. Ainda sem afrouxar os dedos do local, arrastei suas costas no concreto, suspendendo seu corpo ali enquanto a via sufocar. – Sabe o que você vai dizer no tribunal, diante o juiz?

– Nada. N-ada. E-e-eu não vou dizer n-a-ada. – Ela disse desesperada com a voz abafada e sufocada, tentando se debater enquanto em uma medida extrema, tentava se redimir.

– Oh, não se preocupe Lucy. Você pode falar tudo o que eu fizer com você. Pode contar em detalhes, até. – Soltei seu pescoço, agora agarrando seus cabelos de modo que sua orelha ficasse na altura dos meus lábios. – Porque será difícil esquecer. – Sussurrei sádico, notando seu corpo se arrepiar por debaixo do meu. 



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