História Sick Like Me - Capítulo 29


Escrita por: ~

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Categorias Justin Bieber
Personagens Alfredo Flores, Jeremy Bieber, Pattie Mallette, Personagens Originais
Tags Criminal, Incesto, Jeremy Bieber, Justin Bieber, Megan Bieber, Romance, Ryan Butler
Exibições 328
Palavras 3.184
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Policial, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Necrofilia, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 29 - O perdão.


xxxXxxx

"There comes a time when every bird has to fly. 
At some point every rose has to die. 
It's hard to let your children go. Leave home. 
Where they go?  Who knows! "

Xxxx Song: We Cry - The Script.  Xxxx

 

Quando saí de dentro do casebre, Ellis estava a minha espera. Ele sabia o que fazer em seguida. Entrei no carro e dei partida, deixando-os para trás.

Eram por volta das 10h da manhã quando cheguei em casa. Megan estava sentada no sofá da sala, assistindo algum programa qualquer na televisão enquanto tomava seu café da manhã. Não me importei em chegar em silêncio, tampouco se ela iria reclamar devido ao meu sumiço depois do dia anterior.

– Onde estava? – Perguntou, colocando a uva na boca.

– Por aí. – Falei brevemente, me sentando ao seu lado e também pegando uma uva. Coloquei-a na boca, sentindo o olhar de Megan queimar sobre mim. Retribuí o olhar com o cenho franzido, observando-a de soslaio. – O que?

– Onde você estava, Justin? Não passou a noite em casa.

– Que bom que percebeu isso. É sinal de que me procurou, então. – Respondi sarcástico.

– Sem brincadeirinhas. Estou falando sério.

– Eu também. – Me virei de frente pra ela. – Não te devo satisfação. – Me levantei, caminhando em direção das escadas que levavam para os quartos no andar de cima.

– Justin! – Ele se levantou, vindo até mim. – Me perdoe pelo que disse.

– Pelo que exatamente? Por ter desconfiado de mim ou estar sendo insuportável desde que saiu da clínica?

– Acho que os dois. – Megan olhou os próprios pés, parecendo envergonhada. – Você tem que me entender também, é complicado pra mim...

– É complicado o que? É complicado aceitar que não somos mais crianças e que eu mudei? – Falei em um tom de voz ríspido.

– É...

– Trate de se acostumar. Afinal, você já teve tempo o suficiente pra isso.

Subi as escadas e não olhei mais para trás, eu não queria ver Megan novamente naquele dia, não queria me sentir culpado. Assim que fechei a porta do quarto, a seguinte mensagem apitou no meu celular:

“Me encontre ás 14:30h no Pismo's Coastal Grill”.

Sem respondê-la, verifiquei o horário e joguei o celular em cima da cama, tirando minhas roupas para um banho. Fazia muito calor aquela tarde na Califórnia, como era de costume. Me aprontei rapidamente com uma calça jeans e uma camisa branca simples, descendo as escadas em passos acelerados.

– Vai sair de novo? – Perguntou Megan ao aparecer no corredor, provavelmente notando a carteira e as chaves do carro em minhas mãos. – Achei que fosse ficar para o almoço.

– Eu tenho um compromisso, mas apareço mais tarde.

– Se diz. – Ela deu de ombros e apanhou algumas correspondências em cima da mesa de vidro. – Droga. – Resmungou baixo ao olhar uma das cartas, sentando-se no sofá para abri-la e lê-la.

– O que é?

– Um convite de casamento.

– De quem?

– Gregory. – Murmurou entredentes.

– E quem é esse? E por que essa reação?

– Um amigo da época em que morava com Blair e James. Ele namorava David.

– Ah. – Assenti, ainda confuso com a reação de Megan. – E por que não está contente por ele?

– Porque ele não ama essa garota! – Afirmou, jogando a carta em cima da mesinha.

– E como você pode saber? Se eles vão se casar, é provável que... Espera. – Fiz uma pausa, analisando as palavras de Megan, confuso. – Garota? Achei que disse que ele namorou seu amigo.

– Exatamente. Ele é gay. Sempre foi!

– Vai ver mudou de ideia. – Zombei, caminhando em direção da porta.

– Ele não mudou. – Megan respondeu baixo, parecendo falar mais consigo mesma do que comigo.

E sentou-se, pensativa.

Eu poderia ficar ali e perguntar o que estava se passando, mas a verdade é que eu não me importava. Importava-me com ela, sim. Com os amigos dela, não. Pelo menos, não mais.

 

POV MEGAN.

Não conseguia imaginar Gregory se casando com uma garota por piedade. Na verdade, eu não conseguia vê-lo com garota alguma. Ou com mais ninguém que não fosse David, mesmo que achasse que ele tinha o direito de ser feliz novamente, mas sabia que aquele não era o caminho.

O casamento estava próximo, provavelmente ele se lembrou do que eu disse sobre o eletrochoque e gostaria que eu fosse ainda sabendo quem é e o que nossa amizade significava pra mim. A verdade é que não era aquele convite que tinha realmente me preocupado, mas sim outra carta, depois dela.

St. Pattre Gaudium.” Estava escrito em letras negritas, causando-me arrepios por todo o corpo.

Abri aquela carta e a li rapidamente, mesmo que atropelasse as palavras e tivesse que relê-la em seguida. Nela tinha os resultados dos exames e a data que eu iria fazer o último exame antes do eletrochoque. Ou seja, quando eu poderia esquecer tudo.

Eu queria gritar, chorar, espernear, ou fazer qualquer outra coisa que servisse como desabafo, mas não consegui. Então engoli em seco, respirei fundo e me levantei. Queria encontrar Gregory antes do casamento e saber se ele estava mesmo certo dessa decisão.

Tinha a péssima mania de achar que as pessoas pensavam como eu, por mais que eu estivesse errada a maior parte das vezes. Não sabia se Gregory estava certo da sua decisão, porque eu não estava da minha. Então encher minha cabeça com os problemas dos outros, faria eu esquecer os meus, seria como se eles não existissem, não que isso fizesse alguma diferença, já que eu só estaria adiando o problema.

Para uma pessoa comum esquecer-se das pessoas que ama e um dia amou, dos amigos, parentes, conhecidos, esquecer-se da sua vida inteira e até mesmo de quem é, parece assustador. E é. Mas não deveria ser pra mim. Não para alguém que teve uma infância traumática, uma adolescência trágica e um futuro talvez não tão promissor assim.

Então por que eu tinha tanto medo?

Se eu odiasse amar o Justin tanto quanto digo, não teria medo de esquecê-lo. E esquecer esse amor que carrego desde a infância.

Levantei-me e subi para o quarto correndo pegar minha bolsa e visitar Gregory. Apressei-me para me trocar e logo desci para a sala, encontrando Dorothy parada ao final das escadas.

– Dorothy, o que foi? – Estranhei sua feição indecifrável, parecendo estar desconfortável com algo.

– Você tem visita. – Ela disse friamente, revelando uma garota ruiva atrás dela, que se levantou no sofá assim que me viu.

– Lucy? – Arregalei os olhos, surpresa. – O que faz aqui?

– Se precisar de algo, só me chamar. – Dorothy disse sem encarar Lucy um minuto sequer, deixando-nos a sós.

Era impressão minha ou ela tinha criado antipatia pela garota?

– Megan, eu preciso falar com você.

– O que? Falar o que? Por favor, não diga que o Justin fez mais algo que... – Meu coração acelerou abruptamente e era como se eu mal conseguisse respirar tamanho medo e receio àquela visita estava me causando.

– Sim, é sobre Justin...

– L-lucy... Por favor. Não me esconda nada.

– Eu menti! – Ela disse de uma vez por todas, assustando-me.

– O que? – Franzi o cenho, confusa. – Do que você tá falando?

– De tudo! Eu menti sobre tudo. – A ruiva diante de mim caiu no choro, cobrindo o rosto com as mãos.

– Tudo...?

– Justin nunca me fez nada, Megan.

– O que?

– Justin nunca pôs um dedo em mim. Pelo contrário, ele que me salvou de Alfredo. Se ele não tivesse aparecido, sabe-se lá o que teria acontecido.

– Como assim, Lucy?

– O que aconteceu naquela noite foi que eu estava na casa de Alfredo e ele descobriu que eu mentia sobre quem era. Então ele me espancou. Justin descobriu onde eu estava e me tirou de lá, mas nós nunca... Fizemos nada. Ele nunca fez nada comigo.

– Está me dizendo que inventou tudo aquilo?

– Sim...

– POR QUÊ? – Gritei, sentindo o sangue em meus olhos.

– Meu pai me obrigou. Ele ficou possesso de saber que eu estava me envolvendo com um dos traficantes do Justin. Então, me ameaçou caso eu não obedecesse.

– Ameaçou?

– Ele me mandaria para um internato na França, eu nunca mais veria ninguém. Nunca mais veria você, Megan. E... E-eele me privaria da herança.

– O que? – Perguntei incrédula, entreabrindo a boca. – Você mentiu pra mim, mentiu pra polícia, acusou o meu irmão e o fez ser preso por um crime que ele não cometeu por causa de dinheiro? – Perguntei incrédula com o que acabara de ouvir.

– Megan... Não é bem assim, você tem que entender. Eu não tenho mais ninguém além do meu pai e você, o que seria de mim sem o dinheiro dele?

– NADA! – Gritei, depositando uma bofetada na cara de Lucy. – VOCÊ NÃO É NADA SEM E COM O DINHEIRO DELE, SUA VAGABUNDA!

Lucy levou a mão até o rosto, esfregando-a por cima do vergão que a minha deixara no local. Provavelmente o tapa tinha doído, já que até minha mão ardia.

– Eu sei que está com raiva, então eu vou desconsiderar esse tapa e...

– E O QUE? – Gritei, completamente descontrolada. – Você errou Lucy, você não tem mais ninguém. Você não tem a mim também!

– Megan, por favor. – Ela voltou a chorar, me olhando com remorso.

– Por favor o que? O que você pensou? Que era só me contar a verdade e eu iria te perdoar e voltaríamos a ser amigas como antes? – Ri em deboche, controlando a raiva para não quebrar todos os meus dedos na cara dela. – O que você fez não tem perdão, você acusou alguém que só quis te ajudar!

– Você sabe que o Justin não é santo, nunca foi. Ele já deve ter feito coisas assim, por isso acreditou em mim com tanta facilidade. – Ela cuspiu as palavras, amarga, em meio ao choro.

– EU ACREDITEI POR QUE CONFIEI EM VOCÊ! – Gritei histérica. – E você tem razão, ele não é nenhum santo, mas também não finge ser, como você faz.

– Sei que errei, Megan. Mas por favor, tenta entender. Eu não fiz por mal, estava com medo.

– Você poderia ter me dito a verdade, nós daríamos um jeito. Eu nunca teria te deixado na mão, Lucy.

– Que jeito daríamos? Acha que eu viveria da sua caridade e piedade?

– Melhor do que viver carregando a culpa de ter acusado um inocente.

Lucy riu com desdém e revirou os olhos, mas nada disse.

– Vai embora. - Pedi.

– Megan... Eu sinto muito, de verdade. E-e-eu...

– Eu não quero mais ouvir a sua voz ou olhar pra sua cara. Se eu fosse você, aceitaria o internato na França e nunca mais aparecia por aqui. Você é baixa, imunda.

– Sinto muito. Eu só queria que soubesse da verdade, não esperava que me perdoasse agora, mas quem sabe um dia possa mudar de ideia e...

– Você nunca vai ter o meu perdão. E se você tem um pouco de decência e vergonha na cara, retire as acusações contra Justin. Pedir pra assumir que é mentira é demais pra você, então faça pelo menos isso. Ele não merece o que você está fazendo.

– Justin não fez aquilo comigo Megan, mas ele não é inocente. Nunca foi e nunca vai ser. Espero que um dia você perceba isso. Eu sinto muito por ter mentido pra você, sinto mais ainda por ter cruzado o caminho de vocês. – Ele pegou sua bolsa no sofá e limpou o rosto com o dorso das mãos, secando suas lágrimas. – Vou retirar as acusações, mas farei isso por você.

Lucy saiu da minha frente, caminhando até a porta de saída.

– Você não tem vergonha nessa cara? – Perguntei perplexa e ela me olhou, mas não respondeu. A ruiva virou-se de costas e saiu pela mesma porta que entrou.

Corri até a janela da sala, observando pelo retrovisor a partida de Lucy. Seu motorista particular abriu a porta traseira do carro para ela e saiu, deixando a casa de Justin, finalmente.

Foi quando ela saiu que eu gritei. Gritei o mais alto que pude. Gritei de ódio, de raiva, de alegria e tristeza. Eu sentia uma mistura de sentimentos e sensações e não sabia qual prevalecia. Estava desapontada com Lucy pela mentira e desapontada comigo mesma por ter confiado nela com tanta facilidade. Justin não merecia tudo o que eu disse e todas as acusações contra ele.

Queria desesperadamente me jogar nos braços do meu irmão e pedir perdão por tudo o que disse. Já Lucy, eu esperava nunca mais ver. Ela tinha sido uma das minhas maiores decepções, e decepção é foda porque ela nunca vem de um inimigo.

 

"Getting drunk. Getting stoned. All alone. 
Teach a man to fish. You'll feed him never lie. 
You show your kids the truth. Hope they never lie. 
Instead of reading in a letter that they've gone to something better. 
Bet your sorry now! I won't be coming home tonight"

 

POV JUSTIN.

Entrei no restaurante sendo atendido por uma das recepcionistas do local, que me levou até a mesa que ele estava me esperando. Assim que me sentei, a mulher chamou os garçons para que nos atendessem e deixou-nos a sós.

– Aqui estou. – Respondi, observando a figura em minha frente.

– Preciso dizer que gosto da sua pontualidade. – O homem respondeu, abrindo um sorriso sarcástico. – Soube que queria me encontrar, o que houve de tão grave?

– Está se metendo nos meus negócios, Enzo? – Fui direto ao ponto, pois não estava interessado em rodeios.

Ele riu e arqueou as sobrancelhas, juntando as mãos em frente ao queixo de modo que entrelaçasse seus dedos.

– Eu que deveria estar fazendo tal pergunta.

– Você? – Agora foi minha vez de rir. – E por acaso você é dono de alguma coisa pra que eu possa me meter? – Provoquei.

Ele socou a mesa irritada, perdendo aquele sorriso sacana em dois segundos. Era incrivelmente fácil irritar Enzo.

– Não me provoque garoto.

– Não é a minha intenção. – Sorri provocativo. – Só quero que responda a minha pergunta.

– A resposta é não. E deveria, já que você mandou fuzilar praticamente todos os nossos clientes.

– Clientes que não pagam não são clientes. - Respondi.

– Pois o mundo está cheio deles, meu caro.

– Minha forma de trabalhar é diferente.

– Isso faz de você burro. Eles não pagavam, mas me deviam favores. Favores esses que poderíamos cobrar a qualquer momento.

– Você está falando de políticos fodidos, falidos e viciados. Quais favores você iria querer deles? Tem que pensar, Enzo. Deve ter do seu lado gente importante e influente, que realmente possa te oferecer algo.

– Quanto mais gente do seu lado, melhor. Se puder comprar o mundo inteiro, compre! Não faça inimigos, idiota. – Ele respondeu.

– Eu não tenho inimigos.

– Se não tem, o que está fazendo aqui? – Arqueou as sobrancelhas, desafiador. – Estão passando por cima das suas ordens agora, Bieber?

– É isso que vim descobrir e espero que não seja você. Ou vai se arrepender, assim como Caleb.

– Está me ameaçando?

– Avisando, alertando, informando. Entenda como quiser. – Sorri sarcástico.

– Não tenho porque me meter nos seus negócios. Estamos numa sociedade, você se lembra? Se você cair, eu caio junto.

– Espero não estar sendo enganado, não gosto de ser feito de idiota.

– Escuta aqui garoto, se me procurou pra saber se estou envolvido na morte daquela sua empregadinha, eu não estou. Não sei quais eram os seus planos e tampouco me interessa quem você come e qual jogo psicótico ou masoquista você gosta de fazer com elas, então poupe o meu tempo.

– Como sabe sobre Morgana? – Semicerrei os olhos, desconfiado.

– Eu também tenho homens lá dentro, se lembra? É uma parceria. – Ele piscou e se levantou. – Já que era só isso, estou indo. Tenho coisas a fazer e creio que você também.

Bufei e terminei o almoço, deixando o restaurante em seguida.

Quando cheguei em casa, Megan não estava na sala como de costume. Dorothy quando me recebeu, avisou-me que ela estava na varanda, próxima à piscina.

Saí pela sacana e a encontrei deitada na espreguiçadeira, parecendo relaxada. Megan não estava de biquíni, até porque desde o incidente naquela piscina, ela nunca mais ousou entrar, nem mesmo quando eu estava em casa. Porém, suas roupas eram curtas e confortáveis devido ao clima quente e seco que fazia no estado.

– Megan? – A chamei e ela se levantou, tirando os óculos escuros.

Megan me olhou como se não me visse a anos e veio correndo em minha direção. Repentinamente, ela pulou em meu colo e me abraçou como há muito não havia feito. Confuso e até mesmo surpreso, retribuí ao abraço, sentindo suas pernas envolvidas de forma apertada em minha cintura. E foi quando me sentei na espreguiçadeira com ela em meu colo, que escutei seu choro baixo enquanto suas lágrimas molhavam minha camisa.

– Ei, o que houve? – Sussurrei na altura do seu ouvido, afastando suavemente seu rosto para trás, erguendo-o na altura do meu com a ajuda dos meus dedos que seguravam carinhosamente seu queixo. – Por que está chorando?

– Me perdoe Justin. – Ela afundou o rosto na curvatura do meu pescoço e apertou os braços em volta do meu corpo.

– Te perdoar pelo quê?

– Por tudo o que disse e fiz. Por ter sido chata e injusta com você. Também por ter te acusado contra Lucy. Eu deveria ter confiado em você, mas não o fiz. Por favor, me perdoe. Não me odeie. Eu fui tola, burra, estúpida. Nunca deveria ter acreditado nela. – Ela falava entre soluços, agarrada em meu corpo e relutava conforme eu tentava afastá-la para olhar em seu rosto.

– Olha pra mim. – Falei e ela se negou. – Por favor, Meggie. Olhe pra mim. – Pedi novamente e mesmo hesitante, ela o fez. Me lançou aquele olhos azuis marejados e cheios de culpa, que me fez rir.

– Por que está rindo? – Perguntou confusa, formando uma feição meiga em seu rosto, mais parecida como uma criança.

– É por isso que está chorando? Está se sentindo culpada?

– Não! – Arregalou os olhos. – Não é só por isso, eu e-e-eu, por favor Justin, eu entendo que está bravo e tem todo o direito de estar, mas, mas... – Ela atropelou as palavras, gaguejando enquanto tentava se explicar, o que me divertia mais do que deveria.

Repentinamente selei nossos lábios com delicadeza, também numa forma de fazê-la se calar. Ela pareceu surpresa, porém não hesitou. Seus lábios se entreabriram juntamente com os meus, conforme procurava sua língua com a minha, tornando o beijo sincronizado assim como o ritmo de nossas línguas.

Acariciei seus braços de cima a baixo, subindo com toques suaves até sua nuca. Porém, dessa vez, eu não entrelacei os dedos em seus cabelos, mas deslizei as mãos até seu rosto, fechando meus dedos polegar e médio em seu queixo, erguendo sua cabeça para cima a medida em que intensificava o beijo.

As mãos de Megan por sua vez, foram até meus cabelos, entrelaçando seus dedos por entre os fios e os puxou, sem tornar o ato sexual por mais que tudo nela me fosse convidativo.

Quebramos o beijo com selinhos demorados até que nossos olhares se cruzassem novamente e Megan corasse como se fosse uma criança dando seu primeiro beijo. Ri com aquilo e mordi meu lábio inferior, ainda tendo o rosto dela bem próximo ao meu.

– Isso quer dizer que me perdoa? – Ela franziu as sobrancelhas, esperançosa.

– Vai precisar de mais que isso se quer o meu perdão. – Respondi malicioso e ela sorriu, alcançando meus lábios novamente. 



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