História Sick Love - Capítulo 13


Escrita por: ~

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Categorias 5 Seconds Of Summer, Austin Mahone, Justin Bieber, One Direction, Selena Gomez
Personagens Austin Mahone, Harry Styles, Justin Bieber, Luke Hemmings, Personagens Originais, Selena Gomez
Tags Carry, Justally, Kaustin
Exibições 10
Palavras 1.898
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 13 - Beauty Smile Boy


Sinto que estou indo para baixo

Mas eu sei que vou conseguir sair dessa vivo

Se eu parar de chamá-la de amor

E superar

Stitches – Shawn Mendes

 

Point Of View: Carolina

 

De uma hora para outra muita coisa pode acontecer, mas nós nunca às esperamos ou nos preparamos para o momento em que surgirão.

Lembranças de ontem vieram à memória. Uma festa, a minha festa, as pessoas felizes, sorrindo e conversando umas com as outras, deixando suas doenças no esquecimento por algumas horas, vivendo como pessoas normais por ao menos uma vez na vida.

Tudo havia sido perfeito, mas havia algo que fechava a lista de coisas perfeitas, e esse algo era: Harry. Nunca experimentei algo tão bom, mas também tão errado. Sem dúvida que foi perfeito, mas eu não viveria para dizer isso à ele, tudo por causa de uma maldita carta, uma maldita doença e um maldito prazo de vida que ela me estabeleceu.

Engraçado como as coisas boas só acontecem com a gente quando algo de muito ruim vai acontecer depois.

É como se eu ainda pudesse ouvir a voz dele na minha mente...

“Carol... Carol...”

Ela soava como um farol no meio de uma tempestade e eu tentei me agarrar a ela com todas as minhas forças e voltar para a realidade, mas não conseguia, como se algo entrasse no meio, como se houvesse uma barragem, um muro invisível.

“Carol... Carol...”

Tentei seguir a voz e descobrir da onde ela vinha, mas isso também se mostrou inútil. E toda vez que eu estava me entregando para o mundo escuro e desconhecido aquela voz aparecia para me fazer lutar.

”Carol...”

E de repente a voz sumiu, me deixando só. Fiquei esperando ela surgir mais uma vez, mas nada. O silêncio ia cada vez mais tomando o ambiente até que enfim o dominou.

Não sei o que houve tudo o que sei é que assim que abri os olhos me deparei com um médico totalmente diferente do que o que nos atendia, afinal, esse tinha cabelo. Brincadeiras à parte... O médico que estava mexendo nos equipamentos e me analisando era bem mais novo do que o outro, tinha cabelos loiros à medida que o outro não tinha nem cabelo e também tinha olhos de uma imensidão azul que faz a gente querer se perder neles. E foi o que eu obviamente fiz, só que obviamente de uma maneira na qual ele não pudesse perceber.

XXX: Alguma coisa errada? – ele perguntou e me olhou.

”Ok, talvez o meu plano não tenha dado assim tão certo.”

Caah: Ah... Não. Por quê?

XXX: Ah... Não. É que você estava me olhando sem falar nada e eu achei estranho.

“Merda! Convenhamos... Eu definitivamente não sei olhar discretamente para uma pessoa bonita. Quer dizer, para um homem bonito.”

Caah: Ah... É que eu não posso evitar olhar para homens bonitos, principalmente loiros de olhos azuis assim como você. Não, calma... Não dá pra fingir que não ouviu isso? – ri e corei colocando as mãos no rosto para tapar o mesmo.

“Vai idiota... Fala mais... Ele nem vai se achar agora.”

XXX: Não... Tudo bem – sorriu.

“E meu Deus... Que sorriso mais lindo.”

Caah: Então... Será que saberia ou poderia me dizer o que aconteceu? Quer dizer, como vim parar aqui?

XXX: Bom... Eu estava indo para ir atender um paciente quando passei pela porta daquele quarto que ficou abandonado quando ouvi alguém dentro dele gritando...

“Carol... Carol...”

De repente aquela voz voltou a soar... Como uma lembrança de algo que eu devesse me lembrar, mas que eu não conseguia por algum motivo de que eu não sabia.

XXX: Então eu resolvi entrar pra ver o que estava acontecendo e dei de cara com um garoto e você deitada na cama, inconsciente e ele gritando seu nome... Você é a Carol não é?

“Carol... Carol...”

Nem eu sei quem sou. Será que eu ainda sou a Carol, ou apenas uma sombra da garota que ela foi? Serei eu uma morta ou apenas seu espírito? A esse momento eu já deveria estar morta, foi o que me disseram, mas porque estou aqui? Serei um fantasma de mim mesma? Mas, se sou mesmo um fantasma, porque ele está me vendo? Como fala comigo?

Caah: Sou sim... Até onde sei – forço um sorriso.

XXX: Bom... Depois de te ver naquele estado chamei umas enfermeiras para me ajudar e uns enfermeiros para levar o garoto para o quarto, porque ele estava descontrolado. Enquanto as enfermeiras te vestiam, porque bem... – corou e fez um barulho com a garganta – eu fui analisar o garoto e ele estava normal, depois vim te analisar e descobrimos que era para estar morta, mas de algum jeito isso não aconteceu. Digamos que não sabemos como, mas seu “prazo” de vida foi prolongado, mas isso não quer dizer que está curada do câncer, porque ele ainda está aí em você te fazendo mal.

Não sei se aquilo me pareceu algo bom ou ruim. Quer dizer que eu tenho mais tempo de vida, mas também quer dizer que eu tenho mais dias para sofrer com o câncer. Realmente, agora eu vi como ele me ama.

Mas, por mais que parece, eu não estava ligando para absolutamente nada daquilo que ele estava me falando, eu só queria saber de uma coisa. Melhor... De alguém.

Caah: E o Harry?

XXX: Lamento, mas não sei quem é esse. Ele seria o que? O seu namorado?

Namorado? Devo dizer que isso me atingiu de uma forma inexplicável. Eu havia tido a minha primeira vez com ele, havíamos dito que nos amávamos e em seguida nos beijamos e acabamos tendo uma coisa de amor. Mas será que era de amor mesmo? Ele podia muito bem ter dito um monte de mentiras para me fazer acreditar nele e depois daquele dia ele podia muito me ignorar, não falar mais comigo. Eu não queria acreditar nisso, mas algo dentro de mim me dizia para ser forte.

Caah: É aquele rapaz que disse que estava comigo.

“Seja forte...”

Eu podia escutar meu coração me dizendo num sussurro.

XXX: Bem, nós continuando fazendo uns exames nele e um dia descobrimos que ele estava curado... Não estava mais com câncer. Como sempre, logo ligamos para os responsáveis e eles vieram aqui e levaram ele. Nunca mais o vi por aqui desde então.

Ok... Vou fingir que isso não me atingiu. Vou fingir que eu não me senti usada, um objeto. Vou fingir que está tudo bem, que não me machucou nem um pouco.

Caah: À quanto tempo estou de desacordada?

XXX: 4 dias.

Caah: 4 DIAS? – engasguei com a própria saliva – E quantos dias faz que ele não está mais aqui?

XXX: Cerca de 3 dias.

Caah: Entendi – fiz o possível para esconder a minha decepção.

XXX: Vou ter que visitar outro paciente, mas logo volto – piscou pra mim e saiu do quarto.

Sinceramente, não sei o que fazer da minha vida. Vem o Harry, faz com que eu me apaixone, tira minha virgindade, some do nada sem nem esperar eu acordar e não dá um sinal de vida sequer. Ok... Acho que alguém daqui passou do limite de idiotice e é muito filha da puta, mas... Ok. Não posso fazer nada já que eu me fodi toda.

 

 

Point Of View: Justin

 

 

Passei pelas portas do hospital que eu já me acostumei a tanto ver e fui indo para o quarto dela. Bati na porta e como sempre fiquei esperando ela me autorizar a entrada e assim que ela o fez eu entrei e pude ver um daqueles sorrisos lindos que só ela tem.

Justin: Oi – sorri assim que entrei no quarto.

Natally: Oi – retribuiu o meu sorriso – O que faz por aqui?

Justin: Ué... Não posso mais vir visitar minha amiga não?

Natally: Claro que pode... Palhaço – riu.

Justin: Sou palhaço não... Não tenho nariz vermelho – fez careta e ela me deu língua – Dizem que quem dá língua é porque quer beijo.

Natally: Eca Justin, sai daqui – fez careta e eu ri.

Justin – Então... Pode ir levantando essa bunda dessa cama porque você e eu vamos andar por esse hospital pra não perdermos o hábito.

Natally: Desista... Hoje eu não saio dessa cama.

 

 

(...)

 

 

Justin: O que foi mesmo que você disse sobre não sair da cama? – ri.

Natally: Cala a boca Justin.

Justin: Chata – apertei o nariz dela e ri.

Então olho para o lado e vejo a Kaah vindo até nós com uma espécie de sorriso misturado com... Alívio? Não sei dizer como estava a cara dela, mas o fato é que ela vinha até nós e eu estava começando a ficar curioso. Ok, eu já estava curioso, mas isso não vem ao caso.

Kaah: Vocês não vão acreditar – deu um sorriso de orelha a orelha.

Justin: O que aconteceu? Não me diga que está grávida se não eu te dou uns tapas Karolaine.

Natally: Você bateria nela? – me olhou espantada.

Justin: Só um pouquinho... Porque depois eu a encheria de beijos por me dar um sobrinho.

Natally: Mas poderia ser mulher.

Justin: Não poderia ser não. Se nascesse mulher eu jogaria no lixão e esperaria vir um menino.

Kaah: O que te leva a crer que eu deixaria você sequer encostar nela?

Justin: Simples. O fato de que eu seria o tio e teria direito de pegar a criança no colo.

Kaah: Por que estamos discutindo sobre isso mesmo?

Natally: Porque o Justin disse que nascesse menina ele ia jogar ela no lixão.

Kaah: Só se for para visitar a casa dele.

Justin: ENTÃO... Se não está grávida porque está tão feliz e disse que não íamos acreditar? Só pode ser gravidez.

Kaah: Justin... Vai se foder um pouquinho, vai.

Natally: Não podemos simplesmente ir direto ao assunto? – olhou para a Kaah.

Kaah: Se o Justin me deixar falar sem ser interrompida...

Justin: Por que Justin? Tudo é o Justin – cruzei os braços e fiz cara de bravo.

Natally: Justin... Cala a boca. Kaah... Desembucha logo.

Kaah: Ok. A recepcionista disse que a Carol tá acordada, ou seja...

Natally: ELA NÃO MORREU – gritei sorrindo e saí correndo com aquele troço para o quarto onde ela estava.

 

Point Of View: Carolina

 

Caah: Cachorro...

”Fez eu me apaixonar por ele”

Caah: Desgraçado...

“Brincou com meus sentimentos”

Caah: Vagabundo...

“Me usou e assim que conseguiu o que queria me descartou como uma folha rabiscada. Depois que passei a não ter mais utilidade pra ele, me jogou fora.”

Só depois de algum tempo é que reparei que não estava sozinha no quarto. Em pé, perto da porta, estava aquele médico, me olhando, olhando o trapo ao qual eu reduzi o meu travesseiro.

Caah: Ahn... Tive um pesadelo.

XXX: Pelo que pude ver, não foi um dos melhores.

Caah: E qual é o pesadelo que é bom? – dei uma risada.

XXX: É... Você tem razão. Mas pelo menos consegui algo.

Caah: O que exatamente? Comprovar que pacientes com pesadelos podem destruir as coisas? – arqueei uma sobrancelha e ergui o travesseiro destruído.

XXX: Não – riu – Te fiz rir – deu um sorriso de lado e eu corei.

Caah: Você sabe o meu nome, mas eu não sei o seu – olhei para ele depois que o rubor das bochechas tinha sumido.

XXX: Verdade – riu e estendeu a mão, ainda com um sorriso no rosto – Sou Hemmings, Luke Hemmings, mas pode me chamar só de Luke.

 

To Be Continued...


Notas Finais


C.H.


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