História Side By Side - Capítulo 1


Escrita por: ~ e ~DaianeSales

Postado
Categorias Harry Potter
Personagens Draco Malfoy, Gina Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Pansy Parkinson, Ronald Weasley
Tags Draco Malfoy, Drarry, Harry Potter, Yaoi
Exibições 91
Palavras 1.933
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Lemon, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá!!
Boa leitura e até as notas finais!!

Capítulo 1 - Malfoy


Eu estava deitado na minha cama grande e vazia, mirando o teto escuro sob minha cabeça.
As cortinas abertas deixavam uma fresta do luar entrar, iluminando fracamente o quarto escuro.

E nesse clima estupidamente romântico eu me peguei pensando no Potter.
As curvas dos seus lábios, a forma como suas roupas caiam sob seu corpo.

Merda!
Porra Draco!
Você é um Malfoy. Não pode pensar esse tipo de coisa.
Lembre-se que seu pai está em Azkaban por culpa dele.
É tudo culpa do santo Potter.

Mas aquele imbecil vem me tirando o sono nos últimos dias.
E nessas horas que eu vou para a casa da Pansy.
E claro, fodo ela.

Devo admitir que a Pansy é até bem gostosa, e não digo isso só porque ela é minha namorada, é por que é a verdade.

Embora eu também deva admitir, que as vezes fodo ela imaginando que é com o Potter que eu estou.

Porra. Merda. Merda.
Eu definitivamente tenho que tirar o Potter da minha cabeça.
Deitei na minha cama e virei para o lado, fechei os olhos e tentei não pensar no Potter.

Eu quase consegui. Porém meu cérebro me fez sonhar com ele.
Merda!

Quando acordei na manhã seguinte, meu rosto estava um pouco inchado por causa do sono um tanto quanto conturbado. Culpa do Potter, obviamente.
Desci as escadas e fui até a sala de jantar da mansão, onde a mamãe já estava sentada.
Sentei-me de frente à ela e comi em silêncio.
Assim que terminei, levantei e dei um beijo na testa da minha mãe, e sai porta à fora.

Segui então para o Ministério e o meu quase trabalho escravo.
Pelo menos não estou em Azkaban.
Papai por outro lado não quis se "rebaixar" e agora está enlouquecendo na prisão.
Mamãe faz trabalhos comunitários no St. Mungus algumas vezes na semana.
E eu sou uma espécie de office boy.

E isso é uma merda.
A começar pelo fato de que eu, Draco Malfoy, estou numa posição muito abaixo do Potter, do Weasley e da Granger.
O que é uma puta duma injustiça.
Logo eu, que sempre fui melhor do que eles.

Tudo bem, eu fiquei do lado errado por um bom tempo, eu fugi com minha família na batalha final e todo o resto, mas mesmo assim, eu não deveria estar abaixo deles.
Poderia ser num patamar igual pelo menos.

Mas não. O papai tinha que ser um idiota orgulhoso, e mesmo preso me humilhar dessa forma.
O pior, é que eu nunca havia trabalhado antes, em toda a minha vida.
Então quando eu cheguei aqui, não tinha a mínima ideia do que fazer.
E porra, isso foi ruim pra caralho.
Até hoje, dois anos depois de eu ter entrado pro Ministério, as pessoas ainda me acham um retardado mental.

Bando de filhos da puta que só sabem cuidar da vida dos outros.

Bem, eu estava na minha micro mesa, redigindo algumas cartas que a Granger havia pedido, quando um bilhete do Ministro para mim, chamou minha atenção.
Pedia que eu fosse encontra-lo em sua sala o mais rápido possível.

Deixei a pena terminando de redigir a carta da Granger e segui para o elevador.

Algum tempo depois, bati à porta do Gabinete do Ministro e logo ela foi aberta.

Ao adentrar a sala, havia alguém sentado em uma das cadeiras, quando me aproximei, notei ser quem eu menos queria que fosse, o Potter.

Sentei-me na cadeira ao lado da dele e esperei que o Ministro se pronunciasse.

- Bem sr. Malfoy, deve estar confuso do motivo de sua presença aqui. - Assenti positivamente com a cabeça. - Como sabe, seu trabalho aqui é auxiliar outros membros que necessitem de sua ajuda. Portanto, o sr. irá, a partir de agora, trabalhar com o sr. Potter em seu trabalho como Auror.

Minha boca formou um perfeito "O", o Potter não tinha expressão surpresa, na certa, o Ministro já o havia comunicado. Ou essa ideia idiota pra caralho foi dele.
Se eu descobrir que isso foi ideia do Cicatriz, eu juro que mato ele.

- Sr. Ministro, não creio que será possível. - Falei tentando manter o máximo de seriedade possível, embora no fundo eu quisesse mandar todos pra puta que pariu.

- Sr. Malfoy, eu já conversei com o Potter e ele está totalmente de acordo.

O Potter não tinha expressão nenhuma, e nem se pronunciara em momento algum desde que eu cheguei.

- Posso lhe perguntar só mais uma coisa? - Olhei do Potter para o Ministro, ele assentiu. - De quem caralhos foi essa maldita ideia?

- Sr. Malfoy, nós já conversamos à respeito desse seu linguajar. - O Ministro se manteve impassível. - E a ideia foi minha.

- Desculpe senhor, mas dessa vez eu não poderia acata-lo. - Levantei-me da cadeira e comecei a ir em direção a porta quando o Ministro falou novamente.

- Sr. Malfoy, a ordem já está dada, e não será desfeita. Caso seja desacatada por qualquer uma das partes, terei de tomar medidas mais drásticas.

Olhei para o Potter, ele continuava parado no mesmo lugar. O Ministro me olhava sério.
Abri a porta da sala e voltei para minha mesa.

Já não bastava esse trabalho de merda ser uma merda, a agora eu vou ser obrigado a trabalhar lado a lado com o Potter.
Sinceramente, eu acho que o Shacklebolt está querendo me dar algum tipo de lição.

Não existe uma só pessoa na face dessa terra que não saiba o quanto eu odeio o Potter.
Aquele cabeça de ovo podre.
É quase impossível descrever o quanto eu odeio o Cicatriz.
Ele não passa de um babaca metido a besta.
Só por que derrotou o Lorde das Trevas fica se achando o maioral. Grandes coisas.

Sentei na minha mesa, a carta já havia terminado de se redigir, dei uma lida rápida para ver se estava tudo ok, e então girei minha varinha, fechando a carta no envelope.

Entrei novamente no elevador e fui até o correio coruja enviar esta maldita carta.
Por alguns segundos, eu cogitei a ideia de colocar uma surpresinha  para o destinatário, mas saberiam que fui eu e então eu poderia ficar muito mais fodido do que já estou.

Quando voltei para minha mesa, havia um bilhete pairando por ela, peguei-o e abri.
Era a letra do Ministro. Dizia que eu sai antes que ele pudesse dizer que começaria com o Potter já no dia seguinte.

Sabe, estou seriamente cogitando a ideia de me demitir, mas então eu poderia ir para Azkaban, já que esse meu trabalho ridículo é uma espécie de pena.
Ou então fugir do país, mas certamente eles me encontrariam e eu iria para Azkaban do mesmo jeito.
Talvez eu me mate, ai não daria pra eles fazerem mais nada.
Porém, o Potter iria amar isso, e eu não vou dar esse gostinho pra ele.

Algumas horas mais tarde voltei para casa, a mamãe ainda estava no St. Mungus.
Graças a Granger, o elfo que havia aqui em casa tem que receber um salário e ter horas de trabalho pré-definidas.
E por isso ela não estava em casa, e eu tive que ir até a cozinha fazer algo para comer.

Após brigar com um pano de prato que queria me enforcar, eu consegui fazer um sanduíche bem merda e fui comer no meu quarto.

Deitei na cama e acenei com a varinha e trouxe alguns livros para mim.
Eram alguns livros que eu comprei numa rua trouxa algum tempo atrás, quando precisei ir lá a pedido da queridinha do Departamento de Execução de Leis Mágicas me mandou, e acabei encontrando esses livros.

Eu tentei comprar com galeões, só que a moça disse que aquele dinheiro não valia.
Então, pra minha sorta, talvez, um cara saiu dos fundos da loja e aceitou o dinheiro, acho que ele era bruxo.
De qualquer forma, só agora eu resolvi ler esse negócio. Uma tal de trilogia dos Senhor dos Anéis, e um outro livro pequeno, chamado de O Pequeno Príncipe.  

Resolvi começar pelo Pequeno Príncipe.
A princípio me pareceu uma história bem idiota e pra crianças.
Quase como os contos de Beedle, só que escrito de trouxas para trouxas.
O único porém, foi que eu acabei me distraindo, e quando me dei conta já havia terminado de ler o livro.

Olhei para a janela, já estava tudo escuro, deixei o livro em cima da cama e saí do quarto e fui até a sala procurar pela mamãe.
Ela estava sentada na mesa da cozinha comendo algo que eu não faço a menor ideia do que seja.

- Ah querido! Você está aqui! – Ela disse quando notou a minha presença. – Achei que estivesse ido ver a Pansy.

- Por que eu iria ver a Pansy? – Sentei-me ao lado dela.

- Talvez por que ela seja a sua namorada?

- Se ela quiser me ver, que venha até mim. - Minha mãe deu um breve riso e então voltou a focar na comida.

- Algo de interessante no trabalho? – Ela perguntou depois de um tempo.

- Não.

- Hm.

- Sabe, aconteceu algo no trabalho hoje, não que seja algo importante, interessante, ou ao menos relevante, mas eu vou falar mesmo assim.

- Estou ouvindo. – Ela ficou me encarando.

- Sabe o Kingsley Shacklebolt? – Ela assentiu positivamente. – Eu sei que ele é o Ministro da Magia e toda essa merda, porém, mesmo eu meu trabalho de semi escravidão, ele se acha no direito de me obrigar a ser a sombra do Potter.

Minha mãe me encarou por um tempo e então se pronunciou.

- Acho que seria uma boa ideia você e o Potter trabalhando juntos.

- O QUE? – Levantei bruscamente derrubando a cadeira atrás de mim.

- Estou falando sério Draco, talvez devesse ser uma boa ideia que você e o Harry trabalhassem juntos, poderiam acabar com toda essa inimizade idiota de vocês.

Olhei meio pasmo para minha mãe. Acho que ela está perdendo o juízo.
Deve ser a convivência com aqueles loucos no St. Mungus.

- Mamãe, primeiro que eu odeio o Potter e sempre irei odiá-lo. Não há nada que me fara mudar de ideia...

- Draco, nunca diga que algo não irá mudar, por que sempre muda. – Ela me interrompeu, porém a ignorei.  

- Segundo, eu tenho certeza de que ele irá me obrigar a fazer as coisas mais ridículas ou perigosas, só para não colocar a bundinha dele em risco, afinal, ele é um babaca que só pensa em si mesmo.

- Querido, acho que você tem uma ideia um pouco equivocada a respeito do Potter. Ele é um bom garoto, arriscou sua vida para salvar o mundo bruxo. – Ela falava dele quase como se ele fosse filho dela e houvesse feito algo que ela estava orgulhosa.

- Grande coisa, isso qualquer um faria.

- Não faria não. Especialmente você, preguiçoso do jeito que é.

- Eu não sou preguiçoso! – Fiz a típica cara de falso ofendido.

- Sim Draco, você é, e muito.

- Então por que você não adota o Potter já que ele é tão bom assim? – Falei dando de ombros.

- Eu bem que poderia né? – Ela me olhou rindo. – Ele é órfão de qualquer forma.

Olhei para minha mãe sério, mal acreditando no que ela acabara de dizer.
Ela me olhava e só sabia rir.

- Querida, seu filho não é o Potter e nem nunca vai ser. Lide com isso.

Ela me encarou por alguns segundos e simplesmente foi terminar de comer.
Então já que é assim, simplesmente dei as costas e voltei para o meu quarto. 


Notas Finais


Quem é que ao invés de terminar as fanfics começa mais outra?
Isso mesmo! Euzinha!
Mas dessa vez acompanhada da minha amiga do core, Daiane Sales <3

Então, vocês devem estar se perguntando como isso irá funcionar. Vai ser bem simples na verdade, será assim: os capítulos intitulados "Malfoy" serão escritos e postados por mim, os intitulados "Potter", serão escritos e postados pela Dai.

Não posso garantir que irei postar capítulos toda semana, como eu costumo fazer nas minhas outras fics, por que isso não depende só de mim e a Daiane está terminando uma fic dela (a proposito, leiam, é muito maravilhosa).

Enfim, esse foi só o comecinho do que ainda estar por vir, prometo a vocês muitas tretas, e possivelmente vocês irão rir um pouco.

Espero de coração que tenham gostado, estamos fazendo isso com muito amor e carinho pra vocês.
Até o próximo babes!!

**All The Lov3


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