História Side to side - Capítulo 1


Escrita por: ~ e ~xiahbolic

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu
Tags Baekyeol, Cbw, Chanbaek, Chanbaekwishes, Drama, Kaichen, Krisoo, Mpreg
Exibições 807
Palavras 11.390
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Famí­lia, Lemon, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa noite pessoal, eu juro que não conseguiria postar essa fanfic, eu estava com uns problemas de pressão - me sentia pressionada demais - mas no minuto do segundo tempo, eu consegui postar, espero que vocês gostem e é a primeira vez que eu escrevo mpreg. Obrigada @ThaliaLalooth pela betagem e dyo pela betagem da sinopse <3

O plot é da @Yukari18 espero que goste mana e me perdoe qualquer vacilo, ok?

Boa leitura pessoal!

Capítulo 1 - Side to side


Fanfic / Fanfiction Side to side - Capítulo 1 - Side to side

O vento maltratava o rosto escondido pelo cachecol azul marinho, o que fez o maior morder os lábios fortemente ao sentir a mão quente do namorado invadido o bolso de sua calça, - em seguida juntando seus corpos enquanto caminhavam pela entrada do colégio abraçados, onde já era visível o atraso, pois eram o únicos entrando no colégio naquele horário.

— Baek, você tem um isqueiro? — Ele indagou com seu tom rouco, observando o garoto parar por um momento e tatear o bolso de seu uniforme, sorrindo largamente ao encontrar o que o outro havia pedido.

Assim que o garoto de fios escuros entregou o isqueiro para o namorado, este retirou do bolso esquerdo do uniforme do colégio um maço de cigarro, o qual tirou um e ofereceu para Baekhyun, que sorriu de lado recusando.

— Não deveríamos entrar? — Indagou o garoto, vendo o outro abaixar seu cachecol e levar o cigarro aos lábios.

— Eu prefiro ficar aqui — murmurou, mudando seu caminho para o campo da escola, o que fez o garoto morder os lábios em anseio de ser pego — Com você. — Ao silabar, puxou Baekhyun pela cintura com a única mão livre, vendo o garoto sorrir de lado pelo toque.

Chanyeol encarava Baekhyun como se não tivesse algo mais precioso que ele naquele momento. Continuou a tragar seu cigarro, fitando o garoto que havia colocado seus braços em volta da cintura do maior de fios platinado, o puxando para mais perto numa tentativa de se manter aquecido.

Jogou a ponta do cigarro no chão e pisou em cima, levando suas duas mãos a cintura do garoto que lhe encarava ansioso.

— Se eu me lembro uma vez, você me disse que adoraria fazer sexo com a adrenalina de ser pego no flagra. — Começou a comentar, vendo o rosto do namorado ficar avermelhado, sorriu pelo modo fofo que havia se aninhado em seus braços — Qual é, não é como se nunca tivéssemos feito isso antes.

— Chanyeol, nós estamos na escola. É melhor não, podemos escolher outro lugar. — Respondeu afoito, não queria nem imaginar o que aconteceria caso fossem pegos fazendo aquilo.

 

Quando estava se formando do fundamental, sempre foi um garoto com prestígio, o famoso exemplo a ser seguido, participava de vários clubes e competições em várias áreas, desde o ensino básico à arte. Mas não é como se ele gostasse de ser assim, a pressão que recebia dos pais contribuiu para o robô que havia dentro do cérebro de seu cérebro.

Só precisou ir para uma escola onde cursaria o ensino médio integrado, para esse robô se desmanchar.

No momento em que pisou na sala de aula e caminhou até o fundo - sentindo os olhares cravados em sua pele - o que achou estranho, pois todos naquela sala pareciam ser bem extrovertidos, mas ao olhar para o fundo da sala, parou de caminhar no mesmo instante, engolindo o seco, por um momento sentiu até seus joelhos fraquejarem, tendo que se apoiar disfarçadamente em uma mesa.

Havia cinco garotos em uma única fileira, o que Baekhyun achou estranho, pois eram apenas fileiras de três, tentou ignorá-los, porém eles eram charmosos demais para serem simplesmente ignorados.

Um dos garotos mais baixo entre os cinco; ele possuía um sidecut vermelho, seus lábios se fechavam em um coração, o que fez Baekhyun ficar admirado. O garoto em seu lado era um dos mais altos, tinha cabelos totalmente descoloridos chegando a ficar branco, tinha uma expressão totalmente forte, o que fez o garoto morder os lábios receoso.

Já olhando para o canto direito, viu um garoto bronzeado, ele tinha os cabelos rosados e sorria maliciosamente na direção do garoto que arregalou os olhos, suspirou ao ver um garoto com sorriso de gato e sua aparência parecia ser mais brincalhona, mas o que fez seu coração acelerar foi ver o rapaz mais alto, ele estava com os braços cruzados e o encarava como se fosse o comer vivo.

— Chanyeol, ele é o isqueiro que faltava para o seu cigarro. —  O garoto bronzeado falou, o que fez Baekhyun corar no instante em que percebeu que a única mesa vaga, era logo na frente deles.

A partir daquele dia, Baekhyun se via andando com aquela turma, a que dominavam por os baderneiros no colégio. Porém quando os conheceu de verdade, só pensava o quão erradas aquelas pessoas poderiam estar, eles apenas agiam conforme suas vontades, para que se prender em uma única situação sendo que a vida era curta?

Haviam vindo de mãos vazias e iriam da mesma forma. Por isso aproveitavam o máximo que podiam, com esses argumentos, Baekhyun se deixou levar pelo que seus amigos eram, pessoas livres e os invejava por terem tanta dominância pelo o que almejavam.

 

 

[...]

 

 

— Desculpa comentar, mas eu vi vocês no campo. — Jongin se pronunciou ao ver os amigos se aproximando com a bandeja em mãos, ao se sentarem Baekhyun riu e deu um soquinho leve em Chanyeol que havia retirado o seu cachecol para não cair sobre a bandeja.

— Como se você e Chen nunca tivessem transado em um lugar que poderiam facilmente ser pegos. — Chanyeol retrucou, levando um pouco de arroz à boca, e roubou uma alface do prato de Kyungsoo que o encarou como se fosse arrancar seu fígado e comê-lo cru — Abra a boca. — Pediu ao fechar a alface com um pouco de arroz, kimchi e um pedaço de hambúrguer, Baekhyun sorriu de lado e abriu a boca timidamente.

— Tão lindos… Kyung, porque você não é assim comigo? — Kris indagou curioso, recebendo um olhar nada positivo por parte do namorado que continuava a comer sem dizer uma palavra.

 

— Sua comida vai esfriar, apenas coma. — Foi sério ao falar, recebendo um suspiro em indignação, sorriu de lado e voltou a comer sua própria comida.

Os seis amigos suspiraram cansados, mas permaneceram comendo como se não fosse ver o amanhã, principalmente Kyungsoo e Jongdae que foram três vezes na fila de onde as moças serviam a comida; tinham um buraco negro dentro do estômago, porque não era possível comerem daquela forma.

Baekhyun observava Jongdae pegar os restos da comida e por em um único prato, enquanto ele ajeitava as bandejas uma em cima da outra, mania de um virginiano, tinha que ser.

— Quer ajuda? — Baekhyun indagou ao tentar pôr a mão na bandeja, recebendo um tapa fraco como se “pedisse” para ele se afastar.

— Não precisa, obrigado. — Para um badboy, Jongdae estava sendo bonzinho demais para arrumar a mesa para as tia da limpeza.

— Bom, vamos indo nessa. — Chanyeol se levantou, encarando Baekhyun por um momento — Vejo vocês na aula de educação física. — Piscou para os amigos e se afastou da mesa, sendo seguido por Baekhyun que alcançou o outro rapidamente, o abraçando por trás.

 

[...]

 

— Baekhyun, Baekhyun... Quem te viu, quem te vê. — Chanyeol riu sôfrego ao falar, vendo o namorado tirar aquelas coisas da sua mochila e pôr no chão em cima de um paninho.

— Deveríamos chamar os meninos? — Indagou ao colocar o isqueiro no chão e arrancar um pouco daquelas roupas pesadas, deixando em seu lado.

— Vamos aproveitar só nós dois. — Seu tom foi cheio de malícia, o que fez Baekhyun revirou os olhos pela ousadia do namorado.

— Yah, não faz nem duas horas que a gente fez aquilo. — Reclamou, deixando suas pernas juntas e arrumando aquela seda cortada em sua coxa, antes de começar a dichavar* a maconha em seus dedos, derrubando no papel vendo o quão habilidoso estava se tornando.

— Wow Baek, to gostando de ver. — Falou animado — A primeira vez que usou, não sabia nem tragar, se engasgava todo.

O garoto deu de ombros pelo sarro do outro e continuou dichavando a maconha completamente, afundou na seda com um gravetinho e enrolou o papel e passou a língua na ponta para ‘colar’ a borda.

Assim que acendeu o cigarro e deu a primeira tragada, Chanyeol ficou de joelhos, encarando o namorado que sorria de forma maliciosa assim que tirou o cigarro de seus lábios. Aproximaram as boca, o que fez Baekhyun soltar a fumaça ao lado da boca do namorado que inspirou sem cortar o contato visual.

 

[...]

 

Baekhyun revirou os olhos ao sentir os lábios do namorado tomar conta do seu pênis, dando sugadas fortes desde a glande até tomá-lo por completo em sua boca. Sem ao menos raciocinar direito, afundou suas mãos nos fios platinado de Chanyeol, apertando-os, instigando o outro ir mais fundo, gemeu alto ao sentir seu pênis tocar na garganta dele.

— A-ah Chan, continue assim. — Baekhyun falou fechando os olhos por um momento, impulsionando seu quadril para frente, sentindo as fisgadas se tornarem mais fortes, assim que afrouxou sua mão do cabelo do namorado, ele largou seu pênis no mesmo instante, sorrindo malicioso.

Para Baekhyun, não podia ter uma cena mais excitante que Chanyeol com os lábios avermelhados e com a saliva prestes a escorrer dos seus lábios. Puxou o namorado para um beijo, onde o outro lhe deitou sob o excesso de casacos de frio. O efeito da maconha só deixava os dois mais excitados ainda, com vontade de completar o ato.

O platinado desceu os beijos da boca fina do mais velho para o maxilar definido, seguindo para o pescoço, onde distribuiu selares calmos, afim de passar o quão intenso era seu amor pelo pequeno, este que tinha suas pequenas mãos nos fios do maior, lhe fazendo um carinho também, quando afundava o rosto no pescoço alheio.

Chanyeol se despiu, e passou a distribuir chupões pelo corpo de Baekhyun, que se contorceu ao sentir a língua do mais velho entrar em seu umbigo, lhe causando fisgadas no estômago. Sorriu por um momento e encarou Baekhyun, que ficou de joelhos, se aproximando o máximo que podia, segurando o pênis do platinado junto ao seu, passou a masturbar os dois membros, mordendo os lábios fortemente para conter o quão excitado estava, o que lhe deixava mais animado era ouvir os gemidos roucos que causava em Chanyeol.

— Hoje eu serei bonzinho, você quer ser fodido como? — Indagou o outro, vendo o quão acanhado Baekhyun havia ficado ao receber aquela pergunta.

— Eu quero você no meio das minhas pernas, indo bem gostoso. - Respondeu Baekhyun, com o rosto meio corado com a ousadia de sua frase.

— Seu pedido é uma ordem! - Disse Chanyeol, enquanto deitava o menor no chão e se posicionava entre as coxas gordinhas dele.

Deu seus dedos para o outro chupar e, assim que achou que já estava bom, colocou-os na entrada apertada, penetrando apenas um deles, para que o mais velho se acostumasse com o volume dentro de si, enquanto continuava a beijar e a apertar cada partezinha das coxas roliças de Baek com a mão livre. Fez o mesmo processo até que o mais velho tivesse três dedos dentro de si, entrando e saindo, enquanto gemia de forma manhosa e desesperada, quase que pedindo para que o maior fosse logo e o penetrasse com seu membro.

Finalmente, cansado de apenas provocar o outro, Chanyeol resolveu ir logo com tudo aquilo e fazer o que mais gostava nessas horas: penetrar seu membro no outro. Aquilo era quase como estar no paraíso, se não o fosse!

Delicadamente foi entrando com seu pau no ânus de Baekhyun, que fazia de tudo para se distrair do resquício de dor que percorria seu corpo com a invasão;

Os braços do pequeno rodearam o pescoço daquele acima de si e o trouxe para baixo, até que os corpos estivessem colados. Era gostoso como os corpos pareciam feitos um para o outro. A cumplicidade dos beijos trocados também distraía um pouco do incômodo de ter Chanyeol dentro de si e cada apalpada que recebia nas coxas envoltas do corpo do outro mostrava que o platinado desejava o namorado na mesma intensidade.

Ficaram algum tempo parados, só nas carícias pequenas e leves, para logo depois os movimentos começarem frenéticos, o quadril de Chanyeol impulsionava seu pênis para dentro e para fora da entrada do moreno de forma rápida e certeira, raspando diversas vezes a glande na próstata do mais velho, fazendo-o quase que gritar com o prazer que isso lhe proporcionava.

Podia ser só mais uma foda comum, mas mesmo em um ambiente tão arriscado, no corpo um do outro era como se não precisassem de mais nada, mas se nas preliminares eles faziam amor, no ato eram como dois amantes que há muito não se viam.

Trocaram de posições, ficando Baekhyun sentado no membro do mais alto, enquanto este o ajudava nos movimentos com as mãos apertando suas nádegas de forma forte, marcando-as e arrancando gemidinhos esganiçados do moreno. O peitoral e os mamilos de Baekhyun foram atacados pela boca de Chanyeol, que fazia questão de marcar toda a pele em seu caminho, o maior não conseguia resistir àquela brancura toda, precisava deixar sua marca ali.

O que estava por cima, arranhava nuca, ombros e pescoço daquele que o penetrava, enquanto não parava de rebolar um minuto, praticamente duplicando as sensações que passavam pelo corpo dos dois, ainda sobre o efeito do que haviam utilizado.

Mesmo de olhos fechados, Chanyeol continuou a morder, beijar e lamber o torso do pequeno, e, principalmente continuou afundando seu rosto no pescoço convidativo, até que as bocas se encontraram novamente, resultando em um beijo lento e com gostinho de maconha, extremamente excitante.

Mais uma vez a posição foi trocada, agora Baekhyun estava de quatro no chão, com Chanyeol atrás de si, o penetrando e espalmando suas nádegas com força, fazendo o mais velho gemer por entre o dedo que mordia para abafar o barulho e não chamar a atenção de ninguém indesejado.

Ver o corpo do namorado de cima, se contorcendo daquele jeito e se contendo para não gemer como se estivesse no  cio, deixava o platinado insano. Tanto, que perdia o controle ao passar as mãos pelas costas deles, apertando forte todos os locais onde por onde deslizava, para logo após dar-se conta que colocava muita força e passava a mão apenas acariciando a pele do menor.

Sem se darem conta estavam chegando ao limite e, após mais algumas estocadas certeiras em sua próstata, Baekhyun gozou no chão, levando Chanyeol a gozar em seu interior com os apertos dados em seu membro. Tirando seu pau de dentro do outro, Chanyeol deitou no chão, trazendo Baekhyun para deitar em seu peitoral, enquanto o mais alto fazia carinho em seus cabelos macios.

—  Por que é sempre tão bom, Chan?

— Porque você é minha pessoa ideal. Assim como eu sou a sua.

 

[...]

 

 

— Ei, seus dorminhocos!!! — Jongin entrou rapidamente, encontrando os amigos abraçados e nus, virou o rosto por um momento e começou se aproximar de Chanyeol, lhe chacoalhando com os pés, sentindo o amigo lhe agarrar pela canela no mesmo instante que tentou se afastar.

— Qual é, Kai! — Chanyeol reclamou, se aconchegando mais em Baekhyun que estava despertando aos poucos — Não posso mais nem dormir com meu amor. — Reclamou.

— Ah, claro... Eu só queria dizer que todos já foram embora, só falta vocês dois. — falou calmamente, vendo os dois amigos despertarem no mesmo instante, pouco se importando com a nudez.

— Obrigado por nos chamar. — Baekhyun murmurou enquanto se vestia totalmente desajeitado, naquele momento só queria ir para casa e tirar o cheiro de sexo que estava impregnado em si.

 

[...]

 

Baekhyun deu um longo suspiro ao chegar em frente a sua casa, sabia que sua mãe estaria lhe esperando naquele momento, mordeu os lábios e caminhou até o fundo da casa, mas ouviu um barulho suspeito o suficiente para saber que ela estava lhe esperando no quintal.

Não seria a primeira vez que Baekhyun pularia o muro para evitar uma discussão e ela já tinha percebido isso.

O menor sorriu de lado e voltou para a frente da casa, onde abriu o portão com o maior cuidado do mundo para ela não lhe ouvir, assim que o fez, correu até a porta e adentrou, ao perceber que o terreno estava limpo.

 

[...]

 

 

Passava seus dedos devagar aonde o namorado havia lhe marcado, se recordando da sensação de quando esteve com Chanyeol, sorriu de lado ao se olhar no espelho e observar a obra do namorado, respirando fundo ao sair do banheiro, deixou sua mão descansar em cima a barriga, esta que roncava devido a fome em excesso.

Sempre que fumava, sua fome triplicava e seu libido aumentava bastante, o suficiente para fazer sexo com Chanyeol onde é que estivessem, pouco se importando se fossem barulhentos ou algo do tipo.

Deitou em sua cama, ignorando a fome por um momento. Estava cansado demais para descer, sabia que se encontrasse com ela pela casa resultaria em algumas broncas devido a falta de interesse e as aulas cabuladas, os professores já deviam ter lhe ligado para perguntar de si “Baekhyun faltou hoje de novo, aconteceu algo?” já havia até decorado a fala de seus professores.

Por mais que estivesse na escola.

 

Um tempo depois:

 

— Baekhyun, se você não sair desse quarto agora, eu irei arrombar essa porta! — Ela gritou do outro lado, batendo diversas vezes fazendo o garoto levantar assustado.

Droga.

— Já abro. — Gritou de volta, indo até o guarda roupa e pegando uma blusa de moletom, tinha que esconder aquelas marcas do pescoço caso ao contrário sua bronca seria em dobro.

Destrancou a porta e quase caiu para trás quando viu a mulher entrando no quarto totalmente alvoroçada.

— O que eu deveria fazer com você, Baekhyun?! — Indagou, levando as mãos para o cabelo — O que eu fiz pra você ter se tornado isso? — Perguntou para o garoto que estava atordoado com aquela situação, era difícil se manter sério diante a um sono interrompido, estava totalmente grogue. Ela se referencia as más companhia que o filho andava.

— Mãe… Isso é o que eu sou, não tenho culpa… —  Resmungou cabisbaixo.

— Tem culpa sim, se eu soubesse que você se tornaria isso, eu nunca teria trocado você de colégio, mas agora eu não falarei sobre isso. — Ela respirou fundo e caminhou até o garoto que se afastou, porém sentou-se na cama, sentindo a mulher acariciar seus cabelos, antes de grudá-los e o puxar com força.

— Veio falar do quê? — Indagou reprimindo um gemido pela força que ela usava em seus cabelos.

— Era para você repousar hoje, amanhã você tem uma consulta no médico, esqueceu foi? — disse soltando os cabelo do filho por um momento — Seu irresponsável, tenho vergonha do que você se tornou.

A verdade era que Baekhyun esqueceu completamente que teria uma consulta, revirou os olhos e afirmou com a cabeça, não gostava de quando sua mãe lhe tratava daquela forma, mesmo sabendo que por um lado ela apenas queria ver o filho vivendo  bem, não o que ele achava ser melhor.

— Me desculpe. —  Abaixou a cabeça ao dizer.

— Não se esqueça da consulta, e preste bem atenção com o que você faz da sua vida, porque se seu pai descobrir,você sabe que com ele não tem conversa. — Ao terminar de falar deu dois tapinha no rosto do filho antes de sair do quarto batendo a porta.

 

Baekhyun se deitou na cama, pensando o quão trabalhoso seria para dizer para a mãe que não poderia ir para a consulta amanhã, seu corpo estava todo marcado e tinha certeza que o médico perceberia caso passasse maquiagem.

Era para ter descansado, e, não ter transado com Chanyeol.

Estava prestes a sair do quarto, quando ouviu o celular tocar, correu até a cama e viu que era o namorado, sorriu de lado esperando dar dois toques antes de atendê-lo.

— Boa noite, amor. — Baekhyun disse.

— Boa noite, o que está fazendo? — Indagou curioso.

— Estou indo jantar e você?

— Estou na frente da sua casa, você pode sair? Eu estou com os meninos aqui fora, podemos ir comer em algum lugar.

— Ah, claro. Me esperem, ok?

Depois que desligou o telefone, vestiu-se apressadamente, colocando sua carteira e celular no bolso da jaqueta, trancando a porta do quarto, sabia que se sua mãe descobrisse que havia saído levaria uma bronca daquelas, respirou fundo e foi até a janela, abrindo-a com cautela para não ser pego.

Pulou e olhou para os lados para ver se a mulher não estava fora, assim que se aproximou do portão viu o namorado escorado na parede, enquanto os outros estavam jogando jokenpô.

— Você está lindo. — Chanyeol comentou abraçando o namorado apertado — E cheiroso. — Fungou o pescoço do namorado e sorriu, dando um selinho antes de segurá-lo pela mão.

— Obrigado, onde iremos? — Indagou curioso, retribuindo o gesto do namorado.

— A gente estava decidindo isso. Estamos sem rumo. — Jongdae se intrometeu, fazendo o amigo rir — Eu queria ir no shopping com o Jongin e o Kris. — Murmurou cabisbaixo.

— Eu queria ir no karaokê!!! — Kyungsoo retrucou.

— Pessoal, a noite é uma criança. — Chanyeol disse — Podemos ir em tudo isso, vamos no shopping, depois vamos para o karaokê beber. — Organizou a situação, o que fez todos gritarem animados enquanto caminhavam pela calçada com pouco movimento.

 

[...]

 

— Se eu soubesse que isso aqui seria um programa, para vocês ficarem se pegando, eu nem teria vindo. — Kyungsoo reclamou, cruzando os braços enquanto via os amigos se beijando - Yifan estava cantando uma música romântica.

— H-hum, Kyung, você deveria aproveitar com o Kris. — Jongdae murmurou enquanto levantava um pouco da camisa do namorado para conseguir abrir o zíper de sua calça.

— Eu sou reservado. — Respondeu bravo, bebendo um pouco de coca cola, por mais que seus amigos não dispensassem o álcool, tinha que ser o responsável para eles não irem para a delegacia.

— Sei… Aposto que adora gemer feito um gatinho manhoso o nome do Kris enquanto ele te fode bem fundo. — Jongin falou arrastado, vendo o rosto do outro se ruborizar.

— Quem disse que ele me fode? — Sorriu largamente com a resposta dada e ao ver os amigos com o queixo lá embaixo — Não é, Fanfan? — Kyungsoo indagou inocente, vendo o namorado se aproximar sem nem saber do que estavam falando.

— Claro. — Confirmou, achando que Kyungsoo estava indagando sobre a música de amor que ele estava cantando.

— Não acredito. — Jongdae saiu do colo de Jongin e riu por um momento, logo a atenção voltou para os outros amigos que estavam quase se engolindo no sofá.

 

— Chan, hoje não. — Baekhyun sussurrou no ouvido dele, sabia quais eram suas intenções, principalmente ao sentir o membro do outro lhe “cutucando”.

— H-hum, por que Baek? — Indagou.

— Eu não posso… Tenho que ir no médico amanhã. — Contou receoso, não falaria para Chanyeol o porquê de ter que ir no médico, não se sentia confiante o suficiente para isso e não via necessidade, até porque iria fazer a cirurgia para tirar seu útero, não tinha necessidade do namorado saber uma coisa dessas.

Principalmente, porque em pouco tempo nem o teria mais.

— Tudo bem… Quer ir lá em casa? — Chanyeol indagou no ouvido do namorado.

— Pode ser, mas depois você me leva embora, ok? — Respondeu sorrindo, puxando o namorado para um beijo após vê-lo afirmar.

Chanyeol se levantou, bebendo mais um gole de soju e sorriu para Baekhyun, segurando em sua mão o ajudando a levantar.

— Já deu nossa hora, vamos pagar a metade lá na recepção. — Falou o mais velho, recebendo alguns olhares maliciosos, em pouco tempo já se encontravam fora do estabelecimento.

 

[...]

 

— Eu tenho que ir, Chan. — Baekhyun murmurou enquanto sentia o namorado lhe puxando para mais perto na cama, sentindo seu corpo quente respirou fundo  e tentou manter a calma, pois sabia o que o outro estava querendo.

— Só mais um pouco, Baek. — Sussurrou, mordendo devagar o lóbulo da orelha do namorado que sorriu de lado com o ato — B-baekkie, abaixe sua calça só um pouquinho. — Murmurou manhoso, sorrindo de lado ao ver o outro reclamar.

— Ai Chanyeol, você não toma jeito. Termina isso logo. — Ficou bravo, porém abaixou as calças o suficiente para abrir um pouco as pernas, sentindo o membro de Chanyeol se encaixar no meio de suas coxas e logo após as mãos fortes do outro lhe tocarem na cintura puxando para perto.

— Você não vai querer mesmo? — Murmurou apertando a bunda do namorado que gemeu com o toque.

— N-não. — Respondeu sério.

Por mais que quisesse transar com Chanyeol, ouviria sua mãe pelo menos uma vez e assim fez, ficou naquela posição com o namorado simulando uma penetração em sua coxas até gozar em suas coxas, logo após lhe tocando para atingir ao orgasmo.

Assim que terminaram, Baekhyun se limpou e vestiu-se devidamente e voltou a se deitar na cama com Chanyeol já que segundo o maior, descansariam um pouco e em pouco tempo levaria o outro para a casa.

Dito e não feito.

 

[...]

 

— Chanyeol, seu cretino. — Baekhyun gritou ao se levantar da cama, empurrando o namorado que se levantou quase num pulo, sentindo o outro subir em cima de si e começar a lhe desferir tapas contra o braço.

— O que foi, Baek? — Indagou preocupado, tentando segurar as mãos do namorado que estava visivelmente alterado.

— Você ainda tem coragem de me perguntar isso? — Perguntou tentando se soltar de Chanyeol, este que inverteu a posição ficando por cima de Baekhyun que passou a chorar com aquilo.

O namorado lhe soltou e saiu de cima do garoto, se deitado em seu lado, o puxando para se aninhar em seus braços, a cada segundo que passava o choro de Baekhyun era ouvido pelo quarto interior, principalmente pelos soluços. Chanyeol estava confuso com o que estava acontecendo e visivelmente preocupado.

— O que aconteceu, amor? — Murmurou baixinho, acariciando os cabelos do mais baixo.

— Eu tinha uma consulta hoje, minha mãe irá me matar. — Respondeu triste. Nem ao menos sabia o que iria dizer para a sua mãe.

— Consulta? De quê? — Perguntou preocupado, levantou-se da cama rapidamente e caminhou até a beirada, ficando de joelhos nela e com isso Baekhyun se aproximou, sentindo o namorado tocar em suas coxas num sinal de carinho.

— Eu preciso fazer uma cirurgia, mas pelo visto terá que ser adiada. — murmurou cabisbaixo, vendo o olhar de indignação soube que era melhorar parar por ali — Não é nada sério, ok? — Sorriu ao falar, beijando a testa do namorado antes de se levantar por completo, dessa vez sem o maior lhe impedindo.

 

Depois da conversa com Chanyeol, Baekhyun tratou de tomar um banho e ir para a casa, onde encontrou sua mãe furiosa consigo, dizendo que ele era um irresponsável e que se continuasse com aquelas atitudes era para sair da casa. Depois de ter soltado os cachorros no filho, falou que a próxima consulta seria apenas no mês que vem já que o médico trabalhava em diversas clínicas.

Após um tempo, Baekhyun ouviu a mulher rezando perguntando o que havia feito de errado para o garoto ter se tornado tão rebelde. O garoto chegou por trás da mãe e lhe pediu desculpas pelo mal comportamento, mas a vontade de fazer coisas por impulso era mais forte que si e não planejava mudar por enquanto.

 

 

1 mês depois.

 

 

Chanyeol notará o comportamento estranho do namorado, ele parecia mais abatido e que não estava comendo direito, principalmente quando lhe afastava e dizia que não queria ficar no refeitório pois o cheiro lhe deixava enojado.

Era tudo estranho, Baekhyun nunca sentiu nojo de comida.

Observava o namorado lavando o rosto na pia do banheiro, o suficiente para forçar um sorriso amarelo para Chanyeol que pegou alguns papéis e entregou para ele enxugar seu rosto.

— O que está acontecendo? — Indagou preocupado.

— N-nada. — Respondeu nervoso, pois nem ao menos sabia porque seu humor havia decaído.

— Baekhyun, eu não nasci ontem! — reclamou — Eu sei que tem algo errado, você está mais distante e abatido, está doente?

— Caramba Chanyeol, eu tô bem. — Respondeu firmemente, sentindo sua visão embaçar por um momento e desapoiar da pia, sendo segurado pelo namorado.

— Estou vendo mesmo, venha comigo. — Pegou Baekhyun no colo e caminhou com ele pelo corredor, pouco se importando com os olhares curiosos sobre si, levou o menino até a enfermaria, onde falou que o garoto estava sem comer a algumas horas e parecia muito abatido.

Não soube exatamente quanto tempo passou com Baekhyun no quarto, mas sorriu ao ver sua boca voltando a coloração rosada, era sinal que ele estava melhorando.

— Chan, hoje eu não posso ir na sua casa. — Respondeu previamente, vendo o outro arquear as sobrancelhas.

— Por que? — Indagou.

— Eu tenho uma consulta médica, a que eu perdi um mês atrás. — Riu baixo, depois daquele dia havia ido cada vez menos na casa de Chanyeol, apenas ouvindo os relatos rebeldes que Kyungsoo lhe contava em vez de quando, dizendo o quanto o maior ficava estressado sem a presença do namorado.

— Ah entendi, quer que eu vá junto? — Indagou.

— Não, minha mãe vai me levar. Obrigado por se preocupar comigo. — Sorriu, levando suas mãos para o rosto do namorado, o acariciando, antes de senti-lo selar seus lábios levemente.

— Não é nada, eu te amo e sempre irei me preocupar com você. — Sussurrou, voltando a dar diversos selinhos no lábio do namorado, até a enfermeira entrar no quarto, dizendo que o garoto já podia voltar para a sala e caso se sentisse mal novamente, iria ligar para seus pais para levá-lo ao médico.

 

[...]

 

Baekhyun foi acompanhado até a sala, onde realizaria um dos primeiros ultrassom para ver se estava tudo em ordem para marcar a cirurgia para a retirada. Sua mãe não pôde entrar na sala junto com o menor, ficou apenas a ajudante e o médico junto a si.

— Pode se deitar e abaixe um pouco as calças e levante a camisa. — Pediu enquanto olhava para a tela do computador, havia quatro quadros. Sentiu o gel gelado ser passado em seu estômago, sorrindo de lado para evitar rir com as cócegas que aquilo estava lhe causando.

O médico começou a deslizar o aparelho contra a sua barriga, murmurando algo para a enfermeira, Baekhyun tentou olhar para a tela mas foi repreendido pelo médico que continuava olhar para o computador.

— B-baekhyun. — O médico se pronunciou, o tom que ele havia lhe chamado havia feito o garoto se assustar — Você tem se sentido estranho essas semanas? —  Indagou.

— Doutor, larga de rodeios. Eu estou com algum problema? E sim, eu fiquei meio que abatido de duas semanas para cá. — Respondeu o médico que suspirou pesado.

— Então… Eu vou ser direto — murmurou recebendo um por favor, de Baekhyun — Você está grávido e julgando pelo tamanho, é de um mês e alguns dias, eu teria que avaliar mais detalhadamente e como eu não sabia que eu encontraria um feto prestes a se desenvolver eu não fiz os procedimentos corretos. — Começou a falar, fazendo Baekhyun abrir a boca em estado de choque.

Em segundos a sala foi preenchida pelos risos de Baekhyun, ele estava rindo e muito, aquela piada era muito engraçada.

— Ai doutor, você poderia muito bem ser animador de festas, conta umas piadas tão sérias. — Tirou sarro, mas se calou ao ver a expressão séria do médico e naquele instante a única coisa que soube fazer era olhar para a barriga em seguida para o computador, vendo o médico apontar para uma parte em especial da tela, fazendo Baekhyun cair duro para trás.

 

[...]

 

Cinco minutos depois, Baekhyun se encontrava com um copo de água na mão, ele bebia um gole atrás do outro, o nervosismo era aparente, não conseguia acreditar que aquilo estava acontecendo consigo.

Era tão novo.

Queria sair gritando e dizer que era mentira, mas a última coisa que queria que acontecesse era sua mãe descobrir aquilo.

— Por favor, não conte para minha mãe. — Juntou as mãos num pedido para ele manter sigilo.

— Baekhyun, esse é um assunto delicado e ela vai exigir respostas. — Respondeu aflito — Você tem que passar num obstetra para ver se o bebê crescerá saudável por você ser homem… Sabe, não é comum vermos homens com um útero. — Comentou receoso, vendo o garoto abaixar a cabeça, vendo os primeiros resquícios de lágrimas rolarem pelo rosto alheio.

— Por favor doutor, me ajuda. — Murmurou choroso, seria uma catástrofe caso sua mãe descobrisse aquilo, tinha medo do que ela poderia fazer consigo.

— Olha Baekhyun, eu tentarei ok? Vou marcar uma consulta com um amigo obstetra, ele cuidará de você por enquanto, mas saiba que eu não poderei esconder isso por muito tempo ok? Depois da primeira consulta, eu peço que você conte para sua mãe, pois vai ser o tempo que os exames sairão para entrega. — Tentou arredondar a situação ao perceber o quão aflito o moreno estava, não era para menos, estava grávido com menos de vinte anos, sequer tinha renda própria para criar uma criança.

— Ok doutor! — Falou tentando esboçar um sorriso, limpou as lágrimas e saiu de cima da maca após limpar a barriga do gel. Anotou seu número para o doutor e saiu da sala cabisbaixo, enquanto o doutor se forçava a evitar falar dos exames de Baekhyun para a mãe do garoto, dizendo que só poderia saber sobre a retirada - após os exames serem concluídos.

 

[...]

 

Fez uma semana desde que descobriu que estava grávido, não havia caído sua ficha do ocorrido, em nenhum momento pensou que pudesse engravidar, tudo bem que tinha um útero, mas porra, ele era um homem.

Suspirou agoniado enquanto afundava seu rosto no travesseiro, na tentativa de abafar o choro, estava tão perplexo que nem sabia que reação deveria ter, por ser o primeiro mês de gravidez sua mãe nunca desconfiaria, mas sabia que não conseguiria esconder por muito tempo.

Queria simplesmente desaparecer, era tão novo para ter a responsabilidade de ter um filho, só de pensar na possibilidade a ideia do “na hora de virar os olhos, não pensou nisso” e realmente não havia pensado,, se arrependia de quando transou com Chanyeol sem camisinha, queria que existisse uma máquina do tempo para poder consertar todos os seus erros.

Havia conseguido faltar a semana inteira da escola após receber um atestado do médico, constatando que estava com uma virose séria, queria agradecer muito ao doutor Minseok, ele havia sido sua salvação. Principalmente por colocar sua licença em risco ao assinar um atestado falso, por um lado era real, mas o problema em si era falso.

— Baekhyun, mamãe está indo trabalhar, qualquer coisa você me liga. Ok? — Ela falou ao bater na porta, o garoto apenas murmurou e ouviu o barulho do salto da mulher desaparecer pelo corredor, levantou-se contragosto e caminhou até a porta.

— O feijãozinho está com fome? — Indagou olhando para a barriga, em nenhum momento pensou no filho e sim no que aconteceria caso descobrissem a sua gravidez.

— Com quem você está falando? — Ouviu a voz grossa lhe perguntar, o que lhe fez saltar do lugar e por a mão no coração pelo susto, vendo Chanyeol fechando a janela após se esgueirar no quarto.

— Caralho Chanyeol, quer me matar é? — Perguntou bravo, vendo o namorado se aproximar, o abraçando apertado.

— Senti sua falta, por que não retorna minhas ligações? — Indagou novamente.

— Estou resolvendo coisas pessoais. — Falou sério, não tinha pensado em como contaria para Chanyeol que estava esperando um filho.

— Qual é, Baek! — Chanyeol se afastou — Faz um mês e pouco que você está se afastado de mim, o que está acontecendo? Você não gosta mais de mim? — Perguntou chateado, colocando a mão na cintura, sentia-se magoado pelo namorado não partilhar seus problemas.

— Não Chan, eu amo você. Mas é algo que não consigo simplesmente cont- mal teve tempo de terminar de falar, pois uma ânsia subita havia se aponderado de si, o fazendo vomitar nos pés de Chanyeol que encarou aquela cena preocupado.

Em outra situação poderiam sentir nojo, mas não, o namorado sentiu-se muito estranho, sabendo que Baekhyun estava doente e não podia fazer nada para ajudá-lo. Chanyeol se afastou e tirou os sapatos por um momento, segurando a mão do namorado e o levando até o banheiro, conhecia aquela casa muito bem.

— Você quer tomar um banho? — Perguntou dando um beijo na nuca do namorado que estava cabisbaixo, se continuasse daquele jeito os sintomas logo se tornariam mais fortes e não teria mais como esconder.

Havia pensado em usar roupas largas e sofrer sozinho quando sua barriga começasse a crescer, mas sabia que tinha muito mais coisas envolvidas além do feto crescer em si.

— Tudo bem, tem como você separar um par de roupa para mim? — Indagou para o namorado que afirmou com a cabeça, suspirou lentamente e passou a se vestir sem um mínimo de vontade e também estava chateado pela sujeira que havia feito em seu quarto, mas não deixaria aquilo lhe abalar, pelo menos não agora. Não tinha coragem de contar para o namorado que estava grávido, então tentaria agir o mais naturalmente possível.

Estranhou o porquê do namorado estar demorando, porém se deixou levar pela água morna que enchia a banheira aos poucos, o suficiente para ver as espumas dos sais subindo, estava se sentindo acabado e sem vontade alguma de sair para fora ou até mesmo conversar com seus pais e Chanyeol, porém não conseguia dizer isso em voz alta.

— B-baek...—  Ouviu a voz do namorado sair trêmula, o que fez olhar rapidamente para a porta, ele segurava seu celular e seu rosto estava visivelmente estampado uma expressão um tanto… estranha?

— O que foi, Channie? — Indagou receoso, principalmente quando o maior se aproximou e apontou o celular no rosto alheio, que abriu a boca sem emitir algum som, havia ficado estático.

— Me responda, o que significa isso? — Perguntou num tom alto, vendo que o outro estava com a respiração mais pesada, fechou os olhos por um momento e guardou o celular no bolso, tirando Baekhyun da banheira com certo esforço, enrolando a toalha no corpo molhado, e o carregando até a cama — Você não vai falar mesmo? — Indagou ao ver o outro se encolhendo na cama, tampando seus ouvidos por um momento.

Chanyeol estava sem reação, não sabia dizer que reação era aquilo ao mostrar a mensagem que o menor havia recebido.

“Baekhyun, eu consegui uma vaga para você passar no médico obstetra, eu espero que você esteja lidando bem com isso e conte para sua mãe, se não a situação pode piorar.”

Ao ler aquela mensagem, o mais velho ficou confuso, como assim Baekhyun ir à um obstetra? Ficou desnorteado, pois sabia que só mulheres passavam naquele médico, a ideia do namorado ter engravidado uma mulher tomou seus pensamentos, o fazendo entrar no banheiro rapidamente, após limpar o vômito do namorado.

Mas seu coração apertou ao ouvir o choro de Baekhyun, que estava encolhido na cama, respirou fundo e se deitou atrás dele tentando confortá-lo de alguma maneira.

— Pode me falar o que está acontecendo? — Sussurrou, não forçaria Baekhyun falar, mas não podiam continuar naquela situação.

— Ch-chanyeol, isso é difícil. — Respondeu aos soluços, não tinha coragem de contar, mas também não podia esconder por muito tempo aquela situação.

— Apenas fale Baek, eu estou aqui, tudo bem? — Deu um beijo no ombro do namorado, fazendo carinho em seus braços.

— Eu estou grávido. — Disse de uma vez, já esperando pela reação do namorado, não estava em seu melhor momento para explicar o porquê daquilo, mas sabia que teria que ser forte, o que lhe preocupou foi ouvir um barulho de vidro se quebrando fora do seu quarto, mas nenhum dos dois se levantou.

Chanyeol estava tentando assimilar o que o namorado havia dito.

— Yah Baek, desde quando homens ficam grávidos? — Riu ao falar, se afastando um pouco do namorado para se acomodar sentado.

— Eu nasci com órgãos femininos, eu ia fazer a cirurgia para tirar o meu útero, mas quando fui fazer os exames o doutor disse que eu estava grávido de um mês. — Ao comentar, secou suas lágrimas e tentou respirar fundo, queria apenas desaparecer por ter que contar algo assim para o namorado, suas esperanças era que logo não teria quaisquer resquícios daquele órgão, mas o destino era todo imprevisível.

— E-eu… B-baekhyun — Chanyeol ao menos conseguia formar uma frase.

— Tudo bem, eu vou me virar com isso. — Forçou um sorriso..

— Nós… A gente é uma porra de adolescentes, caramba. Por quê não me falou que podia engravidar? Nós poderíamos ter evitado. — Levou as mãos até o cabelo e o puxou, tentando descontar a frustração e a surpresa que seria pai.

Não sabia se devia sentir-se feliz, pois ainda era novo e a renda que possuía por si própria era pouca, se tirasse a dos seus pais e conhecendo os pais de Baekhyun, não aceitariam aquela gravidez.

— Eu errei. — se sentou na cama por um momento — não vamos nos ver mais, ok? Eu vou cuidar disso sozinho! — Seu orgulho havia falado mais alto, por mais que estivesse arrasado por saber que estava esperando um filho, não queria trazer complicações para o namorado.

— Disso? Baekhyun, escute o que você está falando. — silabou — Eu to muito surpreso, eu realmente não sei o que pensar, mas se acha que vai lidar com isso sozinho, vai tirando o cavalinho da chuva. — Reclamou.

Por mais que não tivesse conseguido pensar numa solução para aquilo, não deixaria o namorado passar por esses momentos sozinho, amava Baekhyun e por mais que fosse estranho, amaria o bebê dentro dele também.

— C-chan, eu to com medo. — Pela primeira vez no dia, Baekhyun se permitiu chorar na frente do namorado que foi ao seu encontro, o puxando para um abraço apertado — Quando minha mãe descobrir, ela vai querer me matar.

— Ela vai entender Baek, foi uma coisa de momento e que a gente vai cuidar agora, tudo bem? — Tentou acalmar o namorado, por mais que soubesse que nada daquilo seria fácil, principalmente por estarem ainda no colegial, teriam que ser forte para lidar com os olhares e as reprovações dos pais.

 

[...]

 

Depois que Chanyeol foi embora, Baekhyun não chorou como de costume desde que havia descoberto da gravidez, ele simplesmente marcou o horário com o médico obstetra e em seguida foi para a internet, buscar saber mais sobre gravidez na adolescência, viu relatos horríveis de pais que espancaram seus filhos até que este chegou a perder o bebê, e outras que eram expulsos de casa e tinha até caso de mãe que sofria as complicações sozinha já que o pai da criança havia sumido do mundo, todas aquelas situações se passou na cabeça do pequeno, que sentia seu peito se apertando a cada segundo que se passava.

Respirou fundo ao ouvir o celular tocando, fechou os olhos por um momento e pegou o aparelho.

— Alô, Baek? —

— Sim… — respondeu baixo.

— Estou indo na sua casa, tudo bem? —

— Ok… — Respondeu baixo, não estava afim de receber visitas, mas não podia fazer desfeita, principalmente porque eram raro os momentos em que Kyungsoo resolvia ir lhe visitar.

Passou um momento até ouvir a campainha tocando, andou lentamente até a porta e tentou exibir seu melhor sorriso para o amigo ao abrir passagem, recebeu um abraço apertado de Kyungsoo que estava usando um perfume doce, fazendo Baekhyun correr rapidamente até o banheiro do corredor, se colocando em frente a privada.

— Baekhyun!!! O que aconteceu? — Kyungsoo perguntou preocupado, andando até o corredor, vendo o menino apoiado de cabeça abaixada, respirou fundo e caminhou até ele, segurando seu cabelo - na tentativa de ajudá-lo.

— Eu estou mal… — Murmurou — Mas logo eu melhoro, pode ter certeza. — Tentou parecer confiante, mas sabia que era a coisa mais falsa que havia dito, porque naquele momento o amigo já poderia estar sabendo da sua gravidez.

Chanyeol não conseguiria guardar aquela informação apenas para si, e teve que recorrer ao melhor amigo.

— Chanyeol me contou, não precisa se fingir de forte. — Respondeu, ajudando o outro se levantar e fazer gargarejo — Eu irei cozinhar algo para você, vem. — Puxou o amigo pela mão, pelo modo que ele estava sabia que devia estar sendo difícil segurar a informação bem.

 

[...]

 

— Eu não imaginava que isso era possível. — Kyungsoo comentou ao pôr o prato na mesa, vendo Baekhyun afirmar com a cabeça — Você sabe que pode contar comigo pra tudo, não é? Eu ajudarei você e o Chan a lidar com isso.

— Se eu pudesse voltar no tempo… — murmurou segurando a colher, dando a primeira colherada da sopa que o amigo havia feito — Eu não queria ter engravidado. — Falou mais alto que o normal, fazendo Kyungsoo derrubar a jarra que segurava, por um momento Baekhyun se preocupou pelo tom da pele do amigo, havia esbranquiçado.

— Kyung, você está bem? — Perguntou dando mais uma colherada na sopa, estava muito boa afinal.

— B-b-baekhyun. — Gaguejou, e gritou ao sentir uma mão em seus cabelos o puxando com força, entrou em pânico ao ver sua mãe com um olhar raivoso para cima de si, lhe arrastando pelos cabelos até a sala, jogando-o de qualquer jeito no sofá.

— V-você. — Ela falou, qualquer pessoa poderia notar a exaltação na fala — Eu não acredito, Baekhyun... Eu realmente não estou acreditando, você é um irresponsável mesmo, eu faço de tudo por você e é assim que você me retribui? — Gritou, se aproximando do filho que estava parado igual uma estátua, era informação demais, apenas sentiu seu rosto arder pelo tapa desferido.

— M-mãe me desculpa. — Pediu, vendo a mulher rir e lhe dar outro tapa, apenas abaixou a cabeça sem controle do próprio choro — Me perdoa, e-eu não sei o que fazer com isso, eu não imaginei que pudesse acontecer. — Falou com a voz falha, estava sem força algumas para rebater, principalmente pelo nervosismo que estava lhe dominando.

— Você é engraçado, na hora de dar você não pensou nisso não é? Baekhyun, você me envergonhou tanto… Seu pai vai adorar saber disso. — Ela riu sôfrego, e ao ouvir a palavra pai ser pronunciada sentiu seu sangue gelar por um momento, estava completamente ferrado.

— Mãe, por favor. — Pediu, se ajoelhou na frente da mulher.

— Por favor nada, eu não quero mais olhar para você, eu estou com nojo sabe? Eu sofri aturando sua fase rebelde, mas eu não irei cuidar de um adolescente grávido, você tem que crescer Baekhyun. — Ela falou — Eu não quero mais te ver, ok? Saia daqui antes que eu faça algo ruim com você, moleque!

Kyungsoo ajudou o amigo se levantar e o levou até o quarto do menino, trancando a porta antes de ver o garoto cair no chão, se encolhendo ao abraçar os próprios joelhos, sentia seus olhos arderem com aquilo, sabia que sua mãe teria uma reação ruim, mas não imaginou que chegaria ao ponto de lhe expulsar de casa, estava gerando um neto para ela por mais que fosse consequência de uma transa sem algum planejamento.

— Baek, se você quiser ir para o meu apartamento… As portas estão abertas, ok? — Falou o amigo, se aproximando o suficiente para abraçar o garoto, aninhando-o em seu colo, deixando o garoto chorar o quanto suportasse.

Não sabia nem o que  falar numa situação como aquela, não podia pedir calma pois era a última coisa que teria naquele momento e muito menos para que ele fique bem, sabia que naquele instante a única coisa que ajudaria extravasar a possível dor do abandono era chorar, já que nada resolveria além daquilo.

Para Kyungsoo, apenas o tempo podia curar essas feridas.

 

[...]

 

Kyungsoo discou o número de Chanyeol, este que atendeu no mesmo instante preocupado.

— Você foi visitar o Baek? — Indagou.

— Sim, eu estou com ele aqui… Ele dormiu, Chan… A situação está complicada, a mãe dele acabou ouvindo nossa conversa e ela expulsou ele de casa. — Contou cabisbaixo.

— Porra Kyungsoo! — Chanyeol praticamente gritou do outro lado da linha — Mas ele está bem? — Perguntou.

— Ele está transtornado, mas não é para menos não é? Temos que dar um tempo para o Baek respirar, eu levarei ele para casa e amanhã você aparece por lá. — Tentou manter a calma ao falar.

— Obrigado Kyung. — Disse antes de desligar o telefone.

O amigo tinha medo de como os dois levariam essa gravidez em frente, principalmente por serem dois adolescentes baderneiros.

 

[...]

 

Com muito pesar, Baekhyun organizou suas roupas numa mala grande junto com alguns objetos que prezava naquela casa, observava seu quarto com lágrima nos olhos, era difícil ter que sair de onde passou a vida inteira. Iria passar um tempo no apartamento que Kyungsoo com a sua mãe, mas ela passava maior parte do tempo trabalhando já que a mulher era arqueóloga.

Ao sair do quarto não esbarrou com a sua mãe, mas fez questão de ir até o quarto da mulher, abrindo a porta devagar encontrando a mesma ajoelhada no chão, estranhou o porquê dela estar chorando.

— Mãe… — Falou num tom baixo, vendo ela enxugar suas lágrimas antes de olhar para o filho — Me desculpe…

— Baekhyun, eu não quero mais te ver. — Disse num tom frio — Por mais que eu esteja fazendo isso, eu te amo. Porém não posso sujar a reputação do seu pai com essa história, tenha esse bebê longe daqui. — Falou se segurando o máximo para não chorar, era difícil ter que agir dessa forma com o filho, mas não via outra alternativa, se não fizesse isso, o próprio pai faria e muito pior do que um simples tapa na cara.

— Entendo… Tudo pela reputação — riu sôfrego — Eu terei meu feijãozinho bem longe daqui, não se preocupe, não farei a senhora se envergonhar. — Olhou para a mãe antes de vê-la com um envelope branco.

— Isso ajuda nos primeiros meses, depois você tem que se virar. — Entregou o malote de dinheiro e Baekhyun se retirou, se fosse em outra ocasião, teria recusado prontamente, mas quem era ele naquele momento? Estava saindo daquela casa com apenas suas roupas e não tinha sequer uma renda familiar para cuidar dos gastos da sua gravidez.

 

[...]

 

Baekhyun se arrumou no quarto de hóspedes, sentindo-se envergonhado por estar em uma situação como aquela. Mas não podia fazer nada além de suportar aquilo de cabeça erguida mesmo que quisesse acabar com aquela angústia.

— Feijãozinho, você irá crescer sem uma avó. — Murmurou baixinho, passando a mão em sua barriga por um momento, se deixando sorrir por estar agindo daquela forma com o feto que estava se formando dentro de si.

 

Os dias estavam passando rapidamente, Baekhyun ajudava na casa e não pisava para fora do apartamento, sentia-se indisposto para ver as pessoas além dos amigos que haviam vindo para o apartamento lhe visitar.

Seus enjoos estavam se tornando frequentes e as náuseas eram piores ainda, não sabia como reagir diante aquelas coisas, mas tentava sobreviver e não ficar tendo pensamentos deprimentes enquanto estava sozinho.

Era o dia da sua consulta ao obstetra e aquilo lhe deixava um tanto nervoso, principalmente por não ter um acompanhante de maior, porém o doutor Minseok deve ter explicado sua situação para o amigo dele antes de pedir para marcar a consulta.

Suspirou pesadamente ao colocar seu conjunto de moletom, pôs sua touca e até mesmo o óculos para evitar que as pessoas lhe vissem indo a um obstetra, principalmente se encontrasse algum conhecido, pegou sua carteira e saiu do quarto, dando de cara com o namorado lhe esperando.

— Você cometeu algum crime? — Chanyeol perguntou se aproximando, vendo o menor negar com a cabeça — Porque está vestido dessa forma?

— Eu não quero que ninguém me veja, eu tenho que sair, tchau. — Falou sério, indo em direção a porta, sendo impedido por Chanyeol que lhe prensou na parede.

— Não me trata assim, temos que conversar sério depois, quero te contar uma coisa. — Falou, aproximando seus lábios da boca de Baekhyun que virou o rosto ao sentir os lábios do namorado tocarem o seu — Só um beijo.

— Eu estou cansado, não quero. — Reclamou, sentindo os lábios do namorado irem de encontro a sua testa, viu o garoto se afastar, abrindo a porta.

— Eu irei com você, eu sou o pai dessa criança também! — Segurou as mãos de Baekhyun ao saírem do apartamento, vendo o garoto mais novo sorrir de lado com tal atitude.

 

[...]

 

Ao chegarem no local, Baekhyun foi bem atendido pelo doutor que lhe prescreveu uns exames de sangue e assim que o menor fizesse era para trazer para a clínica para continuar as consultas.

— Byun, eu analisei os exames que o doutor Minseok havia feito e percebi que o nível de hormônios no seu útero são poucos, pois acaba sendo uma deformação do seu órgão e com isso o bebê provavelmente terá complicações durante o crescimento. Pode ser confuso para você entender isso, mas a sua criança poderá não se desenvolver até os três meses, eu tenho que te examinar mais vezes para ter a certeza se você poderá gerar esse feto ou não, pois não podemos deixar você sofrer com o embrião em seu útero. — Falou mantendo a expressão séria, Chanyeol encarava o doutor e ao mesmo tempo Baekhyun que parecia assustado.

— Doutor, eu não entendi nada, dá para ser mais direto? — Chanyeol se intrometeu, recebendo uma cotovelada do namorado.

— A sua gravidez é de risco, você tem que se cuidar para evitar que o feto se torne impossibilitado de se desenvolver.

— Isso quer dizer que eu posso abortar em qualquer momento? — Indagou preocupado.

— Infelizmente sim. — Abaixou a cabeça ao falar, sem ao menos pensar duas vezes apertou os braços de Chanyeol e lhe encarou com pesar.

 

[...]

 

Após a consulta no médico, Chanyeol levou Baekhyun para a sua casa, agradecendo aos céus por seus pais não estarem na casa naquele momento, ainda não havia comentado sobre o namorado estar grávido.

— Amor, nós iremos passar por isso, ok? Nosso bebê irá crescer saudável e se tornará uma criança forte. — Chanyeol tentou passar confiança, pois em nenhum momento havia discutido sobre o assunto com o namorado.

— Deus te ouça, Chan! — Sorriu de lado — O que você queria me falar mais cedo? — Indagou sentindo o namorado lhe abraçar.

— Eu consegui alugar um apartamento, ele é pequeno… Mas dá para nós dois morarmos, eu terei ajuda dos meus pais no início e eu consegui um emprego de meio período numa cafeteria. — Disse sério.

— Cadê o meu Chanyeol rebelde? Que estava pouco se lixando para o lance de trabalhar? — Indagou arqueando as sobrancelha.

— Ele morreu. — Respondeu sério — Eu estou mudando para podermos passar por isso sem qualquer complicação. — Disse.

— Eu acho que irei chorar, você está tão maduro. — Apertou as bochecha do namorado e lhe deu o primeiro beijo - depois de seis semanas o negligenciando.

— Eu senti falta disso, eu terei meu Baek de volta? — Indagou curioso.

— Hum… Eu tentarei, mas eu fico triste em saber que eu posso perder o nosso bebê, eu não gosto nem de pensar nisso, no início eu não desejava ter engravidado, mas depois de passar por tudo isso eu não acho justo eu perdê-lo dessa forma. — Confessou abaixando a cabeça.

— Não pense em coisas negativas tudo bem? — Murmurou — Daqui a um ano e meio nós estaremos felizes e todos esses acontecimentos iremos apenas guardá-los como uma recordação da nossa adolescência.

— Obrigado, eu te amo tanto Chan… — Baekhyun sorriu ao dizer, abraçando fortemente o namorado.

 

[...]

 

O garoto já estava em sua décima semana, sentia-se cada vez mais para baixo, pois evitava fazer qualquer tipo de esforços físicos, apenas limpava a casa e dormia, isso porque o médico havia dito que era bom se afastar da escola, já que poderia passar estresse ou algum acidente por empurramento e isso fazia Baekhyun ficar deprimido na casa.

Se sentia mais revigorado quando seus amigos se reuniam na sala de estar, trazendo filmes, pizzas e refrigerantes, com isso acabavam por mimar o grávido o máximo que podiam. Sempre era uma discussão diferente, para decidir quem seria o padrinho da criança, e todos chamavam de feijãozinho o feto, já que presenciaram uma cena onde o pai chamava seu bebê assim.

Fazia um mês que não recebia uma ligação sequer da sua mãe, ela realmente havia falado sério no momento em que lhe expulsou de casa, as vezes se pegava digitando o número da mulher para saber se ela estava bem ou precisava de algo, apenas para ouvir a voz da mesma. Por mais que tivesse tido sua fase rebelde, amava sua mãe, mesmo que ela tenha lhe tratado feito lixo.

Apenas para não manchar o nome da família.

Seu relacionamento com Chanyeol estava estável, sentia-se feliz por ver o quanto o namorado estava se tornando um homem maduro, quem o visse a dois meses e meio atrás nunca imaginaria que o veria largar as bebidas, parar de matar aula e até mesmo de fumar. Ele assistia todas as aulas e com isso Baekhyun ajudava com as lições de casa, quando ele tinha que ir trabalhar na cafeteria.

Chanyeol não deixava faltar nada para a casa, por mais que estivessem a pouco tempo morando juntos, gostava do sentimento de ver o namorado chegar cansado do trabalho e vir rapidamente se aninhar em seu colo no sofá, mostrando o quão estava se esforçando para aquilo dar certo, Baekhyun naqueles momentos ficava feliz em ter o namorado por perto, e estar vivenciando aqueles momentos simples mas que para si eram o paraíso.

 

Estava saindo do banho ao ser surpreendido pelo namorado com uma caixa de bombons para si, sorriu de lado ao aceitá-la, agradecendo por ter comprado aqueles chocolates.

— Baek, eu consegui uma folga no serviço — murmurou abraçando o namorado que ainda estava com a toalha enrolada na cintura — Vamos sair? Faz tempo que você não sai, vai ser bom. — Perguntou para o namorado que se tornou pensativo.

— Tudo bem, vamos. — Sorriu, dando um selinho em Chanyeol antes de se afastar indo até o guarda roupa.

Se vestiu de maneira confortável, mas ainda assim estava arrumado, pelos últimos dias acabou se tornando um pouco desleixado, mas ao ver o namorado tão arrumado e com o visual em cima, voltaria com a sua auto estima para não ser deixado para trás no quesito de beleza.

Saíram do apartamento, após Chanyeol ter dito que era segredo aonde iriam passar a tarde, caminharam por um momento até o mesmo chamar um táxi, ao entrarem no mesmo Baekhyun sorriu satisfeito, era a primeira vez que sairia para se divertir após o ocorrido.

 

[...]

 

— Yah Chanyeol, um parque de diversões? — Indagou, dando um tapa de leve no braço do namorado ao chegarem em frente ao lugar grande.

— Sim, eu pensei bem e nunca te trouxe em um lugar assim. Será legal, vamos entrar! — Entrelaçou seus dedos ao do namorado e entrou para no lugar com ele, olhando cada espaço do mesmo, compraram alguns tickets para irem nos brinquedos.

Iriam começar pela montanha russa, onde Chanyeol apertava cada vez mais o namorado em seus braços, com a desculpa que deveria o proteger, mas quem estava quase tendo um ataque era o namorado que gritou quando aumentaram a velocidade.

— Medroso. — Deu a língua ao descerem da montanha russa.

Kamikaze.

Barco pirata.

Roda gigante.

Elevador.

Barco do amor.

Haviam brincado na maioria dos brinquedos, o que acabou fazendo Baekhyun passar mal, Chanyeol levou o namorado até o banheiro e esperou um tempo até o outro se recuperar do enjoo por ter ido naqueles brinquedos, voltando para o parque, onde segurou a mão do namorado para irem na área de alimentação.

— Você quer comer o que? — Indagou.

— Não estou com fome, só vou pedir uma água gelada. —  Respondeu baixo, sorrindo ao ver o namorado se aproximando de si para selar os lábios, Baekhyun estava mais pálido que o normal, o que fez Chanyeol se preocupar por um momento, mas ao ver o garoto rir, sorriu abertamente ao ir fazer um pedido.

Baekhyun olhou para os lados, vendo o namorado na fila para fazer o pedido do hambúrguer, já que estava com fome fazia algum tempo. Arregalou os olhos ao sentir uma pontada em seu estômago, deitado-se no estofado da lanchonete, o que fez o garoto se encolher no mesmo, sentindo as pontadas se tornarem mais fortes à medida que respirava, sentiu suas calças ficarem úmidas, e no mesmo instante levou sua mão na barriga acariciando a mesma.

— Vai ficar tudo bem. — Falou sôfrego, sentia seu rosto arder em lágrimas, não conseguia acreditar no que estava acontecendo, era para ser apenas um dia feliz — C-chanyeol. — Aumentou o tom da sua voz, o que fez todos olharem a cena apavorados ao ver o garoto se contorcendo de dor chamando pelo namorado.

Chanyeol ligou desesperado para a ambulância, a sua vontade era de pegar Baekhyun no colo e correr até o hospital, mas tinha medo de tirar o menor aquela posição e ele sentir mais dor. Nem ao menos soube quando começou a chorar com o namorado, estava pedindo aos céus para estar tudo bem com eles, não conseguia se manter forte vendo o namorado tão vulnerável assim.

 

[...]

 

A sala de espera estava repleta de garotos, que estavam preocupados com o estado de Baekhyun, principalmente por nenhum médico lhe darem notícias por quarenta minutos.

Chanyeol chorava desesperado no colo de Kyungsoo, não conseguia assimilar o que poderia ter acontecido com o namorado e seu filho, estavam tendo momentos tão felizes que achou que não teria problema levar Baekhyun para passear.

— F-foi minha culpa. — Choramingou, recebendo afago nos cabelo.

— Não foi sua culpa, você só queria se divertir com ele. — Kyungsoo tentou contornar a situação.

— Tudo vai ficar bem. — Jongdae murmurou se aproximando do amigo, o abraçando por cima, em poucos segundo os cinco amigos estavam reunidos e abraçados, tentando dar um pouco de conforto.

— Quem é o responsável? — Ouviram uma voz um tanto alta, fazendo Chanyeol se levantar rapidamente, tentando limpar um pouco das lágrimas que estavam seu rosto, fungou alto e encarou o doutor preocupado.

— E-eu, eu sou o responsável. — Tentou ser forte ao falar — Doutor, ele está bem? — indagou.

— Chanyeol, me acompanhe. — Fez sinal para o rapaz que o seguiu sem dizer uma palavra, estava se sentindo nervoso com o que o médico falaria — Sente-se.

— Doutor, eu estou agoniado!!! Tem como ser direto? — Indagou nervoso, não estava com ânimo para enrolação — Ele está bem, não é?

— Sim, ele está bem… Porém ele acabou tendo uma hemorragia, ele perdeu muito sangue e com isso ele acabou sofrendo um aborto espontâneo, desde o início a gravidez seria de risco e os esforços que ele deve ter feito, contribuíram para o aborto.

— Doutor, por favor, isso é uma brincadeira certo? — Se levantou apoiando seus cotovelos na mesa — Ele não pode ter abortado, a gente tomou os devidos cuidados.

— Chanyeol, o obstetra dele disse que era de risco certo? Vocês não podiam ter mudado isso, vocês tiveram sorte dele ter abortado agora que o feto estava prestes a começar a se desenvolver, já pensou se ele estivesse crescido e o Baekhyun tivesse abortado? Seria mais doloroso.

— Sorte? Doutor, a gente passou por muita coisa por causa do nosso bebê, e você simplesmente vem me falar isso? Perca um filho seu para ver se você irá considerar isso sorte. — Praticamente cuspiu as palavras no médico — Eu estava feliz com a ideia de ser pai, sabe? Depois que eu comecei a viver com o Baek, vendo o quão feliz ele estava depois de passar por uma situação complicada com a família dele, ele foi muito forte sabe? A gente ainda é novo e mudamos para trazer o melhor para a nossa criança. Eu não consigo ver ‘ter sorte’ nisso tudo — Nesse momento já se encontrava com a mão no rosto, sentindo o médico lhe abraçar de lado.

— Me desculpe pelas palavras que eu usei, não foi minha intenção. — Se desculpou — Vocês se esforçaram muito, viu? Vocês estão passando por uma fase, logo virão os dias bons.

— Eu não consigo mais ver os dias bons vindo… Eu posso ir ver o meu namorado? — Indagou secando as lágrimas, ao ver o médico afirmar com a cabeça e se levantar, passou a segui-lo pelo corredor.

Chanyeol se aproximou do quarto do namorado e ficou receoso ao entrar, não sabia o que falaria para ele e muito menos se teria força em consolá-lo, pois o sofrimento dele que estava carregando o feto seria dez vezes pior que o seu.

— Entre. — O doutor murmurou atrás, Chanyeol respirou fundo e girou a maçaneta, adentrando no quarto que estava com as luzes fracas, viu que o Baek ainda estava dormindo devido aos remédios.

Se acomodou ao lado do namorado, segurando suas mãos, passou a acariciar as mesmas enquanto murmurava diversos perdões para o garoto, por sua culpa ele havia perdido o bebê, tinha certeza disso.

Nunca se perdoaria.

 

[...]

 

Havia adormecido na cadeira, com a metade do corpo apoiado na cama segurando as mão do namorado, acordou ao sentir o outro mexer suas mãos, se afastou no mesmo instante mas ao vê-lo abrir os olhos, juntou seus lábios e acariciou o rosto do namorado com uma feição triste.

— Me desculpa, amor. — Chanyeol murmurou baixinho.

— Deita aqui do meu lado. —  Baekhyun pediu num tom baixo, se esforçando para dar mais um espaço para o namorado se aconchegar em seu lado.

Chanyeol tomou cuidado ao se deitar ao lado do namorado, levando sua mão até a cintura do mesmo sem ao menos tocá-la, apenas deixou sua mão ao lado. Permaneceu quieto por um momento, não sabia nem o que falar para o namorado.

— Eu não quero chorar, mas é tão difícil. — Baekhyun começou — Quando eu descobri estar grávido, eu ri de início sabe? Pensei que o médico estava brincando comigo, mas quando eu percebi que era real, meu mundo desabou eu fiquei abatido o suficiente, estava prestes a me tornar uma pessoa depressiva, mas eu tentava sorrir diante tudo isso pois eu pensava no nosso bebê. Eu tinha medo da reação dos meus pais, da sua reação, mas de início você agiu igual eu, depois ficou perplexo não tirei sua razão no momento… Pensei que não fosse suportar essa gravidez — Contou, se segurando para não chorar ao falar aquelas palavras — É difícil deixar a escola sem mais ou menos e simplesmente fingir estar doente quando se tem um embrião em desenvolvimento, eu levei um tempo para me acostumar com a ideia, foi um cúmulo quando minha mãe descobriu que eu tinha engravidado, ela praticamente surtou e eu era quem para falar algo? Ela me acabou me expulsando de casa, Kyungsoo me acolheu e a gente se afastou de novo, mas quando voltamos foi a todo vapor, você havia amadurecido sabe o quanto feliz eu fiquei em ver você agindo feito um homem e não um moleque a procura de aventura? — Perguntou.

Baekhyun fungou por um momento e voltou a olhar para o namorado que permanecia de olhos fechados, não conseguia fitá-lo para o namorado.

— A gente se tornou mais próximos, você chegava cansado do trabalho mas em nenhum momento escutei você reclamar, você vinha diretamente me dar um beijo e perguntar como eu estava me sentia completo com aquilo, não conseguia imaginar uma felicidade maior do que aquela. Eu estava ao lado e sendo amado pela pessoa que eu mais prezo neste mundo. — Sorriu ao falar, e naquele momento Chanyeol se permitiu abrir os olhos, fitando o namorado com uma expressão amena.

— Eu também te amo muito, Baek. —  Chanyeol voltou a acariciar os fios escuros do namorado enquanto lhe encarava — Está tudo bem chorar, não precisa guardar para si.

— Eu sei, obrigado por se preocupar comigo! — sorriu ao falar.

— Foi minha culpa, eu me sinto muito mal em ter feito isso conosco.

— Não, não pense dessa forma, não foi sua culpa, entendeu? — falou sério — foi algo que teve que acontecer, talvez eu não estivesse pronto para ser pai, mas em nenhum momento foi sua culpa, a gente passou os últimos momentos se divertindo, sem pensar nos problemas que nos cercaram durante essas dez semanas.

— Sim, a gente se divertiu muito. — concordou, tentando esboçar um sorriso — Eu quero apenas chorar, Baek… É difícil saber que você teve um aborto espontâneo.

— Eu estou muito mal, eu perdi muitas coisas ao ter engravidado, mas ao mesmo tempo eu ganhei outras, sabe o quanto isso foi importante para mim? Vamos lembrar desse momento como algo para um renascimento juntos.

— Sim, iremos renascer juntos. Vamos nos tornar pessoas melhores, o suficiente para podermos orgulhar o nosso pequeno feijãozinho que se tornou uma estrela no céu.

— Sim!

Por mais que Baekhyun quisesse chorar para os quatro cantos do mundo ouvir, ele tinha que se mostrar forte, pois pensava que se chorasse soaria como um arrependimento de ter engravidado e perdido a vida boa que levava, mas não, não se arrependia de nada naquele momento, era uma lição que a vida havia lhe dado.

Passou por várias fases, e agora estava em uma delas, a fase do amadurecimento e crescimento como pessoa, ele se esforçaria ao máximo para não deixar essa lembrança morrer apesar de tudo.

Pois sempre estaria lado a lado do namorado, este que lhe apoiaria em qualquer situação, dá mais leve até a mais difícil e não seria naquele momento que deixaria o namorado na mão.

 

 

 


Notas Finais


Primeiramente, me perdoem caso não tenham gostado do final, mas a pessoa que enviou o plot disse que queria algo triste, ai eu pensei em fazer dessa forma. Espero que tenham gostado da fanfic e comentem comigo o que acharam :3

perfil da /yukari: https://spiritfanfics.com/perfil/yukari18

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