História Silêncio Corrompido - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Deidara, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Naruto Uzumaki, Obito Uchiha (Tobi), Sakura Haruno, Sasori, Sasuke Uchiha, Toneri Otsutsuki
Tags Gaahina, Gaaino, Kibaino, Naruhina, Nejihina, Obisaku, Saiino, Sasodei, Sasusaku, Tonehina
Exibições 117
Palavras 4.530
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Hentai, Universo Alternativo
Avisos: Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Capítulo Dois.


Fanfic / Fanfiction Silêncio Corrompido - Capítulo 2 - Capítulo Dois.

 

 

Sakura Haruno

Terça-feira, 06h25min.

Por meio da janela entreaberta do meu apartamento, notei o quanto o dia estava caloroso e ensolarado. Não um sol severo, mas o suficiente para fazer você ter vontade de colocar uma roupa leve e andar pelos belos parques da cidade. O clima ultimamente andava completamente instável, no dia anterior estava ameno e nublado, de maneira que fez Naruto imaginar que era uma tentativa de Andrew lembrá-lo de sua morte, um pouco fúnebre em minha opinião.

Mandei uma mensagem para Ino, um pedido para que me desse carona até a escola. Meu querido pai tirou meu carro como forma de castigo, devido a uma discussão ridícula com minha madrasta. Ele deixou um motorista à minha disposição, porém, ontem notei que ele estava ali apenas para me vigiar, não soube se era a pedido de meu pai ou da sua infeliz esposa. De qualquer forma, não darei esse gostinho de ser vigiada por eles, nem que eu necessite andar de carro com Ino, que para meu azar é uma péssima motorista.

Conferi o horário em meu celular. Não estava atrasada, ainda me restava um curto tempo para passar uma leve maquiagem a fim de esconder meu desânimo. Abri um sorriso desengonçado em frente ao espelho que ficava na parede do meu banheiro, único lugar que permiti ter um. Meu reflexo era abatido e confuso, as olheiras debaixo de meus olhos se destacavam, olhei para meus braços expostos pela regata branca, observei as marcas roxas das mãos pesadas do meu pai, mais em baixo nos meus pulsos, a prova da minha vergonha. Engoli seco, é por isso que odeio espelhos, o reflexo da minha própria imagem só confirma o quanto sou fraca e desprezível.

Deixando minha ridícula insegurança de lado – ou tentando deixar –, consegui esconder minha palidez com ajuda da maquiagem. Coloquei um casaco preto para tampar aquelas marcas patéticas em meu corpo, pelos menos assim evitaria vê-los. Ouvi som de uma buzina estridente do lado de fora da casa. Revirei os olhos. Ela fazia o possível para chamar atenção.

Durante o caminho da minha casa até a escola, reparei que Ino se encontrava aérea e distante, conhecia-a suficiente para notar que algo havia acontecido. Contudo, não forçaria ela me contar os motivos, não enquanto ela estivesse dirigindo. Não pretendo irritá-la e assim ter uma morte precoce.

Ao entrarmos na sala de aula, Ino sentou em seu lugar de costume, a quarta cadeira ao lado da janela, ela jogou sua mochila na mesa da frente, estranhei, geralmente ela não guardava lugar para ninguém.

— Pra quem é esse lugar, porquinha? — Indaguei. Sentei na cadeira atrás dela, como o habitual.

— Hinata. Uma aluna nova e prima do Neji. Acredita?

— Neji tem uma prima? Não a vi. — Comentei.

— Claro que não! Você praticamente fugiu ontem. — Respondeu áspera. Na verdade, quando fiquei sabendo que não haveria aula, apenas o jogo de apresentação e os longos discursos de Tsunade. Fui embora correndo pra casa. — Eu a ajudei a encontrar a diretoria, coincidentemente ela ficará na nossa turma. — Ela sorriu. — Porém, ela acabou sumindo também, deve ter fugido igual a você.

— Ou ela deve ter ficado com medo de você. — Zombei. Ino na maioria das vezes era escandalosa e conversadeira, a primeira vista acaba afastando as pessoas.

— É claro que não, testuda. — crispei os lábios, odiava quando ela me chamava assim. — Ela é uma garota legal, ao contrário do ridículo de seu primo. — Soltei uma risada, era de conhecimento de todos na escola que Neji e Ino se odiavam, o motivo eu desconheço.

— Sua opinião não é válida. Você sempre gosta de todo mundo, até que a pessoa aja contra sua vontade. — Falei. O que não era de fato uma mentira.

— Também não é assim, você vai gostar dela. — Discorreu convicta. Ela olhou para a janela soltando um longo suspiro, um evidente sinal de que ela queria contar o que aconteceu.

— Fala logo, o que houve? — perguntei mesmo sabendo quem era a culpada.

— A mesma coisa de sempre. Ontem Deidara desfilou para uma estilista muito famosa, minha mãe fez questão de deixar claro que nunca voltarei a desfilar, não enquanto ainda ser conhecida como a garota drogada. — Ela respondeu com a voz embargada.

Crispei os lábios com força, a senhora Yamanaka fazia o possível e o impossível para deixar Ino mal, não entendo como essa mulher pode ser considerada como uma mãe.

 

— Ino, você sabe como ela adora te deixar pra baixo. Não dê tanta importância nas besteiras que ela fala, — Apertei sua mão tentando lhe passar confiança. — além do mais, você está limpa faz dois anos, não é qualquer pessoa que consegue tal feito. — Senti meus ombros serem enlaçados em um abraço terno.

Ino tentava transparecer que não se importava, mas os comentários da sua mãe a machucava profundamente. Ficamos em silêncio por alguns instantes, deixei que ela me abraçasse até que se sentisse melhor. Ela me largou após ver uma garota na porta da sala, uma aluna que eu nunca tinha visto antes.

— Hinata! — Ino balançou o braço debilmente para chamá-la, a menina nos olhou como se fôssemos duas extraterrestres. Passar vergonha é um dos privilégios de ser amiga da Yamanaka. — Guardamos um lugar pra você! — Ela apontou para a cadeira reservada quando ela se aproximou.

— Obrigada. — A garota agradeceu rubra, todavia sorriu minimamente.

— Então você é Hinata Hyuuga? — Indaguei. Ela confirmou com aceno de cabeça. — Eu sou Sakura Haruno, seja bem vinda. – articulei hospitaleira. A garota me retribuiu com outro sorriso, suas bochechas ficaram vermelhas, achei engraçado, ela parecia acanhada e olhava para o chão, atitudes estas que Neji não possui.

O professor Kakashi entrou atrapalhando nossa conversa. Ordenou para que todos os alunos se sentassem.

E assim o inferno do ano letivo começa.

Sasuke Uchiha

Terça-feira 07h15min.

 

Era o terceiro cigarro que eu acendia em menos de vinte quatro horas. Minha mente rapidamente se embaralhava em um misto de inquietação e nervosismo. Sabe aqueles dias que você acorda com um gosto amargo na boca? Como se algo te puxasse para baixo? E você sente nada apenas do que desânimo, tédio e aborrecimento? Foi exatamente assim que meu dia se iniciou. Tudo porque Itachi meu irmão, me mandou um e-mail dizendo que iria voltar pra casa, confesso que sinto grandes saudades de tê-lo em casa, mas seu retorno estragaria meus planos de trazer minha mãe de volta, de trazê-la de volta para a sanidade.

— Não deveria estar na aula, gatinho? — ouvi a voz de Samui vindo atrás de mim.

 Bufei irritado. Encontrava-me no terraço no prédio de informática, eu e Naruto encontramos esse lugar por acaso na sétima serie, e desde então corremos para cá quando queremos matar aula. Daqui de cima temos a visão de todo o colégio, também dos movimentos além dos muros da KGS. Joguei meu cigarro no chão, pisando em cima logo depois. Virei para olhá-la sem esconder minha irritação pela sua presença, porém não foi o suficiente para intimidá-la.

— Não estou a fim de assistir aula do Kakashi. – Além disso, não queria ouvir sermões do Naruto e Gaara por está fumando demais parecem minhas esposas. — E você? O que faz aqui? — Indaguei.

— Vim te fazer companhia. — Ela sorriu radiante. No entanto, esse sorriso não causa nenhum efeito em mim.

— Se quer ficar não faça barulho, não estou com paciência hoje. — Falei rispidamente. Samui simplesmente assentiu caminhando até ficar ao meu lado.

Saco. Essa foi à palavra quando senti a cabeça dela pousar em meu ombro. Odeio garotas pegajosas, Samui deveria saber bem disso. Aceitei namorá-la porque ela sabia respeitar meu espaço, e não fazia papel de ciumenta e possessiva. Todavia, algumas semanas ela vem agindo o oposto, me ligando o tempo; interrogatórios desnecessários, um verdadeiro saco. Antes que eu pudesse expressar meu completo desgosto, o sinal do fim da aula chamou nossa atenção. Hora de voltar pra sala.

Quando adentrei minha turma o primeiro olhar que recebi foi de Sakura. Seus olhos carregavam um misto de decepção e preocupação. É de conhecimento de alguns sua quedinha por mim, desde seus sei lá quinze anos. Por mais que eu carregasse uma grande afeição da pessoa que ela se tornou, não conseguia sentir nada além de amizade por ela. Entretanto, confesso que gosto do jeito que ela olha para mim, demonstra sinceridade, diferente dos olhares de repreensões de Gaara e Naruto. Aquele olhar carrega uma ternura imensurável, e mesmo eu sendo um completo idiota na maioria das vezes, seus olhos verdes eram sempre direcionados á mim.

 

Hinata Hyuuga

Terça-feira 09h30min.

 

Alívio. Essa foi sensação que eu pude sentir ao encontrar o maldito refeitório. Ino e Sakura haviam me explicado onde exatamente ficava, uma vez que tive a brilhante ideia de ir ao banheiro enquanto elas iam à frente. Na realidade não quis incomodá-las. Nunca na minha vida arranjei amizades assim de forma tão rápida, sendo sincera, eu nunca fiz amigos em qualquer outro lugar, pelo menos não verdadeiros.

Entrei no refeitório quase sentindo uma vertigem, tinhas vários alunos andando pelo lugar, sem falar do barulho que estava alto de mais. Parei de andar para visualizar melhor o espaço, que é ridicularmente imenso. Olhei para cada lugar em busca das meninas, mas em vão.

Após procurá-las incansavelmente, acabei desistindo. Fique exatamente cinco minutos na estúpida fila para comprar um copo de suco e um bolo de chocolate, que em minha humilde opinião estava muito pequeno. Com a bandeja em minhas mãos, procurei uma mesa vaga, e obviamente não encontrei nenhuma.

— Você não olha por onde anda imbecil? — Um grito chamou atenção de todos que se encontravam no refeitório.

— Eu falei com você, não me ouviu? — Virei de costas encontrando o dono da voz grosseira.

Era um garoto alto de cabelos platinados gritando com um menino que julgando pela sua altura deveria ser do primeiro ano. Contudo, não pude ver seu rosto que estava de costa á mim, muito menos de seu agressor que abaixou a cabeça para olhá-lo.

— Eu falei com você! O loiro platinado se aproximou mais do menino, que se encolheu.

— Desculpe Toneri. — Pediu baixo e trêmulo.

— Na próxima não serei tão bonzinho. — Ele sorriu ardilosamente, que garoto idiota. — Saia da minha frente. — Ordenou. Mas o menino menor não obedeceu. — Saia! — Praticamente berrou.

Olhei para os lados na tentativa de encontrar alguém que parasse aquela cena ridícula de discussão, mas o que encontrei foram alguns alunos dando risadas, e outros com olhares de pânico direcionados para o tal Toneri. Constatei então o óbvio: ali estava o famoso bambambã do colégio se divertindo à custa da sua vitima, o famoso bullyng.

Desviei meus olhos para a senhora da cantina que assistia a tudo, mas parecia não dar à mínima. Quando me dei conta, senti algo bastante forte bater contra meu corpo, cair feito uma lesada no chão. 

— Aí. — Resmunguei, assim que notei meu bumbum se encontrando com o piso duro. Abrir meus olhos notando o que havia me acertado.

O maldito valentão empurrou o garoto que caiu com tudo em cima de mim. O menino se levantou com dificuldade limpando meu suco de laranja que caíra perto dele. Ouvir algumas gargalhadas por causa da minha queda, que bandos infantis.

— Olha o que você fez idiota derrubou a garota. — Toneri gritou andando até nós.

Meu corpo ficou paralisado, e meu coração começou a bater aceleradamente. Com a proximidade, notei seus olhos azuis claros que pareciam refletir o próprio céu, de perto, seus cabelos ficavam ainda mais platinados, mas a raiz loira denunciava sua cor verdadeira. Sua pele pálida combinava perfeitamente com seus olhos exóticos, e seu corpo atlético se encontrava visível devido à blusa preta de mangas longas. Extraordinariamente sexy, eu poderia defini-lo desta forma se não parecesse ser um babaca.

— Você está bem? — Ele me olhou minuciosamente, analisando cada detalhe do meu corpo.  Meu rosto ruborizou, apenas assenti positivamente. Virei-me para pegar o que havia restado do meu lanche, que para meu azar estava destruído no chão.

— Viu o que você fez Konohamaru? Destruiu o lanche da garota, você é um estupido que não faz nada certo. — Me levantei pegando meu pobre bolo que se espatifou no piso duro do refeitório. Ouvi mais gritos ofensivos para o menino, aquilo estava me irritando. Enquanto Toneri berrava com ódio, o outro ficava calado de cabeça baixa, impassível.

— Crescer sem os pais não lhe ajudou a ter educação, não é mesmo? O que seu avô anda ensinando para você? Pelo visto nada. — Toneri soltou uma risada irônica. Fiquei horroriza. Como ele pôde falar algo assim tão abominável? Não ter pais é terrivelmente triste. Senti meu sangue ferver de raiva, eu sou contra a violência, mas aquele garoto merecia uns socos.

— Por sua culpa agora ela está sem lanche. Peça desculpas. — Ordenou. Ele pessoa que é algum tipo de alteza? — Peças desculpas agora! — Mandou mais uma vez.

— Ele não deve pedir desculpas, a culpa foi sua de tê-lo empurrado. —Gritei. A frase saiu automaticamente, ele me olhou com fúria. As pessoas no refeitório prenderam a respiração e todos ficaram em silencio, alguns me fitaram com pena. Ótimo! Segundo dia de aula e já me mento em confusão. Parabéns, Hinata.

— O que você falou? — Toneri se aproximou ficando a centímetros de distância do meu rosto. Ele me olhou de cima devido nossa diferença de altura. Senti minhas bochechas esquentarem por causa do o olhar ameaçador.

— Você tem sorte de ser bonita, se não acabava com você. — Ele me fitou de forma desconfortável. Toneri segurou meu queixo analisando meus olhos.

— A deixe em paz, idiota. — Ele soltou meu queixo, virando-se para olhar o dono da voz. Observei a única pessoa que foi capaz de parar o albino.

Prendi a respiração ao notar o rapaz que interveio nossa discussão. Nessa escola tem algum tipo de cota para modelos? Ali estavam um garoto alto de pele bronzeada, cabelos bagunçados e loiros, e mesmo usando jaqueta pude notar que ele possui um corpo musculoso. No entanto, o que chamava atenção eram seus olhos azuis como duas safiras, extremamente intensos e chamativos.

— Naruto, não se intrometa. — Toneri apontou o dedo para o loiro.

— Você não consegue passar um dia sem fazer seus showzinhos? — ele balançou a cabeça negativamente. — Pior, agora deu para brigar com garotas? — Debochou.

— Às vezes é preciso. — Ele deu ombros. — Ainda mais sendo uma Hyuuga. — Toneri olhou irônico pra mim, assustei. Como ele sabia meu sobrenome? — Vou nessa, o clima perdeu a graça para mim. — Sorriu olhando para os dois garotos. Ele andou até a saída do refeitório como se fosse algum tipo de celebridade. Que garoto insolente!

Virei-me para ir embora, não quero ficar mais tempo nesse lugar. Entretanto, senti alguém segurar meu braço. Olhei para trás e notei que o loiro havia me segurado. Quase enfartei tamanha intensidade que ele me observava, não sabia se agarrava a bandeja que estava em minhas mãos, ou se cobria meu rosto na tentativa de esconder minha vermelhidão.

— Você é novata não é? — O garoto soltou meu braço. Assenti positivamente. — Deixe que eu pague outro lanche pra você. — Ele passou a mão em seus cabelos deixando ainda mais bagunçada.

— Não precisa se preocupar, eu posso comprar outro. Obrigada mesmo assim. — Respondi baixo e sem jeito, com certeza minhas bochechas estão rubras, ele não desviava aquele olhar analítico.

— Não é isso. — Ele abriu um enorme sorriso, e que sorriso! Seus dentes brancos e corretamente alinhados ficaram expostos, o que lhe deixou ainda mais lindo. — Qualquer pessoa que grite com Toneri tem meu respeito. Você fez o que eu gostaria de fazer a muito tempo, pagar seu lanche é forma de agradecimento. — Gargalhou.

Deus! Até o som da sua risada é inacreditavelmente lindo. Devo estar como uma boba olhando para ele.

— Vamos. — Ele me pegou em meu braço me puxando entre os alunos. Deixei-me levar, como falar não a esse deus grego? Paramos na lanchonete que essa hora não tinha mais fila.

— Pode escolher o que quiser. — Sorriu. — A proposito, me chamo Naruto Uzumaki. — Ele pegou uma bandeja colocando varias batatas fritas e um hambúrguer.

— Sou Hinata Hyuuga. — retribuir a gentileza. Peguei dois pedaços de bolos de chocolate, só por garantia se algum cair outra vez.

— A famosa prima do Neji, — Comentou. — Fazemos parte do mesmo time de futebol, ele disse algo sobre a chegada da sua prima. — Contou, abriu outro largo sorriso. Ele não cansa de sorrir? Seu rosto deve ficar dormente. — Deveria ter imaginado quando vi seus olhos. — Discorreu displicente.

— Herança de família. — Revirei os olhos. Eu odiava a cor dos meus olhos. Por causa do tom claro, quase branco, eu recebia apelidos do tipo: “ceguinha”, “terra de avatar”, “Hinata a cega”, entre outros nomes idiotas.

— Eu sempre achei um privilégio dos Hyuugas. — Articulou Naruto, fazendo-me encará-lo incrédula. — É como se fosse o legado da sua família, eu os acho bonitos. — Explicou.

— Hum. —Murmurei, tentando esconder a vergonha que senti ao ouvi seu elogio. Jamais alguém falou dessa maneira sobre meus olhos. — Obrigada pelo lanche. — Agradeci, desviando de seu olhar.

— Pode sentar com meus amigos, se quiser. — Naruto apontou com a cabeça para que eu o acompanhasse. — Você não encontrará nenhum lugar vago. — Propôs percebendo que eu não me movi do lugar. — Não se preocupe só Toneri é o babaca do colégio. — Zombou. — Além do mais, como você é parente de Neji, provavelmente seremos amigos.

Que problema haveria em acompanhá-lo? As meninas sumiram, e Neji parecia que tinha evaporado. Naruto riu-se de forma afetuosa quando comecei a segui-lo.

 

 

Paramos em frente a uma mesa com dois garotos.  Fiquei sem reação, definitivamente hoje eu teria algum ataque do coração. Sentados ali, estava um ruivo de feições serias e olhos verdes, ao seu lado um moreno de expressão apática. Sabe aqueles colírios que estampam as revistas Teen? É exatamente como eles pareciam ser.

— Perdermos algo? — O moreno arqueou a sobrancelha olhando diretamente a Naruto.

— Essa é Hinata, prima do Neji. Encontrei-lhe gritando com Toneri. — Naruto sentou-se, me convidando para fazer o mesmo.

— Não acredito que perdi isso. — Resmungou o ruivo. — A propósito, sou Gaara no Sabaku. — Espera!  Eu conheço esse sobrenome. — E antes que me pergunte, sim. Eu sou filho do senador. — Ele fez um careta, fazendo o loiro rir.

 — Sou Sasuke Uchiha. — O moreno se apresentou, sem nenhuma reação. — Gritou mesmo com Toneri? — Acenei minha cabeça positivamente. — Está ferrada. — Disse com um sorriso nos lábios. Sobre a minha desgraça ele mostra alguma expressão? Ótimo! Já iniciei as aulas com pé direito.

— Hinata! — Ouvi um grito chamando por mim. Ino apareceu na minha frente. Olhou-me analiticamente, pude perceber que ela estava preocupada. — Procurei você por toda a parte. É verdade que brigou com Toneri? Ficou maluca? Eu deveria ter te avisado sobre ele. — Ela articulou ofegante.

— Fale devagar, Ino. —Brigou Sakura que se encontrava atrás da loira. Ela olhou para os meninos franzindo o cenho. — O que faz com eles? — Indagou, apontando para os garotos.

— Naruto me ajudou com Toneri. — Expliquei as duas sentaram-se conosco na mesa. — E como soube da briga? — Franzi o cenho, pelo visto serei assunto nesse colégio.

— Postaram na página da KHS. — Ino respondeu simplesmente. Como assim está no facebook? Realmente estou ferrada. — Quem diria que arrumaria confusão logo no segundo dia, e que cairia na mesa dos meninos. — Ela sorriu maliciosamente.

— Você está bem? — Sakura perguntou preocupada. O que há de errado com esse garoto afinal? Todos pareciam ter medo dele.

— Estou sim. – Sorri agradecida. A Haruno a principio pareceu não ter gostado de mim. No entanto, me senti bem com sua preocupação.

— Vocês duas não vão lanchar? —Gaara perguntou para Ino e Sakura.

— Já comemos um pacote de biscoito inteirinho. — Replicou a Yamanaka impaciente. — Eu juro! Pergunte a Sakura. — Suspirou irritada.

— Sim, é verdade. — A rosada saiu em defesa da amiga. O Sabaku mesmo assim pareceu desconfiado. Eles pareciam íntimos, ou talvez devesse ser minha imaginação.

— Finalmente encontrei vocês! — Uma garota ruiva surgiu detrás das meninas. — Vocês nem me contaram que conheciam a Hyuuga. — Ela sentou-se ao lado de Sasuke que resmungou. — Não acredito que gritou com Toneri, tenho certeza que vamos ser melhores amigas. — A garota sorriu freneticamente. — A propósito, sou Karin Uzumaki, prima do idiota do Naruto. — Ela sorriu da própria frase.

— Idiota é seu passado, Karin. — O loiro revirou os olhos. — E pare de falar você está assustando a Hinata. — Naruto rezingou.

— Não estou nada. Além do mais, á pagina Spotted não para de comentar sobre isso, é melhor se acostumar com a loucura desse colégio. — Karin fitou-me para displicente.

— Spotted? O que é isso? — Indaguei curiosa. Não queria ser assunto por causa de uma coisa tão banal, como uma discussão.

— Outra página do Facebook da escola. Só que essa é bem pior, serve apenas para fofocas e apontar os famosinhos da KHS. — Explicou em tom de desgosto. Algo me diz que essa fanpage me colocará em muitas confusões.

— Eu não acredito que a Spotted já está funcionando. — Berrou Ino, ela realmente berrou. — Ainda não falaram sobre mim. — Resmungou. Olhei-a com uma careta, então ela deve ser uma das tais famosinhas.

— Falaram sim. Algo como você está magra e outras baboseiras a mais, também comentaram sobre seu cabelo Sakura, disseram que ele está desbotando. — Gaara contou não segurando a risada. Que tipos de pessoas comentam algo assim em uma rede social? Isso estava mais para ofensas.

—Infames! Como tem a coragem de falar sobre meu cabelo. Se um dia eu pego o dono dessa página. — Sakura socou a mesa com força. Percebi que ela não é do tipo que aceita qualquer piadinha.

— Não sei por que dão tanta importância a Spotted, o criador dessa página só quer atenção. — Sasuke disse desta vez. Devo concordar, mesmo conhecendo pouco sobre o assunto.

—De qualquer modo, não vim falar sobre isso com vocês meninas. — Karin roubou uma batata frita da bandeja do primo, que a repreendeu. — Quero convidá-las para irem à minha casa no sábado. Acabou de se mudar um ruivo lindo para ao lado da minha casa. Ele é universitário e sempre acorda de pa...

— Karin! Você não ia dizer o que eu acho que você ia dizer. — Interrompeu Naruto. Ele lançou um olhar furioso a ruiva.

— Naruto, não interrompe assuntos de mulheres. — Ino dessa vez contestou.

— Não estamos nem um pouco interessados nesses assuntos. — Rebateu o Sabaku. Sakura riu como se esperasse essa fala. Eles pareciam amigos de muitos anos.

— Os incomodados que se retirem. — Propôs Karin irônica.

— Não se percebeu, mas estávamos aqui primeiro, convidamos somente Hinata. — O Uzumaki me olhou zombeteiro. O suficiente para me fazer corar.

— Não seja grosso, Naruto. Aliás, você não tem uma garota de cabelos roxos e de temperamento insuportável para importunar? — Ralhou à ruiva. Sentia-me uma intrusa no meio daquela conversa.

— De qualquer modo, temos que treinar. — O Uzumaki levantou-se, sem deixar de transparecer o descontentamento com a prima. — Foi um prazer, Hinata. — Ele me lançou um imenso sorriso. O suficiente para sentir minhas bochechas ruborizarem.

–— Vocês são irritantes. — Sasuke resmungou impassível. Ele é bem mal educado em minha opinião. Ele saiu sendo acompanhado por Gaara e Naruto.

— Finalmente! Pensei que eles não sairiam nunca daqui. — Karin disse sorridente.

— Você é terrível. — Ino balançou a cabeça negativamente. Não passou de uma tentativa de tirar os meninos de perto. — Então não existe nenhum ruivo?

— Sim, existe. E ele realmente acorda todas as manhãs de barraca armada. — Contou animadamente. Senti meu rosto ferver tamanha a vergonha, ela realmente tinha falado aquilo?

— E como você sabe? — Sakura interrogou, sem dar muita importância à amiga.

— E aí meninas. — Outra garota de cabelos com dois coques apareceu de repente. Ino e Sakura visivelmente possuíam muitos amigos, por um momento senti inveja. Eu jamais saberei como é isso.

— Tenten, você chegou na hora certa — A Yamanaka falou afetuosamente. Apontou para a cadeira a sua frente, no qual a menina se sentou —, Karin falava do seu vizinho ruivo...

— Gostosão e bem dotado? — Interrompeu a recém-chegada. — Ela não falou de outra coisa até agora. — Ouvi a Uzumaki praguejar. Ela olhou para mim analiticamente. — Você é a Hyuuga? — Ela gritou me deixando constrangida. — Sou Tenten Misturi. — Ela me indicou sua mão de forma respeitosa.

— Hinata Hyuuga. — Retribuir o gesto.

— Sempre quis conhecer uma Hyuuga, Neji é tão frio e arrogante. — Ralhou Tenten. Franzi o cenho, meu primo é a pessoa mais doce que conheço. — É verdade que vocês são podres de ricos porque fazem parte da máfia japonesa? — A garota me perguntou séria. Soltei uma gargalhada, é isso que eles pensam do meu pai?

— Tenten! Não seja boba, que tipo de pergunta é essa? — Ino pareceu sem graça.

— Como se você também não tivesse essa mesma dúvida, Ino. — Ironizou. — E Neji faz questão de transmitir essa imagem. — Notei a irritação quando ela mencionou meu primo. Senti um embrulho no estômago.

— Não fazemos parte de nenhuma máfia. — Sorri pelas expressões de decepções das meninas.

Um silêncio se instalou entre nós, não por muito tempo. Karin e Ino não conseguem ficar caladas por muito tempo.

— Então Hinata, qual clube está? — A Uzumaki dessa vez indagou.

— Clube? — Perguntei sem entender.

— Sim, uma disciplina extracurricular, mas obrigatória. — Sakura esclareceu. Apertei os lábios em uma careta, eu não sabia desse detalhe.

— Eu não sabia disso. — Respondi aflita.

— Meu Deus! Hinata, agora só deve ter clubes horríveis. — Tenten berrou ímpia.

— E quais clubes são? — Questionei.

— Corrigindo: Quais clubes você deve entrar para não ter sua vida social massacrada. — Ino falou em tom de repreensão.

— Como assim? — Perguntei.

— Você é nova aqui, Hinata, mas deve entender que nossa reputação nesse colégio é levada muito a serio. – A Yamanaka prosseguiu. – Há uma hierarquia aqui na KHS, e ela deve ser mantida. Se entrar em um grupo como: Xadrez, Matemática, teatro, culinária, artes ou movimento estudantil, você será excluída dos ciclos dos famosinhos, que no caso somos nós. — Concluiu.

— Hey, eu faço parte do movimento estudantil. — Protestou Sakura. Ela deu um tampa no braço da loira, que mostrou língua.

— É diferente, você é presidente do clube, e está sempre em polêmicas. — Debochou Karin.

— Então, qual eu devo entrar? — Perguntei, sem compreender ao certo essa “hierarquia”.

— Nas líderes de torcida, no grupo de pesquisas, clube de músicas, dança... — Dessa vez Karin esclareceu.

— Ou Natação. — Tenten sorriu.

— Em todo caso, sou capitã das líderes de Torcida, tenho poder te colocar lá sem precisar de teste. — Notei um brilho amedrontador no olhar da loira.

— Está louca? Hinata não parece ser do tipo que fica rebolando com roupas minúsculas. — Ralhou Sakura. — Ela se encaixará perfeitamente no movimento estudantil e...

— E ficar perto de você? A maluca possessiva por competição? Hinata não merece receber suas ordens. — Karin riu-se debochadamente.

— Você me chamou de que, sua ruiva magrela? — A rosada esmurrou mais uma vez a mesa. Ela tinha um pavio muito curto, porém de uma maneira engraçada.

— Meninas, parem com isso. Deixe-a para o clube de Natação, vocês sabem que estamos precisando de novas garotas. — Insistiu Tenten.

— Ninguém se importa com esportes, pucca. É óbvio que o ideal para ela será o clube de pesquisa, aliás, precisamos de novos patrocínios. — A Uzumaki ajeitou seu óculos.

Elas começaram uma discussão de qual grupo eu devo entrar, brigavam por mim, para ficar em um clube no qual elas participavam. Senti algo aquecer meu coração. Pela primeira vez alguém queria minha presença em algum lugar, experimentei uma sensação gostosa no peito. Talvez o colégio não seja tão ruim assim.


Notas Finais


Gostaram? Continuo? *-*


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