História Silent Hills : Outro mundo - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias Norman Reedus, Silent Hill
Personagens Personagens Originais
Visualizações 19
Palavras 1.485
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 10 - A prova do massacre


 

Já dentro do elevador, percebi que o mesmo era daqueles parecidos com os de construção do qual dá para ver tudo pela subida, a proteção era feita apenas por grades na sua delimitação. Sem me importar tanto com isso, procurei pelo painel do mesmo.

Era um daqueles bem feios, completamente descascado, quando olhei os botões, vi que nem ali eu teria paz, pois, os botões para o segundo e terceiro andar não estavam lá, existia apenas um destino ali: O quarto andar.

Só de pensar nesse tal andar, já me enchia de calafrios. Caso a história do rádio fosse verdade, como aparentemente era, teria todo tipo de coisa bizarra naquele lugar, até o tal do cordão de intestinos, embora eu achasse aquilo um baita de um exagero. Poderia estar realmente no inferno, todavia, algo como descrito na notícia era simplesmente impossível de acontecer, pelo menos na minha visão.

Sem ter outra alternativa, apertei o botão para o quarto andar. Imediatamente, o elevador começou a subir, ele ia incrivelmente devagar. Durante o seu trajeto, uma voz saiu do sistema de emergência do elevador, era o locutor do rádio de novo, mas dessa vez, tinha uma plateia ao fundo:

— Sejam todos bem-vindos ao nosso famoso show das cinco na estação Redrum 120 F.M. Como todos sabem, escolhemos uma pessoa aleatória para responder as perguntas premiadas para ganhar o grande prêmio da caixa azul. Ou… — O locutor deu uma risada maléfica e continuou dizendo, de forma sarcástica. — Encarar as consequências. E o escolhido de hoje, é? Jarith!

O barulho da plateia aumentou substancialmente, era como se o locutor estivesse chamando alguém famoso para aquele quadro bizarro de rádio vespertina dentro do elevador de um hospital possuído por todo tipo de demônios e espíritos. Antes que eu pudesse raciocinar sobre o que estava ocorrendo ali, mesmo que isso provavelmente não ajudasse muito, ele continuou a dizer:

— Vamos lá Jarith! Aposto que irá se divertir, fique atento para as perguntas, pois, não irei repetí-las… Primeira pergunta: No dia de hoje, ou ontem, quer dizer, nem eu mesmo sei ao certo. Uma garota foi assassinada no beco da Rua Canyon por um monstro denominado ‘sacrifício’, ela teve seu intestino arrancado do corpo pela mão da criatura, sangue, vísceras, nervos, uma grande tragédia de fato. O que eu quero saber é: Qual era o nome dessa garota? A: Andréia... B: Laura... C: Carla.... Você tem dois minutos para responder.

Simplesmente não conseguia acreditar no que estava acontecendo, tinha absoluta certeza que tudo que nos observava naquela cena horrenda fora a escuridão. Não obstante, aquele locutor sabia de tudo, e ainda do nome da garota. Acredito que minha sanidade já tinha ido para o além com o que meus sentidos captavam, isso enquanto o elevador continuava subindo na velocidade de uma tartaruga.

Formulei a tese de que eu estava sendo vigiado esse tempo todo, mas pelo o que? Por quem? Estas perguntas eram impossíveis de responder, era como se estivesse dentro daquele livro de George Orwell que esqueci o nome, em um nível quintuplicado. Porém, para variar sem alternativas, respondi prontamente a pergunta do locutor, dizendo em voz alta:

— C: Carla…

— A resposta está? ÊEE…. XATA! — A plateia gritava tão alto que parecia estar dentro de minha cabeça, quando eles se acalmaram, o apresentador continuou. — Esse cara é muito bom, tudo bem que ele testemunhou o assassinato e ainda não fez nada, que cidadão de bem! Enfim, vamos para a segunda pergunta. — A voz do locutor transmitia um falso pesar, como se gostasse do que relatava. —  Nosso caso agora nos remete a um caso de Familicídio ocorrido há dez meses na cidade de Pleasant River. Lisa Anders e suas duas filhas, Carla e Heather Anders foram encontradas mortas por tiros de fuzil… Todos vocês devem estar achando que foi um crime de violência das ruas, dívidas de tráfico, mas não foi nada disso! O pai da família assassinou todas elas a sangue frio e aparentemente hipnotizado, hipnose constatada, pois, ele repetia uma sequência de números. O que eu quero saber é: Qual era essa sequência macabra?A: 204863, B:666666, C: 303909. Dois minutos…

Minha mente estava se quebrando em pedaços, porque o narrador sabia até que eu estava escondido, totalmente negligente ao assassinato da tal Carla. E ele sabia sobre o caso do apartamento, minha sorte é que ele não mencionou o nome que usavam para falar de mim, embora eu tenha certeza que não me chamo Jarith, mesmo que eu tenha esquecido meu nome verdadeiro.

Talvez isso fosse apenas um detalhe.

Tudo que acontecia comigo deveria ser, não, eu tinha quase certeza que era apenas um pesadelo mais longo que o normal, porque todas as minhas noções sobre o que é real e o que não é já estavam orbitando anos luz da Terra, isso se eu estivesse no meu planeta ainda. Mas, voltando para o meu foco, finalmente respondi a pergunta, já que tinha decorado de cor e salteado a tal sequência:

—  A: 204863… Como se eu fosse me esquecer.

— Meu Deus do céu! — Exclamou o locutor, enquanto a plateia já se assemelhava a um bando de hienas malucas. — Nunca vi alguém acertar tanto assim… Vamos então, sem nenhuma delonga, para a terceira e definitiva pergunta. No enigma do hospital, existiam sequências numéricas e uma soma no final, mas tudo dependia de uma palavra completamente fora de contexto, da qual você tinha de pegar o número de letras que ela tinha, que dava sete. A pergunta agora é… Qual é essa palavra? A: Tablets, B: Palitos, C:Celular. Dois últimos minutos…

Prefiro nem comentar sobre essa última pergunta, eu já não entendia mais nada, apenas que tinha alguém em uma sala cheia de televisores brincando comigo. Igual aquele vilão dos jogos mortais, porque saber até sobre aquele enigma bizarro era simplesmente incompreensível… Então, apenas respondi já que minha cabeça não aguentava mais aquele cara.

— B: Palitos.

— Temos um vencedor! — Exclamou eufórico o narrador. — Agora vá até a cozinha no quarto andar e pegue seu prêmio. Afinal, não é todo dia que vemos alguém tão inteligente e atento assim né? Até o próximo desafio da caixa azul!

Finalmente o sistema de transmissão de áudio falhou completamente, e o elevador curiosamente abriu, nem tinha notado que já havia chegado no quarto andar. Aquilo tudo me deixava cada vez mais paranóico, só de imaginar que alguém estava fazendo piada com meu sofrimento já me revirava o estômago.

Saí do elevador.

As coisas estavam piores do que em todos os corredores anteriores, sangue e bile estavam espalhadas pelo chão, paredes e teto. O cheiro estava além do último limiar de insuportabilidade: Parecia que tinham colocado carne vencida no sol, depois esquentaram e jogaram merda em cima.

E talvez eu estivesse sendo gentil.

Cobri meu rosto com minha blusa, e mesmo que não ajudasse muito, prossegui pelo lugar. Havia sete portas, quatro na minha esquerda e três na minha direita, sendo que a última era do lado direito. A maioria delas estavam trancadas, todavia, a cozinha, que era a segunda porta à esquerda, estava aberta. Era lá que eu encontraria o tal prêmio, ou uma armadilha mortal.

Como sempre, sem escolhas, entrei na cozinha. O cheiro do ambiente, conseguia, facilmente, me fazer vomitar por sete gerações, e eu não queria nem um pouco saber o que tinha ali para ser tão mau-cheiroso. Havia uma grande geladeira, provavelmente para armazenamento de medicamentos, mas eu vi meu presente em uma mesa, próxima a pia, ainda cobrindo meu rosto o peguei

Era uma pistola nove milímetros, quando fui ver o número de balas, percebi que tinha uma certa perícia com armas, mas não me lembrava de ter pego nessa máquina de matar antes e que, além disso, tinha exatamente sete balas. Logo, deveria usar apenas em último caso. Isso se adiantasse alguma coisa contra aquelas aberrações.

Satisfeito por ter encontrado a arma, pensei em ir embora da cozinha. Todavia, com minha maldita curiosidade fui até pertinho da tal geladeira gigante que media uns seis metros de altura, enquanto arrastava a porta pesada, me perguntava como aquilo foi parar na cozinha. Quando ela abriu o cheiro, eu não quero nem comentar sobre o cheiro, mas entendi qual era a causa: O refrigerador estava repleto de cadáveres em média decomposição, aquela mais nojenta, que os corpos incham como balões, todos tinham rasgos na altura da barriga.

Provavelmente eram as vítimas do massacre, se bem que não era nada comum colocar tantos corpos em geladeiras.

Nem arrastei a porta de volta, saí daquele lugar maluco, de volta para o corredor. Dei passos rápidos até a última porta, que escolhi justamente por todos os rastros amarelados e vermelhos se dirigindo para lá, e não para a cozinha o que chamou a atenção, pela segunda vez, da minha maldita curiosidade.

Enfim passei pela última porta, me encaminhando para um inferno tão sombrio que fez tudo que passei no apartamento como uma colônia de férias no Caribe.


Notas Finais


História em pausa até o término de "sombras do sucesso". Não irá demorar muito.


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