História Silent Oath - Capítulo 6


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Exibições 9
Palavras 4.633
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Fantasia, Ficção, Harem, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 6 - O cavalheiro "perfeito" parte I


Suspirei.

Já faz uma semana que estou com os meus cavalheiros, eles me ajudam muito... Mas... Cyro e Clair são muito barulhentos, não param de brigar... Klein é muito... Pouco inteligente... Sehty é muito frio e Lhyan... Na verdade, sobre o Lhyan eu não tenho muito o que reclamar, ele é gentil e põe os outros rapazes na linha, ele é um bom líder, pode-se dizer que ele é praticamente “perfeito”.

Mas é bom ter mais companhias, é bom passar um tempo com eles, até mesmo o meu trabalho fica mais divertido, eles são bons amigos.

Cyro, até agora, é o que é mais próximo de mim... No terraço, nós não paramos de conversar por um segundo sequer, ele é muito divertido.

Eu queria poder ver os outros irmãos dele, ele disse que eles são uma pestes, eu adoraria ter um irmãozinho ou irmãzinha para ficar brincando com minhas coisas sem permissão... Eu sei que é um “sonho” que para a maioria seria um pesadelo, mas eu realmente queria ter um, ou até mesmo um priminho  ou uma priminha, mas meus avós maternos só tiveram minha mãe e meus avós paternos tiveram apenas o papai e o tio Ruy, mas ele já teve um filho, um garoto 6 anos mais velho que eu para herdar o condado de Wive, o tio Ruy disse que não pretende ter mais nenhum filho e o primo Taylor disse que não quer ter um filho tão cedo...

Suspirei.

Eu acho que só poderei brincar com meus filhos...

Hoje eu tenho que ir para um reino vizinho, é o aniversário do príncipe de Georgia, Ethan Whitney.

Georgia é um dos poucos reinos que ainda é “amigo” de Belkis, o rei Uriel não se importou com as idiotices de meu pai, ele é um rei gentil que tenta resolver a maioria dos problemas por meio da conversa, ele evita batalhas, por isso, é um dos reinos com mais aliados, o que significa que será importante minha presença para poder conversar com outros reis e príncipes de reinos mais poderosos, eu devo dar uma boa impressão, a boa impressão que meu pai jamais deu.

Os meus cinco cavalheiros iram levar eu, a Dália e a mamãe daqui a pouco... Mas...

A Dália ainda está arrumando minha mala!

– Princesa, qual você vai usar hoje à noite? – Dália me perguntou apontado para dois vestidos que estavam sobre a minha cama... Eles eram um pouco... Vulgares.

– Dália, eu vou para um aniversário importante, eu tenho que passar uma boa imagem... Se eu usar um desses, talvez eu passe uma má impressão.

– Eu sei, mas... E se algum príncipe se interessar por você? Pode até mesmo ser o Príncipe Ethan, nunca se sabe, vai ajudar no reino!

– Eu passo... E Dália... Por que tantas malas? Iremos ficar só até depois de amanhã.

– Você pode mudar de opinião a qualquer momento, por isso, eu preparei um vestido para cada ocasião ou humor seu.

 – Eu não acho que eu mudaria tanto de humor assim.

– Não importa! Devemos estar preparadas para qualquer ocasião, desde um jantar social a um jantar romântico.

– Não acho que ocorreria um jantar romântico.

– “Acha”, não tem certeza... Pode ou não ocorrer, depende da senhorita apenas.

Suspirei.

– Eu não vou usar nenhum desses dois...

Olhei para a janela, minha mãe e os rapazes já estavam esperando.

– Dália! Vamos logo! Estão todos esperando!

– Ok... Mas não diga que eu não avisei.

Nós duas descemos para o pátio – Dália demorou mais tempo por causa das seis malas que ela preparou.

Logo quando cheguei e vi minha mãe, eu a abracei.

– Filha, você concordou mesmo em todas essas malas? – ela perguntou sorrindo.

– Tive que concordar, ela disse para eu ter um vestido para cada ocasião.

– E ela está certa! Devemos ter muitas opções.

– Até você mamãe... – eu disse, agora que eu havia percebido as criadas da minha mãe, cada uma com uma mala.

Minha mãe riu.

Depois de esperar um certo tempo para os rapazes guardarem as várias malas, subimos nas carruagens, eu e a Dália em uma, e a mamãe em outra, quem estava guiando os cavalos da que eu estava era o Lhyan, e ao lado, à cavalo, estavam o Klein e o Cyro.

– Vossa Alteza, pronta? – Lhyan perguntou antes de sair.

– Claro. – Confirmei.

 

***

Estávamos a mais ou menos à meia hora de viagem, a Dália realmente não parava de falar das minhas varias possibilidades nesse jantar... Mesmo eu já sabendo de todas... Dália simplesmente não entende.

– Dália, eu sei de tudo isso. – eu resmunguei.

– Mas não custa nada relembrar, você pode ter várias chances de casamento.

– Eu não quero me casar.

– Não? Eu pensei que você não queria se casar com aqueles idiotas que os ministros deram como “reis em potencial”.

– Eu realmente não quero me casar!

– Eh? Mas não seria bom ser como naquela noite?

– Como assim?

– Você ter um parceiro para observar as estrelas. Não foi divertido ficar com o Cyridiota lá no terraço?

– Foi... Mas é diferente... Cyro é um guarda e é meu amigo.

– Mas mesmo assim... Já pensou sempre ter alguém para observar as estrelas com você?

– Eu só tive você, o Cyro e minha própria companhia, não sei como seria ter outras pessoas... E também ficar com você foi totalmente diferente de ficar com o Cyro...

A Dália arregalou os olhos e ficou boquiaberta.

– Dália?

– Princesa... Você se apaixonou pelo Cyridiota? – ela sussurrou, provavelmente para o Lhyan não escutar.

– Não... De onde você tirou isso?

– Não se preocupe... Eu lhe apoio completamente, eu sempre quis viver um amor proibido, mas como não viverei, apoiarei o seu! – ela me ignorou.

– Você me escutou? – perguntei.

– Não! Senhorita, estou tão feliz... Isso faz uma mistura de drama, amor, talvez até tragédia!

Suspirei, com o tempo de experiência que tenho com a Dália, a melhor opção é ignorar, ela sempre tem seus delírios.

– Um amor proibido... Beijos escondidos... Fugas do palácio... O medo de que descubram! Tudo isso deve ser incrível!

Suspirei... As vezes a Dália é um pouco mias irritante que o normal...

E então, enquanto a Dália tinha seus delírios, a carruagem começou a ir bem mais e rápido, ela começou a balançar bastante, eu estava começando a ficar zonza.

– Lhyan! O que é isso? – Dália gritou.

– Eu não sei os cavalos se descontrolaram! – Lhyan a respondeu.

Pude ouvir o Lhyan tentando parar os cavalos...

Sentimos um grande estrondo, este estrondo fez eu e a Dália cairmos de lado, a carruagem tinha virado, Dália bateu a cabeça com força no chão, tinha um pouco de sangue na cabeça dela.

– A-Ai! – ela gemeu.

– Dália? Você está bem? – perguntei preocupada.

– A-Acho que sim... – ele disse fechando os olhos.

O Lhyan apareceu abrindo a porta com força.

– Alteza! Você está bem? – ele perguntou tentando me ajudar a me levantar.

– Sim... Mas a Dália...

– Venha aqui... – ele me puxou com delicadeza para fora da carruagem e me sentou no chão.

– Lhyan... A Dália...

– Espere um pouco.

Ele entrou na carruagem e, com cuidado, tirou a Dália de lá e a deitou na grama.

Eu me aproximei dela com lágrimas nos olhos.

– Ela está bem... Apenas bateu a cabeça... – Lhyan disse tentando me acalmar.

– Você tem certeza?

– Sim, há apenas um pequeno corte, não é nada de mais, ela só desmaiou por causa do impacto, logo vai acordar. – ele disse passando a mão de uma maneira reconfortante no meu cabelo.

– Mas... O que aconteceu?

– Não sei... Os cavalos se descontrolaram... E também... Estamos perdidos...

– O que?

– Tentando parar os cavalos, não tive tempo de memorizar o caminho... Não lembro de maneira alguma por onde viemos... Desculpe... E também não tem como consertar a carruagem...

– Tudo bem... Mas será que vão nos encontrar?

– Não sei... Mas... Mesmo odiando minha própria ideia... Ela é a melhor que temos no momento...

Ele tirou o seu casaco e me cobriu com ele.

Ele se ajoelhou na minha frente e me olhou nos olhos, seu rosto era bem sério.

– Eu vou procurar ajuda, ou tentar encontrar os outros, o que acontecer primeiro. Tome cuidado, caso algo aconteça, pode me chamar, virei o mais rápido possível, eu prometo.

Eu fiz que sim com a cabeça.

– Certo... Não saia daqui em circunstancia alguma, se você se perder, será bem pior. – ele disse se levantando. – Faltam mais ou menos umas três horas para o sol se por... Acho que conseguiremos sair daqui antes disso.

Ele entrou na parte mais densa da floresta e em pouco tempo, parei de escutar seus passos.

Engoli seco... Essa é a primeira vez que eu fico sozinha em algum lugar fora do palácio... Essa floresta é escura e úmida... Tenho que admitir que eu estou com muito medo, Lhyan disse que o sol ainda não se pôs, mas... Está tão escuro que parece que já é noite.

Um pássaro preto passou voando e fazendo barulho.

É assustadora...

Olhei para Dália deitada.

Será que ela está mesmo bem? A pancada foi muito forte... Ela vai acordar? Eu vou ficar sem minha melhor amiga? Eu vou ver minha melhor amiga morrer diante de meus olhos e eu não posso fazer nada?

Enquanto tinha estes pensamentos, lágrimas escorriam sem parar.

Abracei meus joelhos e me encolhi.

O casaco do Lhyan tem o cheiro dele... De certa forma... É bem reconfortante... Eu não queria estar só...

 

***

Passaram-se horas, e nada de Lhyan... O sol já tinha se podo... Estava muito preocupada, e se algo tivesse acontecido com ele? Se ele tivesse se machucado? E se nós jamais conseguíssemos sair desta floresta?

Remoía estes pensamentos sem parar quando escutei um barulho de folhas se remexendo na floresta... O barulho aumentava cada vez mais, como se estivesse se aproximando de mim... Seria o Lhyan?

– L-Lhyan? É você? – perguntei tremendo.

Ninguém respondeu... Seria algum animal?

Os passos continuaram, mas agora, não vinham mais de dentro da floresta, eles estavam muito próximos, tentei ver o que era, mas a floresta estava muito escura, tentei ver o que era...

Vi uma silhueta masculina...

Uma chance de pedir ajuda?

– Senhor, por favor... Poderia...

A sombra veio para cima de mim, eu pude ver um reflexo de algo brilhando... Parecia uma faca... Poderia ser um assassino?

Comecei a me tremer e a recuar... Estava com muito medo, cada vez mais a sombra se aproximava de mim... Meu coração estava acelerado...

A sombra finalmente ficou na minha frente, era um homem alto e forte, seus cabelos eram compridos, ele tinha uma marca estranha na sua mão, ele estava com um sorriso ameaçador no rosto.

– Vai ser mais fácil que eu pensei! Você parece um cordeirinho assustado! – ele disse rindo. – O Chefe poderia simplesmente me mandar te levar até ele, é um desperdício a sua morte... Mas talvez eu possa me divertir antes... O que acha?

Eu recuei mais ainda... Estava aterrorizada.

O homem estava cada vez mais próximo... Quando...

– Corra princesa! – a Dália se levantou e empurrou o homem.

Sem pensar duas vezes eu corri...

Eu pude escutar o gemido da Dália... Ele fez algo com ela?

Comecei a chorar enquanto corria.

Escutei, mais uma vez os passos do homem, ele estavam cada vez mais próximos...

Tentei acelerar meus passos, mas não consegui, nunca consegui correr rápido... E o meu vestido não ajuda muito.

Acabei tropeçando em um toco de árvore.

O homem se aproximou de mim.

– Você é bem mais bonita quando está aterrorizada! – o homem disse se abaixando.

– P-Por que está me perseguindo?

– Não é obvio? Meu mestre me mandou.

– Q-Quem é seu mestre?

– Não acho que tenha problemas em lhe contar... Você vai morrer de qualquer jeito... Então, preste atenção... Meu mestre é...

Do nada, Lhyan surgiu e empurrou o homem... Ele gritou:

– FECHE OS OLHOS ALTEZA!

Foi o que fiz... Coloquei as mãos nos meus olhos...

Eu pude escutar gemidos de dor... Não pude diferenciar as vozes, estava com muito medo.

Depois de um tempo, escutei passos vindo em minha direção.

Apertei mais os olhos... Poderiam não ser do Lhyan...

– Alteza, abra os olhos... – era o Lhyan, ele disse gentilmente tirando minhas mãos do meu rosto.

Sem pensar duas vezes, ao ver ele tão próximo a mim, eu o abracei.

– Lhyan... – choraminguei, minhas lágrimas molhavam a roupa dele.

Ele retribuiu o abraço me apertando com um pouco mais de força...

– Está tudo bem Alteza...

Olhei nos olhos dele.

– L-Lhyan... E-Eu... Pensei que fosse morrer... A-A-Aquele homem era assustador... – eu disse soluçando.

– Entendo... Mas ele não vai mais fazer nada... Não se preocupe... Venha... – ele disse me segurando no colo. – Vamos para a onde a Dália está...

– Dália...

– O que foi?

– Ela me ajudou a escapar... Eu escutei um gemido de dor dela... Ela poderia estar...?

– Vamos pensar positivo.

Assenti devagar.

Lhyan foi caminhando comigo em seus braços até o lugar de antes, ele me colocou no chão devagar...

Eu pude ver a Dália caída... Tinha mais sangue...

Eu me aproximei dela e comecei a chorar sem parar.

– Dália! P-P-Por favor...

Suspirei.

Já faz uma semana que estou com os meus cavalheiros, eles me ajudam muito... Mas... Cyro e Clair são muito barulhentos, não param de brigar... Klein é muito... Pouco inteligente... Sehty é muito frio e Lhyan... Na verdade, sobre o Lhyan eu não tenho muito o que reclamar, ele é gentil e põe os outros rapazes na linha, ele é um bom líder, pode-se dizer que ele é praticamente “perfeito”.

Mas é bom ter mais companhias, é bom passar um tempo com eles, até mesmo o meu trabalho fica mais divertido, eles são bons amigos.

Cyro, até agora, é o que é mais próximo de mim... No terraço, nós não paramos de conversar por um segundo sequer, ele é muito divertido.

Eu queria poder ver os outros irmãos dele, ele disse que eles são uma pestes, eu adoraria ter um irmãozinho ou irmãzinha para ficar brincando com minhas coisas sem permissão... Eu sei que é um “sonho” que para a maioria seria um pesadelo, mas eu realmente queria ter um, ou até mesmo um priminho  ou uma priminha, mas meus avós maternos só tiveram minha mãe e meus avós paternos tiveram apenas o papai e o tio Ruy, mas ele já teve um filho, um garoto 6 anos mais velho que eu para herdar o condado de Wive, o tio Ruy disse que não pretende ter mais nenhum filho e o primo Taylor disse que não quer ter um filho tão cedo...

Suspirei.

Eu acho que só poderei brincar com meus filhos...

Hoje eu tenho que ir para um reino vizinho, é o aniversário do príncipe de Georgia, Ethan Whitney.

Georgia é um dos poucos reinos que ainda é “amigo” de Belkis, o rei Uriel não se importou com as idiotices de meu pai, ele é um rei gentil que tenta resolver a maioria dos problemas por meio da conversa, ele evita batalhas, por isso, é um dos reinos com mais aliados, o que significa que será importante minha presença para poder conversar com outros reis e príncipes de reinos mais poderosos, eu devo dar uma boa impressão, a boa impressão que meu pai jamais deu.

Os meus cinco cavalheiros iram levar eu, a Dália e a mamãe daqui a pouco... Mas...

A Dália ainda está arrumando minha mala!

– Princesa, qual você vai usar hoje à noite? – Dália me perguntou apontado para dois vestidos que estavam sobre a minha cama... Eles eram um pouco... Vulgares.

– Dália, eu vou para um aniversário importante, eu tenho que passar uma boa imagem... Se eu usar um desses, talvez eu passe uma má impressão.

– Eu sei, mas... E se algum príncipe se interessar por você? Pode até mesmo ser o Príncipe Ethan, nunca se sabe, vai ajudar no reino!

– Eu passo... E Dália... Por que tantas malas? Iremos ficar só até depois de amanhã.

– Você pode mudar de opinião a qualquer momento, por isso, eu preparei um vestido para cada ocasião ou humor seu.

 – Eu não acho que eu mudaria tanto de humor assim.

– Não importa! Devemos estar preparadas para qualquer ocasião, desde um jantar social a um jantar romântico.

– Não acho que ocorreria um jantar romântico.

– “Acha”, não tem certeza... Pode ou não ocorrer, depende da senhorita apenas.

Suspirei.

– Eu não vou usar nenhum desses dois...

Olhei para a janela, minha mãe e os rapazes já estavam esperando.

– Dália! Vamos logo! Estão todos esperando!

– Ok... Mas não diga que eu não avisei.

Nós duas descemos para o pátio – Dália demorou mais tempo por causa das seis malas que ela preparou.

Logo quando cheguei e vi minha mãe, eu a abracei.

– Filha, você concordou mesmo em todas essas malas? – ela perguntou sorrindo.

– Tive que concordar, ela disse para eu ter um vestido para cada ocasião.

– E ela está certa! Devemos ter muitas opções.

– Até você mamãe... – eu disse, agora que eu havia percebido as criadas da minha mãe, cada uma com uma mala.

Minha mãe riu.

Depois de esperar um certo tempo para os rapazes guardarem as várias malas, subimos nas carruagens, eu e a Dália em uma, e a mamãe em outra, quem estava guiando os cavalos da que eu estava era o Lhyan, e ao lado, à cavalo, estavam o Klein e o Cyro.

– Vossa Alteza, pronta? – Lhyan perguntou antes de sair.

– Claro. – Confirmei.

 

***

Estávamos a mais ou menos à meia hora de viagem, a Dália realmente não parava de falar das minhas varias possibilidades nesse jantar... Mesmo eu já sabendo de todas... Dália simplesmente não entende.

– Dália, eu sei de tudo isso. – eu resmunguei.

– Mas não custa nada relembrar, você pode ter várias chances de casamento.

– Eu não quero me casar.

– Não? Eu pensei que você não queria se casar com aqueles idiotas que os ministros deram como “reis em potencial”.

– Eu realmente não quero me casar!

– Eh? Mas não seria bom ser como naquela noite?

– Como assim?

– Você ter um parceiro para observar as estrelas. Não foi divertido ficar com o Cyridiota lá no terraço?

– Foi... Mas é diferente... Cyro é um guarda e é meu amigo.

– Mas mesmo assim... Já pensou sempre ter alguém para observar as estrelas com você?

– Eu só tive você, o Cyro e minha própria companhia, não sei como seria ter outras pessoas... E também ficar com você foi totalmente diferente de ficar com o Cyro...

A Dália arregalou os olhos e ficou boquiaberta.

– Dália?

– Princesa... Você se apaixonou pelo Cyridiota? – ela sussurrou, provavelmente para o Lhyan não escutar.

– Não... De onde você tirou isso?

– Não se preocupe... Eu lhe apoio completamente, eu sempre quis viver um amor proibido, mas como não viverei, apoiarei o seu! – ela me ignorou.

– Você me escutou? – perguntei.

– Não! Senhorita, estou tão feliz... Isso faz uma mistura de drama, amor, talvez até tragédia!

Suspirei, com o tempo de experiência que tenho com a Dália, a melhor opção é ignorar, ela sempre tem seus delírios.

– Um amor proibido... Beijos escondidos... Fugas do palácio... O medo de que descubram! Tudo isso deve ser incrível!

Suspirei... As vezes a Dália é um pouco mias irritante que o normal...

E então, enquanto a Dália tinha seus delírios, a carruagem começou a ir bem mais e rápido, ela começou a balançar bastante, eu estava começando a ficar zonza.

– Lhyan! O que é isso? – Dália gritou.

– Eu não sei os cavalos se descontrolaram! – Lhyan a respondeu.

Pude ouvir o Lhyan tentando parar os cavalos...

Sentimos um grande estrondo, este estrondo fez eu e a Dália cairmos de lado, a carruagem tinha virado, Dália bateu a cabeça com força no chão, tinha um pouco de sangue na cabeça dela.

– A-Ai! – ela gemeu.

– Dália? Você está bem? – perguntei preocupada.

– A-Acho que sim... – ele disse fechando os olhos.

O Lhyan apareceu abrindo a porta com força.

– Alteza! Você está bem? – ele perguntou tentando me ajudar a me levantar.

– Sim... Mas a Dália...

– Venha aqui... – ele me puxou com delicadeza para fora da carruagem e me sentou no chão.

– Lhyan... A Dália...

– Espere um pouco.

Ele entrou na carruagem e, com cuidado, tirou a Dália de lá e a deitou na grama.

Eu me aproximei dela com lágrimas nos olhos.

– Ela está bem... Apenas bateu a cabeça... – Lhyan disse tentando me acalmar.

– Você tem certeza?

– Sim, há apenas um pequeno corte, não é nada de mais, ela só desmaiou por causa do impacto, logo vai acordar. – ele disse passando a mão de uma maneira reconfortante no meu cabelo.

– Mas... O que aconteceu?

– Não sei... Os cavalos se descontrolaram... E também... Estamos perdidos...

– O que?

– Tentando parar os cavalos, não tive tempo de memorizar o caminho... Não lembro de maneira alguma por onde viemos... Desculpe... E também não tem como consertar a carruagem...

– Tudo bem... Mas será que vão nos encontrar?

– Não sei... Mas... Mesmo odiando minha própria ideia... Ela é a melhor que temos no momento...

Ele tirou o seu casaco e me cobriu com ele.

Ele se ajoelhou na minha frente e me olhou nos olhos, seu rosto era bem sério.

– Eu vou procurar ajuda, ou tentar encontrar os outros, o que acontecer primeiro. Tome cuidado, caso algo aconteça, pode me chamar, virei o mais rápido possível, eu prometo.

Eu fiz que sim com a cabeça.

– Certo... Não saia daqui em circunstancia alguma, se você se perder, será bem pior. – ele disse se levantando. – Faltam mais ou menos umas três horas para o sol se por... Acho que conseguiremos sair daqui antes disso.

Ele entrou na parte mais densa da floresta e em pouco tempo, parei de escutar seus passos.

Engoli seco... Essa é a primeira vez que eu fico sozinha em algum lugar fora do palácio... Essa floresta é escura e úmida... Tenho que admitir que eu estou com muito medo, Lhyan disse que o sol ainda não se pôs, mas... Está tão escuro que parece que já é noite.

Um pássaro preto passou voando e fazendo barulho.

É assustadora...

Olhei para Dália deitada.

Será que ela está mesmo bem? A pancada foi muito forte... Ela vai acordar? Eu vou ficar sem minha melhor amiga? Eu vou ver minha melhor amiga morrer diante de meus olhos e eu não posso fazer nada?

Enquanto tinha estes pensamentos, lágrimas escorriam sem parar.

Abracei meus joelhos e me encolhi.

O casaco do Lhyan tem o cheiro dele... De certa forma... É bem reconfortante... Eu não queria estar só...

 

***

Passaram-se horas, e nada de Lhyan... O sol já tinha se podo... Estava muito preocupada, e se algo tivesse acontecido com ele? Se ele tivesse se machucado? E se nós jamais conseguíssemos sair desta floresta?

Remoía estes pensamentos sem parar quando escutei um barulho de folhas se remexendo na floresta... O barulho aumentava cada vez mais, como se estivesse se aproximando de mim... Seria o Lhyan?

– L-Lhyan? É você? – perguntei tremendo.

Ninguém respondeu... Seria algum animal?

Os passos continuaram, mas agora, não vinham mais de dentro da floresta, eles estavam muito próximos, tentei ver o que era, mas a floresta estava muito escura, tentei ver o que era...

Vi uma silhueta masculina...

Uma chance de pedir ajuda?

– Senhor, por favor... Poderia...

A sombra veio para cima de mim, eu pude ver um reflexo de algo brilhando... Parecia uma faca... Poderia ser um assassino?

Comecei a me tremer e a recuar... Estava com muito medo, cada vez mais a sombra se aproximava de mim... Meu coração estava acelerado...

A sombra finalmente ficou na minha frente, era um homem alto e forte, seus cabelos eram compridos, ele tinha uma marca estranha na sua mão, ele estava com um sorriso ameaçador no rosto.

– Vai ser mais fácil que eu pensei! Você parece um cordeirinho assustado! – ele disse rindo. – O Chefe poderia simplesmente me mandar te levar até ele, é um desperdício a sua morte... Mas talvez eu possa me divertir antes... O que acha?

Eu recuei mais ainda... Estava aterrorizada.

O homem estava cada vez mais próximo... Quando...

– Corra princesa! – a Dália se levantou e empurrou o homem.

Sem pensar duas vezes eu corri...

Eu pude escutar o gemido da Dália... Ele fez algo com ela?

Comecei a chorar enquanto corria.

Escutei, mais uma vez os passos do homem, ele estavam cada vez mais próximos...

Tentei acelerar meus passos, mas não consegui, nunca consegui correr rápido... E o meu vestido não ajuda muito.

Acabei tropeçando em um toco de árvore.

O homem se aproximou de mim.

– Você é bem mais bonita quando está aterrorizada! – o homem disse se abaixando.

– P-Por que está me perseguindo?

– Não é obvio? Meu mestre me mandou.

– Q-Quem é seu mestre?

– Não acho que tenha problemas em lhe contar... Você vai morrer de qualquer jeito... Então, preste atenção... Meu mestre é...

Do nada, Lhyan surgiu e empurrou o homem... Ele gritou:

– FECHE OS OLHOS ALTEZA!

Foi o que fiz... Coloquei as mãos nos meus olhos...

Eu pude escutar gemidos de dor... Não pude diferenciar as vozes, estava com muito medo.

Depois de um tempo, escutei passos vindo em minha direção.

Apertei mais os olhos... Poderiam não ser o Lhyan...

– Alteza, abra os olhos... – era o Lhyan, ele disse gentilmente tirando minhas mãos do meu rosto.

Sem pensar duas vezes, ao ver ele tão próximo a mim, eu o abracei.

– Lhyan... – choraminguei, minhas lágrimas molhavam a roupa dele.

Ele retribuiu o abraço me apertando com um pouco mais de força...

– Está tudo bem Alteza...

Olhei nos olhos dele.

– L-Lhyan... E-Eu... Pensei que fosse morrer... A-A-Aquele homem era assustador... – eu disse soluçando.

– Entendo... Mas ele não vai mais fazer nada... Não se preocupe... Venha... – ele disse me segurando no colo. – Vamos para a onde a Dália está...

– Dália...

– O que foi?

– Ela me ajudou a escapar... Eu escutei um gemido de dor dela... Ela poderia estar...

– Vamos pensar positivo.

Assenti.

Lhyan foi caminhando comigo em seus braços até o lugar de antes, ele me colocou no chão devagar...

Eu pude ver a Dália caída... Tinha mais sangue...

Eu me aproximei dela e comecei a chorar sem parar.

– D-D-Dália! P-P-Por favor...– disse soluçando.

Lhyan se ajoelhou do lado dela e colocou o ouvido no peito dela.

Ele levantou a cabeça e olhou para mim.

– Ela está viva... Deve estar apenas desacordada.

Suspirei de alivio e coloquei a cabeça dela sob minhas coxas.

Lhyan ficou do meu lado e eu escorei minha cabeça no ombro dele.

– Alteza... Foi um dia cansativo... É melhor você dormir.

Balancei a cabeça negativamente.

– Eu não quero e se...

– Não vai acontecer nada, eu não vou sair do seu lado.

Ele me abraçou, era extremamente aconchegante.

– Obrigado Lhyan... – sussurrei baixinho.

– Não precisa agradecer... Eu fui incompetente lhe deixando sozinha... A culpa de tudo foi minha.

– Não diga isso.

– É a verdade... Se eu não tivesse lhe deixado sozinha... Se eu tivesse conseguido controlar os cavalos...

Eu olhei para ele nos olhos.

– Pode ter sido sua culpa, mas você me salvou, salvou minha vida, não posso ser mais grata.

Me aconcheguei novamente, fechei os olhos e depois de pouco tempo, dormi ainda nos braços do Lhyan. 

Lhyan se ajoelhou do lado dela e colocou o ouvido no peito dela.

Ele levantou a cabeça e olhou para mim.

– Ela está viva... Deve estar apenas desacordada.

Suspirei de alivio e coloquei a cabeça dela sob minhas coxas.

Lhyan ficou do meu lado e eu escorei minha cabeça no ombro dele.

– Alteza... Foi um dia cansativo... É melhor você dormir.

Balancei a cabeça negativamente.

– Eu não quero e se...

– Não vai acontecer nada, eu não vou sair do seu lado.

Ele me abraçou, era extremamente aconchegante.

– Obrigado Lhyan... – sussurrei baixinho.

– Não precisa agradecer... Eu fui incompetente lhe deixando sozinha... A culpa de tudo foi minha.

– Não diga isso.

– É a verdade... Se eu não tivesse lhe deixado sozinha... Se eu tivesse conseguido controlar os cavalos...

Eu olhei para ele nos olhos.

– Pode ter sido sua culpa, mas você me salvou, salvou minha vida, não posso ser mais grata.

Me aconcheguei novamente, fechei os olhos e depois de pouco tempo, dormi ainda nos braços do Lhyan.



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