História Silent Oath - Capítulo 7


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Fantasia, Ficção, Harem, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 7 - O Cavalheiro "perfeito" parte II


Sehty.

A princesa está desaparecida a um bom tempo, juntamente com o nosso Líder, Lhyan e a sua criada, Srt. Dália.

Aparentemente, pelo o que os dois idiotas, Clair e Cyro, disseram, eles decidiram apostar uma corrida para ver quanto chegaria primeiro em certo ponto da estrada, eles partiram na frente e deixaram o Líder para trás com a carruagem, quando eles chegaram no ponto indicado, eles esperaram a carruagem que não apareceu, eles resolveram procurá-la, não a encontraram até agora. 

Cyro passou a noite inteira procurando, por remorso talvez. De certa forma, a culpa do desaparecimento deles é dele, ele poderia não ter concordado com a corrida, por isso deve estar tão desesperado... Ou pelo fato de que, pelo que pude perceber, ele tem uma certa queda pela princesa... Idiotas não sabem disfarçar. 

Clair, procurou apenas até certo momento, talvez já tenha desistido. Ele deve achar que a culpa não é sua ou que o desaparecimento de um nobre é insignificante, pelas poucas minhas conversas com Cyro, pelo que eu entendi, Clair tem certo rancor pelos nobres por causa de acontecimentos em seu passado.

Klein, está ajudando o Cyro desde hoje de manhã, ele passou a noite tentando acalmar a rainha que está em estado de choque, acho que qualquer um estaria, pelo que entendi a Alteza jamais colocou os pés para fora do palácio com menos de três guardas com ela.

O General Yardley, logo quando soube, veio para Georgia, ele, juntamente com o General de Georgia, Thales Jyugo, estão comandando as buscas. 

Todos estão desesperados... Menos eu... Sou o único que mantenho a calma. 

Todos estão se deixando levar por sentimentos idiotas, remorso, amor, ódio, tristeza, desespero... Coisas inúteis que somente atrapalham.

Eu, posso ser chamado de "insensível" ou "frio", mas na verdade, sou apenas mais prático que as outras pessoas, sentimentos, sejam quais forem, sempre irão atrapalhar, por isso prefiro tentar não senti-los, é uma perda de tempo. Eu sou uma "barreira inabalável anti sentimentos", nada pode me afetar. E é assim que será para sempre. 

 

***

 

Abri lentamente os olhos... Estava enrolada com o casaco do Lhyan... Eu não estava  no lugar de antes... Nem o Lhyan, nem a Dália estavam... O que eu estou fazendo aqui sozinha? 

Eu podia ouvir um barulho de cachoeira, por estar sozinha, decidi seguir o barulho, ele poderia me dar alguma resposta sobre o que aconteceu. 

Segui caminhando até chegar em um riacho com uma cachoeira, Lhyan estava tomando banho... Suas roupas estavam jogadas na margem... Isso queria dizer que... Ele estava totalmente despido?

Meu rosto rapidamente esquentou, eu não sabia o que fazer, nunca tinha passado por esta situação, e por alguma razão, eu estou muito nervosa... Lhyan  tem o corpo bem esculpido, isso não dá para perceber enquanto ele está de roupa... As gotas de água caiam de uma maneira tão... Bela por seu cabelo dourado... Era hipnotizante.

Lhyan me percebeu.

— A-Alteza? — ele perguntou surpreso, ele também estava vermelho. 

— Err... U-Uh... E-Eu... E-Err...

Eu simplesmente me virei, seria a melhor forma de conversar, assim, talvez, meu coração parasse de bater tão forte.

— O-O que você está fazendo aqui? — ele perguntou.

— E-Eu acordei... E... E-E não tinha ninguém, então revi... D-Digo... R-Resolvi procurar por vocês...

— E-Entendi... A-Alteza poderia me esperar no mesmo lugar? A-A Dália foi procurar algo que eu possa fazer para o café da manhã... E-Ela vai demorar um pouquinho por causa disso...

— C-Certo! — eu disse já andando.

Eu me sentei em baixo da árvore de antes, meu coração parecia que ia sair da caixa torácica. Ele batia muito rápido...

Suspirei tentando me acalmar... Eu não conseguia tirar a cena do Lhyan tomando banho da cabeça...

Inspirei e expirei...

Escutei passos, era o Lhyan, ele estava com a roupa molhada.

— Alteza, me desculpe pelo incidente de agora a pouco...

— T-Tudo bem...

Ele se sentou e nós dois ficamos calados até a Dália aparecer com algumas frutas.

— Oi... Por que estão tão calados? — ela perguntou. 

Nós dois apenas ficamos calados. 

Ela deu um sorriso malicioso e logo em seguida, ela olhou para mim e disse:

— Depois eu falo isso com você... 

Engoli seco, ela vai fazer um longo questionário...

Lhyan se levantou e pegou as frutas.

— Humm... — ele ficou pensativo. — Err... Esperem, eu vou lavar as frutas. 

Ele saiu em direção à cachoeira. 

— Vai me contar? — ela disse se sentado do meu lado.

— O que?

— Como assim "o que"? Por que vocês estão estranhos? 

— P-por nada...

— Princesa, a Senhorita não sabe mentir!

Ela ficou me encarando com um sorriso... Estava me deixando desconfortável...

— Eu vi ele tomando banho! — eu disse, não consegui segurar.

— Como? Eu não acredito Princesa! Você estava espiando ele? 

— N-Não... Eu apenas vi sem querer...

— Eh? Me conte cada pedaço da história? Como aconteceu? Onde aconteceu? Por que aconteceu? Como é ele sem roupas? 

Essas perguntas dela estavam me deixando mais constrangida.

***

Sehty.

Eu estava procurando a princesa junto ao Clair, Cyro e Klein já haviam se cansado, estavam dormindo.

Agora irei provar que eu que deveria ser o Líder, graças a mim, logo, logo a Princesa estará a salvo no palácio de Georgia.

Eu sou um observador, nada me passa despercebido... Eu sou um líder nato.

Não que eu não goste do Lhyan como Líder, ele é inteligente e forte... Mas depois disso, ele perdeu vários pontos comigo...

Já sei! 

Não, na verdade é uma suposição... É melhor deixa-la guardada e me concentrar na busca pela princesa.

Olhei ao redor, árvores e mais árvores, a floresta é muito densa logo, o caminho até a princesa deve ser na parte em que tem um caminho formado e/ou galhos quebrados. 

Caminhei procurando um lugar que estivesse assim.

***

A Dália não parou de perguntar por um segundo, ela não estava satisfeita apenas com respostas "sim" e " não", ela precisa de longas respostas e longos relatórios. 

— Vamos me fale! 

— Eu já falei Dália. 

— Não, deve ter mais!

O Lhyan apareceu.

— Aqui princesa. — ele disse me entregando uma fruta. 

— Obrigado. — agradeci. 

Ele se sentou um do meu lado e nós começamos a comer comer as frutas, quando terminei, a minha boca estava um pouco suja. 

O Lhyan se aproximou e limpou minha boca com a mão dele, isso me pegou de surpresa.

— Você se sujou toda... Parece minha irmãzinha comendo. — ele disse enquanto limpava.

— Você tem uma irmãzinha?  — perguntei . 

— Sim, ela é baixinha e fofinha, ela tem 14 anos, mas age como uma criança de 6 anos. — ele respondeu. 

— Você está dizendo que a princesa parece uma criança de 6 anos? — a Dália perguntou um pouco provocativa. 

Ele se afastou mais de mim e balançou negativamente a cabeça freneticamente . 

— C-Claro que não! A Alteza é Alteza e a minha irmã é minha irmã ! É diferente! Eu quis dizer que... Que... — ele tentou explicar. 

— Tudo bem, Lhyan. — eu disse, ele parecia mesmo bem preocupado com o que eu acho disso. 

— Que bom que a Senhorita é piedosa, outros nobres se irritariam facilmente com essas palavras vindas de um simples plebeu. — ele disse.

— Você já trabalhou em casas de muitos nobres? — perguntei.

— Sim, desde que eu era criança, minha mãe sempre trabalhou na casa de nobres, por isso sempre fico surpreso com suas ações, Alteza. — ele respondeu. 

— Como assim? — perguntei. 

— Você acha que é normal nobres terem apenas uma criada ou serem praticamente obrigados a ir a bailes ou serem muito gentis com plebeus? Você é a Rainha são as únicas, Princesa. — a Dália me informou. 

— Para mim tudo isso é normal. — retruquei.

— Mas não é. Nem um pouco, a grande maioria é bem arrogante. — ela disse.

— Eh?

— Sim, a Dália está certa, não são todos que são gentis como a Senhorita, Alteza. — o Lhyan disse. 

Pensando bem, é verdade, nem todos os outros nobres tratam bem seus criados, eu acho que depende da criação, minha mãe sempre diz que eu deveria tratar todos como iguais, pois todos somos humanos e nós não gostaríamos de ser tratados mal, acho que bem todo os nobres tem essa criação, provavelmente a maioria é bem tirana e mandona quando se trata de seus criados, mas tratam bem os outros nobres... É um pouco bobo, por que não tratar todos do mesmo jeito e evitar problemas? 

— Você ficou pensativa, Alteza... — Lhyan comentou. 

— Ah, é que eu estava pensando no porquê dos outros nobres não tratarem bem seus criados. Eu cheguei a conclusão que deve ser a criação. — Eu disse. 

— A criação? — ele perguntou . 

— Sim, minha mãe sempre diz:" Trate todos como iguais, pois todos são humanos e nós não gostaríamos de ser tratados mal". 

— Humm... A Majestade também é bem gentil... É... É verdade... — ele disse hesitante. 

— O que é verdade? Desembucha.— a Dália perguntou. 

— Dália não seja tão grosseira... — resmunguei. 

Ele expirou e inspirou. 

— Uhum... É verdade que ela traia o rei? — ele perguntou mais hesitante ainda.

Estava surpresa com isso, como ele pôde pensar isso? Isso está errado.

— Princesa... — Dália disse preocupada.

Eu estava de cabeça baixa, eu nunca gostei de falar sobre meu pai, mas dessa vez foi a pior... Minha mãe jamais trairia meu pai, ela era cega de amor, daria a vida por aquele infeliz... Mesmo sabendo disse, eu não gosto de pensar que minha mãe faria esse tipo de coisa.

— Eu... Disse algo que não devia? D-Desculpe... — ele se desculpou se aproximando de mim, seus olhos estavam preocupados.

Balancei a cabeça negativamente bem devagar. 

— É só que... Eu não gosto de falar daquele homem... Ele... Ele fez minha mãe sofrer muito... Para mim, nunca foi um pai de verdade. — Eu respondi baixinho, minhas palavras saíram muito frias, não parecia nem eu... É isso que aquele homem me causa. 

— Entendo... — ele disse colocando a mão no meu ombro. — Mas você não precisa ficar assim... Você é mais bonita quando sorri e quando diz palavras gentis... Não precisa ficar assim por alguém que já morreu. — ele disse olhando nos meus olhos. 

Não pude tirar meus olhos dos dele, eram hipnotizantes. 

Eu simplesmente diz que sim com a cabeça. 

— Sabe... Flertar com a princesa é perigoso, meu caro. — a Dália sussurrou. 

Ele deu um pulo para trás.

— D-Desculpe Alteza! Eu não estava flertando com você! Eu só acho mais fácil conversar assim! — ele se explicou, ele estava corado. 

— Não tem problema. 

Ele suspirou. 

— Sabe, olhar nos olhos de nobres dessa maneira pode causar a morte... Então em que você já trabalhou? — a Dália perguntou. 

— Como jardineiro, guarda, mordomo, cozinheiro e até mesmo de babá. — ele respondeu. 

— Você faz de tudo um pouco em... — a Dália murmurou baixinho. 

— Cozinheiro? Eu adoraria provar sua comida! — eu comentei . 

— Não é tão boa assim... Não merece tanta atenção... — ele disse modesto. 

— Merece sim! — insisti. 

— A Princesa tem razão, deixe sua modéstia de lado, eu também adoraria provar a comida de outro cozinheiro, a comida com chefe do palácio é boa, mas eu já como dela desde que nasci, já perdeu a graça. — a Dália me apoiou. 

— Haha... Se as duas insistem tanto... Eu faço quando chegarmos no palácio. — ele cedeu. 

— Que bom! 

Nós três ficamos conversando por um longo tempo até escutarmos barulhos de passos. 

Lhyan, rapidamente, sacou sua espada e ficou na nossa frente e a Dália me colocou para trás dela. 

— É melhor sair daí agora antes que eu faça picadinho de você! — o Lhyan disse ameaçador. 

Os passos se aproximaram cada vez mais sem nenhuma respostas, eu estava com muito medo.

— Faça picadinho de mim depois de me explicar o que aconteceu. — era o Sehty, ele disse saindo da floresta. 

— Sehty! — eu, Dália e Lhyan dissemos surpresos.

— Não é só o quatro olhos... — o Clair que estava atras dele murmurou. 

— Onde está a carruagem? — o Sethy perguntou. 

O Lhyan apontou para o lado oposto à cachoeira.

— Clair. — o Lhyan e o Sethy falaram juntos. 

— Vocês só podem estar de brincadeira. — Clair resmungou . 

— Não estou, vá buscar malas, nós iremos deixar a Alteza e a Dália no palácio, depois voltamos para lhe ajudar. — Lhyan de firme . 

O Clair bufou e saiu resmungando. 

— Agora, vamos. — Lhyan disse. 

Nós quatro caminhamos bastante,  meus pés começaram a doer.

— S-Sehty, falta muito? — perguntei. 

— Um pouco. — ele respondeu friamente. 

— Eu posso lhe carregar, se quiser. — Lhyan se ofereceu.

Fiz que sim com a cabeça. 

Delicadamente, o Lhyan me pegou nos braços e continuou assim até chegarmos no palácio. 

Quando chegamos, depois de cumprimentar minha mãe, o General e os outros fui para meu quarto com a Dália.

Eu disse a ela que queria tomar um banho, eu entrei no banheiro e ela me ajudou a me despir. 

***

Sehty. 

— ...Agora diga, o que aconteceu? — eu perguntei firmemente ao Líder quando estávamos sozinhos.

— Eu já disse , eu perdi o controle dos cavalos.

Eu o encarei por um tempo e sai...

Minha suposição pode estar certa. 

 



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