História Silent Scream - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Barbara Palvin, Gigi Hadid, Jamie Dornan, Justin Bieber
Personagens Justin Bieber, Personagens Originais
Tags Criminal, Justin Bieber, Policial, Romance, Suícidio
Visualizações 579
Palavras 3.702
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Hentai, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Steampunk, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência, Visual Novel
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hey amexinhas!

● Desculpem pela demora, eu ando com problemas em escrever, desculpa mesmo. Fiquei bem feliz por vocês estarem aceitando essa nova versão e demonstrando carinho por ela. Vai tudo ficar ainda melhor, eu tenho grandes pretensões para essa fanfic, eu juro de dedinho. Enfim, não vou falar muito hoje, mas espero que meus outros leitores fantasmas não sejam fantasmas e comentem o que estão achando, é muito importante a opinião de vocês. Qualquer coisa está valendo, apenas um sinal que vocês estão aí lendo! Okay? Obrigada pelo apoio e carinho.

● Outro aviso: Silent Scream não é bem um romance, então não romantizem as ações dos personagens, o romance que existe não será colocado agora. Não romantizem a violência, não romantizem nada. Os personagens irão evoluir, mas por enquanto não encarem como um romance. É uma fanfic pesada e eu gosto de deixar claro isso. É +18.

Capítulo 4 - Four


Fanfic / Fanfiction Silent Scream - Capítulo 4 - Four

Inglaterra, Liverpool

Mia Franz

O colchão estava incomodando meu corpo, minhas costas estavam doendo e eu podia ouvir meus pés roçando no cobertor. Eu estava agoniada. Faltavam apenas 32 minutos para o despertador tocar, levantei e senti minha bunda doer, Justin tinha realmente feito um bom trabalho em mim. Troquei o pijama por uma roupa quente e desci as escadas, as luzes estavam apagadas e ainda estava escuro lá fora. Fiquei deitada no sofá, até ouvir meu despertador tocar e parar logo em seguida. A bateria devia estar se esgotado, eu pediria a Eleanor para trocar mais tarde. Algo começou a vibrar no chão e eu achei a jaqueta da ruiva, devia ser seu telefone. Tirei-o do bolso e olhei o visor, eram mensagens de Ethan.

 — Eleanor está dormindo... —sussurrei, pressionando o celular em meu rosto assim que liguei para ele. — Você está voltando?

 — Abra a porta, minha princesa. — sua voz estava calma como sempre. Aquela famosa tranquilidade, eu gostava bastante de ouvi-lo. Eu não sabia realmente se ele estava em minha porta, mas andei até a porta e vi a sombra de um homem alto. Ele realmente estava aqui. Abri a porta e joguei meus braços ao seu redor. — Foi apenas um dia, que exagero.

Inspirei em seu pescoço, sentindo seu perfume forte. Eu poderia ficar dias inspirando seu cheiro, Ethan sempre fora minha paixão e desde de que ele atuou em meu caso, creio que descobri o verdadeiro significado de se apaixonar e não ser correspondida. Pelo menos eu achava que não era correspondida. Um psicólogo importante na polícia não iria se focar em uma garota de 16 anos com problemas psicológicos e mentais. Ele era o tipo de cara que se apaixonaria por Eleanor. Não, eles eram amigos e ela jamais sairia com ele. Eleanor gosta de homens com posições menores que ela, por isso sempre haviam policiais de baixo potente em sua cama. Ethan tinha um cargo tão importante quanto o dela, ainda bem.

  — Você quer entrar? Beber alguma coisa? Vamos compensar as sessões agora? — disparei as perguntas para ele, soltando-o de meu abraço. Ele deu um sorriso e entrou na sala de estar, jogando sua mochila no sofá. Falar não era muito agradável para mim, mas minha intimidade com Ethan era tão grande, que eu gostava de conversar com ele. 

 Ele puxou minha mão e sentou-se no sofá, me fazendo sentar ao seu lado. Ele era um homem tão atraente, o cabelo bem cortado, o maxilar quadrado e os olhos de águia, aqueles olhos mágicos. Seu corpo era um mistério para mim, eu sempre o vira de roupas formais e bem passadas, eu ficava curiosa se ele tinha alguma tatuagem ou não. Mas certo dia que perguntei, ele ignorou-me e continuou a falar sobre mim. Eu não sabia muito sobre ele, apenas que havia sido casado por 3 anos, mas a esposa acabou fugindo com outro homem e o deixando sozinho. Outra coisa que Eleanor deixou escapar, era que ele tinha fetiche em meias que vão até o joelho. Eu lembro que quando a ouvi dizer isso, perguntei como ela sabia, porém ela retrucou dizendo que uma colega dela havia tido um caso com ele.

 — Só vim trazer um presentinho para você, nossas sessões só podem acontecer no consultório, você sabe bem disso. — ele abriu a mochila e retirou de lá, uma caixinha pequena rosa. — Espero que caiba no seu dedo, eu realmente não sabia se caberia, mas achei que você iria amar.

Abri a caixinha e me deparei com um singelo anel dourado com uma pequena pedrinha azul no topo, era minha cor favorita. Coloquei o anel no segundo dedo e o encarei. Era tão lindo e o tamanho estava perfeito. Ouvi um barulho lá em cima e logo Eleanor estava descendo as escadas, vestindo seu roupão de ceda vermelho. Ela abraçou Ethan e sentou-se ao nosso lado, encarando minha mão estendida.

 — É lindo, mas o que você trouxe para mim? —ela o encarou fingindo uma irritação e ele jogou uma caixinha preta em sua direção. —Espero que seja um anel tão bonito quanto.

 — Anel para você não, garotas más ganham colares, garotas boas ganham anel de compromisso. — Ethan jogou a cabeça para trás e riu, fazendo a mulher rir também. Mas eu não tinha achado graça e continuei observando minha mão. Talvez ele sentisse algo por mim, um sentimento bem pequeno mesmo. 

Eleanor ganhou um colar com pérolas pequenas cintilantes, era bonito, mas meu presente era claramente mais especial. Tomamos café juntos na mesa da cozinha, Ethan contou sobre o caso em que foi chamado e Eleanor ficou ouvindo com toda atenção. Até que ela mandou eu subir e mesmo relutante realizei seu pedido, eu não gostava de me mostrar rebelde na frente daquele homem. Apesar do meu senso curioso, eu entrei em meu quarto e comecei a arrumar minha mochila para a escola. Assim que virei em direção ao meu banheiro, encontrei Justin parado, escorado á parede. Ele estava apenas de calça, como na noite anterior.

 — O que está fazendo aqui? Você não pode entrar em meu quarto, saia agora! — cochichei e demonstrei minha irritação. 

 Ele revirou os olhos e se afastou da parede, caminhando até mim. Fiquei tensa quando ele agarrou minha cintura e puxou meu corpo para perto do seu. Não poderíamos transar agora, Ethan e Eleanor estavam bem lá embaixo, eu aposto que nenhum dos dois gostaria de ouvir meus gemidos. Achei que ele ia me beijar, mas lembrei da sua regra, sem beijos na boca. Aquela boca tão carnuda e sexy, eu daria tudo para beija-lo um dia. Foi então que ouvi passos na escada, ele me soltou e saiu de meu quarto rapidamente, falou algo com Eleanor no corredor e uma porta foi batida. Eleanor invadiu meu quarto e me lembrou dos remédios, deixando um copo de água em cima da mesinha. 

Aquela maldita escola, aquelas malditas pessoas, a mesma rotina. Sentei em minha cadeira de sempre e tive uma surpresa ao notar Stella Fox, eu odiava aquela garota. Desde de que ela prendeu meu cabelo na pia do banheiro, eu chorei por horas, até conseguir pegar uma tesoura na mochila e cortar uma mecha enorme de meu cabelo. Eu ainda não era forte o bastante para revidar, mas depois disso, eu virei um capeta atrás dela. Porém, ela parou de me atormentar desde do dia em que a prendi dentro de seu armário. 

 — Vou sentar do seu lado hoje. — ela sorriu e impulsionou o corpo para perto de mim. Aquela blusa decotada deixando os seios pularem e aquele jeans apertado me davam ânsia toda vez que pousavam em meus olhos. A verdade é que eu queria jogar ela longe e soca-la, mas mantive meu controle. Eu não era agressiva com frequência.  — Você é parente do Mr.Bieber?

 Não respondi e continuei olhando para a parede. Eu jamais iria ter um diálogo com aquele nojo de ser humano, o máximo que eu poderia fazer era mudar de lugar, mas preferi continuar no mesmo lugar. Justin entrou na sala carregando sua bolsa lateral e tinha um copo de café em mãos. Ele deu bom dia para a turma e começou a escrever no quadro. As garotas que sentavam na frente estavam cochichando sobre a bunda dele e eu podia ouvir a excitação na voz de cada uma. Era nojento pensar que elas estavam cobiçando o homem que eu transei na noite anterior. Minhas bochechas estavam queimando com a lembrança de ter tido aquele homem gostoso dentro de mim, por sorte, Stella estava concentrada demais em Justin e não notou.

 — Vamos fazer os trabalhos de hoje em dupla, então formem logo. — Justin resmungou para a turma e sentou-se na cadeira, colocando seus pés sobre a mesa, ele estava usando os mesmos coturnos do dia anterior. — Vamos logo! Não temos o dia todo. — ele gritou e todos começaram a se levantar e arrastar as cadeiras.

Continuei sentada sem saber o que fazer, Stella arrastou sua cadeira para o lado de Jilian, uma garota igualmente escrota. Justin olhou para mim e eu quase vi pena em seu olhar. Ele foi caminhando entre as duplas e chegou até mim, puxando uma cadeira e sentando-se ao meu lado, como se fosse ser minha dupla. Todos viraram-se para olhar para nós e minhas bochechas voltaram á corar. Justin deu as instruções do trabalho e puxou o livro de minha mesa, apoiando em sua. Eu não queria que ninguém falasse que eu estava tendo uma aproximação estranha do novo professor, então decidi não me aproximar muito de seu corpo. Puxei o livro um pouco para perto de mim e consegui ler as questões.

 — Fecha as pernas, isso é tentador. — ele sussurrou e eu olhei para os lados, achando que tinha sido alto demais, mas todos continuavam focados em seus parceiros. Dei uma checada em minhas pernas, eu estava com elas um pouco separadas e minha coluna estava reta para a frente. Meu corpo estava se empinando e eu nem havia notado. — Agora, faça o trabalho e qualquer dúvida, eu estou aqui.

 Fiz as cinco primeiras perguntas sozinhas e senti minha cabeça doer, aquele assunto era ruim. Genética, a pior coisa inventada. Fechei o livro e bufei, olhando para meus joelhos flexionados sobre a cadeira da frente. Ele ficou o tempo todo imóvel ao meu lado, sem dizer nada e nem olhar para meu rosto, mas assim que fechei o livro, seu olhar focou-se em mim. Senti um arrepio e ele deu um sorriso, tão frio e bonito. O sinal tocou e eu agradeci mentalmente que todos começaram a separar as cadeiras e a sair da sala. Justin saiu de perto de mim e voltou para sua mesa, Stella parou em sua frente, sorrindo e disse algo para ele. 

 — Não, Srta.Fox e eu não quero contato com alunos fora da escola. — Justin revirou os olhos pegou sua bolsa e saiu da sala, deixando a loura para trás.

O dia passou-se calmamente, ainda dava para escutar o grupinho dos populares falando sobre Justin, ele nem era assim tão bonito. Só que toda vez que eu escutava algo sobre ele, imaginava nossa transa, aquelas mãos em meu corpo. Só parei de ter pensamentos com aquele homem, quando senti meu anel novo. Ethan tinha pensando em mim naquela viagem, isso era um ótimo sinal e eu também tinha passado o dia pensando nele. Voltei naquele maldito ônibus e quando cheguei em casa, tomei um longo banho e me arrumei com uma roupa bonita. Calça preta de couro, uma blusa de mangas compridas com algumas flores e uma jaqueta marrom. Eu gostava de me arrumar para a terapia, eu sabia que Ethan avaliava tudo desde de minha aparência até a maneira como eu respondo suas perguntas.

Assim que entrei no departamento da CIA, peguei minha identificação no balcão com a recepcionista e subi cinco lances de escada. Eu não me acostumava com lugares fechados. Bati no escritório de Ethan e ouvi seu consentimento. Ele estava sentado em sua mesa, escrevendo em uma agenda preta, o homem vestia um terno preto e havia um óculos em seu rosto, deixando-o ainda mais sexy. Fechei a porta e me sentei na poltrona no canto da sala, era ali que eu me sentia bem desde da primeira consulta. 

 — Então, está adorável hoje, essa blusa ficou ótima em você. — ele elogiou e fechou sua agenda, focando-se em mim. — O que me conta de novo?

 — Nada demais, você sabe... É a mesma coisa de sempre. Escola, casa, assistir programas de modelos e dormir. Repetir a mesma coisa pelos 7 dias da semana. Nunca muda. — falei nervosa. Eu sempre tinha essa reação ao responder sobre haver algo de novo, nunca tinha e ás vezes eu me sentia totalmente irritada por não poder inovar em uma resposta. 

Ele reabriu sua agenda e escreveu algo rápido.

  — Soube que Eleanor levou o irmão para casa, vocês já interagiram? — Ethan umedeceu os lábios e esperou eu responder. Era difícil responder com mentiras, eu nunca havia mentido, porém eu não sabia qual seria sua reação ao ouvir a verdade sobre Justin e eu. O pior é que ele saberia que estou mentindo, já que passaram-se uma grande quantidade de segundos e eu permaneci calada. — Mia, sabe que pode me contar sobre tudo, não é? Já abri a boca sobre algo seu?

 — Não é isso, ele é legal, mas... Eu não sei te dizer. Conversamos uma vez e depois nada mais, só isso. — engoli em seco e levantei minhas coxas, deixando minhas mãos por debaixo das pernas.  

Sua serie de perguntas foi como sempre, nunca variava. Eu não me sentia incomodada em responder, só que quando o assunto virava-se para meu passado, uma ânsia subia por minha garganta e eu queria poder vomitar. Nas primeiras sessões, eu vomitei e fiquei constrangida de vomitar na frente de alguém, porém, depois acabei por controlar meu corpo. Chegamos quase na parte final e eu senti que iria me livrar do questionamento final, mas ele nunca esquecia.

 — Está comendo? — concordei com a cabeça e ele levantou-se, encostando na mesa e ficando em minha frente. — Levante-se, vamos pesar você, esse mês ainda não pesamos.

 — Essa balança é unicamente para me controlar? — olhei incrédula, sabendo que a resposta era sim.

Eu odiava ter que me pesar, ter que encarar aqueles números e o pior de tudo, ficar de lingerie na frente de Ethan. Por sorte, haviam câmeras na sala e eu tinha que me manter controlada. Eu não sei o que fazia se estivesse em uma sala sem câmeras, de lingerie com aquele homem maravilhoso. Minha mente estava tão acostumada com sexo o tempo todo, eu não conseguia me controlar tão fácil. Certo dia, pesquisei escondido no computador de Eleanor, sintomas de ninfomania, porém, eu não me encaixava. Mas, minha vontade constante de desejar homens não era questionável.

  — Posso subir? — arrumei minha roupa na poltrona e fiquei de frente para ele. Eu sempre colocava minhas melhores lingeries e eu adorava sentir sua mão gelada em minha cintura, enquanto ele me ajeitava na balança. Ele confirmou e eu subi naquele maldito objeto, virei de costas para ignorar os números e senti seu toque em minha pele quente. Fiquei paradinha e ele olhou para trás de mim, fazendo uma careta e mandando eu descer. — O que houve? Emagreci novamente?

 — Não vou gostar de saber que você anda vomitando depois de comer... Isso se chama bulimia e eu sei que ela é sua amiga há bastante tempo. Estou cansado de falar isso á você, vamos ter que intensificar as sessões e vou te encaminhar á um psiquiatra. —ele falou irritado e olhou para meu corpo com desgosto.  — Eu só posso cuidar do seu emocional, o lado mental não é minha área. 

 — Desculpa, eu não queria te decepcionar. Eu não ando fazendo com frequência, eu juro, eu ando realmente comendo. Por favor, não me encaminhe para o Dr.Frank, ele é horrível. Eu irei melhorar, me dê uma única chance. — supliquei, enquanto vestia minhas roupas.

Eu não estava magra como antes, meu corpo tinha curvas e eu era uma jovem aparentemente normal. Mas Ethan sabia, eu tinha bulimia desde de que cheguei naquele prédio, desde de que fui resgatada e desde de quê me lembro. O problema era que eu não tinha apenas esse problema, eu era o próprio problema em pessoa. Eleanor foi a mulher quem me salvou, Ethan foi o homem que se dedicou á mim e eu jamais poderia retribuir de alguma maneira á eles. Ethan não falou mais nada comigo, ele apenas abriu a porta e deixou-me sair, eu sabia onde era nossa próxima parada. Subimos mais três lances de escada e meus pés começaram a arder. Ele bateu no escritório de Eleanor e segundos depois, a mulher gritou para entrarmos.

  — Algum problema, Dr.Limmers? — a ruiva perguntou, porém sequer levantou os olhos do computador. 

 — Vou encaminhar Mia para o Dr.Frank, ela está precisando de maior tratamento. Aqui está o laudo do mês. — Ethan colocou uma folha na mesa de Eleanor e esperou a mulher analisar. — Vou indo, até sexta, Mia. 

  — Posso ir andando? Preciso pensar um pouco, prometo que te ligo quando chegar em casa. — garanti e ela concordou, voltando sua atenção para o computador novamente.

Foram 7 lances de escada e quando cheguei finalmente na calçada, eu estava completamente suada e com dor nas pernas. Eu precisava pensar, precisava mudar. Não era a primeira vez que eu era chamada a atenção por Ethan e a cada bronca, eu me sentia ainda mais problemática. Parecia que não importasse o que eu fizesse, eu sempre iria fracassar. Memórias e mais memórias em minha cabeça, a tormenta estava voltando e eu estava sozinha na rua. Andei mais rápido, dando passos largos, eu precisava chegar em casa. Minha garganta começou a ficar seca e minhas mãos tremendo. Aquela maldita tortura, eu não aguentava mais lembrar daquilo.

 FlashBack ON

Minha cabeça estava latejando e eu demorei alguns segundos para me localizar. Eu estava em meu quarto, a parede rosa com desenhos de borboletas estava refletindo as árvores balançando lá fora. A melhor parte de se morar em uma fazenda, é que não se deve temer á nada, você está ali sozinho. Foi o que meus pais sempre disseram quando eu reclamava que havia algum monstro em minha janela. Virei em direção á janela e estava chovendo bastante, um clarão invadiu meu quarto e eu me assustei em ver minha camisola coberta de sangue. Era um pesadelo, só um pesadelo. 

— Mamãe? Papai? Vocês estão aí?— gritei e não obtive nenhuma resposta.

Força, Madison, força. Conforme eu ia descendo da cama e me espantando com algo que caiu da cama, eu ia lembrando a escolha de meu nome. Aquela estória me acalmava, Madison, um nome forte e escolhido por meu pai. O corredor estava escuro e eu tive que reunir toda a coragem de uma garotinha de 10 anos para atravessa-lo. O quarto de meus pais estava silencioso, porém, a porta estava encostada. Chamei por Adela, dezenas de vezes, mas minha mãe sempre teve sono pesado. Empurrei a porta e dei um grito ao me encarar no espelho do guarda-roupa. Minha camisola estava banhada de sangue e minhas mãos também, as pontas dos cabelos e meu rosto parecia estar em um filme de terror. 

Na cama, meus pais, ensaguentados e mortos. Desmaiei.

FlashBack OFF

— Estou segurando você, calma... Respira.— Justin sussurrou em meu ouvido.

Eu estava deitada no colo do homem no meio da sala de estar, minhas mãos estavam suando frio e eu estava arfando, sem conseguir respirar direito. Ele estava me segurando pela cintura, abraçando-me. Eu não sabia como tinha chego em casa, mas estava aliviada por estar ali agora. Aquela horrível lembrança, eles haviam sido mortos e eu não me lembrava de mais nada, eu não sei se os matei e ninguém que investiga o caso realmente abriu o jogo para mim, deixando-me em total dúvida. Doce Madison que se tornou a Fudida Mia. 

— Como vim parar aqui?— solucei e limpei as lágrimas de meu rosto.

 — Eu estava no bar, quando você passou atordoada, você estragou meu poker. Eu estou realmente querendo te jogar da janela agora. Meu poker é sagrado.— ele resmungou sério. Algo dizia que eu realmente tinha o atrapalhado e ele não estava nada feliz de ter me salvado de uma crise de pânico. Mas o importante é que eu estava salva e havia passado, eu iria ficar bem. Joguei todo meu peso em seu corpo e ele nem se moveu. — Pode sair do meu colo, agora?

 Respirei fundo, sentindo meu corpo se normalizar e continuei deitada sobre ele.

 — Não quero sair daqui agora, não seja um babaca agora, por favor. — supliquei e gemi frustrada quando ele se moveu. Justin tirou seu corpo de perto de mim, deixando-me cair sobre o carpete. Porém, quando ele estava em pé, puxou-me para cima. Ele pegou-me em seu colo e eu entrelacei as pernas em sua cintura por instinto. Coloquei a cabeça apoiada em seu ombro, sentindo seu cheiro agradável de sabonete. Fechei os olhos, aproveitando a sensação de segurança. Ele estava andando, mas estava tão gostoso ali que não liguei para mais nada.  — Eu disse algo enquanto estava... Daquele jeito?

 — Não, agora abra os olhos. — ele murmurou e eu obedeci. Estávamos em seu quarto, porém, ele estava de frente para sua janela.  — O que você faria se eu te jogasse daqui agora?

 — Morreria? — questionei-o com um sorrisinho, achando graça de sua pergunta.

Tirei as pernas de sua cintura e fiquei em pé em sua frente, entre ele e a janela aberta. Justin imprensou-me ainda mais contra a janela e metade do meu corpo ficou para fora. Segurei forte em seu braço e ele riu, uma risada maldosa. Comecei a ficar tensa, aquilo não estava sendo favorável e eu estava começando a ficar com medo. Sua mão veio até meu pescoço e empurrou-me rapidamente, deixando-me com a cabeça ainda mais para fora. Ele estava segurando em minha nuca. Segurei ainda mais forte em seu braço e ele puxou-me para dentro, arfei nervosa e dei um tapa forte em seu rosto.

 — Você está achando que é quem? Seu babaca! Nunca mais faça isso! — ele colocou a mão no local em que minha mão bateu e devolveu-me um tapa forte no rosto. — Qual o seu problema? Você não pode encostar a mão em mim! 

— Você teve sorte, meu próximo passo era te estripar. Suma da minha frente, antes que eu decida renegar minha piedade.  — Justin não era o Justin e eu estava realmente com medo. Porém, depois de tudo que passei na vida, eu não iria ser pisada por um homem doido. Eu realmente achava ele desequilibrado, mas agora, ele tinha se mostrado psicopata. Não sei se ele realmente seria capaz de me matar, mas lembrei que ele era meu professor e que sua coragem não era tão grande assim. Eu nem sabia quem ele realmente é.— Está surda?

— Se você falar comigo assim novamente, você vai terminar exatamente como meus pais terminaram. Pague para ver, Bieber.— falei antes de sair de seu quarto. Eu havia o chocado e sabia disso, mesmo sabendo que sou totalmente inocente do assassinato de meus pais. Eu os amava, eu era uma boa filha e éramos uma família feliz. Até eles chegarem.

 


Notas Finais




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