História Silver Blue - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Hora de Aventura
Personagens Marceline, Princesa Jujuba
Tags Bubline
Visualizações 22
Palavras 2.852
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), FemmeSlash, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Universo Alternativo, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Eu escrevi essa historia em meados no ano passado, por motivos de não lembro, acho que estava deprimida sobre algumas questões, mas eu particularmente gosto do rumo que essa historia toma. Espero que gostem. <3
A capa é da linda da Kiriaki, obrigada kouhai <3

Boa leitura.

Capítulo 1 - Azul prateado


 

Silver Blue

Quando finalmente terminou o último parágrafo, respirou fundo passando as mãos pelos longos cabelos cor de rosa, um suspiro cansado escapou de seus lábios e ela deixou-se relaxar completamente na confortável cadeira de couro rosa pastel. Com os olhos fechados lembrou-se que havia terminado aquele livro depois de tantas tentativas, tantas frustrações. 

Tanto tempo.

Correu os olhos azulados pela grande sala de paredes cor de creme sem muita vontade. Havia uma estante carregada de livros dos mais variados tipos, muitos prêmios espalhados tanto pelas cômodas bem como emoldurados em quadros que enfeitavam as paredes. Por mais que os móveis fossem modernos e transmitissem grande conforto para a jovem escritora nada daquilo lhe passava boas sensações.

Apenas mais lembranças.

Tirou o papel cheio de palavras da máquina datilográfica dando uma última olhada antes de guarda-la cuidadosamente na pasta de couro negra onde havia outras daquelas folhas. Mesmo que fosse uma pessoa rica, não confiava em computadores na hora de criar suas historias, pois poderiam acontecer acidentes e acabar por perder meses e anos de serviço. 

Então nada mais confiável e seguro do que sua velha máquina datilográfica. Quando correu a mão pelo objeto um sorriso minimo brotou nos lábios rosados ao lembrar-se de quem lhe dera aquele estimado presente.

Entretanto, lembrar daquele rosto fez com que um aperto sem tamanho comprimisse seu peito, esmagando seus ossos e formando um bolo grosso em sua garganta.

Bonnie apertou os lábios tentando a todo custo afastar de sua mente tais pensamentos e tratou de organizar os papeis na pasta antes de levá-los até a editora. Porém, era tarde demais, os fantasmas de seu passado já preenchiam toda a sala. 

Eram grandes vultos de cor azul espalhados por todo o cômodo. Não possuíam forma humana, eram como se fossem apenas uma grande massa semi transparente que a encaravam com os olhos tão brilhantes como o sol. 

Ela sabia quem eram aquelas coisas.

Era o remorso, a culpa, a tristeza e a saudade.

Todas elas ali juntas fazendo a jovem mulher se lembrar da razão de estar tão sozinha num apartamento deveras luxuoso, moderno e grande. 

Havia aberto mão de seu grande amor.

Antes de se tornar escritora, Bonnie, que era apelidada de Jujuba pelos amigos da faculdade dividia com uma amiga um apartamento simples no centro da cidade de São Francisco na Califórnia. Era um desses prédios de subúrbio de no máximo 5 andares, cujo a estrutura era rustica e lembrava a arquitetura do século passado. A pintura da parte de fora era de um amarelo leve e os detalhes que ficavam em volta das portas de janelas que haviam sido feitos a mão eram pintados de branco. A grande porta de maneira era dividida ao meio em sentido vertical. Os elevadores eram aqueles antigos de grades, embora Bonnie nunca confiara neles para poder chegar a seu apartamento no terceiro. 

Sempre gostou mais das escadas.

Já no seu apartamento tudo também era bem simples. Poucos moveis e muita bagunça. Os discos de vinil de Marceline viviam espalhados pelo chão perto do grande aparelho. Era comum ver sempre muitas garrafas de cerveja das mais variadas marcas jogadas por ali, no entanto, Bonnie sabia que a preferencia de Marcy sempre foi Heineken.

"Você fica louca bem mais rápido!" Era o que ela sempre dizia quando Bonnie perguntava porque aquela marca era sua preferida.

A garota que dividia o apartamento com Jujuba sempre fora um enorme ponto de interrogação para si. Ela era alta, seu tom de pele levemente empalidecido, embora suas feições não dessem a entender que estava doente nunca. Os cabelos eram tão negros que lembrava o azul do céu a noite, aquele azul escuro, profundo e brilhante, os olhos de cor avermelhadas eram o que mais chamada atenção de Bonnie, pois eram sempre cínicos e até indiferentes a tudo. Os lábios rubros e carnudos chamavam muito atenção e nele um sorriso sarcástico sempre podia ser notado. Sem falar que o corpo de Marceline era perfeito. Cintura fina, quadril largo, pernas torneadas e panturrilhas grossas, seios medianos porém muito atrativos, ombros pequenos e braços longos e finos. Ela era toda proporcional, toda linda. 

E toda maluca.

Quando Bonnie aceitou dividir o apartamento com aquela garota não imaginou em todas as coisas que poderiam acontecer. Marceline era cheia de manias e muitas delas no começo irritavam a rosada. Como o fato de acordar a noite e ficar andando pela casa, de fumar aquele cigarro de cheiro horrível empoleirada na janela, ouvindo sempre a mesma música em seu ipod - Bonnie sabia disso, pois o volume era tão alto que talvez o prédio inteiro escutasse, aquela louca ia acabar ficando surda. Também fazia café durante a madrugada e tomava a garrafa inteira fazendo seus desenhos para faculdade. Ela trocava o dia pela noite, ficava horas trancada no banheiro e usava sempre roupas escuras e de mangas longas. Sua parte do quarto era um chiqueiro e parecia não se importar com isso.

Os primeiros meses de convivência foram de fato sufocantes até Bonnie finalmente entender o que acontecia com Marceline.

Era tinha grande grau de depressão e por isso agia de forma estranha. As vezes se trancava por semanas e nesse período era como se Jujuba morasse sozinha, não se ouvia nem a respiração dela. As vezes em que trancava por muito tempo no banheiro era quando fazia cortes em sua pele nos momentos quem que acreditava que sua cabeça ia explodir. Era muito comum haverem olheiras em baixo de seus olhos e aquele parte de avermelhados sempre estavam opacos.

Então para Bonnie, Marceline deixou de ser uma maluca e passou a ser um mistério.

Um mistério ao qual deseja desvendar.

Queria entender o que fizera a forte e impenetrável Marceline ser daquele jeito. Algo muito sério provavelmente mexeu com seus sentimentos. 

E em suas muitas tentativas de conhecer melhor a morena acabou sendo fisgada por ela. O primeiro beijo aconteceu na janela durante uma fria madrugada enquanto conversavam sobre qualquer assunto e observavam juntas as luzes da ponte de Sao Francisco. Bonnie sentiu-se travar quando a mão gélida de Marceline puxou-a pelo pulso e no momento seguinte capturou seus lábios. Dali por diante elas deixaram de ser duas desconhecidas que dividiam o mesmo teto e passaram a ser amigas, amantes e cúmplices.

Juntaram os dois colchões de solteiro no chão e ali viveram muitos momentos intensos, quentes e relaxantes. Bonnie descobriu que o amor habitava coisas simples como uma xícara de café dividida, um cigarro compartilhado e um abraço quente e carinhoso.

O amor não era dinheiro, não era luxo tampouco status. Ela possuía essa concepção devido  seu último namorado, um rapaz rico e cheio de ambições.

No entanto, com Marceline era tudo mais singelo, mais sereno e a bem verdade, mais real. E conforme o tempo foi passando, Bonnie entendeu como a cabeça da morena funcionava, a razão de suas manias se sobretudo passou fazer aquilo ao seu lado.

Sempre fumavam os cigarros juntas na janela durante as madrugadas, cantavam as mesmas musicas, e tomavam sempre o café nas mesmas canecas.

Chegou um momento que Jujuba amava verdadeiramente Marceline. E o mesmo sentimento rondava o coração da morena. No entanto a vida é sempre cheia de surpresas. Depois de quase quatro anos de relacionamento, as coisas começaram a ficar mal.

Marceline piorou da depressão e se trancou para o mundo Bonnie já não sabia mais o que fazer para ajudá-la e se afastou. A verdade era que estava desesperada, sentia que a morena já não queria mais sua presença e o pior ainda... Ela sentia que Marcy não queria melhor daquele problema.

Estava sozinha, magoada, frágil e sensível quando conheceu Finn. O rapaz com quem fazia faculdade. Finn passou a ser seu grande companheiro e amigo, quando estava com ele Jujuba se permitia esquecer do problema que tinha em casa.

Sim, ela começou a tratar Marceline como O Problema.

Bonnie estava a cada dia mais encantada por Finn e mais distante de Marceline, quando finalmente chegou em casa numa tarde fria e sentiu como se seu mundo inteiro estivesse desmoronado.

Não havia mais Marceline em casa tampouco algo que pertencesse a si. Não haviam mais discos espalhados pelo chão, latas de cerveja, cinzas de cigarro e o cheiro de tristeza que a morena transmitia. Todavia um bilhete amassado jazia no chão, na parte em que ficava seu colchão.

"Bonnie, Não culpo você por eu ser assim e acredito que nunca vai me entender... Mas não tinha problema de você me contar o que vinha acontecendo. Sei do Finn e O quão próximos vocês estão. E para provar para mim mesma que não quero mais atrapalhar sua vida, estou indo embora.

Eu sou seu problema. Não sou doce o bastante pra você...?

Isso não importa agora. Mesmo que você se tranforme numa lembrança e que mais tarde eu não lembre do seu rosto, saiba que ainda vai ser minha melhor lembrança. 

Adeus.

Marceline."  

Marceline partira e levara consigo algo que naquela época Bonnie não era capaz de admitir. Nunca mais tivera noticia desde então. Foi então que o peso da culpa tomou as costas da menina de cabelos cor de rosa. Nunca seria capaz de compreender Marceline e isso lhe soou tão injusto pois, o tempo em que ficaram juntas foi o bastante para que a morena conhecesse até o motivo de cada suspira da outra.
Bonnie sentiu-se mal, fracassada. Derrotada. E dali por diante aquele apartamento ficou tão grande e frio. Embora o tempo começasse a passar depressa foi difícil se acostumar com os fantasmas de cor azul que começaram a aparecer e lhe assustar. 

Nunca mais soube nada de Marceline, afastou-se de Finn, terminou a faculdade e tornou-se escritora de romances. Suas historias fizeram tanto sucesso que em pouco tempo ela estava no topo, como a autora de romance mais conhecida do continente.

Se a morena estivesse viva em algum lugar... Será que ficaria feliz por ela?

E agora nove anos mais tarde, ela estava ali mais uma vez em um enorme e frio apartamento encarando os mesmos fantasmas do passado. Aquilo se repetia todos os dias e acreditava que assim seria até o dia de sua morte.

~*~

No chuveiro sentindo a água quente cair em suas costas e correr por todo o corpo levemente rosado, foi impossível que não lembrasse dos momentos bons que vivera com a morena. 

Muitos deles haviam sido no chuveiro. Lembrou-se dos beijos, dos toques, das caricias e sentiu novamente aquele fantasma atrás de si. Era a saudade.

Sentiu saudade das mãos grandes e dedos finos de Marceline, saudade da firmeza como ela sentiu sempre segurou seu corpo, saudade da sutileza e da adoração que a outra tinha quando se tratava de dar prazer á Bonnie. Sempre tão cuidadosa, tão intensa e ao mesmo tempo tão sensível.

Respirou fundo e a mão direita foi escorregando lentamente até o sexo que já sofria uma leve ardência. Quando os dedos entraram em contato com a pele macia um suspiro dolorido deixou seus lábios e lentamente ela começou uma delicada fricção. 

Fechou os olhos e jogou a cabeça para trás, de modo que a água caísse diretamente em sua testa e se espalhasse pelo rosto agora muito rosado, a boca se entreabriu e a outra mão foi de encontro aos seios fartos onde começou a apertá-los e acaricia-los com determinada força, uma vez que os movimentos em seu sexo ficavam mais intensos e pesados.

Queria as mãos de Marceline em si, queria os lábios dela em seus seios, queria pele dela contra a sua, queria ouvir aquele risinho debochado, queria aquela voz rouca ao pé de seu ouvido. Queria ser chupada por ela, queria arranhões, queria gemidos, queria tudo. 

Queria Marceline de volta.

O corpo tremia levemente,encostou-se na parede, ondas de calor percorriam suas pernas e logo partiam para todo o corpo causando-lhe leves e deliciosos espasmos, mordeu os lábios e gemeu baixinho o nome da morena, quase num lamento quando gozou. 
Quando foi atingida pelo orgasmo suas pernas fraquejaram e deixou-se escorregar até o chão, os olhos fechados e as mãos nas coxas. A água ainda caia em seu corpo, no entanto agora ela não sentia mais, pois estava enlevada na saudade que sentia de Marceline.

Algumas lágrimas se misturavam com a água do chuveiro.

~*~

Enquanto caminhava pelas ruas de São Francisco, Bonnie mantinha-se alheia as pessoas que passavam por ali. Desde quando começou a morar sozinha naquele apartamento luxuoso, sua vida ganhou um tom azul. Se pudesse dar uma cor a tristeza ela seria azul.
Pois o azul era frio e distante. Azul lembrava a dor que sentia quando Marceline partiu. 

Azul era a cor dos fantasmas que lhe cercavam. 

As pessoas que caminhavam por ali trajando casacos longos, cachecóis, tocas e botas para se proteger do frio, aos olhos de Bonnie todas eram de cor azul. 

Tudo era azul.

As casas, as lojas e os prédios. O céu e as nuvens, os pássaros que voavam e as árvores.

Tudo azul.

E ali caminhando em meio aquelas pessoas azuis e sentindo os fantasmas de sua tristeza acompanhando-a, Bonnie sentiu o coração falhar quando os cabelos negros azulados como a mais misteriosa noite surgiram em seu campo de visão, os olhos avermelhados e os lábios rubros fizeram a rosada parar de caminhar.

Ela vinha andando em sua direção, usava uma camisa xadrez vermelha, talvez a mesma que Bonnie dormira uma vez, pois todas suas roupas estavam na lavandeira, uma jaqueta de couro negra e um cachecol azul, calças jeans e aquelas botas. 

As botas que Bonnie lhe dera.

Era Marceline.

Estava viva. Claro que estava viva, esse pensamento fez Jujuba sentir uma dor no peito, o que faria a morena tirar a própria vida? Não importava agora, pois ela vinha caminhando em sua direção, um baixo estava em suas costas, Bonnie sabia que era seu baixo, apesar daquilo ter o formado de uma guitarra. Era o baixo. Marceline tocava baixo.

Ela caminhava com graça e calma, as mãos no bolso da jaqueta e os olhos, os olhos lindos vermelhos perdidos em qualquer ponto da rua, talvez nos carros, talvez nas casas, talvez em lugar nenhum.

Foi quando os vermelhos se encontraram com os azuis de Bonnie. 

Ela também parou. 

Talvez a alguns metros de distância.

O que será que estaria pensando? Foi a pergunta que surgiu na mente de Bonnie como um leve sussurro. Será que lembrava de si? Será que passaria reto por ela e fingiria que não a conhecia?

Se isso acontecesse de fato ela não ficaria mal, pois Marceline tinha todo o direito de faz aquilo. Seria até a mais justa das vinganças.

No entanto, não era bem assim que as coisas funcionavam.

Bonnie observou que ela voltou a caminhar, dessa vez um pouco mais cautelosa e parou em sua direção.

— Bonnie. — a voz ainda estava rouca como sempre devido aos cigarros que talvez nunca parara de fumar sequer uma noite. 

— Marceline. — a palavra escapou com certa dificuldade, tamanho era o aperto no coração que sentia. 

Ninguém falou mais nada. Apenas mais pessoas azuis passavam entre elas alheias a tudo aquilo.

Foi então que a morena abriu um sorriso de canto exibindo suas belas presas brancas e finas. E o movimento seguinte deixou Bonnie completamente sem chão.

Marceline simplesmente a abraçou. E não foi qualquer abraço. Foi o abraço mais carinhoso, mais sincero, mais intenso, mais cheio de carinho, que alguém pudera dar a Bonnie. E imediatamente Jujuba correspondeu ao abraço, com a mesma gana de sentimentos.

E não houve mais nada que devesse ser dito.

Palavras as vezes são dispensadas quando os sentimentos podem ser expressados através do olhar. E no momento em que os olhos das duas se encontraram, ambas puderam notar que o sentimento que nutriam uma pela outra ainda estava lá. 

Quando se soltaram, uma lágrima solitária correu pela face rosada de Bonnie, porém rapidamente ela secou.

— Está indo pra algum lugar...?

De fato ela tinha compromisso naquela tarde, iria até a editora entregar seu último livro e finalmente poder tirar um tempo de folga, no entanto não conseguia mais dizer não a Marceline. No quer que fosse.

— Só estou dando uma volta. — sorriu de canto.

— Ah... — a morena sorriu. — quer vir tomar um café comigo? Gumball montou uma confeitaria aqui perto...Lembra dele? Fez faculdade com a gente e ta namorando meu irmão Marshall.

— Oh, sério? — Gumball era seu primo e ela não sabia daquilo. Sentiu-se péssima por alguns instante. — Mas nós podemos ir lá sim. Claro.

Um sorriso pequeno brotou nos lábios da morena e ambas tomaram a direção oposta da qual Bonnie seguia, e metade do trajeto foi em silêncio até Marceline dar a cartada final.

— Ainda não sou doce o bastante pra você? — perguntou suavemente olhando para frente.

— Não. — Bonnie disse baixinho, segurando o braço da outra. — Não mais.

E mesmo que muito tempo estivesse passado e ainda muita coisa havia de ser acertada ainda, Bonnie sentiu que finalmente os fantasmas que sempre lhe seguiram não estavam mais ao seu redor como sempre e de repente... Só de repente, tudo ganhou cores naturais.

Não mais aquele azul, nem prata.

Apenas Marceline.
 


Notas Finais


Se alguém pegou as referências bate aqui <3
<3 <3
espero que gostem, deixem seus comentários cremosos pra essa tia ficar feliz!


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