História Sim, Meu Rei! - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias The Seven Deadly Sins (Nanatsu no Taizai)
Exibições 87
Palavras 1.559
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ecchi, Poesias
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Yoo minna ~chu :3

A tia nunca escreveu fic sobre esse casal, então, espero que fique bom, caso contrário, a tia deleta e começa de novo ~desu

Boa leitura ~chu :3

Capítulo 1 - Oneshot


Olhei o relógio mais uma vez, já passou-se das duas horas e nada acontecia. Olhei pela grande sacada da torre oeste, via os grandes campos verdes e as belas plantações de trigo, cevada, malte, uva e centeio. Sorri ao notar os lavradores cuidando da terra e da água utilizada para a comida dos animais. Os porcos eram alimentados com milho moído, as vacas eram alimentadas com ração de nabo e ervas especiais, as galinhas, comiam milho verde e do lado leste, onde fica o Porto de Camelot, os peixes com certeza estavam sendo muito bem pescados. 

Bufei, admirei o lado norte, vi todo o Reino e sua larga extensão até as muralhas mais altas, que alguns quilômetros para frente, se tornava vizinha de Liones. 

Ao sul, nunca olho, é o lado para o qual sempre fico triste, afinal, Ela me ensinou que olhar para o sul, é olhar em seus olhos. 

Desci até o salão do trono, nada me entretinha. No salão havia muitos pilares que formavam um corredor até o piso alto central, onde fica a cadeira mais importante de Camelot; sentei-me nela e suspirei pesadamente. Pelas grandes persianas, nada além de uma luz forte, o teto decorado com ouro branco e mármore rosa não me deixavam menos irritado, olhei as estreitas e longas mesas de aperitivos - muitas frutas, doces, salgados e vinhos requintados - nada me agradou o estômago no momento. 

Olhei de relance para a escada do piso alto, ela tinha apenas dois degraus, iam de uma ponta à outra. Largas e cobertas por almofadas vermelhas, tecidos coloridos e caros, flores delicadas e luxuosas... Olhei uma mesa pequena e quadrada em particular, havia uma pequena pilha de livros nela, me deixou em agonia. 

- Onde você está?... -me perguntei impaciente, nenhuma mulher é como Ela, nem mesmo Vivian, sua aprendiz, chega aos seus pés. 

Tentei me distrair apenas fechando os olhos e captando os sons do lado de fora, com concentração e silêncio, o fiz rapidamente... Conseguia ouvir crianças brincando pelo palácio, ouvia sacerdotes e soldados andando por aí, os professores que muito me ensinaram esgrima e os professores que estão alfabetizando os futuros guerreiros, também se espalhavam pelas alas centrais e então, o barulho da respiração Dela me assustou. 

Abri os olhos e imediatamente fiquei vermelho como um tomate. 

- Você fica muito fofo quando resolve se concentrar, Arthur... -seu sorriso provocante e doce me  enchera de felicidade- 

- Merlin! -gritei num impulso e quis abraça-la (e amassa-la também), mas não pude graças a uma pilha de livros em seu colo. - Hey, quando é que voltou?! 

- Talvez, um tempo... -suas respostas eram sempre assim, nunca me dizia o que precisava dizer por completo, uma mania que algumas vezes me irritava e outras vezes, achava sublime que existisse- Deveria estar cuidando dos cavalos, não? 

- Já fiz isso faz três horas, você me deixou muito tempo esperando! -cruzei os braços e fiz bico, virando a cara para um canto qualquer. 

Ouvi os livros serem descarregados no chão, perto do trono, fiquei sem muita ação ao vê-la com o corpo todo para frente, suas pernas uma de cada lado das minhas e suas gentis e graciosas mãos tocarem-me pelas pontas dos dedos. Ficamos tão próximos que eu podia dividir meu ar com ela. 

- Lamento fazê-lo esperar, Meu Rei... -sussurrou baixo, me deixando nervoso- Como posso te compensar? 

- Primeiro, me dê um abraço e ao menos finja que sentiu minha falta! -reclamei de novo, acho que é o que acontece quando se recebe muitos mimos dela. 

Merlin riu de canto e sentou-se em meu colo, me abraçando confortavelmente, acariciou meu cabelo e beijou minha testa em seguida. 

- Eu senti sua falta, Arthur. -seus lábios róseos são quentes e macios, desde sempre ela me ensinou a fazer muitas coisas, como me vestir adequadamente, ler, escrever, fazer poesia, discursos, administrar meu tempo e minhas tarefas, inclusive me ensinou a jogar cartas! 

Graças a ela, aprendi a jogar xadrez e fazer boas estratégias de guerra, tudo o que a Merlin fez por mim, eu vou morrer tentando, apenas tentando retribuir. 

- Bem-Vinda de volta... -falei num sorriso mais meigo- 

- Estou em casa... 

Abracei sua cintura e encarei seus olhos, nem o mel que uma abelha produz chega a ser tão instigante e doce quanto suas lindas e puxadas íris. 

- Como foi em Liones? 

- Tudo ocorreu bem. Meliodas-san mandou saudações! 

- E então, esses são os novos livros que você precisava tanto? -olhei a pilha de relance, fiquei triste- significa que vai passar o resto da semana trancada na biblioteca, estudando? 

- Não. -ela sorriu divertida, me deixando confuso, Merlin ama livros e acho difícil ela contrariar sua própria mania- Fiquei bons meses longe de você, quero primeiro descansar e poder saber o que Meu Rei andou fazendo de tão produtivo. 

Suspirei de canto, essa mulher é incrível! 

*

*

*

*

Quando a noite caiu em Camelot, Merlin recebera os cumprimentos de todos, os cozinheiros fizeram um banquete apenas com o que ela mais gosta de comer e foi agraciada pela grande anciã do Reino, que lhe sorrira de forma tão bondosa e simples, lhe entregando mais um presente para praticar suas magias. 

O verão era tão quente e receptivo! O sino das dez horas tocou, eu e Merlin nos retiramos; fui em direção ao meu quarto e ela, na direção do banheiro. Peguei um dos livros novos dela e comecei a ler, fiquei interessado logo de cara. 

 

"Pelos nuances da noite pacata, derramei-me em vinho, soluços e tropeços, talvez eu estivesse certo, não mereço-te, não devo cobiçar-te. Hei um dia entender por que Amar dói, se estou longe, falta tua tenho juntamente dos malditos ponteiros do relógio no fundo do bolso, se perto está, tenho o ar e a timidez tomados de mim, gostaria que de Gatuna, não atuasse mais, rega-me com coisas que nunca pensei ter, usa-me de forma que preferir, só não menospreze a única coisa que posso oferecer-te: Amor."

 

 

- É um trecho muito bonito... -falei sorrindo, ouvi o barulho da porta se abrir e vi uma Merlin enrolada na mais pura ceda de Camelot, sua pele branca dava contraste ao preto da única peça que lhe vestia agora, fiquei sem fala. 

- Sim, é um trecho muito bonito. 

- M-Merlin! -corei intensamente- p-por que está no meu quarto a essa hora?! 

- Eu disse que queria saber como anda Meu Rei. -ela sorriu sábia, tentei me acalmar, mas por algum motivo, ela me causa muitas sensações diferentes no corpo, e meu coração, dói... Aproximando-se, sentou ao meu lado, na cama, sorriu e admirou a página do livro. - Fez boa colheita, Arthur? 

- S-Sim, os porcos e as galinhas deram boa cria também, teremos mais carne para este inverno. 

- E o vinho? 

- Fizeram da melhor garrafa, a safra que você tanto gosta. 

- E o milho? 

- Tem de sobra, até mandamos algumas sacas para Liones e vendemos todas! -sorri empolgado- acho que seu plano de economia realmente funcionou. 

- Fico feliz que tenha dado certo, é importante sabermos planejar o comércio, Camelot depende disso para cuidar de seu povo. 

- E eu fico dependendo de você para tudo... -bufei fraco- que ridículo eu sou... 

Não pude acompanhar bem o resto da informação, senti os lábios dela colados aos meus. Pela primeira vez, beijei uma mulher, agradeço aos céus por ser esta, a mais cobiçada do Reino, a tão inteligente e deslumbrante Merlin. Seria mentira dizer que não fiquei nervoso, por um instante era um beijo desajeitado, agora, eu sentia sua língua tocar suavemente a minha e envolvê-la numa carícia lenta. Se eu soubesse antes que beijar é tão simples... 

Meu corpo parou de me obedecer, agia como queria e segurava-a por suas grandes curvas, envergonhei-me na mesma hora. Rompemos o beijo e ela me sorriu. 

- Eu ainda tenho muitas coisas para te ensinar, Arthur, mas não se ache fraco só porque depende de mim em alguns momentos, eu também preciso de você e me sentiria mal se negasse isso. 

- Merlin... 

- Você dizendo que me ama, o que agradeço imensamente, então, desta vez, irei retribuir de outra forma, você me permite? 

- Claro que sim! -falei ansioso- você é a Merlin, sem a Merlin, Camelot não é a mesma coisa, eu também não seria! 

Ela só sorriu, levantou-se e desfez o nó do roupão de ceda que usava, nunca fiquei tão fascinado e tímido na vida; não havia nada por baixo, nada além de um corpo esbelto, bem esculpido e branco como porcelana. - Eu só estou aqui para atender os desejos do Meu Rei, como me foi pedido, eu devo ensina-lo a ser um bom Rei e um bom Homem. 

- Que assim seja. -disse mais meigo e feliz, finalmente entendendo melhor o que ela estava me dizendo. 

- Sim, Meu Rei! 

A vida toda pensei que não poderia haver ninguém que pudesse me tirar essas sensações de angústia e desconforto, quando Merlin apareceu, meu mundo se tornou Ela, eu vivo por ela, morro por ela, sorrio, choro, luto por sua vida, Camelot me é muito importante, e dentro dela, há meu Bem mais Precioso. 

Foi a primeira vez que me deitei tão intimamente com uma mulher, e só agora notei que eu estive preso em sua mais poderosa magia... 

 

 

Amor.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...