História Simon says - Capítulo 11


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Abigail, Acampamento De Escrita, Assassinato, Dawson, Dickinson, Emdji, Investigação, Katherine, Nicholas, Original, Pawel, Policial, Richard, Simon
Exibições 44
Palavras 1.648
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Bissexualidade, Cross-dresser, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


DESCULPE A DEMORA LEITORES-SAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAN
eu precisava criar um plot-twist nesse capítulo e ele acabou sendo a melhor parte, na minha opinião <3 ainda teremos um epílogo, então as partes confusas serão explicadas (eu acho)
<3333333333333333 obrigada pela leitura

Capítulo 11 - A verdade por trás de seu mestre


Pawel se sentiu patético ao entrar pela porta do hospital naquela manhã. Ele se lembrou de quando teve uma infecção gástrica e o melhor amigo ficou a noite acordado ao lado dele porque ele precisava ficar fazendo exames de hora em hora. O espaço da cama era mínimo, mas os dois se viraram muito bem com vários potinhos de gelatina de limão e uma maratona de Friends que durou a maior parte da madrugada.

— Cara, ninguém supera a Phoebe — comentou Simon enquanto gesticulava para a televisão com uma colher de plástico na mão. A personagem havia acabado de empurrar Rachel Green para um táxi e agora discutia com Ross Geller. O menino parou de comer por breves instantes apenas para rir da cena pela milésima vez.

— A Phoebe é legal, mas você já ouviu a palavra de Joey Tribbiani?

— Ele é um tarado — resmungou o loiro ao dar outra colherada — Um babaca.   

— Vocês dois são bem parecidos. Ele provavelmente também estaria devorando essa gelatina horrorosa.

— Não dê ouvidos a ele — falou Simon para o conteúdo do copinho quase vazio. — O Paul aqui não gosta de limão, mas eu já sei que o lance entre nós é amor verdadeiro.

JOEY DOESN’T SHARE FOOD!

Simon riu da imitação do amigo e um pensamento estranho passou em sua cabeça.

— Você gosta dele por ele ser parecido comigo?

Paul deu de ombros e torceu o nariz para o novo pote de gelatina que Simon havia começado a devorar.

— Acho que sim. Ou talvez seja apenas coincidência. Sei lá.

O garoto Petersburg deixou a embalagem inacabada em cima da bandeja no colo de Paul e diminuiu o volume da televisão.

— Você e a Phoebe também são um pouco parecidos — Pawel ergueu as sobrancelhas e Simon explicou. — São engraçados, vegetarianos e, ah... Vocês falam quando estamos sendo babacas — e apontou para a televisão. — Aquilo ali pode ser fictício, mas você é bem real.

Paul engoliu em seco e tentou se livrar daquela lembrança enquanto girava a maçaneta da porta do quarto. Um Simon pálido estava deitado de lado e encarava o conteúdo intocado da bandeja com certo receio.

— Pensei que ela fosse seu amor verdadeiro — brincou o garoto. Ele viu o amigo secar os olhos com a camisola do hospital e seu sorriso se desfez assim que o rapaz se virou e exibiu uma das mangas vazias.

— Eu nunca pensei que fosse te ver branco algum dia — falou com o esboço de um sorriso. — Pelo jeito, eu sou capaz de milagres.

— O que... Como...?

Simon se levantou da cama e os trancou dentro do quarto antes que o outro fosse capaz de concluir sua frase. Paul observou Simon com olhos de um estranho: pálido, bagunçado e derrotado. Ele nunca havia visto o amigo daquele jeito e se sentiu péssimo por não ter passado a noite com ele. Apesar de todos os confrontos que eles tiveram nas últimas semanas, Pawel ainda achava que eles eram melhores amigos.

Ele observou o garoto se arrastar pelo quarto em silêncio até a sua cama e se cobrir com seu único braço.

— Você se importa de vigiar a porta? — perguntou o garoto. O outro assentiu e Simon se sentiu grato quando começou a chorar.

Ele não confiava totalmente em Paul desde o incidente com Katherine, mas sabia que suas lágrimas estariam em segurança com o rapaz.

 

 

*

 

Dickinson teve que sacudir os ombros de Richard com força pra conseguir acordar o garoto. Ele usava uma camiseta comprida e um short que ficava acima de suas coxas. Richard precisou piscar algumas vezes para diferenciar o gêmeo da imagem formada de sua irmã mais velha e precisou de um minuto para largar o travesseiro.

— Qualquer dia eu te convido pra dormir aqui de novo e te desenho dormindo — comentou com um sorriso de canto.

— Você não ousaria.

— Um artista arrisca tudo por seu trabalho. E você parecia um filhotinho.

— Engraçadinho.

— Sabia que você baba enquanto dorme?

— Vá se ferrar, Moore.

Richard esticou os braços para se espreguiçar enquanto o menino continua a atormentá-lo. A foto que o mais novo guardou consigo durante a madrugada acabou escorregando de sua camiseta. Dicky recuperou a fotografia caída em cima dos cobertores e deu um sorriso triste.

— Foi uma pena ter separado vocês. Fariam um casal bonito — disse antes de sair do quarto.

E os dois não tornaram a conversar até chegarem à delegacia.

 

*

 

Nicky se sentiu solitário naquela manhã. Ele encontrou a delegacia quase vazia quando chegou enrolado em um cachecol felpudo e com sandálias de plataforma. Um policial o instruiu a aguardar sentado em uma sala diferente da que havia ficado no dia anterior e ele passou a maior parte do tempo roendo as unhas e aguardando os outros.

Richard e Dicky foram os primeiros a aparecer. O gêmeo usava roupas normais pela primeira vez em meses e foi difícil acreditar que era realmente ele naquele jeans e com aquela blusa social. Richard tinha olheiras fundas e seus cabelos estavam espetados por todos os lados. Ele murmurou um “oi” quando se sentou ao lado de Nicky e puxou o capuz de um casaco pequeno demais para ele.

— Oi — disse de volta.

— Bom dia — falou Dicky com um sorriso. O coração de Nicholas tentava saltar para fora de seu peito e ele não conseguiu fazer nada além de enrubescer.

Abigail apareceu tropeçando em seus próprios pés com uma mochila pendurava em um dos ombros. Ela tinha uma expressão preocupada e mordia a ponta do polegar. Andou em círculos até sair de seu próprio mundo e se deparar com os três garotos sentados ali.

— Ah. Olá. Bom dia.

— O que houve? — perguntou Dicky.

— E-então...

Katherine passou pela porta abraçada a Simon. A manga direita da camiseta do rapaz balançava com o vento e a sala ficou em um silêncio constrangedor.

— A gente deveria esperar o delegado Jim, né? Ele não deve demorar.

Os sete membros do grupo de Simon Petersburg continuaram calados até uma voz adulta e masculina se manifestar.

— Quem é esse tal de Jim Hopper de quem vocês falaram o dia todo? — perguntou Carter com uma das sobrancelhas arqueadas enquanto tentava espiar por cima do ombro de Abigail.

— Ah não... — falaram Dickinson e Katherine em uníssono quando o rosto da garota adquiriu uma cor similar a de seu cabelo.

— PAI, QUE DROGA! VOCÊ ESTRAGOU O JOGO!

— A gente ainda pode continuar — Simon apressou-se em dizer. — Ele não leu nenhuma carta crucial, só as anotações sobre o delegado. Não vai totalmente contra as regras.

— O problema é que ninguém de fora podia se intrometer — lembrou Paul. O garoto se virou para o pai de Abigail e tentou explicar a situação. — A gente tirou a Dawson do jogo porque ela mandou uma mensagem pra Tracy contando sobre a carta que ela tirou.

Dawson estava com um joystick no colo a metros de distância e cochilava em uma posição desconfortável no sofá. A franja azul escondia os seus olhos quando ela os abriu à menção de seu nome.

— O quê? — perguntou sonolenta em meio a um bocejo. — Já terminaram de me matar?

— O pai da Biggs encarnou o detetive antes da gente descobrir quem é que pegou a carta de assassino — respondeu Richard antes de Sarah caminhar até ele e envolver o seu pescoço com os braços.

— Se você tiver me matado nesse RPG, eu te mato — sussurrou para o namorado.

— Acho que vocês perderam a noção das horas. A mãe do Nicholas já ligou um monte de vezes, querida. Ele precisa ir — avisou para Abigail. Antes de se desvencilhar daquele monte de adolescentes furiosos, Carter deu uma última espiada sobre o ombro da filha e gargalhou. — Jim Hopper!

Nicholas se remexeu na cadeira de rodas quando sentiu sete pares de olhos sobre si.

— Foi mal.

— Não foi sua culpa — Katherine segurou a mão do amigo e lhe ofereceu um sorriso. — Vocês estariam ferrados se o pai da Biggs não tivesse interrompido o jogo.

— Por quê? — perguntou Richard. Sarah mordeu o lóbulo de sua orelha e ele roubou um beijo rápido dela antes que Dickinson começasse a protestar.

— Eu pensei que estivesse óbvio desde o momento em que eu atraí o policial tarado na delegacia.

— FILHA DA PUTA — xingou Abigail quando Kate tirou uma carta de seu decote e atirou sobre o tabuleiro de Simon Says. O coringa do assassino exibia um sorriso tão grande quando o da morena.

Paul não resistiu e começou a rir antes de passar o braço ao redor da namorada.

— Não confiem em meninas bonitas.

— É por isso que eu prefiro garotos — retrucou Simon. O menino levantou as sobrancelhas sugestivamente para Dickinson e o moreno levantou o dedo médio para o líder do grupo.

— Já disse que sou heterossexual, Simon.

— Que desperdício — retrucou o rapaz. Simon também tentou levantar o dedo, mas estava com o braço engessado e gemeu com a tentativa. Dicky gargalhou com a cena.

Nicholas olhou para toda aquela cena com lágrimas nos olhos. Fazia meses desde a última vez em que a turma unida por Simon Petersburg havia marcado uma reunião com todos os membros. A sugestão do RPG veio dele, mas todos concordaram em participar temendo que fosse a última vez que estariam completamente unidos. Ele sabia que todas aquelas provocações e brincadeiras que os outros se dispuseram a fazer naquela tarde de domingo vinham do medo de que fosse a última vez em que o veriam. Nicky secou o rosto com a manga de sua camiseta e percebeu que Abigail o encarava por cima dos óculos. A ruivinha se levantou de sua cadeira e foi até o outro lado da mesa de jantar. Os dois se perderam em um abraço apertado e aconchegante.

— Nós amamos você — sussurrou para ele. — Não se esqueça disso.

— Pode deixar. Eu não vou.

O cheiro do perfume cítrico de Abigail foi a última lembrança que Nicholas Campbell teve antes que seu coração parasse de bater naquela madrugada de domingo.


Notas Finais


NÃO ME MATEM PLZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ HEHEHEHEHHE JBBJSJBSJBSJBJSBJSBSJ


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