História Simplesmente - Capítulo 60


Escrita por: ~

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Categorias Em Família
Tags Clarina, Emfamilia
Exibições 393
Palavras 5.858
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yuri
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Am I out of my head?
Am I out of my mind?
If you only knew the bad things I like
Don't think that I can explain it
What can I say, it's complicated
No matter what you say
Don't matter what you do
I only wanna do bad things to you
So good, that you can't explain it
What can I say, it's complicated

Capítulo 60 - Capítulo 60


“Então, quanto tempo Clara disse que chegaria?” Flavia perguntou a Marina quando encontraram uma mesa na praça de alimentação e sentaram esperando Gisele que tinha ido comprar smoothies de suco.

“Ela disse cerca de meia hora” Marina disse colocando a bolsa no chão e fazendo careta com a dor em suas costelas.

Ela estendeu a mão para o lado quando se sentou e expirou ruidosamente soltando uma golfada de ar entre os dentes.

“Ainda dói né?” Flavia perguntou fazendo uma cara simpática e gesticulando em direção ao lado de Marina com a mão.

“Sim” Marina respirou novamente ainda segurando suas costelas “Eu não tenho ideia de como Clarinha aguentou quando quebrou nove costelas, porque Flavinha, duas já fazem estrago suficiente.”

“Vai melhorar em breve” Flavia disse apertando a mão de Marina “O lado bom: pelo menos seu rosto não parecer uma porcaria mais.”.

“Nossa, obrigada Flavinha” Marina riu “Sendo honesta, eu não acho que estava tão ruim…”

“Eu não sei… alguns machucados pareciam horríveis e o corte acima do olho…” Flavia disse apontando para a testa de Marina com o dedo indicador “Huh” disse de repente percebendo alguma coisa.

“O quê?” Marina perguntou quando ela não deu mais detalhes.

A morena levou a mão à testa conscientemente quando Flavia continuou olhando para ela.

“Bem” disse Flavia pensativamente “Você conseguiu abrir um machucado quase no mesmo lugar que a cicatriz da Clara. Mas seu corte é minúsculo em comparação. Eu acho que Clara é muito mais malvadona do que você jamais poderá ser.”

“Você está pregando para os convertidos” Marina disse levantando uma sobrancelha em saudação quando Gisele se aproximou da mesa com uma bandeja nas mãos, as suas bebidas precariamente equilibrada no topo dela.

“Aqui meninas” disse Gisele colocando a bandeja na mesa e distribuindo as bebidas.

Ela pegou a bandeja e colocou no lugar destinado após o uso antes de se sentar.

“O que perdi?” Gisele questionou tomando um gole de sua bebida e olhando entre as amigas interrogativamente.

“Nós estávamos falando sobre Clara” Flavia respondeu sorrindo amplamente e Gisele sorriu para a diversão no rosto da amiga.

“Por que não estou surpresa?” Gisele respondeu rindo levemente e revirando os olhos.

“Flavia que começou” Marina protestou percebendo o gesto de Gisele e tomando um gole de sua bebida “Não fui eu.”.

“Sério?” Gisele perguntou a Flavia.

Flavia acenou com a cabeça afirmativamente.

“Eu só perguntei a Marina quanto tempo Clara demoraria” Flavia explicou brincando com o canudo da bebida.

“Bem e qual foi a resposta? Quando ela chega?”

“Ela me disse que cerca de meia hora, mas…” Marina disse olhando para o relógio “Isso foi há quase 20 minutos por isso espero que ela esteja aqui em breve.”

“Estou feliz que sua mãe finalmente tirou a proibição de se verem” Flavia disse “Foi totalmente injusto dela impedir Clara de te ver. Quero dizer, não é como se fosse culpa dela, não realmente.”

“Eu realmente falei com minha mãe sobre tudo hoje cedo. Eu posso ver por que ela fez isso e pra ser honesta, eu não posso culpá-la. Ela só está tentando cuidar de mim.”

Ela parou por um minuto para tomar um gole de sua bebida antes de continuar.

“Além disso, Clarinha está bem e estou ficando melhor. Não é como se fosse o fim do mundo ou algo parecido. Foram apenas oito dias…”

“Uau” Gisele riu levantou a mão tentando tocar o rosto de Marina como se ela fosse uma miragem “Você realmente disse isso? Que diabos aconteceu com você?”

“O que você quer dizer?” Marina perguntou se esquivando de Gisele e movendo a cabeça para trás fora de seu alcance.

“Você costumava reclamar se Vanessa sentasse de brincadeira ao lado de Clara na sala de aula e agora você está, eu não sei, agindo de maneira razoável sobre não terem se visto por oito dias” explicou Gisele.

“Eu acho que isso é o que chamamos progresso” Flavia riu tomando sua bebida encostada na cadeira e observando as amigas.

“Aww” Gisele disse irritantemente “Olhe para você agindo madura” brincou enquanto tentava cutucar o nariz da amiga “Estou muito orgulhosa. É como se meu bebê finalmente estivesse crescendo…”

“Gisele” protestou Marina quando a amiga conseguiu agarrar uma de suas bochechas e apertou-a com firmeza em seus dedos.

Marina empurrou a mão de Gisele longe de seu rosto franzindo a testa por um mero instante antes de relaxar rapidamente, uma expressão divertida em seu rosto e um pequeno sorriso se formando em seus lábios.

“Você é tão fofa” Gisele continuou a provocar, a voz parecendo a de uma mãe falando com a filha.

O rosto de Marina corou com as palavras e Gisele sorriu com a reação da amiga.

“Não me chame de fofa” Marina reclamou, mas não estava com raiva, ela estava envergonhada e desviou o olhar para sua bebida.

“Ugh, você é muito adorável” Gisele disse suspirando “Não é tão adorável quanto sua namorada, mas ainda assim, você não está muito longe.”

“Ela realmente é. Você sabia que ela comprou um presente e ia à minha casa todos os dias ao longo da última semana? Quero dizer, ela literalmente me comprou alguma coisa nova todos os dias e entregou a minha mãe para me dar.”

“Deixe-me ver” disse Flavia levantando o olhar para o teto enquanto tentava recordar os itens que Clara tinha comprado “Ela tinha planejado as flores e a caixa de chocolates…”

“Não se esqueça do ursinho de pelúcia” Gisele acrescentou rapidamente levantando o dedo indicador “Qual é mesmo o nome que ela deu a ele?”

“Seymour” Marina lembrou e Gisele estalou os dedos com o nome.

“Era isso! Ela disse que o chamaria assim porque ela queria ver você, mas em sua ausência, ele tomaria seu lugar…”

“Daí o nome Seymour” Flavia terminou entretida pelo pensamento de Clara.

“Mas isso foram três coisas só” disse Gisele contando os presentes nos dedos da mão “Quais foram os outros?”

“Ela me deu um livro de colorir e lápis de cor” Marina riu lembrando “Ela disse que não queria que eu ficasse entediada.”

“Oh, yeah!” Flavia recordou “Ela também te deu sua primeira temporada em DVD de Pretty Little Liars para assistir.”

“Shay Mitchell é tão impressionante que fere os meus olhos” disse Marina sacudindo a cabeça com o pensamento da atriz.

“Eu não sou gay, mas eu definitivamente reconsideraria mudar por ela” Flavia admitiu bem humorada.

“Você provavelmente não deveria deixar Clara ouvi-la falar de Shay Mitchell dessa forma” Gisele disse.

“Clara já sabe sobre minha queda por ela” Flavia brincou e Gisele deu um tapa em seu braço de brincadeira.

“Eu estava falando da Ma” afirmou de forma mais clara e Marina sorriu com as amigas.

 

“Clarinha sabe que eu acho outras garotas atraentes. Ela não se importa.”

“Talvez ela não se importa com atrizes, mas pessoas reais? Eu não tenho tanta certeza” Gisele disse.

“O que você quer dizer?” Marina perguntou tomando um gole de sua bebida.

“Quero dizer, Clara fica com ciúmes, Ma. Ela simplesmente esconde” Gisele afirmou.

“Você está falando de Camila?” Marina questionou e Gisele assentiu com a cabeça “Ela não está com ciúmes dela.”.

“Ela tem um pouco ciúmes dela” Flavia discordou “Ela até disse isso para nós quando viu vocês juntas no jogo de softball na semana passada.”

“Oh, vamos lá. Eu admito que nós brincamos sobre isso na lanchonete depois que ela conheceu Camila pela primeira vez, mas era só isso, apenas uma brincadeira. Clarinha não ficou com ciúmes, não realmente. Ela não é como eu. Se alguém fica com ciúmes de outras pessoas sou eu.”

“Quem está sendo ridícula agora?” Flavia disse colocando seu copo na mesa “Clara nunca olha para qualquer outra pessoa. Você não tem absolutamente motivo nenhum para ter ciúmes quando se trata dela.”

“Isso” disse Marina segurando seu copo na direção Flavia enfaticamente enquanto falava “É muito verdadeiro. Ainda assim, eu fico com ciúmes.”

“Vocês duas são tão idiotas” Flavia riu “Você está com ciúmes de pessoas falando com ela quando ela literalmente só tem olhos pra você e ela está com ciúmes de um relacionamento passado, que você teve, porque ela não conhecia você e ela acha que ficou de fora.”

“Ok, nós somos idiotas, mas eu pensei que todo mundo que amasse agisse de forma ilógica de vez em quando?”

“De vez em quando?” disse Flavia sufocando um riso abafado “É mais como uma vez por dia pelo menos.”

“Eu ajo irracionalmente quando se trata de Murilo o tempo todo. Você sabia que eu o peguei falando com uma das meninas de torcida na última sexta-feira no corredor da escola? Eles estavam em pé brincando e ela estava vibrando cílios em resposta a tudo o que ele dizia…”

“Gisele, é exatamente o que você faz quando ele está falando com você” Flavia informou.

“Eu sei, mas eu sou a namorada dele. Eu estou autorizada a fazer esse tipo de coisa.”

Ela parou por um momento para colocar seu copo agora vazio de volta na mesa à sua frente.

“De qualquer forma, eu perguntei a ele sobre isso mais tarde. Eu disse a ele que se quisesse namorar a quente, alta e loira da torcida tudo o que ele tinha a fazer era dizer e eu ficaria feliz em dar um chute em sua bunda.”

“Você está brincando?” Marina perguntou rindo da admissão de Gisele “Você não acha que isso é um pouco, eu não sei…”

“Louco?” Flavia acabou para a morena.

“Bem, é claro que era uma loucura. Acontece que ela é lésbica e está namorando alguém que frequenta a faculdade do primo dele.”

“Espere, você está falando de Jessica Reynolds?” Marina riu divertida.

“Sim. Por quê?”

“Como é que você não sabia que ela era gay?” perguntou Marina.

“Espere” disse Flavia, uma vaga lembrança de uma memória surgindo “Ela é a garota que você beijou no vestiário?”

“Sim” respondeu Marina sorrindo amplamente “Eu até disse a vocês sobre ela.”

“Você nunca especificou, porém” Gisele protestou “Como eu ia saber que era ela?”

“Eu não sei” Flavia meditou “Alta, quente, loira… foi definitivamente a descrição que Marina nos deu.”

“Deus, eu não acredito que você não sabia que era ela” Marina riu.

“Você disse que ela estava no time de softball” Gisele reclamou.

“Ela estava, mas mudou pra torcida. Meio triste se você quer saber. Eu costumava desfrutar e olhar a bunda dela em nosso uniforme de softball.”

Flavia fez uma careta e Marina olhou para ela sem pedir desculpas tomando sua bebida.

“De qualquer forma” disse Gisele tentando voltar ao assunto “O que eu estava tentando fazer é apoiar seu argumento que todos agem como idiotas com o amor de vez em quando.”

“Eu nunca agi como idiota” Flavia discordou e Marina e Gisele trocaram um olhar significativo.

“Sim, que seja Flavinha” Marina disse.

“Eu não sabia” disse Flavia defensivamente.

“Você foi uma grande idiota e sabe disso” disse Gisele.

“Bem, eu não estou certa” ela respondeu com tristeza e Marina deu a ela um olhar simpático.

“Desculpe” Gisele disse “Você ainda está chateada por causa do que aconteceu com Igor? Pensei tivesse superado.”.

“Superei. Igor e eu nunca teríamos dado certo ao logo do tempo. É só que eu vejo vocês duas tão apaixonadas e isso é um saco…”

Ela parou por um momento para pensar.

“Eu nunca vou tirar sarro de qualquer uma de vocês por ser a quinta… ou sétima da roda de novo” ela se corrigiu adicionando Vanessa na equação “Especialmente porque as pessoas que namoram são tão agradáveis e atenciosos. Quero dizer, Clara te levou presentes todos os dias, é um excelente exemplo disso. Você é tão sortuda…”.

“Você não vai ouvir nenhum contra-argumento de mim. Clarinha foi realmente uma bênção disfarçada de pateta.”

“Ugh viu?” Flavia reclamou “Isso foi tão doentiamente doce, mas ao mesmo tempo estou ridiculamente com ciúmes porque eu quero sentir isso por alguém. Por mais que gostasse do Igor enquanto estávamos namorando, olhando para trás agora eu realmente não acho que era amor. Não comparando ao que vocês duas têm com Clara e Murilo.”

“Você vai encontrar alguém” disse Marina a Flavia apertando a mão da amiga por cima da mesa “Provavelmente, quando você menos esperar” ela acrescentou lembrando seu fatídico encontro com Clara “Você sabe, um dia estará de pé em seu armário cuidando da sua vida e no minuto seguinte uma misteriosa e intrigante, bem cara no seu caso eu suponho, vai soltar todos os seus livros e você corre para ajudá-lo. A próxima coisa que sabe, você é incapaz de comer, dormir ou fazer qualquer outra coisa do que pensar sobre seu estúpido cara adorável e você vai começar a se comportar como uma idiota incompreensível ao seu redor. ”

“Foi lindo” Flavia brincou.

Marina sorriu.

“Tudo o que estou dizendo é que eu não estava mesmo à procura de amor e então Clarinha saiu do nada e fodeu minha vida. Aquela pequena idiota mudou a porra do jogo e eu nem sequer a vi chegar” ela brincou com carinho.

“Isso foi tão profundo” Gisele brincou e Marina olhou para ela por um momento.

“Eu só estou dizendo que isso vai acontecer. Você não precisa procurar. Vai te achar.”

“Então o que você está dizendo é que se eu não sair à procura de um namorado, então eu vou apenas casualmente esbarrar em a alguém que em breve vai começar a me dar diários muito pessoais para ler, que vai organizar incríveis encontros surpresas e depois me trazer uma infinidade de presentes quando estiver doente?”

“Isso é o que estou dizendo” Marina riu apertando a mão de Flavia e a soltando para pegar sua bebida “Se não, então você pode compartilhar Clarinha comigo. Ela é inteligente o bastante para duas pessoas.”

“Falando de nossa namorada” Flavia brincou olhando por cima do ombro de Marina “Parece que ela está finalmente aqui.”

Marina se virou em seu assento para seguir o olhar de Flavia e viu Clara se aproximando da praça de alimentação, a jaqueta de couro marrom familiar e os longos cabelos escuros visíveis no meio da multidão. Marina sorriu e acenou na direção de Clara para atrair sua atenção e ela sentiu seu coração palpitar quando a menina menor eventualmente a notou e sorriu brilhantemente em resposta. Clara acenou para o grupo calorosamente enquanto chegava ao lado de Marina, suas mãos escondidas nos bolsos do casaco.

“Oi! Eu não deixei vocês esperando por muito tempo, deixei?” ela perguntou preocupada.

“Nem um pouco” Gisele a tranquilizou “Estávamos apenas colocando o papo em dia.”

“Então, onde está Vanessa?” Flavia perguntou “É melhor que ela tenha uma boa razão para faltar ao tempo das meninas.”

Uma expressão que Marina não conseguiu identificar passou rapidamente pelo rosto de Clara, mas sumiu com a mesma rapidez.

“Ela está com Rodrigo” Clara disse a verdade.

“Eu deveria ter adivinhado” Flavia exclamou rindo “Especialmente depois de nossa última conversa” ela se dirigiu a Marina e Gisele “Todo mundo é amado menos eu.”

“Os pais dele não estão viajando?” Gisele perguntou tentando lembrar o que Vanessa tinha dito na última vez que tinham se falado.

“Sim” Flavia lembrou “Eles estão visitando seus avós fora da cidade, então ele está em casa sozinho com seu irmão mais velho não é?”

“Não é à toa que ela está ignorando o tempo das meninas” disse Gisele levantando uma sobrancelha maliciosamente “Se Murilo tivesse a casa para si eu provavelmente ignoraria também.”

Clara baixou o olhar para o chão se sentindo desconfortável, porque ao contrário das outras, ela sabia que o que estava acontecendo na casa do Rodrigo agora definitivamente não era isso.

Sentindo o mal-estar de Clara, Marina pegou uma de suas mãos a tirando da jaqueta.

“Você está tranquila” observou e Clara sorriu grata pela mudança de assunto “Está tudo bem?”

“Sim” Clara sorriu levando a mão livre a testa de Marina “Está agora” ela respondeu e Marina estudou de perto características de Clara, observando o uso deliberado de suas palavras, mas incapaz de determinar se eram em relação aos problemas de Vanessa ou qualquer outra coisa.

Clara se inclinou e deu um beijo suave contra os lábios de Marina, demorando-se ali por um momento, que logo se transformou em um minuto e em seguida dois quando ela aprofundou o beijo. Lentamente sua mão puxou suavemente o cabelo da nuca de Marina e Clara juntou ainda mais seus lábios enquanto ela chupava a língua da namorada.

“O…k” Marina expressou, a voz entrecortada e seu peito arfando quando se separaram.

Ela olhou entre Flavia e Gisele que estavam assistindo as duas com um olhar de surpresa e diversão em seus rostos.

“O que é…” Marina começou, mas parou notando os olhos de Clara fixados em algo a esquerda.

Marina se virou para ver o que ela estava olhando e notou que o grupo de três mulheres que estavam assistindo as duas com olhares de desaprovação em seus rostos.

“Idiotas” Clara disse voltando sua atenção para Marina e rapidamente repetindo o mesmo processo de novo, sem ser detida pelo grupo com insatisfação evidente por sua demonstração pública de afeto.

Marina soltou a mão de Clara e a pressionou contra o peito da namorada, a empurrando levemente.

“Clarinha” Marina exalou enquanto ofegava, franzindo a testa em preocupação.

“Eu sinto muito” Clara se desculpou fechando os olhos por um momento e Marina estendeu a mão para seu rosto esperando que ela abrisse os olhos novamente.

“Você devia beijá-la novamente, Marina” Gisele comentou olhando para o grupo de mulheres com raiva, Flavia espelhando sua postura, mas olhando muito mais irada do que a menina “Não fique constrangida por causa de algumas fanáticas.”

“Eu não estou envergonhada” Marina disse olhando para Clara desconfiada, a menina menor evitando o contato visual direto com ela.

“Hey” Flavia disse para o grupo antes que Marina pudesse expressar suas preocupações em voz alta “O que vocês estão olhando?” ela perguntou e Marina viu as mulheres se olharem, evidentemente perturbadas por terem sido abordadas publicamente “Vocês têm algum problema ou algo assim? Se quiserem eu posso tirar uma foto pra guardarem de recordação, uma imagem do verdadeiro amor, que olhem até que a porcaria de seus olhos sangrem.”

“Flavia” Marina protestou “Jesus, foi um pouco demais não acha?” ela perguntou olhando para o grupo de mulheres que tinham se levantado e iam em direção a saída da praça de alimentação.

“Eu diria que foi apenas o correto” Flavia disse feliz ao vê-las saindo “Eu não suporto pessoas assim. Quero dizer, quem são eles para julgar vocês duas? Algumas pessoas são tão ignorantes.”

Marina voltou sua atenção para Clara que estava olhando para ela com uma expressão indecifrável no rosto.

“O que está acontecendo?” Marina perguntou sabendo que tinha algo errado, novamente pegando a mão da namorada.

Clara virou para olhar Flavia e Gisele desconfortavelmente, mordendo o lábio inferior.

“Podemos conversar?” ela perguntou olhando para Marina e sua namorada acenou com a cabeça se levantando da cadeira.

“Não vamos demorar muito” Marina disse as amigas e Gisele balançou a cabeça em resposta partilhando um olhar preocupado com a garota de olhos verdes.

“Vamos esperar por vocês aqui” Gisele disse “Levem o tempo que precisar.”

“Vou pegar outra bebida” Flavia disse a Gisele “Vocês querem alguma coisa pra quando voltarem?” ela perguntou a Marina e Clara.

Marina olhou para Clara que balançou a cabeça.

“Não, obrigada” respondeu e Marina repetiu a mesma coisa antes de puxar suavemente o braço de Clara e a levando para fora da praça de alimentação em direção a um canto sossegado do shopping, longe de interrupções.

“Ok” disse Marina virando para encarar Clara quando estavam sozinhas, colocando uma mão em seu ombro “Eu sabia que algo estava errado quando falei com você pelo telefone mais cedo… o que é? Você está bem? Você parece um pouco pálida” ela disse, a mão acariciando o rosto de Clara.

“Eu estou bem” Clara a tranquilizou colocando sua mão sob a de Marina “Eu só estou com um pouco de dor de cabeça, isso é tudo.”

“Clarinha podemos ir pra casa se não estiver se sentindo bem” Marina disse acariciando a testa suavemente, logo parando na cicatriz da namorada por força do hábito “Eu não me importo.”

“Não, quero ficar” respondeu Clara seguramente “Eu só, eu precisava dizer uma coisa, mas eu não quero que as outras meninas saibam…”

“Eu não vou dizer a elas, pode confiar em mim.”

“Eu sei” Clara reconheceu.

“Isso é sobre Vanessa?” Marina perguntou hesitante.

“Não, é sobre mim. Marina eles finalmente definiram uma data para o julgamento.”

O rosto de Marina traíu sua surpresa com a notícia e, apesar de não ter qualquer ideia do que Clara ia dizer, de uma coisa ela tinha certeza, não era isso.

“Oh” disse Marina, sua mente tentando entrar em acordo com a notícia “Certo, ok. Bem, como você está se sentindo a respeito? Você está bem?”

“Não muito bem pra ser sincera” admitiu Clara recostando-se contra a parede atrás dela “Eu não ia dizer a você hoje. Na verdade, eu prometi a mim mesma que não iria, que esperaria até amanhã para não estragar esta tarde, mas…”

“Hey” disse Marina colocando as duas mãos firmemente sobre os ombros de Clara “Você não estragou nada, Clarinha…”

“Deus, eu só queria uma tarde sem trazer meu drama pra sua vida de novo” Clara gemeu frustrada passando a mão pelo cabelo “Eu queria que hoje fosse sobre você e ter certeza de que você se divertiu e que estava se sentindo melhor. Eu não queria que fosse sobre mim, mas então eu te vi e precisava de você…”

“Então você me beijou. Clarinha posso ler você como um livro, sabia? É assim que soube que algo estava errado… foi por isso? O beijo pareceu desesperado… não que eu não gostei, porque acredite em mim, eu gostei, mas você beija de forma diferente dependendo de como está se sentindo…”

“Eu sinto muito. Eu odeio que não consegui te manter fora disso por um pouco mais, mas eu precisava tirá-lo do meu peito.”

“Está tudo bem” Marina disse puxando Clara para um abraço e acariciando seus cabelos levemente com as pontas dos dedos. Ela estremeceu, o que passou despercebido pela namorada, quando suas costelas protestaram um pouco com o peso de Clara contra elas.

Marina beijou o lado da cabeça de Clara quando sentiu os braços da namorada envolver seu corpo.

“Eu não me importo Clarinha, honestamente. Eu estou contente que você me disse.”

“Você ainda está machucada. Você está ferida fisicamente por causa de mim e eu deveria estar lá para você agora e não o contrário. Eu estava realmente tentando…”

“Eu estou bem” disse Marina se inclinando para olhar Clara “Eu estou bem e me recuperando e, pelo que eu me lembro dos últimos oito dias, tudo que você fez foi no sentindo de me fazer sentir melhor mesmo sem me ver, Clarinha.”

“Eu sinto muito. Eu só… foi tudo um pouco esmagador. Quero dizer, é isso Marina. Uma vez que o julgamento estiver terminado, tudo isso vai acabar. Eu posso finalmente ter algum encerramento.”

Marina roçou o rosto de Clara com as costas de seus dedos, um sorriso triste nos lábios.

“É um pouco assustador, porém” Marina declarou com simpatia, entendendo sobre o que o julgamento implicaria depois de ouvir conversas na casa dos Fernandes quando esteve jantando lá em algumas ocasiões.

“Eu não sei se consigo encarar olhar para mim assim” admitiu Clara indo direto ao ponto crucial de seus temores.

“Você quer dizer que as imagens do hospital?” Marina perguntou, a mão descansando no lado do pescoço de Clara.

Clara acenou afirmativamente.

“Eu… eu fiquei doente só de pensar nisso. É por isso que eu precisei de um banho. Fiquei totalmente perdida quando ouvi.”

“Você devia ter dito alguma coisa ao telefone. Eu teria ido te encontrar na hora.”

“Eu sei, por isso não contei. Eu não queria que você aparecesse e passasse o resto do dia segurando meu cabelo enquanto eu vomitava numa lata de lixo” ela disse parecendo um pouco frustrada e lembrando quando Vanessa tinha feito isso para ela antes “Você já me apoiou o suficiente. É hora de começar a te apoiar…”

“Clarinha você me apoia e você já esteve lá por mim” disse Marina  apertando o ombro com firmeza “Eu não quero que você sinta como se estivesse em dívida comigo porque não é assim que funciona. Nós não estamos contando.”

Marina puxou Clara para outro abraço e enterrou o queixo na curva do pescoço da namorada.

“Eu queria reagir de forma diferente. Eu não queria deixar isso tomar espaço e ficar bem, sabe? Apenas lidar e seguir em frente.”

“Clarinha parece que você fez isso” Marina a tranquilizou.

“Marina eu fiquei mal… literalmente vomitei… muito.”

“Nossa Clarinha, você só vomitou. Não é como se pudesse controlar isso. Foi uma reação física ao que aconteceu com você. Foi a resposta do seu corpo, não a sua. Ele faz isso por uma razão que você conhece.”

“Eu sei. Minha terapeuta disse que é uma resposta aos meus ataques de ansiedade. É por isso que aconteceu o mesmo na delegacia de polícia.”

“Você teve um ataque de pânico, Clarinha. Não é o primeiro e provavelmente não será o último que terá, infelizmente.”

“Eu fiquei decepcionada. Eu pensei que tinha superado isso.”

“Clarinha eu provavelmente teria ficado doente se estivesse no seu lugar também. Eu não posso imaginar como é, mas você sabe o quanto mudou desde que te conheci? Clarinha independentemente do que aconteceu fisicamente, você ainda se levantou, tomou um banho e veio ao nosso encontro. Você nunca teria feito isso em setembro. Você provavelmente teria ficado em casa e destruído seu quarto ou algo igualmente destrutivo…”

Clara encarou os olhos verdes suaves que estavam a sua frente.

“Você não deixou seu quarto parecendo um lixo, não é?” Marina perguntou rindo nervosamente para o olhar que Clara estava dando a ela.

“Não, eu não deixei. Quero dizer, não me interprete mal, eu queria, mas… eu não fiz. Eu me conformei em apenas bater a porta do quarto.”

“Viu! Isso é progresso.”

Marina afastou uma mecha de cabelo dos olhos de Clara e pegou a mão dela. Ela brincou com os dedos inconscientemente enquanto continuava encarando a namorada.

“Você quer ir para casa e falar sobre isso? Porque nós podemos…”

“Eu não quero falar sobre isso… não agora… ok?”

“Amanhã então?”

“Claro. Amanhã.”

Clara estendeu a mão e tocou a camisa de Marina instintivamente.

“Eu só, eu queria te dizer o que aconteceu e agora eu contei” disse Clara deixando cair seu olhar para sua mão enquanto brincava com a roupa da namorada “Agora já estou melhor sobre isso.”

“E Vanessa?”

“Vanessa vai ficar bem” Clara disse.

“E quanto a Vanessa e Rodrigo?” Marina questionou sempre atenta à escolha de palavras de Clara.

“Estão trabalhando nisso” Clara disse olhando de volta para Marina.

“Então o que você quer fazer agora?” Marina perguntou deixando o assunto Vanessa de lado, não querendo pressionar Clara a compartilhar qualquer coisa que não queria com ela.

“O que você quer dizer?” Clara perguntou, um sorriso aparecendo em seu rosto “Eu pensei que tínhamos um trio com Emma Stone planejado?” Clara brincou e Marina riu.

“Um trio com Emma Stone?” Marina questionou divertida e Clara se aproximou da namorada.

“Sim, bem ela realmente não fez nada para mim, mas eu poderia dar subsídios se fizer você se sentir melhor” disse Clara brincando.

“Alguém já te disse que é estranha?” Marina perguntou alegremente.

“Só o tempo todo. Eu pensei que era por isso que você me amava?”

“Essa é apenas uma das muitas razões que eu te amo” disse Marina, beijando sua testa suavemente e fazendo com que Clara fechasse os olhos em resposta ao toque.

Marina moveu sua boca para beijar Clara nos lábios delicadamente.

“Junto com o fato de que você me deu um ursinho com nome esquisisto enquanto estava doente” ela comentou secamente.

“Huh, você achou?” Clara riu abrindo os olhos para olhar Marina que estava sorrindo amplamente.

“Seymour?” Marina riu.

“É legal” Clara respondeu e Marina sacudiu a cabeça.

“As meninas disseram que eu dei esse nome porque queria me ver mais” Marina informou.

“Isso é verdade” comentou Clara.

“Eu acho que você colocou esse nome porque queria ver mais de mim…” disse Marina levantando uma sobrancelha “Você sabe… com menos roupa…”

“Eu quero” afirmou Clara novamente.

“Você é tipo uma estranha pequena gênia, você sabia disso?” Marina perguntou divertida.

“Eu sei. Um dia eu vou usar esse talento especial para derrubar o governo e tomar o mundo do meu esconderijo secreto em algum lugar no alto dos Alpes, mas até lá eu vou usá-lo para coisas mais inócuas como nomear objetos inanimados.”

“Um esconderijo secreto?” Marina pressionou querendo ouvir mais da imaginação de Clara, admirando o olhar satisfeito da namorada.

“Sim, um esconderijo secreto. Tem que ser um segredo ou então os militares me encontrarão e acabarão com todos os meus planos. Terá um quarto lotado de telas de TV…”

“Para espionar o mundo” interrompeu Marina.

“Não, para reproduzir vídeos de música simultâneos. Jasper será meu servo e vou mandá-lo em busca de comida de vez em quando e fazer o reconhecimento pra mim…”

“Umm… e onde exatamente eu me encaixo nisso tudo?” Marina perguntou entretida.

“Você pode ser minha companheira. Você sabe, se quiser…”

“Posso pensar sobre isso?” Marina perguntou envolvendo os braços na cintura de Clara.

“Ok, mas não demore muito. Eu estou pensando em colocar um anúncio.”

“Tudo bem” Marina concordou se inclinando para mais perto de Clara.

Clara sorriu antecipando o beijo de Marina.

“Eu vou ter que te beijar antes de tomar uma decisão, é claro. Quer dizer, você entende que é importante, não é? É pra pesquisa.”

“Aham. A pesquisa é extremamente valiosa quando tomamos qualquer decisão.”

Marina se inclinou e juntou seus lábios, contente que Clara estava fazendo comentários brincalhões, todos os pensamentos do julgamento deixados de lado por enquanto.

“Então, o que acha? Você vai aceitar o emprego?”

“Eu acho que eu preciso fazer um pouco mais de pesquisa antes de me comprometer” Marina brincou e Clara moveu sua boca pairando a poucos centímetros da namorada.

“Faça o tanto de pesquisa que precisar” Clara sussurrou com voz rouca e Marina aceitou a oferta alegremente juntando os lábios novamente.

“Você acha que Flavia e Gisele se juntarão à nossa equipe de super-vilãs?” Clara perguntou quando se separaram, os braços de Marina ainda em sua cintura.

“Nós poderíamos apresentar a oferta a elas” Marina disse se virando e levando Clara de volta para a praça de alimentação onde suas amigas a esperavam.

“Apenas que, para registro, eu não estou recomendando que elas façam qualquer pesquisa antes de tomarem uma decisão” Clara brincou se movendo e a mão de Marina caiu para seu quadril.

Clara colocou sua mão em cima da de Marina enquanto iam para a mesa que agora estava ocupado por outra pessoa.

“Com elas é aceitar ou recusar… sem beijos.”

“Bem, eu disse que iria partilhar você com Flavia se ela nunca se apaixonar” Marina informou.

“Espere, o quê?” Clara perguntou franzindo a testa.

“Eu disse a Flavia que te partilharia com ela.”

“O quê? Sério?” Clara perguntou imaginando como diabos Marina tinha sequer entrado numa conversa como esta com Flavia.

“Sim. Então, é justo não beijar Gisele, mas você pode ter que se acostumar a beijar Flavia.”

Clara parou para olhar Marina, uma expressão confusa no rosto.

“Não tenho direito a dizer nada sobre isso?” Clara perguntou fazendo uma careta.

“Não” disse Marina puxando o braço de Clara e levando-a para onde tinha visto Gisele e Flavia.

“Marina” Clara protestou a empurrando no lado e fazendo uma careta logo que viu a careta que se espalhou no rosto de Marina “Merda! Desculpe! Foda-se! Eu sou uma idiota.”

“Puta merda, dói” Marina reclamou rindo, apesar da dor.

“Então por que você está rindo?” Clara perguntou batendo em seu braço.

“Porque é estúpido. São só algumas pequenas fraturas e eu sinto como se tivesse sido atropelada por um carro.”

Clara franziu a sobrancelha para a escolha de Marina.

“Não me olhe assim, você sabe o que eu quis dizer.”

“Sim, eu sei” Clara respondeu quando chegaram a mesa.

“Vocês estão de volta! Nós pensamos que tínhamos perdido vocês pelo resto do dia.”

“Ahhh, não se preocupe amor” Clara praticamente ronronou, inclinando-se para baixo sobre a mesa tentando ser sedutora, mas parecendo desajeitada e cômica “Eu não iria deixá-la esperando por muito tempo. Eu sei o quanto você sente falta de mim quando não estou por perto.”

Clara deslizou para mais perto de Flavia e levantou uma sobrancelha.

“Você quer que eu me sente em seu colo por um momento?” ela perguntou pegando a mão de Flavia “Talvez pudéssemos sair e tomar um ar fresco” ela sugeriu piscando, a insinuação clara.

Flavia olhou para Marina altamente desconfortável.

“Por acaso você disse a ela o que estávamos falando antes?”

“Pode ter surgido em algum momento…” Marina respondeu divertida quando Clara sorriu em sua direção, apreciando o jogo.

Ela tentou sentar no colo de Flavia, mas a outra menina levantou-se rapidamente.

“Oh meu Deus” Flavia disse a Marina “Eu já te disse que odeio você às vezes?” ela protestou suprimindo uma risada “E você Clara… você precisa parar, tudo bem?”

“O quê? Por que?” perguntou Clara fazendo beicinho, saboreando o desconforto de Flavia “Isso é muito divertido.”

“Então, nós vamos ao cinema agora né?” Flavia perguntou tentando mudar de assunto e afastando a mão tentando soltar Clara.

“Ooh, podemos ficar juntas na fileira de trás” Clara disse e Flavia deu a Marina um olhar suplicante.

“Ok, Clarinha, larga a Flavia.”

“Só se sentarmos juntas na fileira de trás” Clara pediu a namorada.

“Eca” Flavia gemeu e Gisele riu levemente de seu assento.

“Fechado” Marina concordou estendendo a mão a Clara que a pegou voltando para o lado da namorada.

“Talvez a gente deixasse as duas…” Flavia disse virando-se para Gisele.

“Vocês não virão com a gente?” Marina perguntou inclinando a cabeça ligeiramente.

“Não quando eu tenho que sentar ao seu lado enquanto vocês fazem todos os tipos de coisas na parte de trás do cinema” Flavia disse séria “Prefiro não me sujeitar a isso.”

“Nós não vamos fazer nada” Marina informou olhando para Clara que estava observando em silêncio “Certo?”

“Certo” disse Clara pouco convincente “Sim , é claro que não.”

“Você sabe o quê?” Flavia riu “Eu não confio em nenhuma das duas. Estou fora.”

“Se Flavinha está fora, então eu também estou. Eu não vou segurar vela” Gisele disse.

“Bem, então eu acho que é só eu e você” disse Clara olhando para Marina que sorriu de volta para ela.

“É melhor você guiar o caminho, então” Marina disse e Clara se despediu de Gisele e Flavia antes de saírem da praça de alimentação “Lembre-se que você ainda me deve por mais cedo” Marina lembrou maliciosamente quando Clara ligou seus braços.

“Eu me lembro. Eu tenho certeza que eu te prometi beijos…”

“Eu tenho certeza que você me prometeu isso também” Marina disse divertida.

Clara sorriu para Marina antes de continuar o caminho em direção ao cinema.

“Você terá a sua remuneração. Eu sempre pago minhas dívidas.”


Notas Finais


Bom Simplesmente acaba de entrar em reta final!
Imaginam a Camila como a Camila Cabello do 5H (Fifth Harmony) sim eu amo ela entao vai ser ela!
Vejo vcs nos cometarios!
Erros...


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