História Simplesmente acontece - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Acontece, Adoravel, Casamento, Filho, Idiotas, Originais, Relacionamento Mãe, Romance
Exibições 21
Palavras 1.365
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Ficção, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Visual Novel
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Esta fanfic foi inciada na minha mente enquanto eu passeava nos ônibus da vida. Emma será baseada na autora que vos escreva está história.

Espero que apreciem e comentem sempre que puderem, será uma long fic, ou seja mais de 30 capítulos, que ainda não foram totalmente planejados.

Capítulo 1 - Como começou


Fanfic / Fanfiction Simplesmente acontece - Capítulo 1 - Como começou

O que torna seu dia imprevisível? 

Eu nunca tive um alguém ‘ideal’, esse conceito sempre me foi distorcido. Afinal o que era alguém ideal, se não um fruto de uma fantasia que tinha uma chance de falha de 99,98%. Esse conceito era absurdo. Por isso, não compreendo o que a pessoa a minha frente está dizendo, embora tenha certeza de que falamos o mesmo idioma. Tão complicado.

 

Desculpe eu meio que me perdi, poderia tentar explicar novamente? – O homem na minha frente era bonito, o conceito de beleza masculina padrão dos filmes. Alto, corpo atlético, linhas fortes, cabelos fartos e olhos límpidos que demostravam uma confiança natural, sua postura denotava o controle que tinha na própria vida, e provavelmente na de outros.

 

Senhorita Emmaline, eu gostaria que você se tornasse minha esposa e mãe do meu filho. – Ele recomeçou o pedido, absurdo que era o motivo da minha atual confusão mental. Será que essa pessoa é sã? Enquanto minha mente ia entrando em curto circuito, o ser me encarava de modo avaliativo, e sei que o que via era uma postura comum. Sempre fui relaxada, roupas confortáveis, que não pareciam e nem eram caras ou de marca, cabelo preso em um rabo de cavalo, e sem maquiagem.

 

Olha, acho que temos um impasse. Embora o senhor saiba quem eu sou, eu não te conheço, na realidade acho que vou chamar o segurança. O senhor me parou no meio do caminho para o meu trabalho e está jorrando absurdos, sobre casamento e filhos. – Me preparei para chamar Martins, o segurança chefe do segundo andar do shopping. Só que o moço, que provavelmente tem problemas, recomeçou a falar.

 

Eu sou Joshua Allen Carter, pode me chamar de Joshua. Você trabalha no 5º andar do shopping, meio período três dias da semana como cuidadora de crianças na área recreativa. Meu filho, Ethan Alexander Carter gosta da senhorita, e como eu prometi me casar com uma mulher da qual ele gostasse ele elegeu a senhorita, Emmaline Sophie Winter.

 

Ah! O senhor é o pai do Ethan, prazer em conhecer. – Agora que ele falara eu encontrei as semelhanças. Ethan parecia com o jovem parado a minha frente, a pobre criança tinha os pais divorciados, e sempre que eu estava naquele emprego ele viria ficar comigo, nos tornamos muito amigos nesses cinco meses que eu trabalhava lá, já tinha até dado meu número pessoal para contato para Ethan. Só que espera aí... Casar? Comigo? E ainda mais porque o filho pediu? Eu tenho certeza de que isso é suspeito, pra caramba.

 

Agradeço o convite, mas creio ter que recusar. Passar bem, senhor Carter. – Eu falei e fui me dirigindo ao elevador. Nunca mais eu subo pelas escadas. Nunca. Só me acontece coisa estranha.

 

Espere senhorita Winter. Poderia tentar considerar a resposta? Ethan realmente não se dá bem com a população feminina. Mas recentemente ele sempre a menciona quando jantamos juntos, e quando perguntei ele pareceu contente com a ideia. – A criatura começou a me seguir, ele estava quase armando uma cena. Ai! Ai! Ai! Eu só me meto em problemas.

 

Bom senhor Carter, eu realmente adoro o Ethan, porém ‘casamento’ não faz parte do meu planejamento de vida. Se quiser eu posso te apresentar a outras mulheres, para que eleja sua próxima esposa. Infelizmente, para o seus planos, essa mulher não será eu. Bom dia. – Continuei a escapar para dentro do elevador, fechando as portas rapidamente.

 

Eu comecei a me recostar na parede do elevador e deslizei lentamente, até o chão, que sorte estar sozinha! Francamente isso não é jeito de começar uma segunda feira. Casamento, esse cara com certeza é louco! Quem para uma pobre moça que ia inocentemente trabalhar para falar de propostas absurdas? Isso mesmo, um louco! A humanidade não tem jeito.

 

Quando eu estava saindo do elevador, eu vi o louco, que a partir de agora será chamado de perseguidor, me esperando. Devia ter ido embora. Que porra! Eu me pergunto se a culpa é minha, fiz algo de muito horrível no passado, para ser castigada desse jeito. Só me aparece gente com parafusos a menos.

 

Desculpe se estou sendo insistente, porém eu gosto de manter minhas promessas. Não poderia me dar alguns minutos do seu tempo para uma explicação mais detalhada? – Ele estava quase implorando, embora a sua expressão permanecesse um tanto quanto fria seus olhos denotavam a determinação que tinha. E eu que tenho o certificado da Academia da Vida Real de trouxas, cedi. Serio, eu sou muito trouxa.

 

Tudo bem, senhor Carter, porém agora eu devo ir trabalhar podemos falar sobre isso amanhã? Eu chegarei mais cedo, por volta das 08h00min, e esperarei pelo senhor em frente à livraria. – Pensando no sacrilégio que provavelmente me aguardaria no dia seguinte eu suspirei, e ele abriu um sorriso encantador.

 

Por mim tudo bem, até amanhã, senhorita Winter. – Ele começou a ir embora, e eu fui andando para a área de recreação onde trabalhava. Vi o possível motivo de toda a confusão me esperando no cantinho da área, enquanto balançava as pernas no ar e vi sem muito interesse um livro de figuras infantil. Ethan tinha cerca de seis anos, cabelos levemente cacheados e grandes olhos infantis, era um pouco pequeno para a idade, e muito fofo. Adorava-o porquê era inteligente, e um pouco antissocial, me lembrava de meu eu antes do Ensino médio, solitário e com apenas livros de companhia. A diferença era que meus pais sempre foram casados, e eu tinha uma família enorme, embora morássemos um pouco longe deles, pois meus pais acabaram se mudando de bairro.

 

Olá, Ethan, está esperando alguém em especial. – Falei me aproximando dele e o abraçando.

 

Emma! – Ele exclamou feliz, e me apertou com os braços curtos, que ainda não conseguiam dar uma volta ao meu redor. – Sabe, meu papai disse que iria pedir para a mulher que eu mais gostasse que fosse minha nova mamãe, e sabe, eu escolhi você, Emma, porque é muito gentil e legal comigo. – Ah, então era realmente ele o culpado dessa situação, e aquele doido nem pensou na possibilidade de receber um não. Essa família tem problemas sérios.

 

Ethan, os adultos não se casam apenas porque os filhos pediram, já parou para refletir que nem sempre obtemos o que desejamos? Alias mocinho, embora eu goste muito de você, eu não conheço o seu pai, e não sei se me daria bem com ele. – Ele ficou me encarando como se avaliasse algo.

 

Então se você conhecer o meu pai e se der bem com ele, se tornaria minha mãe? – Criança esperta, ignorou o problema e focou na solução: gostar. Não iria acontecer. Sou bem gelada com relação ao amor romântico, embora muito amigável com os outros e sociável. O amor nunca foi uma opção menos do que um empecilho.

 

Bem, geralmente é assim que funciona, embora eu não tenha certeza sobre o que achar dessa proposta. Vai ficar muito chateado se eu disser não? – Perguntei, não queria magoar o garoto adorável que havia se tornado um tipo de filho no meu coração, mas não queria esse tipo de responsabilidade, tenho 20 anos e mal consigo me virar só, imagina educar alguém. Yup! Essa vida não é para mim, sou muito infantil ainda.

 

Poderia tentar? Por favor, eu não quero ficar mais sozinho. – E agora? Ele parece prestes a chorar! Valeu Emma, você é oficialmente uma idiota. Bom eu já concordei em ouvir os termos daquele louco. Posso prometer dar uma chance.

 

Okay! Eu vou tentar dar uma chance, e você vai prometer que caso as coisas não saiam como quer, não vai ficar remoendo isso certo? Afinal, às vezes não dá certo entre os adultos. – Eu o abracei enquanto falava, e os soluços foram parando, ele agarrou a minha blusa e enterrou o rosto na curva do meu pescoço.

 

Tudo bem. Nem sempre é como queremos, mas eu queria que vocês tentassem só um pouquinho, Emma, por mim, dá uma chance para o meu papai, por favor? – Eu acenei. Acho que isso não vai acabar muito bem. Por que diabos eu só me meto em problemas complicados? Eu sempre fui boazinha, ajudo os outros, sou conselheira e não fico tirando sarro dos problemas alheios!

 


Notas Finais


Obrigada por ler até aqui, e se puder te vejo no próximo capítulo.

Beijos da Roze ~


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...