História Simplesmente acontece - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Acontece, Adoravel, Casamento, Filho, Idiotas, Originais, Relacionamento Mãe, Romance
Exibições 20
Palavras 1.208
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Ficção, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Visual Novel
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Quando o paragrafo começar com uma letra em negrito é porque esse é o pensamento dela. Se estiver em italico é para não confundir com a fala dos personagens, também representa os pensamentos ou melhor comentarios da personagem.

Capítulo 2 - A proposta


Fanfic / Fanfiction Simplesmente acontece - Capítulo 2 - A proposta

A vida deveria ter um manual!

 

No dia seguinte, às sete horas eu estava de pé me arrumando para ir encontrar o maníaco, que atende pelo nome de Joshua A. Carter, na livraria do 1º andar do meu local de trabalho de meio período. Serio, eu sou muito trouxa. Quem concorda em se encontrar com um desconhecido que quer propor matrimônio, só porque o filho de seis anos sugeriu uma candidata à ‘mãe’?

 

Ele provavelmente é um assassino em serie, não existe outra explicação. Afinal, se não fosse o caso, porque diabos ele pediria a uma estranha em casamento? Sim, sim, ele deve estar educando o Ethan para atrair as mulheres e usá-las como sacrifício em uma seita. – Eu continuei montando todo tipo de teoria estranha e falando sozinha, enquanto me vestia como sempre: camisa de manga longa, calça jeans, sapatos (os de terça eram decorados com morangos), e prendi meu cabelo.

 

Sai de casa e peguei o ônibus, que como sempre estava vago naquela direção. Sentei-me na última cadeira do lado da janela, e fiquei parecendo um zumbi, minha aura devia estar negativa. Eu sou tão trouxa, e eu nem avisei para os meus pais, ou meu irmão, ou amigos. Droga! Se eu morrer depois desse encontro não vão achar nem meus restos mortais para um enterro.

 

Os meus pensamentos ‘animadores’ continuaram comigo, enquanto eu descia em frente ao shopping, e andava até a frente da livraria. Eu estava torcendo para ele não ter chegado ainda, afinal eram 07h45min, e estava planejando fugir, quando o avistei em pé, em um local bastante visível. Notei que a criatura das trevas, que era um maníaco torturador ou um assassino em serie, me avistou na hora. Acho que já posso me considerar azarada.

 

Senhorita Winter, bom dia. – O homem que eu julgava como sendo insano me cumprimento amigavelmente, quase acredito que ele tem QI. – Que tal irmos até a cafeteria no 3º andar para conversamos melhor?

 

Claro, senhor Carter. – Durante nossa caminhada até o elevador, eu me mantive afastada do alcance dele. Que? Vai que isso vira um sequestro! Eu juro que não é paranoia! O elevador subiu de modo lento (esta porcaria só poderia estar tirando uma com a minha cara!).

 

Ao chegarmos à cafeteria, eu tratei de observar se tinha muitas pessoas ao redor (sim eu quero testemunhas! Julguem-me! Se eu sumir, quero que meus pais tenham pistas). Fui conduzida a me sentar em uma mesa relativamente próxima a porta de saída.

 

Então senhorita Winter, eu sei que ontem não foi um bom começo, e peço desculpas pela surpresa que causei a você. – Surpresa? Querido surpresa é aplicar uma peça nos seus amigos, não propor casamento a alguém que está praticamente no modo zumbi logo cedo de manhã. Cadê seu bom senso? – É que quanto mais rápido tratarmos do assunto, melhor será para Ethan, veja bem eu e a mãe dele, erámos amigos com benefícios, Sarah nunca quis ter um filho, e quando me contou que planejava abortar eu interferi dizendo que cuidaria da criança. Então... - E ele começou a relatar o relacionamento que teve com a mãe do Ethan, como ele recebeu a guarda do garoto, como era complicado e bla bla bla.

 

Tive vontade de perguntar: ‘’E o que eu tenho com isso?’’, mas fiquei calada ouvindo, enquanto devorava um café macchiato, com bolinhos. Que? Eu estou com fome! Acordei cedo por causa desse maluco, e porque eu prometi para o Ethan que pelo menos ouviria sobre antes de recusar. Serio, ser trouxa é o que há.

 

Então, senhorita, compreende o porquê de ser tão importante para o emocional de Ethan que eu me case com alguém de quem ele gosta? – Confesso ter me perdido na metade da história. Droga! Isso que dá divagar. Nessas horas eu queria que desse para dar replay na vida.

 

Olha, Carter, tudo bem te chamar assim? – Ele assentiu. Ótimo, eu não me importava mesmo, mas é melhor perguntar primeiro. – Eu compreendo a situação. – Mentira deslavada. – Porém como eu disse antes eu não tenho intenção de me casar, nem agora nem nunca. Não seria mais simples se você apresentasse a Ethan, uma mulher que você poderia chegar a gostar?

 

Esse é exatamente o impasse – ele começou parecendo envergonhado. Moço você é um candidato a assassino em serie (na minha mente), não me diga que seu filho de seis anos manda em você? – Eu tentei, porém ele sempre as detesta. Então decidi que se ele gostasse de alguma mulher, eu me casaria com a mesma...

 

Serio? Que foi que eu fiz para merecer esse tipo de pessoa na minha vida? Ele deveria procurar tratamento! Sinceramente, estou começando a pensar em mim como uma pessoa sã, convivendo com um bando de loucos.

 

Além disso – ele falou antes que eu pudesse me pronunciar sobre o assunto. Que rude! – Ethan me informou que você prometeu tentar. – Aquela criança com certeza sabe aproveitar a oportunidade. Meus parabéns para ele.

 

Mesmo que eu tente frisei o verbo ‘tentar’ – como faríamos isso? Eu sou uma estudante universitária e nem sei o que você faz da vida – te imagino como um assassino em serie ou um vendedor de órgãos no mercado negro. – Sem contar que o casamento é uma instituição falida – Já viram os percentuais de divorcio anuais? – É um absurdo querer casar com alguém por outra pessoa, mesmo sendo o seu filho, não poderia dar um placebo?

 

Eu já tentei, dei tudo o que ele quis – Ei, isso não é modo de criar um filho! – Ele tem um cachorro de estimação que gosta muito – o cachorro gosta do seu filho ou o seu filho gosta do cachorro? E de novo, não é assim que se criar um filho. – Mas desde que começou a frequentar a escola ele vê os coleguinhas com as mães e acredito que ele sinta falta de uma, eu pensei em contratar alguém para fazer o papel só que – Esse cara é o epitome do termo ‘inacreditável’. – Bem digamos que não foi uma boa experiência, para nenhum de nos dois.

 

Ah, e você acha que casando com uma estranha – Mesmo eu me achando muito normal a luz do que ouvi aqui de você. – vai resolver o problema?

 

Não, claro que não – Certo, pelo menos ele pode usar os neurônios. – Mas eu já prometi, e ao que parece você também, Winter por isso que tal estabelecermos termos e criarmos um contrato sobre o assunto seria legalizado em cartório e faríamos a experiência.

 

Um contrato? – Emma, levanta agora e corre! Lembre-se de 50 tons de cinza. Ou melhor, não lembre, aquele livro era traumatizante. Droga ele me lançou um olhar suplicante! Oficialmente eu deveria tentar um emprego onde seja necessário o ‘Diploma de Trouxa’ nessa matéria eu me formei com 10. – Quanto tempo?

 

Três meses, tentaremos um relacionamento normal, e sairemos juntos em programas de família. – Bom, eu prometi tentar. Amaldiçoada, isso que eu sou!

 

Tudo bem, Carter. – Eu finalmente desisti de ser uma pessoa sã e cedi. Só quero ver a merda que vai dar.

 

Pode me chamar de Joshua, e eu a chamarei de Emma, afinal estaremos um com o outro em um relacionamento durante três meses. – O sorriso da criatura me lembrou de um vilão ao conseguir enganar o herói da história. Droga! 


Notas Finais


Espero que gostem ~


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