História Simplesmente Complicado - Capítulo 9


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Categorias Ao no Exorcist
Personagens Arthur Auguste Angel, Izumo Kamiki, Konekomaru Miwa, Kuro, Mephisto Pheles, Renzo Shima, Rin Okumura, Ryuji "Bon" Suguro, Satan, Shiemi Moriyama, Shirou Fujimoto, Shura Kirigakure, Yukio Okumura
Tags Ao No Exorcist, Rin, Yaoi, Yukio
Visualizações 19
Palavras 1.373
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Ficção, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Desculpem a demora, pessoinhas! Muito trabalho escolar...
Espero que gostem! :3
Boa leitura! <3

Capítulo 9 - Separados


Fanfic / Fanfiction Simplesmente Complicado - Capítulo 9 - Separados

~Rin

Acordei com uma aguda dor de cabeça. Abri meus olhos com dificuldade pelo incomodo. Eu não reconhecia o lugar onde eu estava. Minha cabeça estava nublada, não me lembrava de nada. Apenas me encontrava no chão, sobre um tapete de tecido de fibras vegetais, coberto por um fino tecido, semelhante a um lençol, com a cabeça encostada sobre uma simples almofada. Parecia uma cela, porém limpa e um tanto aconchegante.

- Onde estou...? – Murmurei

- Na sede do Vaticano. No subsolo para ser exata.

- Shura? – perguntei

- Sim, Rin. Sou eu. – Ela responde

- O que estou fazendo aqui? – Perguntei já que não conseguia organizar meus pensamentos.

- Não se lembra de nada?

Ao ouvir essas palavras recebi um choque em minha mente. Todas as lembranças do que havia acontecido anteriormente me veio a mente. Minhas discussões com Yukio, a noite em que nos conhecemos por completo e a discussão com Angel.

- O que aconteceu com o Yukio?

- Ele está bem, está em casa. – Ela respondeu calmamente. – Quando ele acordou e se recordou o que aconteceu, sua primeira preocupação foi saber se você estava bem. Como você ainda não havia acordado não pude confirmar nada a ele. Agora que está acordado posso ir lá avisar que está tudo bem.

- Eu também quero ir. – Disse já me levantando, mas parei quando ela colocou uma de suas mãos em meu ombro esquerdo.

- Lamento, Rin. Mas por enquanto você e Yukio não podem se ver mais. – Ela disse com pesar.

- COMO ASSIM NÃO POSSO VER O YUKIO? – Me exaltei.

- Sinto muito, mas o Vaticano não está nada feliz com vocês dois. – Ela explicou.

- SHURA... EU AMO O YUKIO! NÃO POSSO FICAR LONGE DELE! – Gritei já em prantos.

- Eu sei, Rin. Mas é melhor não os desobedecer por enquanto. Prometo que quando as coisas se amenizarem eu te levo para ver Yukio, mas agora não! – Ele promete a mim na intuição de me acalmar. – Como já vi que você está bem, vou lá ter com ele uma conversa.

- Que conversa? – Perguntei tentando me acalmar.

- Confirmar com ele de que você está bem e resolver como as coisas vão funcionar de agora em diante.

- Certo.

- Eu volto logo, Rin. Descanse... Seu treino continua hoje mesmo.

Quando ela saiu não me segurei mais, lágrimas corriam como cachoeiras dos meus olhos. Não iria mais segurar a angustia e frustração que estava sentindo. Apenas me sentei encostado na parede da cela, abracei meus joelhos e chorei com todas as minhas forças.

-Quando esse sofrimento irá ter fim...

 

~Shura

 

Depois que eu sai do subsolo da sede, resolvi que tinha que ir para Vera Cruz para conversar com Yukio e assim o fiz.  Chegando na academia me dirigi diretamente para o alojamento do Okumura. Quando cheguei lá adentrei encontrei o Okumura sentado nas escadas com a cabeça abaixada, murmurando coisas que não consegui compreender.

Yukio ainda não havia notado a minha presença, então me aproximei e me sentei ao seu lado e fui surpreendida por um abraço apertado em que conseguia sentir toda a angustia e frustração de meu amigo.

- Não posso mentir e dizer que vai acabar tudo bem... Mas tenho certeza de que você dois vão dar um jeito de sair bem dessa! – Eu disse retribuindo o abraço.

- Eu não sei o que fazer, Shura. – Ele disse claramente abalado. – Eu fiz muitas coisas ruins para ele enquanto eu estava confuso... Quando finalmente aceitei que eu o amava, ele foi tirado de mim! – Agora ele chorava de mais afobadamente, não segurava mais nada, simplesmente deixava que as lágrimas saíssem de seus olhos.

- Ele está bem, Yukio! Vocês estão bem! No momento é só isso que importa. – Disse tentando consolar o homem em meus braços.

- Por quanto tempo vamos ficar bem? Por quanto tempo vamos ficar sem nos ver? Por quanto tempo vamos suportar isso? Eu não vou aguentar ficar sem senti-lo...

- Vai sim! Yukio você é forte e o Rin também! Nós vamos dar um jeito de resolver as coisas.

- Nós?

- Sim, Yukio... Nós!

-Todos nós! – Diz uma terceira voz, quando eu e Yukio olhamos vimos o pequeno grupo de Exwires nos encarando. – Queremos ajudar o senhor, professor Yukio, a resgatar o Rin! – Shiemi pronuncia.

- Não quero envolve-los nisso! Qualquer ação impensada pode torna-los traidores... – Yukio diz, secando o rosto, tentando se recompor.

- Deve haver algo que possamos fazer pelo desmiolado de seu irmão! – Bon pronuncia. Retirando um pequeno sorriso do exorcista que logo morreu de seu rosto.

- Eu agradeço o que estão fazendo, mas eu não sei o que vou fazer. Se eu realmente for fazer algo, será imprudente e arriscado demais.

- Ele tem razão, garotos. É arriscado demais envolver vocês nisso. – Eu respondi. Ia me pronunciar novamente quando o meu celular tocou.

~Ligação

-Alô?

-SHURA!

- Angel?

- VOLTE IMEDIATAMENTE!

- O que aconteceu, careca?

- VOLTE ANTES QUE EU MATE ESSA PRAGA OKUMURA!

- Não faça do que pode se arrepender, Artur!

- NÃO VOU ME ARREPENDER DE DISIMAR ESSE FILHO DE SATÃ! ENTÃO VENHO LOGO, POIS NÃO PROMETO ME CONTER!

- Estou a caminho!

 

~Shura

 

- O QUE ESTÁ ACONTECENDO, SHURA? – Yukio perguntou exaltado, claramente preocupado com o que ouviu da chamada.

- Tenho que ir antes que o Papa faço algo impensado. – Respondi já correndo para o portal.

- Eu vou com você! – Ele disse já se levantando e correndo junto a mim.

- Não, Yukio! Ele vai acabar perdendo a cabeça de uma vez!

- Promete que me mantém informado?

- Claro, quatro olhos!

Assim ele parou de correr e eu prossegui até o Vaticano.

Chegando lá, eu não sabia o que fazer. Como poderia aliviar as coisas para o lado dos Okumura, ou melhor, o que o Rin fez para Angel estar tão exaltado? Foi cortada de meus pensamentos por gritos.

-MORRA DE UMA VEZ! – Uma voz berra, eu conhecia essa voz.

Abri a porta me deparando com a cena de Rin no chão, aos prantos, sangrando por diversos cortes que haviam em seu corpo – e eu sabia que espada havia os feito -, sendo segurados pelos fios azulados que eram seus cabelos e a espada de Artur preste a tocar na garganta do menor.

-PARE ANGEL! – Gritei para que o mesmo parasse, mas apenas consegui impedir que cortasse a garganta de Rin.

-POR QUE EU DEVERIA?

-Por que nós dois sabemos que isso vai deixar muita gente furiosa.

-EU ESTOU FURIOSO NESTE MOMENTO! – Ele retruca.

-Se matá-lo, o que acha que vai acontecer com Yukio!?

-ESPERO QUE MORRA TAMBÉM! – Responde o papa.

-Se ele morrer o Vaticano perde as suas únicas armas contra Satã!

-MELHOR ASSIM!

-Não! – Rin grita em meio a discussão entre os maiores. – Não m-machuque o Yukio! P-por favor! – Diz o menor meio ofegante.

-Rin... – Eu não conseguia dizer nada, apenas observei Angel que ficou ali parado, perplexo com o que acabara de escutar.

-Me mate! Mas e-ele n-não! E-eu imploro! – O menor pronuncia.

Apenas me vi livre de preocupações quando o papa largou o demônio a sua frente no chão e se retirou do cômodo. Foi quando me aproximei de Rin e pude notar que agora, em meus braços, o menor chorava sem represarias, apenas deixava sua raiva e frustração ser liberada através das lágrimas e soluços que soltava. Foi nesse momento que meu coração se apertou e eu tive certeza de que tinha que ajudar os irmãos Okumura.

 

~Angel

 

Saí daquela sala desolado.

Como ele ousa dizer algo daquele tipo, como se o sentimento deles foi tão puro quanto um amor entre um homem e uma mulher, casados, destinados a se amarem?

Como se demônios como eles sentissem algo além de desejo e luxúria com o que fizeram. Não é possivel que seres como eles sintam algo tão lindo e honrado. O amor. 

Em hipótese alguma isso seria real! Ou seria? 

CHEGA! Não posso ter essas dúvidas! 

Não importa se eles amam-se ou não! Não posso permitir um relacionamento entra eles!

Eles nunca mais vão se ver!

 

- Isso é o que você pensa, humano. - Novamente aquela voz desconhecida para o Papa soa em sua mente. A voz do pai dos Okumura.

 

 

 

 

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado! E peço perdão, novamente, pela demora! <3
Querem mais capítulos, pessoinhas?
Beijo! :3


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