História Simplesmente Um Anjo - Second Season. - Capítulo 13


Escrita por: ~

Postado
Categorias Banda Fly (Fly Br)
Personagens Caíque Gama, Nathan Barone, Paulo Castagnoli, Personagens Originais
Tags Anjo Da Morte, Anjos, Anjos Caídos, Banda Fly, Demonios, Fly
Exibições 21
Palavras 2.437
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Magia, Mistério, Misticismo, Musical (Songfic), Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


OLÁ, meus anjos!
↪ O aniversário é meu mas o presente é todo de vocês (esse capítulo mega fofo).


↪Notas finaisss.



Boa leitura!!

Capítulo 13 - Cold Water.


Fanfic / Fanfiction Simplesmente Um Anjo - Second Season. - Capítulo 13 - Cold Water.

Meu coração havia parado no momento em que Caique disse aquelas palavras, eu não tinha nenhuma resposta para tudo aquilo, queria apenas que ele me beijasse, mas como se eu fizesse isso ele, provavelmente, acreditaria que eu estava dizendo “sim” à ele, me mantive quieta, embora meu estômago parecesse estar revirando.

— Você foi a escolhida para esse meu lado fofo. — Ele parecia envergonhado. — Não abuse!

Ele riu, mas eu não o acompanhei, apenas sorri. Ele deveria saber toda a verdade, e eu não esconderia nada dele.

— Eu quero que você me jure que não vai me machucar. — Eu disse abaixando o olhar, incapaz de encarar seus olhos.

— Você está de brincadeira? — Ele se aproximou e eu dei um passo para trás.

— Pareço estar brincando? — Eu sussurrei e parei de me afastar, deixando ele me envolver.

Seu abraço parecia ser minha fortaleza, e eu estava tão feliz por tê-lo aqui comigo que não me importei de deixar o meu muro de defesa cair, ele era meu pequeno mundo, embora nunca tenha tentado amar outro alguém, sabia que ele era o que eu precisava.

— Já te falei que você é o Anjo mais bonito que eu vi em todo o Céu? — Ele acariciou meu rosto, sorrindo para mim.

— Nunca, mas se quiser dizer… — Ri pelo nariz, vendo seus olhos revirarem.

— Não abusa! — Ele disse em tom de reprovação, arrancando uma risada minha. — Mas você é a garota mais bonita que já vi em todo o mundo… E no Céu também.

— Acho que você deveria saber a verdade. — Senti seu corpo ficar rígido e ele assentiu, mantendo firme o aperto em minha cintura, o que me encorajou a falar. — Desde que comecei a trabalhar para a agência de modelos… Sou abusada fisicamente pelo meu chefe quando recuso alguma proposta, e por isso não gosto de recusá-las. — Avaliei sua expressão, ele se afastou de mim e foi para o outro extremo da sala, passando a mão na cabeça.

— Por que você nunca me contou? — Ele disse com um tom de raiva crescente, cada palavra sua carregava mais raiva que a anterior. — Você não confia em mim?

— Anjo...— Eu comecei ir até ele para abraçá-lo, mas ele levantou a voz, deixando-me paralisada.

— Você sabe o quão traído eu me sinto? — Quando ele se virou senti uma pontada de medo, seu rosto não deixava nenhuma emoção transparecer.

Não disse mais nada, apenas coloquei as mãos na barra da camiseta, minha mente estava completamente perdida, eu sabia que Caique estava a um pequeno passo de sair de casa, de me deixar em casa e ir procurar por meu chefe, descontar o que ele sentia em alguém.

— Olhe para mim. — Eu disse deixando uma lágrima cair.

Não era fácil tirar a camiseta, o que eu escondi durante anos finalmente exposto, era algo que ia contra meus princípios, mesmo que eles fossem tão vagos, eu sentia uma grande dor no peito, aquelas lágrimas não paravam de correr, e eu me sentia completamente péssima por ter escondido a verdade de Caique, eu era a namorada dele, eu sabia muito de seus segredos, mas era impossível não esconder algo tão grande e doloroso de alguém explosivo, a última coisa que ele sentiria era compaixão, a primeira raiva, e eu não queria provar dessa fúria. Quando ele, finalmente me olhou eu disse:

— Se soubesse o que é estar na minha pele, faria o mesmo. — E então, puxei a blusa pela cabeça.

Joguei a blusa no sofá, olhando para ele, com vergonha daquelas marcas. Seu olhar percorreu meu corpo, fiquei alguns segundos olhando seus olhos, e então me virei, puxando meus cabelos para a frente e revelando minhas costas marcadas e doloridas, suspirei quando senti seu olhar, ele parecia me queimar, mordi o lábio quando senti ele se aproximando, primeiro ele beijou meu pescoço, depois mordeu minha orelha sussurrando:

— Você continua a garota mais bela que já vi em toda minha vida.

Todo mundo fica chapado às vezes, sabe

O que mais podemos fazer quando nos sentimos triste?

Então, respire fundo e solte

Você não devia se afogar sozinha

Seu tom terno me acalmou, sorri, ele me virou, tomando cuidado com alguns vergões que não haviam cicatrizado ainda. Ele secou minhas lágrimas e beijou minha testa. Fiz uma careta com o gesto, ele nunca fazia isso.

— Estou te machucando? — Ele afrouxou o aperto em minha cintura, com um olhar preocupado.

— Não… É que… Você nunca beija minha testa. — Eu disse franzindo o cenho.

— Tem razão. — Ele sorriu malicioso e atacou minha boca, no começo o beijo fora selvagem.

Mas depois ele foi se suavizando, percebi o quanto Caique estava preocupado comigo, ele havia feito algo que nunca teria feito, realmente, eu era a escolhida para receber seu lado fofo. Ele se afastou, olhando para meu corpo, meus seios cobertos pelo fino sutiã de renda, que logo ele retirou com facilidade e agilidade, logo depois tocou um deles, sem tirar uma das mãos da minha cintura.   

Logo eu estava em seu colo, sendo conduzida ao seu quarto, eu estava meio zonza, sem saber o que aconteceria quando eu acordasse daquele sonho, afinal tudo que estava acontecendo não podia ser real. Caique me colocou na cama, delicadamente, enquanto me beijava, eu parecia vidrada em seu toque, sendo facilmente manipulada por suas mãos ardilosas.

Gemi de dor ao sentir o seu peso sobre mim, minhas costas estavam machucadas, ele se levantou rapidamente, alisou o cabelo e me olhou novamente:

— Você tem certeza que quer continuar? Não quero te machucar. — Seus olhos transpareciam um medo fora do comum, nunca tinha visto Caique sentir tanto medo.

— Você não me machucou. — Disse enquanto me ajoelhava na cama.

— E eu fiz o que a alguns segundos atrás? Giovanna, não irei fazer isso com você nesse estado, eu posso te machucar ainda mais.

— Eu quero! Você não tem que se preocupar comigo. — Cruzei os braços, enquanto franzia o cenho, numa careta de raiva.

Mas eu me importo, e se eu te machucar a última coisa que eu irei conseguir fazer será dormir. — Ele se sentou ao meu lado e colocou a cabeça entre as mãos.

Toquei seu ombro, percebendo, mais uma vez, o quanto eu era importante para Caique e quanto doía nele ver aquelas marcas em mim.

Amar pode doer

Amar pode doer às vezes

Mas é a única coisa que eu sei

Quando fica difícil

Você sabe que pode ficar difícil às vezes

É a única coisa que nos mantém vivos

Deslizei minha mão por suas costas, sentindo seu corpo se arrepiar com meu toque, ele ficou tenso por um instante.

— Eu posso pelo menos… Cuidar de você?

Sorri com o pedido dele, e como resposta beijei suas costas. Ele se levantou, pegando-me no colo, ri da situação, ele também, deitei minha cabeça em seu ombro, fechando meus olhos.

Ele entrou no banheiro e me sentou na pia, ele se abaixou e abriu o armário pegando uma caixa de primeiros socorros. Ele me encarou e sussurrou:

— O que eu deveria fazer? — Ri da sua falta de preparo, ele não precisava desses cuidados.

— Acho que nós dois precisamos de um banho. — Eu desci da pia e comecei a tirar minha calça, seguida da única peça íntima que me restava.

Ele me acompanhou num ritmo lento, observando meu corpo. Eu me sentia viva, uma pessoa diferente com o que havia acontecido essa noite, no fundo eu me sentia como minha mãe, ela sabia o que fazer sempre, ela é o tipo de pessoa que não faz uma pausa, de um segundo sequer, para pensar. E eu admiro isso dela. Porque diferente de mim, ela teria deixado a blusa cair sem falar nada, ela não teria medo de algumas perguntas como eu tive, ela teria sorrido ao sentir o olhar de meu pai no corpo dela, e agora Caique fazia a mesma coisa… Me olhava, e pra ser bem sincera eu me sentia maravilhosa.

Me sentia desejada, caminhei até o box, ligando o chuveiro e sentindo a água quente cair nas minhas costas, senti uma pontada de dor, mas não reclamei, fechei os olhos e deixei uma lágrima cair, logo Caique estava ao meu lado, olhando em meus olhos com um sorriso bobo nos lábios:

— Eu não acredito que isso é real. — Ele sussurrou me fazendo rir.

Fiquei na ponta dos pés beijando-o, ele pegou em minhas mãos, com um medo evidente de tocar em minhas costas, interrompi o beijo rindo.

— Você não precisa ficar tão receoso, amor, não vai doer tanto se você tocar de leve. — Ele revirou os olhos.

— Você conseguiu acabar com o clima, sta Masoquista. — Ele soltou minhas mãos com raiva.

Me virei, para pegar um sabonete, e logo senti os beijos de Caique em meu ombro, onde começavam alguns machucados, ele acariciou a minha pele demarcada por manchas roxas e vergões, tentei não reclamar quando suas mãos tocaram um desses vergões, ele pegou uma toalha, desligando o chuveiro. Nós não iríamos tomar mais banho. Ele começou a secar minhas costas com uma delicadeza que não pertencia à ele, sorri quando ele saiu do box e voltou com um pedaço de algodão e um frasco marrom, ele começou a pressionar o algodão com o líquido em minhas costas, limpando os ferimentos que ali estavam, eu me sentia lisonjeada pelo carinho que ele transmitia por aquele simples ato. Eu queria saber como retribuí-lo de alguma forma, talvez com um beijo, com um abraço, mas nunca seria a mesma coisa.

Quando ele terminou eu me virei e o abracei, na tentativa falha de recompensá-lo por algo que eu deveria fazer, pelo carinho que ele teve comigo.

— Não sei como te agradecer. — Sussurrei contra seu peito molhado.

— Você sorrindo já é um ótimo agradecimento. — Eu me afastei e sorri abertamente, ele retribuiu e logo continuou. — Agora temos assuntos pendentes.

Pude ver seu sorriso malicioso por trás daquelas palavras. Ele me conduziu até sua cama, eu me deitei, apoiando meu corpo no antebraço, tomando certo cuidado para não machucar ainda mais minhas costas, sorrindo com malícia.

Aquela noite seria uma das mais memoráveis que eu já tivera, e eu faria com que ela fosse para Caique também.

*Point Of View: Thalita Mártir.*

Abri os olhos com uma dificuldade imensa, sentindo minha cabeça latejar. Eu estava num quarto, não qualquer um, o quarto de Paulo. Sorri e me virei, procurando por ele.

— Bom dia, bela adormecida! — Ele sussurrou para mim.

— Me sinto renovada. — Sussurrei de volta, enquanto estalava meus dedos.

— Você dormiu por 12 horas. — Ele se aproximou me tomando em seus braços.

— Eu poderia ficar aqui o dia todo… Mas o dever me chama. — Eu falei contra seu peito.

Você não precisa ir.

— Eu preciso ser castigada por ter traído minha raça.

— Você pode ficar aqui, eu irei protegê-la. Você não precisa temer nada enquanto eu estiver aqui para te abraçar. — Sorri, ele sabia como me confortar.

— Infelizmente, isso é algo inevitável. — Eu me sentei e o encarei.

— Thalita. — Ele parecia bravo. — Você tem que entender que não quero que você vá.

— E você tem que entender que eu não tenho escolhas. Eu preciso ir, por amor à você e a Gio. Os arcanjos vão vir atrás de mim e acabarão pegando Gio. Eu não posso deixar que isso aconteça. Nunca! — Me levantei, calçando o salto que estava nos pés da cama, e fui até a porta. — Eu amo você, por isso tenho que ir.

Não olhei para trás pois sabia que se o fizesse talvez não continuaria, iria voltar para a cama e abraçá-lo até o momento em que os arcanjos resolvessem intervir, eu sabia que ele iria me fazer ficar só para não se preocupar em me manter protegida de longe. Mas eu também sabia que se eu ficasse esse seria o fim de toda a família que construímos e que nossa filha não teria a felicidade que eu tive de ser mãe, mesmo que eu não tenha acompanhado ela pelo Céu a caminho de sua primeira aula, eu queria que ela tivesse aquela dádiva, era um momento único na vida de um Anjo, eu me lembro todos os dias da primeira ida à escola. E tudo o que eu passei com ela nem se compara a isso, mas eu quero que ela tenha uma vida tranquila e possa construir uma família com Caique, e eu lutarei para que isso aconteça.

Não me importo com quem eu lute, ou com quantos Anjos eu lute, farei isso por ela e por Paulo, quero mantê-los vivos, nem que para isso eu tenha que partir ou ser punida, sei que as penas do Céu são extremas — Ou você é banido para o Inferno, ou suas asas são arrancadas da maneira mais cruel possível. — Não há como fugir do castigo que me esperava, mas no fundo do meu coração eu quero que minhas asas sejam arrancadas, pelo menos assim eu poderei conviver com as pessoas que amo.

Quando toquei a maçaneta fria da porta do apartamento, senti um toque em meu ombro, me virei, vendo Paulo com algumas lágrimas nos olhos.

Se você quiser, eu posso ir com você e segurar sua mão, assim você não sentirá tanta dor e eu estarei lá para evitar sua queda.

Com um sorriso bobo fiz que não, era algo que eu tinha que encarar sozinha, se eu fora um Anjo forte o suficiente para trair o Céu eu tinha que ser Anjo o suficiente para cumprir minha pena.

— Não precisa, meu amor. — Sussurrei, vendo um sorriso em seu rosto. — Só me deseje sorte.

— Então, boa sorte… — Ele me envolveu naquele abraço que só ele possuía, aquele abraço que nos faz esquecer do resto do mundo. — Você vai direto pro Céu?

— Não. — Me afastei dele. — Vou até o Instituto ver como as coisas estão por lá.

— Tome cuidado com Talles, não gosto dele. — Ele fechou a mão em punho e eu podia jurar que ele iria socar algo. — Vou com você.

— Você vai ficar bem aqui! Se fosse para atrair os Anjos da Morte para te banir eu ficava em casa, Paulo Castagnoli!

Eu abri a porta e saí, indo diretamente para o elevador. Não me virei até entrar no elevador, quando o fiz vi a figura triste do homem que eu amava parado no fim do corredor.

***

Pisar no Instituto fora a pior da tarefas que eu já tinha feito, eu amava aquele lugar e o jeito como ele me passava uma calma fora do comum, infelizmente era meu último momento naquele lugar e eu tinha que entender isso.

Mordi o lábio ao tocar na maçaneta de meu escritório, quando a girei ouvi um riso baixo:

— Parabéns, você finalmente conseguiu o que queria.


Notas Finais


Hoje foi um dia mega corrido para mim, por dois motivos:
↪ Começaram as provas finais e é meu aniversário!!!
↪ Embora eu não tenha feito nada demais (estudado para a maldita prova de física e ido ao curso) parece que estou correndo uma maratona, perdoem o capítulo pequeno e não desistam de mim! :')
↪ Perdoem os erros, não tive tempo de editar o capítulo.
↪ A data de postagem será 15/12.
↘Porque minha tia vai vir me visitar e ficará alguns dias aqui, e porque sábado que vem ( 10/12 ) eu irei — finalmente — comemorar os meus 16 aninhos!
↪ Até a próxima postagem e não se esqueçam de indicar para as amigas!
↪ OBRIGADA, pelos 22 favoritos!!! O aniversário é meu mas o presente é todo de vocês (esse capítulo mega fofo).
↪ Um beijo e até 15/12 meus amoreeess!
L.


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