História Simplesmente Um Anjo - Second Season. - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Banda Fly (Fly Br)
Personagens Caíque Gama, Nathan Barone, Paulo Castagnoli, Personagens Originais
Tags Anjo Da Morte, Anjos, Anjos Caídos, Banda Fly, Demonios, Fly
Exibições 38
Palavras 2.928
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Magia, Mistério, Misticismo, Musical (Songfic), Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá!!!
Como vocês estão?
Tive uma semana cansativa, mas nada melhor do que escrever para vocês, meus Anjos!
Boa leitura!!
L.

Capítulo 8 - Minha Jóia.


Fanfic / Fanfiction Simplesmente Um Anjo - Second Season. - Capítulo 8 - Minha Jóia.

Meu corpo parecia pesar uma tonelada, cada passo era um grande feitio, quando entrei no Instituto todos me olhavam, respirei fundo, continuei caminhando, rezando para conseguir entrar no meu escritório antes de ser chamada.

Faltava apenas mais alguns passos, caminhei até ouvir uma voz se sobressaindo do burburinho de Anjos.

— Thalita. — Talles disse em alto e bom som.

Contei mentalmente até mil, eu havia me esquecido de voltar antes do efeito do remédio terminar, rezei para que Angela tivesse deixado o relatório na mesa dele. Me virei lentamente com um sorriso calmo nos lábios.

— Olá, meu querido irmão. — Eu disse levemente alterada.

— Você se esqueceu de deixar o relatório na minha mesa? Eu espero que esteja no seu escritório. — Ele cruzou os braços, diminuindo a distância entre nós.

— Sabe, Talles, eu não sou obrigada a nada. — Molhei os lábios e me virei, indo para meu escritório.

— O que aconteceu, querida maninha? — Ele riu. — O seu ficante não te fez gozar?

— Pelo contrário, Talles. Estou cansada, apenas. — Virei a maçaneta de meu escritório e gritei por sobre o ombro. — Por que você não vem pegar seu precioso relatório?

Em poucos segundos ele estava ao meu lado, sorrindo ferozmente, como um animal próximo demais de sua presa. Abri a porta, deixando a claridade do exterior entrar no cômodo escuro, acendi a luz, vendo algumas folhas espalhadas pela mesa, supus serem o relatório, me aproximei, vendo que cada folha continha nomes, funções e então a detalhada descrição que Talles havia me obrigado a fazer. Juntei as folhas, vendo que Talles analisava minha estante.

— Não te convidei para entrar, bisbilhoteiro. — Disse, levantando o relatório.

— Você não manda em nada, Thalita. — Ele mexeu em alguns livros, logo encontrando alguns frascos de remédio para dormir. — Não sabia que você continuava tomando essas porcarias. — Ele torceu o nariz.

— Eu gosto da sensação de dormir. — Sussurrei, tentando esconder minha fraqueza.

— Thalita, você não precisa dormir, se seu corpo não te pede algo, você não precisa.

— Já pode ir. — Apontei para a porta aberta e ele pegou o relatório.

Eu estou no quarto ao lado. — Ele sorriu. — Lembre-se disso.

E saiu, deixando-me junto de minhas lembranças.

 

Eu estou com medo. — Eu sussurrei para meu irmão mais velho.

— Lembre-se, minha jóia, estou no quarto ao lado. Qualquer coisa você só precisa ir até lá, e eu sempre irei estar lá, para você, sabe por quê?

Eu, que não devia ter mais de cinco anos terrestres, fiz um gesto negativo, vendo o sorriso de Talles se alargou e ele passou os braços musculosos por meus ombros, pressionando-me em seu peito.

— Porque eu amo você, minha jóia.

Eu passei meus braços frágeis por seu corpo, apertando-o o máximo que podia.

Ele se levantou e foi em direção a porta.

— Posso? —  Sua mão pairava sobre o interruptor.

Fiz um gesto afirmativo, cobrindo-me até o pescoço, prendendo meu bichinho de pelúcia junto à mim.

— Durma bem, minha jóia. — Ele apagou a luz, e encostou a porta.

Pude ver sua sombra atrás da porta por alguns minutos, quando ela sumiu eu gritei.

— Talles! — Cobri minha cabeça.

Logo a porta abriu, ouvi uns passos e então a voz que mais me acalmava:

— O que houve, minha jóia? — Ele puxou o cobertor, seu sorriso era calmo.

— Eu estou com medo. — Eu disse baixinho.

— Quer que eu durma aqui? — Ele indicou o chão.

— Quero. — Eu me animei, sorrindo, ele saiu do quarto e voltou com um travesseiro.

Ele o jogou no chão, deitando-se.

— Minha jóia? — Ele disse após alguns minutos, eu me inclinei para o lado olhando para meu irmão.

— Oi?

— Eu já sei qual meu destino. — Ele disse tão baixinho que eu quase não ouvi.

— E você não deveria ir?

Confesso que meus olhos demonstravam o medo de perder meu colo, a pessoa que cuidava de mim. Seus olhos estavam vazios, sem nenhum brilho, eu senti medo da resposta, senti medo de saber que ele partiria amanhã ou daqui a um mês. Tudo isso me deixou com medo. Eu esperava que no mínimo fossemos destinados para a mesma área.

— Deite aqui comigo. — Ele indicou o chão.

Deslizei rapidamente para o seu lado, o pânico sumiu, não me senti mais ameaçada. Apoiei minha cabeça em seu peito, num gesto ingênuo.

— Meu anjo… — Ele acariciou meus cabelos.

Senti a gravidade do problema quando ele disse “meu anjo”, normalmente ele dizia “minha jóia”, aquelas palavras me deixaram mais nervosas.

— Eu descobri isso a dois anos, mas desde então eu cuido de você, ninguém sabe quem eu sou, só você, e tenho medo de partir, mas você sabe, estarei aqui para tudo, sempre no quarto ao lado. — Ele me apertou contra si, como quem queria estancar um sangramento.

— Mas, Talles… — Eu olhei para ele, vendo seus olhos negros.

— Eu sou um Anjo da Morte, minha jóia. Não posso ficar por muito tempo aqui, mas esconderei por quanto tempo for possível, sabe por quê? — Eu sorri.

— Porque você me ama. — Ele assentiu e beijou minha testa.

— Não sei quanto tempo me resta aqui com você, mas quero que saiba que eu amo você com toda a minha vida e por toda minha vida.

— Talles… — Eu disse baixinho. — O que um Anjo da Morte faz?

— Durma, minha jóia, e se quiser que eu continue aqui você tem que esquecer tudo que eu disse.

— Talles, não sei o que é ser um Anjo da Morte, mas onde você for eu quero ir. Quero ser um Anjo desses também. — Eu abracei meu irmão.

— Thalita. — Ele disse com um tom mais alto, com raiva. — Nunca mais diga isso. — Ele fechou a cara.

— Mas eu amo você. — Sussurrei.

— Você tem que seguir o que Ele disser, não o que você quer. — Ele ficou frio comigo. — Não tente mudar o destino, isso pode se tornar um castigo. Você sabe, Ele não faz nada para te deixar infeliz, mas se ele achar que naquela função que está destinada à você, você não encontrará a felicidade que deveria encontrar ele muda aquilo, e consequentemente bagunça toda sua vida.

— Talles. — Eu disse com o choro entalado na garganta.

— Você nasceu para espalhar luz, minha jóia, para guardar. Não para matar. Você tem que ficar aqui, nesse lugar, ele reflete sua beleza.

— Talles, eu quero proteger você.

— Durma. — Ele disse. — E se esqueça de tudo que eu disse.

Eu fechei meus olhos, tentando esquecer de tudo que ele havia me dito, e acreditando que nunca o perderia.

No dia seguinte acordei em minha cama, fui procurar por Talles, mas não o achei, porquê ele tinha ido.

Ido embora para sempre, e eu nunca mais poderia ir ao quarto ao lado quando sentisse medo, não tinha mais ninguém com quem contar, a não ser que me tornasse um Anjo da Morte.

 

Quando retornei a realidade vi meu escritório, vazio demais para a sensação que tive minutos atrás, na minha viagem a minha casa no Céu.

Olhei para a porta um pouco aberta, e o convite que ela me fazia:” estou no quarto ao lado.”. Fechei os olhos e pensei em tudo que Talles havia feito por mim quando eu não tinha mais ninguém, quando ele deveria estar na Terra fazendo seu papel de Anjo da Morte.

Sorri, por instinto, ele era meu irmão, não devíamos brigar, mas era o que acontecia, brigávamos e lutávamos como se fossemos inimigos declarados, fui até o meu quarto, pegando um vestido branco e roupas íntimas, fui para o banho, deixando meu corpo livre de todo aquele peso, por uma noite eu queria ser uma humana.

Quando saí do banho e me vesti, vi no espelho o reflexo de uma garota normal, angelical e com um milhão de motivos para sorrir. Coloquei uma sapatilha branca, que me surpreendi ao encontrar no fundo da imensidão de saltos negros.

Quando me encarei no espelho vi a garota que Talles gostaria que eu fosse: um Anjo da Guarda, sorri, olhando para o espelho e resolvi sair do quarto.

Alguns Anjos franziram o cenho, outros acreditaram que eu estava no lugar errado, alguns perguntaram meu nome e o que eu estava fazendo ali.

Quando cheguei ao quarto de Talles bati na porta, suavemente, tentando não ser muito bruta, eu estava sendo humana. Não obtive respostas, então resolvi invadir sua privacidade, abrindo a porta e sussurrando:  

— Talles? — Caminhei por seu escritório, indo em direção ao quarto, a luz de ambos estava acesa.

Tentei criar forças para continuar andando, mas só via motivos para voltar para o meu quarto, mas quando pensei em dar a volta ouvi a risada gutural de meu irmão.

Minha jóia… — Ele disse quando me viu, ele estava sem camisa.

Seu corpo estava suado e pelo que imaginei ele devia estar fazendo flexões, ele sorriu vendo meus olhos varrerem seu corpo esculpido.

Estou com medo. — Sussurrei para ele.

— As portas do meu quarto sempre estarão abertas para você, minha jóia… — Ele colocou a camisa. — Quer que eu durma com você? — Seu convite não era tão ingênuo.

— Queria ir até um restaurante, para conversarmos. — Analisei meus sapatos.

— Você quer conversar? — Ele arregalou os olhos e apontou para o banheiro. — Preciso de uma ducha, você se importa de esperar? — Ele apontou para a cama e eu assenti.

— Pode ir, Talles. — Ele parecia envergonhado, então eu fui para o seu escritório, me sentando no sofá.

Aquilo parecia tão estranho, eu querendo reatar laços que foram a tanto tempo quebrados. Eu estava tão desesperada por uma orientação de alguém da família que deixei o meu orgulho de lado para conseguir reatar algum laço.

Fiquei alguns minutos sentada ali quando Talles apareceu, ele vestia uma camiseta branca e uma calça jeans.

— Espero que você não se incomode de eu usar branco também. — Ele disse, tentando evitar meu olhar.

Na verdade… Achei a cor branca, nele, uma cor sem vida, como se ele estivesse morto, como se ele não fosse feito para usar aquilo.

— Sei que estou horrível. — Ele disse coçando a cabeça. — Não sou um Anjo da Guarda como você.

— Se você não estiver confortável com o branco… Você pode trocar… — Eu disse sorrindo, encorajando-o para que trocasse, já que ele estava horrível.

Ele sorriu e se virou, indo para o quarto e colocando sua roupa habitual: uma camisa preta e uma calça preta.

Confesso que me senti tentada a vê-lo assim, ele não era o tipo de homem que você desejava com roupas. Sorri para ele, ele veio até mim, e esticou a mão, pegando a minha logo em seguida, puxando-me para seus braços.

— Ah, minha jóia, você fez tanta falta… — Ele me apertou em seus braços, num abraço sufocante.

Aquilo começara a ficar estranho, porém, não reclamei, afinal ele era meu irmão, o quê demais ele poderia fazer comigo?

— Vamos num restaurante que inaugurou a umas semanas.  — Sugeri, me afastando dele  e arrumando meus cabelos.

Ele pegou minha mão e me levou para fora de seu quarto, não soltou minha mão em nenhum momento sequer durante o caminho até o restaurante, o que me deixou um pouco incomodada.

Quando chegamos no restaurante tudo o que percebi era como ele estava me protegendo dos olhares alheios e de como ele tentava me agradar de todas maneiras, parecia até meu cônjuge. Tentei me desvencilhar de suas mãos durante o caminho até a mesa, mas foi impossível, já que ele parecia vidrado demais em me manter junto dele.

— Ao que se deve essa mudança tão repentina? — Ele riu ao desabar na cadeira do restaurante.

— Tive uma visão, queria saber o porquê eu sou um Anjo da Morte, sendo que me pareço mais com um Anjo da Guarda? — Analisei seus olhos, ele parecia inquieto.

— Thalita, achei que você soubesse que pode influenciar seu destino. — Ele se remexeu inquieto, novamente, fugiu de meu olhar.

— Posso? — Franzi o cenho.

— Até parece que você não sabe que seu destino não era aqui, na Terra. Você faz tudo de uma maneira tão angelical, faz tudo para espalhar luz, não para matá-la.

— E por que eu estou aqui? — Olhei para ele profundamente, arqueando a sobrancelha.

Eu sou o motivo, provavelmente você ficou triste demais sem mim, impossibilitada de seguir sua vida de Anjo em qualquer lugar do Céu. Thalita, você mudou seu destino por mim, e eu me sinto muito mal por isso, por isso me afastei de você por tantos anos. Quase quinhentos anos sem te ver, você sabe o quanto sinto sua falta?

— Mas não deveria acontecer algo de ruim comigo? — Peguei o cardápio sobre a mesa e analisei as opções, nenhuma me agradou.

— Deveria, e aconteceu. — Ele me analisou colocar o cardápio sobre a mesa, olhei para ele séria.

— O que aconteceu?

Nesse momento uma garota com um bloquinho de anotações apareceu, sorrindo para nós, olhando especialmente para Talles.

— Boa noite! O que gostariam de pedir? — Ela disse para Talles, que sorria para mim.

— Boa noite! — A mulher me olhou como se tivesse lembrado da minha presença naquele momento. — Duas Cocas. — Eu disse, prendendo o olhar de Talles no meu.

A garota anotou o pedido e sumiu pela multidão de mesas, olhei para Talles, ficamos assim por alguns minutos, em silêncio, quando a garota voltou encontrou o clima mais frio do mundo, sem nenhuma palavra pairando no ar, apenas dois olhares se mutilando.

Sorri para ela quando ela colocou uma coca em minha frente e a outra na frente dele. Ela deixou um papel sobre a mesa e perguntou:

— Mais alguma coisa? — Eu fiz um gesto negativo e ela saiu.

— O que aconteceu comigo, Talles? — Abri meu refrigerante, olhando para ele com uma raiva evidente.

Ele abriu seu refrigerante e me encarou novamente.

— Por que você toma remédios para dormir? — Ele saboreou o refri.

— Não interessa, isso não vai te livrar de responder minha pergunta. — Eu bati minhas unhas na mesa, começando a ficar nervosa.

— Thalita, soube que você havia começado a usar essas drogas logo depois que foi enviada para seu “destino” — Ele fez aspas com as mãos. — Ser um Anjo da Morte, sei que parece loucura, mas quis me afastar de você para que um dia você se esquecesse de mim e de tudo que fiz por você, você não me esqueceu, tanto é que hoje você teve aquela lembrança, não teve?

— Tive. — Sussurrei. — Por que eu vejo coisas do passado?

— Porque alguém quer que você se lembre de algo que aconteceu.

— O que aconteceu de tão ruim comigo? — Eu murmurei e ele me encarou.

Você mudou seu destino, mas Ele não mudou da sua outra metade.

— Então quer dizer que eu continuo minha vida, mas o meu parceiro está em outra área, me procurando? — Aquilo parecia loucura.

— Sim, mas na verdade seu parceiro caiu… Ele caiu só para ficar com você.

Meu queixo caiu, eu o olhava com os olhos arregalados e uma vontade imensa de saber quem era aquele Anjo que havia caído por mim.

— Thalita, eu nem podia te falar isso, então considere isso um lucro. — Ele disse.

— Por que? — Ele olhou para o copo.

— Porque você foi fadada à uma maldição milenar, e você também não pode saber disso, mas eu sou da família Mártir, não é, maninha? Não seguimos as regras. Você muito menos.

— Eu irei viver para sempre? — Eu arregalei os olhos.

— Thalita, Anjos normais vivem um milênio, um milênio e meio, nada mais que isso… Você só irá viver mais que os outros, contar mais histórias, ter a vida que você sempre tem. — Ele sorriu. — E o melhor: Não irá se lembrar de nada quando beijar seu parceiro caído, porque você sempre morre quando o beija.

— Ele está aqui? — Olhei em volta. — Quem é ele?

— Thalita, você não deveria saber disso. Não irei dizer quem ele é.

— Por favor, Talles, você não irá ajudar sua irmã? — Eu implorei.

— Posso te ajudar com qualquer coisa, menos com isso. — Ele parecia ser sincero. — Não quero te perder de novo, minha jóia, e se eu puder irei quebrar toda essa maldição, irei ser seu parceiro por toda nossa vida.

Ele me olhou e eu me arrepiei, sentindo um grande incômodo com suas palavras, elas pareciam ser intensas demais para irmãos. Parecia denunciar um amor maior que o familiar.

Eu precisava saber quem era o garoto com quem eu deveria passar a minha vida.

Tive certeza que meu rosto denunciou meus pensamentos, porque ele disse:

— Vamos?

Ele já estava parado ao meu lado, com a mão esticada e sobre a mesa estava uma nota de vinte reais.

— Sim. — Sussurrei, mesmo que sem ação.

Demorei alguns minutos para me levantar e segui-lo em direção a porta, porque eu estava perdida demais para ser rápida. Ele sorriu quando o alcancei na porta.

— Thalita, não pense demais, minha jóia. — Ele colocou a mão na base das minhas costas, levando-me para a escuridão da rua.

Caminhamos devagar, sem querer chegar rápido demais no Instituto, sua mão encontrou a minha, e ali ficou até chegarmos no Instituto, ele parecia relaxado, e eu tensa demais.

Subimos os degraus da entrada, ele ficou tenso a cada um que subíamos, eu tentei relaxar a cada um deles, deixar as preocupações fora da minha casa.

— Thalita, queria te falar algo, antes de entrarmos. — Ele parou abruptamente na entrada do Instituto.

— Pode falar, Talles. — Eu sorri, encorajando-o.

Ele se aproximou rápido, puxando-me para um beijo lento, uma de suas mãos estava em minha nuca, a outra na minha mão.

Embora a noite estivesse estrelada uma forte chuva começou a cair, e eu sabia que o Céu não havia gostado daquele beijo e nem do seu significado.

Eu não entendi o significado daquilo, mas após um tempo me lembrei de suas palavras no restaurante, ele queria ser muito mais que meu irmão.


Notas Finais


Não me matem!
O que acham desse casal?
Espero que tenham gostado do capítulo e que comentem ideias e criticas (construtivas, por favor).
Um grande beijo, e até sábado.
L.


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