História Simply happens - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Amizade, Amor, Aventura, Conflitos, Drama, Namoro, Praia, Romance
Visualizações 15
Palavras 1.149
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Survival
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - Capítulo 3


Flashback off:

 

Vamos tentar manter a calma, não vai ser tão difícil acharem o avião, só precisamos esperar. — Disse enquanto olhava nos meus olhos, o que me acalmou um pouco, mas, de qualquer jeito, ainda estávamos perdidos e sozinhos...

 

Tudo bem. Acho que devíamos procurar água, comida, abrigo, essas coisas, não sabemos quantas horas vamos ter que esperar. —Eu disse um pouco preocupada pensando na nossa situação.

 

Acho que podemos usar o que sobrou do avião para passar a noite, já está escurecendo e...— não deixei ele terminar a frase.

 

Como assim o que sobrou do avião?!?— só então que eu prestei atenção ao meu redor, eu estava tão atordoada que nem percebi que só havia a metade de trás do avião na areia perto de nós, o resto parecia ter sido arrancado, então me lembrei, a asa havia sido arrancada pela cauda de um outro avião, o impacto entre ambos fez com que o avião se partisse ao meio, ou seja, só o fundo do avião estava aqui, a parte da frente com o piloto e as aeromoças estava, muito provavelmente, no fundo do mar.

 

Fiquei parada um tempo pensando em como eu tinha sorte de ter sobrevivido a tudo isso. Ele provavelmente estava pensando o mesmo, olhava fixamente para o resto do avião, sem falar nada. Então decido falar.

 

Você já olhou dentro do avião para ver o que sobrou da queda? — Perguntei meio aflita.

 

Não...fiquei desesperado, acordei e não vi ninguém, só lembro de ter visto o Andrey pulando com uma mochila na mão, depois tudo começou a balançar, então a uma parte do avião soltou, acho que bati a cabeça, só me lembro de acordar e já estar aqui...nossa! O que aconteceu com a sua perna?!?— ele arregalou os olhos e perguntou.

 

Olhei para minha perna esquerda e vi que minha calça estava rasgada, cheia de buracos, e minha pele sangrava. Quando vi o sangue comecei a tremer (digamos que eu não sou muito chegada em sangue).

 

Acho...que...me ralei...um...pouco...— disse nervosa.

 

Vamos ver o que conseguimos resgatar do avião, deve ter algum kit de primeiros socorros ou coisa parecida.- mal terminou de falar e já foi entrando nos destroços, mesmo sentindo a ardência na minha perna resolvi entrar também.

 

Conforme nos aproximávamos fui observando tudo, a estrutura estava relativamente inteira, serviria de abrigo caso chovesse.

Procurei minha mochila de viajem, retornei ao meu banco é avistei ela jogada no chão, a primeira coisa que eu fiz foi procurar meu celular, quando finalmente estava com ele em mãos...

 

Você acha que eu não tentei? Não tem sinal nenhum aqui! — Disse ríspido.

 

Não precisa ser groso, ok! — Sai de perto dele e fui no local onde ficavam as malas, quem sabe eu consigo achar alguma calça do meu tamanho, por sorte todas as malas estavam lá, percebi que a parte do avião que havia sido perdida era onde ficava o combustível, a parte das malas ainda estava lá, depois de muita procura e de carregar várias malas para longe, finalmente achei a minha. 

Com minha mochila nas costas e a mala arrastando fui procurar um kit de primeiros socorros, não podia deixar minha perna sangrando, já estava começando a ficar fraca, e poderia pegar uma infecção, ao chegar novamente onde era meu acento vi o kit exatamente onde eu estava quando acordei. 

Ficou óbvio que ele tinha achado e deixado lá, mas isso não importava no momento, verifiquei se ele não estava por perto, abri minha mala, peguei um short largo e tirei minha calça para fazer um curativo, nunca imaginei que tirar uma calça pudesse ser tão horrível, o tecido da mesma raspando nos meus machucados me causava uma dor agonizante.

Próximo ao meu joelho estava o pior machucado, quando passei a calça por ele, não aguentei e soltei um pequeno grito de dor.

Alguns segundos depois ele aparece, meio suado, como se tivesse corrido.

 

Oque aconteceu?? Você se machucou...— parou de falar e encarou minha perna, seu olhar parecia preocupado. — Você achou sua mala??— gesticulou com a cabeça em direção a mala. — Não se mexe, ok? — Antes que eu pudesse responder ele já havia sumido. 

 

Não estava com coragem para continuar a tirar a calça, decidi me acalmar um pouco, e esperar para ver se a ardência diminuía para que eu conseguisse terminar de tira-la.

 

Estava respirando fundo algumas vezes quando ouço passos, ele se aproxima com uma maleta em mãos, abre a mesma e começa a procurar algo.

 

O que você tá fazen...— antes que eu pudesse terminar a frase ele tira da maleta uma tesoura, e olha para mim como se pedisse permissão para prosseguir. — Tenta ir com calma, por favor...— disse enquanto observava a tesoura, imaginando como seria doloroso se ele acertasse meu machucado com ela.

 

Então, calmamente, ele estica minha perna em cima de seu colo e começa a cortar a partir do meu tornozelo. Ele fazia tudo com muita calma e serenidade, como se já tivesse feito isso várias vezes. Fiquei feliz por ele não ter me acertado. 

 

Quando ele acabou, fiz menção de me levantar, ele apenas segurou no meu ombro e disse— Deixa eu terminar isso, não tenho nada para fazer mesmo...— ele deu um pequeno riso e voltou o olhar para o machucado, permaneci imóvel enquanto ele limpava e enfaixava minha perna, acho que ele exagerou, na minha opinião não precisava enfaixar, mas isso parecia ter acalmado ele então preferi não interromper.

 

Pronto! Você quer ajuda com o short? — E só então que eu lembrei que estava de calcinha na frente dele.

 

Fiquei vermelha como um tomate, neguei com a cabeça e já comecei a vestir o short.

 

Hey, calma, não tenho segundas intenções, ok? Só estava tentando ajudar mesmo. — Ele disse com um sorriso de canto.

 

Obrigada pela ajuda, mas acho que consigo me virar aqui. — Disse enquanto terminava de abotoar o short. — Já está escuro, acho melhor tentarmos descansar, o dia vai ser longo...— disse já sentindo o cansaço de todo o ocorrido me atingir.

 

Pode dormir, vou ficar vigiando, a final, nunca se sabe o que pode acontecer, e de qualquer jeito, não estou com sono mesmo. — Disse já se acomodando em uma cadeira próxima ao local onde eu estava.

 

Tem certeza? — Pergunto o olhando só para confirmar se ele não queria descansar daquele dia atordoado.

 

Relaxa — com um riso de lado me encarando ele prosseguiu- to acostumado a virar a noite. — Logo desvia seu olhar para o céu e sorri serenamente.

 

Vamos fazer assim— disse atraindo sua atenção— eu descanso por algum tempo, depois você me chama e a gente troca, pode ser?

 

Por mim beleza. — E tornou a observar o céu.

 

Inclinei o máximo possível o encosto das cadeiras onde eu estava sentada, peguei uma daquelas cobertas que as aeromoças distribuem, me acomodei virada de modo que eu conseguisse olhar o céu (sempre adorei olhar as estrelas) e em pouco tempo apaguei.



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