História Simply happens - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Aventura, Drama, Praia, Romance, Sobrevivencia, Yaoi
Visualizações 11
Palavras 1.333
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Survival
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 4 - Capítulo 4


Acordei com a luz do sol incomodando meu rosto, devo ter dormido demais, pensei. Olhei para a cadeira e ele ainda estava lá, olhando a praia.

 

Porque você não me chamou? Já está tarde, e você devia ter dormido também. — Perguntei enquanto sentava no banco.

 

Não senti sono. — Respondeu ainda fitando a praia.

 

Resolvi deixar por isso mesmo. Procurei uma escova em minha mochila e comecei a desembaraçar meu cabelo, enquanto fazia isso senti fome, lembrei que não havia comido nada desde que entramos no avião. Levantei e fui até o compartimento na parte de trás do avião, próximo ao banheiro, e verifiquei que o mesmo estava cheio de embalagens de batatas, biscoitos, amendoim, alguns sanduíches, caixas de suco, garrafas de água e refrigerantes.

 

Peguei alguma coisa para comer e separei algumas para levar para ele.

 

Ei, você deve estar com fome. — Disse enquanto estendia um sanduíche e um copo de suco para ele.

 

Valeu Isa,mas, onde você achou essas coisas? — Perguntou enquanto pegava o sanduíche de minha mão.

 

Tem um compartimento no final do avião para guardarem esse tipo de coisa. Você já tinha andado de avião?— perguntei sentando ao seu lado.

 

Já, mas faz muito tempo, eu não lembrava como era. — Disse pegando, dessa vez, o suco da minha mão.

 

Percebi que ele não estava afim de conversar e decidi caminhar um pouco pela praia. Fui até minha mala, coloquei um tênis confortável e sai. 

 

Conforme fui andando, percebi como o lugar era lindo, a água era cristalina, a areia era branca e tudo estava incrivelmente limpo, como se nenhum indivíduo tivesse passado por aqui.

 

Na minha esquerda, o mar, na minha direita o que parecia ser uma floresta. Me aproximei e vi algumas bananeiras, seria bom caso a comida do avião acabasse. Achei melhor voltar para o avião.

 

Quando retornei, percebi que ele não estava mais lá.

 

Thiago? — Chamei enquanto olhava dentro do avião. Ninguém respondeu.

 

Sai do avião e comecei a andar para o outro lado, procurando por ele. Depois de andar um pouco vi ele sentado na areia próximo a floresta, parecia estar concentrado, me aproximei e observei enquanto ele trabalhava no que parecia ser uma vara de pesca. Observei, curiosa, ele amarrando a corda, parecia ter feito isso várias vezes. Então ele levantou os olhos, percebendo que era observado.

 

O que foi? Nunca viu uma vara de pesca? — Perguntou sarcástico rindo da minha cara.

 

Claro que já vi! Só nunca vi uma pessoa fazendo uma no chão de uma ilha! — Respondi ríspida.

 

Calma. Não quis ser grosso é só que...— não deixei ele terminar a frase.

 

Não importa. Divirta-se com seu brinquedinho. — Respondi já dando as costas e saindo.

 

Pensei em tentar escalar uma árvore que ficava ao lado da bananeira, mas achei melhor esperar minha perna estar melhor então fui até o avião e peguei uma mala aleatória para ver se achava algo útil. Fiz isso até anoitecer, parando para comer alguma coisa as vezes, acabei montando um inventário das coisas e separando tudo por malas, como, por exemplo, uma mala só com os produtos de banho que achei, etc.

 

Estava rabiscando em um caderno as que peguei numa mala quando ele voltou para o avião, segurando umas 3 varas de pesca. Então foi isso que ele ficou fazendo a tarde toda! Pensei.

 

Ele as guardou perto da sua mochila e começou a perceber as malas separadas e amontoadas em algum lugar.

 

O que você fez? — Perguntou com um semblante curioso, enquanto observava tudo.

 

Estava sem nada para fazer, então fui separando as coisas das malas, as da direita tem coisas masculinas, as da esquerda, femininas, e as do meio tem coisas tipo shampoo e tal, achei alguns pacotes de biscoito, coloquei junto com os outros. — Respondi sem tirar os olhos do rabisco.

 

Você estava bem desocupada né? — Perguntou.

 

É que eu não sei fazer varas de pesca sabe. — Respondi ainda com os olhos no rabisco.

 

Porque você não olha para mim quando eu falo com você? — Perguntou se aproximando. Levantei os olhos.

 

Você não olha para mim, porque eu deveria olhar para você? — Respondi sarcástica. Voltei ao rabisco. Ele apenas respirou fundo e foi para a mesma cadeira olhar a praia.

 

Cansei de rabiscar e decidi comer alguma coisa, já estava tarde. Quando fui pegar um sanduíche vi que a validade deles era de apenas 3 dias, ou seja, depois de amanhã teríamos apenas alguns pacotes de amendoim que haviam sobrado, precisávamos de mais água também, não sabíamos quanto tempo demoraria até nos localizarem.

 

Eu ia ter que falar com ele, não ia conseguir procurar tudo sozinha. Me aproximei de sua cadeira, ele ainda fitava a praia.

 

Desculpa incomodar mais eu estava lá onde guardamos os sanduíches e vi que a validade deles é até amanhã e também estamos ficando sem água. — Ele se levantou e virou em minha direção.

 

Vamos precisar explorar amanhã, eu passei em um lugar que parecia ter peixes, posso tentar pegar alguns, se conseguirmos alguns gravetos podemos fazer uma fogueira e assar. — Disse com um semblante sério.

 

Eu estava caminhando hoje e vi algumas bananeiras, ao redor tem algumas árvores onde a gente pode subir para pegar, acho que consigo alcançar...— não me deixou terminar a frase.

 

Mas, e a sua perna? Você acha que consegue subir numa árvore? — Perguntou, o tom de preocupação era nítido em sua voz.

 

Eu to bem, vou tirar os curativos hoje, já deve ter cicatrizado, e outra, não vou ficar sentada esperando você fazer tudo né. — Respondi provocando.

 

Vamos fazer assim, você vai comigo pescar assim que acordarmos depois vemos as bananas, e podemos ver se tem alguma nascente por aqui também. — Disse.

 

Pode ser. Só tem um problema...eu não sei pescar...— respondi já esperando uma patada.

 

Relaxa, meu pai me ensinou, posso te ensinar. — Disse ele com um sorriso quase imperceptível, estranhei sua resposta, normalmente ele é grosso.

 

Ok. — Com isso me afastei em fui para o meu canto remover o curativo da minha perna.

 

Minha perna já estava bem melhor, estava cicatrizando rápido. Depois, decidi ver se ele queria dormir, quando cheguei perto da cadeira ele não estava lá, andei mais um pouco e vi ele deitado, aparentemente exausto, peguei uma coberta coloquei nele e sentei na cadeira para olhar o céu enquanto ele dormia.

 

Observando o céu, comecei a pensar em todos que estavam no avião, meus amigos, comecei a me sentir mal, e não consegui conter as lágrimas ao pensar que nunca mais veria eles. 

 

A verdade dói. Num momento está tudo ótimo, no outro tudo se torna um caos. Já estávamos há uns dois dias nessa ilha e ninguém apareceu. Será que realmente alguém vai aparecer? Só foram dois dias, mantenha a calma Isa, podia ser pior. 

 

Muitas coisas passaram pela minha cabeça, e cada pensamento vinha acompanhando por lágrimas. Sempre me achei uma pessoa forte, mas nesse momento eu só queria estar em casa com meus pais. 

 

E foi pensando neles que não aguentei. Estava acabada. Estava tão distante entre pensamentos e lágrimas que não percebi ter acordado ele. Só notei sua presença quando ele sentou ao meu lado e me abraçou, senti que ele precisava daquele abraço tanto quanto eu então retribuo o abraço. E ficamos lá, abraçados em silêncio, cada um lidando com a perda a seu modo.

 

Você está melhor? — Perguntou sem soltar o abraço.

 

Mais ou menos. E você? —Perguntei.

 

Mais ou menos, não vai ser fácil superar. — Respondeu me abraçando com um pouco mais de força.

 

Obrigada...— sussurrei em seu ouvido.

 

Eu que agradeço...— sussurrou de volta.

 

Ficamos nos consolando por mais algum tempo.

 

Você precisa dormir um pouco, o dia vai ser cheio amanhã. — Ele disse, acabando com o abraço aos poucos.

 

Eu acordei você, me desculpe, pode dormir, vou ficar vigiando. — Disse terminando o abraço.

 

Não estou afim de discutir com você, vai dormir por favor. — Disse com calma.

 

Só um pouco, é para me acordar dessa vez! — Disse cedendo.

 

Não prometo nada. — Disse com um começo de sorriso no rosto.



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