História Sinas de Sangue - Capítulo 13


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Poderes, Saga Conspiração Dos Sete
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Palavras 1.644
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ficção, Romance e Novela, Saga
Avisos: Incesto
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Eu sei que fiquei um tempo enorme sem postar, mas... realmente, vou terminar <3 juro. Só deu bloqueio criativo :P

Capítulo 13 - Capítulo 12 - Johann Heilung


As poucas semanas que antecediam o Baile de Iniciação passaram voando. As aulas estavam cada vez mais puxadas, principalmente em Habilidade com Elementos e Esgrima. Agora Clarice e eu vivíamos ainda mais unidos e, no decorrer dos primeiros dias um pouco da antiga camaradagem que construímos voltara. Ela era minha parceira de esgrima e, tinha que admitir, estava cada dia mais hábil com uma espada em mãos.

No sábado que antecedia o Baile de Iniciação nós fomos chamados às 2h na Sétima Roda. Era a primeira vez nesse século em que Anciões e Primogenitus se encontravam todos no mesmo local. Dimitri estava ali, e um garoto tão alto quanto ele estava ao seu lado. Andrew Smith. Era parecido com o pai somente pela pele pálida. Os cabelos ruivos encaracolados e os olhos como pedaços do céu não eram em nada parecidos com ele. Catherine Casttelamari, ao contrário, tinha o mesmo tom de pele dos demais, com os olhos azuis como gelo, misteriosos, e os cabelos dourados e lisos, até a altura do ombro. Suas feições eram angulosas, mas bonitas. A filha, Alexandra, era uma mini-cópia da mãe, mas com cabelos negros como os de Clarice.

Dos Aer, Akira Mori era um homem baixo, com cabelos lisos, cortados de modo comum. Baixa estatura, mas seus olhos amarelo-claros pareciam ser preenchidos por pensamentos vagos. Seu filho, Ichiro, era mais alto e com as feições mais graves. Seus olhos eram da cor de cobre, irrequietos. Emi Sasaki era ainda mais baixa que Akira, mas os olhos, amarelados como os de uma águia, eram velozes e atentos a tudo ao seu redor. Yasu, ao contrário, tinha os olhos do mesmo tom de Akira, e neles também havia a mesma fluidez de pensamentos. Todos sabiam que Yasu e Ichiro iriam se casar quando terminassem a EFE – era costume dos Aer comprometer seus filhos assim que nascessem.

Dos Terra, o único que eu ainda não havia visto era Renan. Ele era alto e com os músculos bem definidos, assim como o filho. Mas tinha a pele mais morena, quase negra, e os olhos eram de um verde claríssimo, o que chocava de um modo fascinante contra a pele.

Heike e meu pai já estava lá. Ela era uma garota um pouco mais baixa que Clarice, com a pele tão branca como a minha. Seus cabelos eram prateados, longos até o quadril e com o corte em “V”. Seus olhos eram de um vermelho alaranjado e, apesar de ser muito bonita, sempre demonstrava uma fria calma. Parecia demais com Marie-Anne, que ainda não estava ali, sendo que a diferença eram os olhos. Marie tinha olhos rosados.

Pietro estava com Luca. Era a primeira vez que eu via o filho dele. Não era em nada parecido com o pai. Seus cabelos eram de um loiro escuro, quase castanho, e sua pele era morena que nem a de Fabio. Seus olhos eram da cor de lavanda. Só os traços eram de Pietro. Sabrina e a mãe, Andrea, não pareciam nada uma da outra e ela sorriu e acenou quando a vi. Heike não gostou.

E assim começa o espetáculo, pensei, acenando e rindo de volta.

– Você deveria se afastar da visionária. – Murmurou Heike. Voltei meus olhos para ela, nunca encarando seus olhos. Essa era a fonte dos seus poderes.

– E você deveria tomar conta do que é de sua responsabilidade. Quem eu falo ou não é da minha conta.

Então ela ficou quieta. Meu pai nada falou, mas vi um brilho de comédia em seus olhos. Eu e ele estávamos nos relacionando dez vezes melhor do que antes e a antiga rivalidade que tinha com ele se dissolveu. Apesar de discordarmos de muitas coisas, lá no fundo havia um homem que eu me orgulhava de chamar de pai.

Só faltavam os Corpus e a mãe de Heike. Sabrina foi a primeira a quebrar os grupinhos que estavam ali. Saiu saltitando da parte roxa, passou pela negra e me abraçou. Eu sorri ainda mais.

– E ai, ansiosa? – Perguntei, retribuindo o abraço. Ela me soltou e revirou os incríveis olhos lilases.

– Hmmm... oi para você também Johann. E o que eu deveria temer? Ah propósito, oi Sr. Heilung. Oi Heike!

Não, ela não atiçou a onça a ponto de ir abraçá-la, mas também percebi que não a olhou nos olhos. Hmmm... as vezes eu também queria ter mensageiros por todas as partes. Meu pai apenas acenou para ela e foi em direção à Emi, provavelmente falar algo do trabalho.

Aos poucos fomos nos misturando, enquanto esperávamos por Bonnie, Jean e Marie-Anne. Heike se distanciou e Sabrina começou a falar mais relaxadamente.

– Andrew está no último ano, então cuidado. Um falador pode ser uma baita surpresa... Ichiro também está no último ano, mas ele só tem invisibilidade, então penso que isso não será tão desafiador, mas quem sabe? Fabio, bem... Ele é um transformador. 4º ano... e, pelo o que pude coletar, um belo oponente. Sua irmã não lhe disse nada?

Dei de ombros. Na verdade Clarice me contara tudo sobre Fabio, assim como eu lhe contara tudo sobre Heike. Mas preferia ficar quieto no meio de tantas pessoas. Ela continuou com a falação.

– Luca, bem, você sabe. Não há muito escape de um pré-determinador de último ano, mas se você prestar atenção, com certeza vai achar as imperfeições dele. Um ataque surpresa é o máximo que você vai conseguir, mas acho que tem que ser ele a te atacar primeiro. E Benjamine... ele está no 3º ano e é maquinário. Provavelmente a única vantagem dele é que nunca vai perder a espada.

Ela riu, como se tivesse acabado de contar uma piada. Se Sabrina não estava preocupada em ganhar, eu estava. Eu precisava disso. Aos poucos, Marie-Anne chegou. Logo após chegaram Bonnie, com seu cabelo castanho claro em cachos abertos, sua pele clara e as feições miúdas. Louise, ao contrário, era loira, num tom escuro e com a pele igual à mãe. Jean vestia-se tipicamente francês, escondendo os cabelos escuros sobre a boina. Seu filho, Benjamine, apesar de se parecer muito com ele, estava vestido mais universalmente. Quando todos chegaram, Pietro e Catherine se puseram no meio da roda que formamos.

– Amanhã será aberta oficialmente a Copa dos Cem Anos, a primeira desse milênio. Vocês serão os primeiros das próximas dez gerações. Honrem suas Famílias e honrem os próximos que virão. – Disse Catherine.

Ergui uma sobrancelha. Tão fácil falar...

– A cada século, algo de diferente é feito, para lembrar-nos que são novos tempos, com novas oportunidades e novos pensamentos. Na vigésima sexta edição, faremos tudo em uma semana. Não haverá duas competições, e sim só uma, onde você deverá saber manipular uma arma e seus poderes ao mesmo tempo. – Pietro completou. – Amanhã será feito o sorteio na frente de todos os convidados e vocês saberão quem será seu oponente.

– Durante essa semana, além disso, vocês não ficarão nos Sobrados. Atrás daqueles muros há o que chamamos Os Jardins de Phoebe. Ao norte desses jardins há o Círculo Comunitário, que é um grande salão, aonde acontecerá o baile e todas as competições. Ao sul do Círculo há sete casas, que será onde vocês ficarão durante esse período. Uma casa para cada casal de Primogenitus. – Explicou Catherine.

Eles nos levaram para os muros atrás do Sobrado dos Anima e, ao abrirem os portões enormes, um verdadeiro paraíso mostrou-se para nós. Havia caminhos feitos por pedras e o Rio de Mileto aparecia ali na superfície. As árvores não eram muito altas, e predominavam as flores. Era um bom local para meditar e, sob a lua cheia, estava lindo.

Caminhamos silenciosamente para o norte, até aparecerem sete casas iguais, pintadas de branco, dispostas em três-três-um. À frente delas havia uma enorme estrutura circular. Meu pai e Marie-Anne levou a mim e a Heike a casa à esquerda, da fileira de três casas ao sul.

Havia duas suítes, cozinha e sala, tudo de um imaculado branco. Heike entrou com a mãe num dos quartos e eu só joguei a mochila que levava nas costas na cama do outro. Tirei meus tênis e abri as cortinas. Então ouvi um movimento atrás de mim. Sabia que era meu pai.

– Por que sempre branco? – Perguntei. – É uma cor amaldiçoada, não é?

Ele sentou-se numa cadeira que tinha junto a uma escrivaninha. Estava vestido uma blusa pólo vinho e jeans, com uma botina negra. Ele deu de ombros.

– Sim e não. Alguns a consideram amaldiçoada por ser considerada vazia. Mas, pelo mesmo motivo pode ser uma benção, afinal é um começo. Opiniões divergem.

Acenei. A expectativa começou a tomar meu corpo e isso tirava minha vontade de falar. Dentro de um dia iria começar a competir por algo de decidiria toda a minha vida e talvez de pessoas após a minha morte.

Heiz talvez tivesse alguma noção do que estava passando por minha cabeça, porque só se levantou e saiu, sem falar mais nada. Fiquei por muitas horas sem fazer nada, perdido em pensamentos. A luz do sol já se pronunciava quando abriram minha porta novamente. Mas, dessa vez, eu sorri.

– Oi mãe.

– Ansioso? – Ela perguntou, enquanto se sentava do meu lado na cama.

– E quem não está? – Perguntei, sorrindo meio nervoso.

– Tem razão. Acho que a única que está pouco ligando para o que está acontecendo é Bazzo.

Tive que rir. É óbvio que era Sabrina.

– Ela nunca está, não é mesmo?

– Bom, Heiz lhe deu algo para vestir amanhã?

Acenei; o smoking estava guardado na mochila que havia levado. Ela então suspirou.

– Clarice não vai nem dormir hoje. – Ela falou, rindo. – Deve estar mais nervosa que todos nós juntos.

– E quando ela não está? – Perguntei. Minha irmãzinha e suas preocupações. Joanne se levantou.

– Mas você tem que dormir. Entre vocês dois, você é quem mais deveria estar com a pulga atrás da orelha.

Eu ri.

– Eu? Jamais. É só mais uma competição.


Notas Finais


Bem gente... espero que gostem <3 o próximo capítulo sai ainda essa semana.


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