História Síndrome de Estocolmo - Capítulo 4


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Palavras 1.923
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ecchi, Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 4 - Sobre como esconder um corpo adequadamente dentro de seu...


Fanfic / Fanfiction Síndrome de Estocolmo - Capítulo 4 - Sobre como esconder um corpo adequadamente dentro de seu...

Capítulo Quatro – Sobre como esconder um corpo adequadamente dentro de seu apartamento precário enquanto tenta driblar olhares e ouvidos curiosos

Pânico. Você estava em pânico. Absolutamente. Totalmente. Nada vinha à sua mente. Nenhuma ação, nenhuma fala, nada. Você não sabia o que fazer diante de uma situação aterrorizante daquela.

Você havia matado um homem. Um homem rico e importante, ainda por cima. Certamente você pegaria umas três prisões perpétuas, porque a família daquele cara ia fazer com que você pagasse por umas cinco gerações. O que era curioso de se pensar, já que na cadeia você provavelmente não conseguiria ter sequer uma depois da sua.

Suas mãos desceram dos cabelos para o rosto. Você percebeu que estava banhado em lágrimas que nem sentira caírem. Deus do céu, tinha um cadáver no seu apartamento, morto por você mesma e você não fazia ideia de como prosseguir. Há poucos minutos, você estava cogitando que a morta da vez seria você. Dadas as circunstâncias, você até preferia essa opção.

Aos poucos, o desespero foi diminuindo e seu organismo pareceu voltar a funcionar de modo apropriado. Você esfregou os olhos e o rosto algumas vezes, acelerando o processo de despertar. Olhou o corpo do almofadinha no chão. Não havia sangue em lugar algum. Oh, não, havia sim, agora você via. Mas era apenas algumas gotas aqui e ali, nada muito alarmante. Você tinha a impressão de que o peito e a barriga dele se moviam, como se ainda respirasse, mas era tão sutil que você não tinha muita certeza. Então, abaixou-se para sentir a pulsação. Parecia que estava lá, mas você ainda estava nervosa e não sabia dizer se estava sentindo o pulso dele sob seus dedos ou se sentia o próprio coração, ainda batendo rápido e forte contra suas costelas. Você se ajoelhou ao lado do corpo e colou o ouvido no seu peito. Lá estava ele: um batimento cardíaco bastante suave e compassado que de modo algum correspondia ao seu. Só para garantir, você ainda colocou a palma da mão diante do rosto desacordado e conseguiu sentir a respiração quente que saía do nariz e dos lábios entreabertos.

Você sentou sobre os calcanhares e respirou bem fundo, fechando os olhos. Você não tinha matado aquele babaca. Por mais que você quisesse, não matá-lo era o melhor que você podia fazer naquele momento. Você não queria ser presa, julgada, condenada, estuprada, morta, abusada, explorada e todas essas coisas que acontecem com as pessoas na cadeia. Você estava bem com sua vidinha simples, sua bicicleta arranhada e seus joelhos inchados e roxos pulsando com o peso que você colocava sobre eles no momento.

Ótimo. Então você ainda não era uma assassina. Um peso enorme havia deixado o seu peito e você permitiu-se um meio instante de alegria. Mas ainda havia a questão de um tal de Park Chanyeol estar desmaiado na sua sala por causa sua – mas que, no fundo, era por causa dele mesmo. Se antes ele cogitava ir à polícia para denunciá-la, agora você tinha certeza de que seria a primeira coisa que ele faria quando acordasse. A não ser que ele perdesse a memória com a pancada, mas esse tipo de sorte só acontece em filmes.

O que você ia fazer? Você tinha que arranjar uma saída para essa maldita situação na qual você mesma se enfiara. Talvez você conseguisse argumentar algo quando ele despertasse, algum acordo...

A sugestão de acordo que ele lhe oferecera mais cedo piscou em sua mente e você se lembrou de que justamente ela havia sido a causa da agressão.

Não, acordos não iam funcionar. Conversas não iam funcionar. Obviamente, qualquer argumentação física também não adiantaria, pois ele era alto e forte, enquanto você era baixa e fraca.

Você lançou um olhar crítico para o desmaiado. Talvez fosse melhor que ele morresse mesmo...

Sacudindo a cabeça com força para espantar ideias imbecis, você decidiu que nada mais podia ser feito. Não estavam em suas mãos as atitudes que ele tomaria ao acordar. Você só podia torcer para que elas não fossem assim tããão negativas...

A única coisa que você podia fazer era acomodar seu “hóspede” e esperar. E deixá-lo sem meios de comunicação também. E sem acesso ao mundo exterior. Exterior em relação ao seu quarto.

Passando as mãos por baixo das axilas do almofadinha, você arrastou-o até o seu quarto, o que de fato não foi fácil nem tão silencioso quanto esperava. Quando você estava na metade do caminho, ouviu novas batidas na porta e o desespero dominou-a novamente: dessa vez sim devia ser algum vizinho reclamando e ele certamente veria o pseudo-cadáver que você tinha no seu apartamento, pois o ângulo da porta de entrada favorecia a visualização da porta do seu quarto – onde vocês dois estavam naquele momento.

Você congelou por um instante (você tinha que parar de ficar sem ação diante de situações tensas). Aquele cara era grande e pesado, mas você não podia deixá-lo no meio do caminho assim – imagina se ele resolvesse acordar? As batidas na porta ficaram mais insistentes e você reconheceu a voz do seu porteiro chamando-a do outro lado. Merda, a coisa devia ser séria. Você conseguiu gritar um “já vai!” ofegante antes de dar um grandessíssimo puxão que colocou o almofadinha imbecil de vez dentro do seu quarto. Você fechou a porta e rapidamente se dirigiu para a entrada.

- Oi. Boa noite – você abriu o maior e melhor sorriso que você tinha no seu acervo de expressões faciais. O porteiro lhe dirigiu um olhar intrigado, observando-a de cima a baixo.

- Noite. Tudo bem?

- Ahn? Sim, sim, tudo ótimo – você respondeu talvez rápido demais, a respiração totalmente descompassada. Céus, você devia estar uma bagunça. Passou a mão nervosamente nos cabelos, tentando ajeitá-los – Por que a pergunta?

- Alguns vizinhos disseram ouvir... barulhos... como uma briga. Ficamos preocupados e eu vim verificar – e então ele se aproximou, falando mais baixo – Aquele cara fez alguma coisa?

- Cara?

- Sim, um cara engravatado que veio te visitar... Bom, ele disse isso, pelo menos... – a preocupação no olhar do porteiro crescia visivelmente e a sua situação apenas piorava. Agora definitivamente você não poderia esconder aquele maldito para sempre no seu assoalho, pois o porteiro o vira e sabia que ele estava ali – Você quer que eu faça algo? – ele tinha a voz tão baixa e sussurrante que era quase cômico – Quer que eu chame a polícia?

- NÃO! – você se xingou mentalmente pela reação escandalosa – Não, não, haha, que isso... Olha, está tudo bem... Não se preocupe, está tudo ótimo mesmo. Foi só uma coisinha, mas já passou. Agora tá tudo bem, cem por cento bem. Benzão – como se não bastante a ênfase ridícula e nada natural da sua fala, você ainda fez um sinal de “certo” com a mão. Patético.

Você percebeu que o porteiro estava esticando o pescoço por cima do seu ombro, tentando localizar o almofadinha. Você agradeceu aos céus por tê-lo trancado no seu quarto.

- Ele, ahn, ele vai passar a noite aqui, porque... Ele é um amigo – você se apressou a esclarecer – Ele é um velho amigo. Colega, na verdade. De escola. Primária. Ele... ele tá morando em outra cidade, então... ele veio me visitar e vai passar a noite... porque... está muito tarde... e tal... Nós estávamos só conversando, você sabe, sobre... os velhos tempos... As coisas às vezes se exaltam um pouco, hehe...

Você esperava estar com um sorriso tranquilo e convincente na cara, porque já se perdera na própria história há horas. Você também esperava que a sua expressão não tivesse se alterado muito quando pensou ter ouvido um gemido baixo vindo dos seus aposentos.

- Hm, sei... Esse cara... Eu posso falar com ele rapidinho?

Seus olhos provavelmente deram uma arregalada básica.

- Ah, é que... ele estava tão cansado que acabou dormindo já. A viagem foi bastante longa, ele mora... bem... longe... até. É que ele tem um compromisso esse final de semana aqui, então... sabe? Ele veio. E aproveitou para visitar.

Dessa vez, você definitivamente tinha ouvido algo no seu quarto. Você precisava se livrar do porteiro rápido para controlar qualquer que fosse a situação.

- Mas ele é realmente uma boa pessoa e é meu amigo e tá tudo bem – você teve que se concentrar para não revirar os olhos – Boa noite, e muito obrigada pela preocupação! Tchau!

Você trancou a porta atrás de si antes que o porteiro tivesse chance de falar algo e disparou para o quarto. Deu de cara com uma figura meio moribunda escorada nos pés da sua cama, olhando o celular.

Bom, era questão de sobrevivência, certo?

Você voou até ele, rápida como um raio, e arrancou o celular de suas mãos. Sorte que ele parecia meio grogue, então ele só resmungou com uma cara de dor.

- Você... sua vândala...

Você verificou e ele não chegara a ligar para ninguém. Respirou aliviada.

- Olha, desculpa... Eu não queria te bater desse jeito nem nada do tipo, é só que... nós podemos primeiro conversar com calma sobre as coisas?

Seus olhos buscaram os dele, aguardando uma resposta. Que não viria tão cedo, pois ele aparentemente caíra no sono ou apenas desmaiara novamente. Ou será que dessa vez ele realmente tinha morrido? Ai, deus!

Você correu até o lado da cama para verificar os sinais vitais do infeliz, mas, assim que você colocou a mão sobre o seu pulso, ele reagiu, agarrando os seus pulsos de volta, bastante desperto para o seu gosto.

Era claro que ele estava tentando dominá-la para fugir dali e denunciá-la na primeira delegacia que encontrasse. Você não podia deixar aquilo acontecer. Sua vida estaria acabada. Que chances você teria contra uma pessoa daquela estirpe? Por melhores que fossem os seus argumentos, a influência dele sempre ganharia. Você tinha que mantê-lo ali até ter uma resposta favorável, um acordo não degradante, qualquer coisa do tipo.

Mas ele era muito forte. Mesmo ainda abalado pela pancada na cabeça, ele conseguiu dominá-la facilmente enquanto tentava recuperar o celular que você pegara.

- Nós não podemos conversar? – você pediu, em vão, em um tom angustiado.

- Você-é-maluca! – ele respondeu entredentes, com os olhos tão arregalados que o maluco parecia ele – Não dá pra conversar com gente assim! E fique sabendo que agora você conseguiu me irritar de verdade e, assim que eu sair dessa espelunca, eu vou direto até uma delegacia para-

Usando toda a força que você tinha, você acertou-o na cabeça com o celular. Ele cambaleou e soltou um grito ao levar uma das mãos à cabeça, no local onde você tinha acertado.

- Shh! – você fez, apavorada com a possibilidade de o porteiro ainda estar do lado de fora, escutando tudo.

- “Shh” é o caramba, você está tentando me matar! – ele gritou novamente, o que estava lhe deixando apavorada, pois já era bem tarde.

Você foi para cima dele, tapando a sua boca com a mão que estava livre. Ele pareceu subitamente ofendido e se esqueceu da dor, torcendo seu braço de um modo tão doloroso que você temeu que o quebrasse.

Bom, que escolha você tinha a não ser largar o celular no chão, pegar o peso de papel de cima da penteadeira e esmagar a cabeça daquele idiota??? O almofadinha finalmente perdeu as forças e caiu desfalecido de novo.

Dessa vez você nem deu muita bola. Ele já se mostrara cabeça-dura o suficiente para sobreviver a duas pancadas. Situações drásticas pediam medidas drásticas. E aparentemente era esse o jogo que precisava ser jogado com Park Chanyeol.



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