História Singular - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Once Upon a Time
Personagens Emma Swan, Regina Mills (Rainha Malvada)
Tags Swanqueen
Exibições 72
Palavras 3.381
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 7 - O almoço


Fanfic / Fanfiction Singular - Capítulo 7 - O almoço

Regina estava deitada na cama encarando o teto depois de ter chorado ao ver a foto do filho no celular, já não havia dormido direito, mas sabia que precisava se levantar, Lola estava com a cabeça escorada em sua barriga e a olhava como se entendesse que a dona estava chorando.

— Está tudo bem comigo Lola, não se preocupe filha! – Acariciou sua cabeça e essa já levantou um pouco o corpo esperando que Regina se levantasse. – Quer sair? Vamos?

Lola já pulou da cama e chegou à porta, Regina abriu a porta do quarto e a porta da sala para que Lola fosse fazer suas necessidades matinais, depois do susto daquele dia, Regina conferiu muitas vezes se tudo estava trancado corretamente, colocou ração e trocou a água dela, voltou ao quarto e alguns minutos depois voltou com sua roupa de corrida, tomou um copo de suco de laranja, pegou seu mp3 e saiu, fez o mesmo caminho de sempre, de 5 em 5 minutos ela olhava o celular, parecendo que esperava por alguém, quando chegou a rua de sua casa ela parou de correr e começo a caminhar devagar, olhou novamente o relógio, olhou pra frente e reconheceu o carro de Emma ainda distante, acho que sua estratégia de ver Emma tinha dado certo, Emma por sua vez passou com o carro bem devagar por ela, e acenou, Regina retribuiu com seu sorriso encantador, as duas continuaram seus caminhos com um sorriso bobo nos lábios.

Pov Regina

Eu poderia ser alguém com destino certo na vida, posso não sentir algo além de atração por mulheres, mas com certeza Emma Swan me deixou esperando por uma ligação no dia seguinte. E esse era, um de meus conselhos mais importantes: mulher quando não está interessada, não liga, não corre atrás. É claro que eu não iria ligar depois dos emails, queria muito mais não iria.

 

Na quinta-feira meu humor estava completamente obscuro. Minha paciência estava no limite, minhas piadas estavam afiadas e o meu dia havia sido terrível. Culpa, é claro, da idiota que ainda estava esperando por uma ligação. Nem que seja para confirmar o almoço ou para esclarecer que ela havia perdido o celular. Mas então, Emma realmente não ligou. Na sexta-feira, Belle estava animada para o final de semana e no final do dia me contava o que faria com todos os detalhes, eu só poderia está perto de meus dias por que aquela TPM não era normal. Belle era uma querida e era a pessoa mais próxima de mim, apesar de ser mais nova, tem uma cabeça muito boa pela idade e sempre me convidava para sair com ela e sua melhor amiga, mais hoje especialmente não estava nem conseguindo ouvir o que ela dizia.

 

Faltava exatamente cinco minutos para fechar a clínica. Belle já havia saído para encontrar com Dorotty, eu a liberei pra sair um pouco mais cedo somente para que ela parasse de falar. Eu estaria mentindo se dissesse que não havia gravado o número de Emma em minha agenda e seria a maior mentira do mundo se eu negasse que já havia a adicionado no whats. Olhava sempre a foto dela, mas não tive coragem de enviar nada. Achei melhor ir ao mercado comprar os ingredientes e hoje mesmo adiantar as coisas para o almoço, passei em uma loja grande da cidade e comprei dois livros, um para Henry (O Herói Perdido) e um para Emma (O tempo), a ansiedade estava a mil, mais precisava fazer tudo direito e com calma. Lavei todas as folhas e vegetais que ia usar, deixei em uma vasilha com água, cortei e temperei o salmão, para sobremesa comprei sorvete, mas fiz também um doce bem clássico pudim de leite condensado assim acho que não tem como errar.

Eu já havia checado minha roupa dezenas de vezes nos últimos 20 minutos, a calça jeans skin, botas de saltos médios, a blusa sem manga verdes de decote V que erguia meus seios com o colar médio entre eles, casual para alguém que estava em casa, mais sexy de um jeito não provocador. A campainha tocou e Lola já saiu desesperada na frente e em segundos já estava no portão, antes de aparecer e descer as escadas ajeitei os cabelos, suspirei fundo e apareci no alto da escada. Emma estava atrás do Henry que já fazia carinho na cabeça da Lola, ela estava linda, “Meu Deus” pensei. Ela estava completamente diferente das vezes que a vi, usava uma calça estilo montaria com botas cano longo, sem salto, uma blusa regata preta e uma jaqueta preta que marcava muito a cintura, cabelos estava soltos e dava pra ver que foi arrumado, e também usava uma maquiagem leve, mais bem marcada nos olhos verdes lindos, na boca um batom quase da cor da boca dela, linda, só posso dizer que essa é sem dúvida a mulher mais linda que já vi, ela sorria vendo a animação de Henry e Lola.

— Bom dia para você, Lola já veio recebê-los da melhor forma...com lambidas. (Todos riram)

— Que saudade que estava dela, é sim Lola eu estava com muitas saudades. – Henry dizia.

— Pronto. – Disse abrindo o portão. – Por favor! Entrem. ­–Dei espaço para que passassem e eu poder fechar o portão. – Tudo bem lindo, cadê meu beijo? – Disse abaixando para receber beijo do Henry que atendeu meu pedido e já me abraçou de novo, como nas outras vezes, se soltou e já foi subindo as escadas com Lola seguindo atrás dele, me virei para Emma.

— Oi Emma seja bem vinda a minha casa, fiquei em duvida se a cumprimentada com beijo no rosto ou não, preferi só indicar o caminho com as mãos para que ela pudesse ir a minha frente.

— Chegamos muito cedo Regina? Henry estava ansioso demais acho que nem dormiu essa noite.

— Não claro que não, já estava os aguardando, o almoço já está pronto. – Como uma boa lésbica claro que olhei para sua bunda enquanto subia as escadas em minha frente, e não só para a bunda, mais costas, pernas, tudo era tão bem desenhado que quase perco o ar só de olhar. – Entre Emma, sente-se aqui no sofá um pouco, você aceita um vinho, tenho branco e tinto.

— Vou confiar em você, não sou de beber muito, mais aceito para te acompanhar.

— Então branco, espero que goste, escolhi com carinho. – Caminhei até um pequeno balcão na sala que tinha duas garrafas e duas taças, peguei o vinho branco servi e voltei me virando para Emma que olhava para um porta retrato perto da TV, entreguei a taça para ela e toquei a minha na dela:

— Saúde!

— Saúde. – Ela respondeu sorrindo, e voltou a olhar a foto. – Quem é o garotinho na foto?

Eu não me preparei para essa pergunta, eu agora? Como responder, como a verdade lógico.

— É meu filho. – Me levantei peguei o porta retrato e o celular que estavam próximos, esse é ele bebê e esse é ele hoje. – Mostrei a foto no celular.

— Ele é lindo Regina, tem quantos anos?

— Obrigada ele tem 8 anos, igual o Henry.

— Que legal, ele podia estar aqui hoje, iam brincar muito juntos. – Emma disse animada, mais logo parou percebendo que tinha algo errado. – O que aconteceu, eu disse algo errado?

— Não claro que não. – Olhei para o porta retrato e disse. – Eu também queria muito que ele estivesse aqui, mais eu não o vejo a 6 anos.

— Eu sinto muito Regina, ele mora com o pai?

— Não Emma, ele mora com a mãe dele, antes que você imagine o que seja, já vou adiantar, eu fui casada com a mãe dele. – Aqueles olhos me olharam com espanto. – Sim eu sou lésbica, espero que isso não te faça correr com o seu filho daqui.

— Não...claro que não, eu nunca faria isso...eu só não entendi porque você não pode ver ele.

— É complicado Emma. Muito complicado, mas hoje não é dia de tristeza, vamos para a mesa antes que o almoço esfrie? – Me levantei coloquei o porta retrato de volta no lugar, Emma também se levantou, foi até a porta e chamou Henry para almoçar.

— Vamos lavar essas mãos para almoçar filho. – Emma pegou a mão do filho e eu logo me adiantei.

— Podem usar o banheiro do meu quarto, fica a primeira à direita, o outro banheiro está com um vazamento e desliguei o registro, preciso arrumar alguém para arrumar.

— Se precisar de indicação posso perguntar para o meu pai, ele conhece a cidade inteira.

— Ah sim se puder eu agradeço, eu pedi para a secretária, mas já faz uma semana e nada. –Disse com cara de insatisfeita.

—Amanhã mesmo já te passo o telefone, pode ficar tranqüila. Vem filho, primeira à direita né? – Emma perguntou.

— Sim... Vem Lola, vou colocar o seu almoço, vem garota linda da mamys. – Coloquei a ração para a Lola e terminei de colocar o almoço na mesa, tudo estava dando muito certo, fora a parte que já tive que contar para Emma que gosto de mulher, vi o espanto nos olhos dela, espero que quando sair daqui da minha casa, não deixe de falar comigo, farei de tudo para que isso não aconteça.

— Pronto Lana, já lavei as mãos. Humm macarrão, você acertou é a minha comida preferida. – Disse um garoto todo eufórico.

— Sério que eu aceitei sua comida preferida? – Pisquei para a Emma que chegava perto dele.

— Não é mesmo mãe? Que macarrão é minha comida preferida? Ela acertou.

— Sim acertou. – Emma sorriu para mim e se sentou ao lado do filho. – E pelo jeito ela vai agradar nós dois, está com uma cara ótima Regina.

— Espero que esteja realmente bom.

O almoço foi bem tranqüilo, depois da sobremesa Henry pediu para ir brincar com a Lola que já estava ansiosa olhando para ele com aquela cara que só labrador sabe fazer.

— Pode ir sim, mas cuidado na escada. – Emma recomendou.

— Tá bom mãe! – Gritou já do lado de fora da casa.

— Meu Deus...È normal essa energia toda Drª? (risos)

— Claro que sim Emma, muito normal...anormal seria ele querer continuar à mesa quieto. (risos). E então fui aprovada como chefe de cozinha?

— Sim, muito... o risoto de camarão uau, maravilhoso, salmão com alcaparras, a salada, tudo ótimo, você está de parabéns! Eu não sou muito boa de fogão, faço o básico.

— Eu sempre gostei muito e fui aprimorando depois que meus pais morreram, eu era muito nova, estava no primeiro ano de medicina, tinha me mudado para perto da faculdade, empenhada em estudar, sem amigos, então sempre que me lembrava de algo que minha mãe fazia, pegava o caderno de receitas dela e tentava fazer, e assim fui aprendendo, as vezes dava errado, as vezes certo (risos) até aprender mesmo.

— E você não tem irmãos?

— Não...eu fui filha única, e minha mãe e meu pai também eram filhos únicos, resumindo não tenho nem primos, meus avós também já faleceram. – Suspirei.

— Você tem seu filho? Porque não tenta uma reaproximação?

— Não tem como Emma, você quer mesmo saber o que aconteceu? – Emma balançou a cabeça afirmando que sim. – Eu conheci e Zelena no hospital onde eu trabalhava, ela era auxiliar de enfermagem, trabalhava na minha equipe, a gente teve um envolvimento, mas ela tinha um namorado, mesmo sabendo disso eu me envolvia cada dia mais, passou um tempo eles brigaram e ela terminou o namoro, estava tudo bem entre a gente, mas ela gostava dele eu sentia, algum tempo depois do termino do namoro ela começou a passar mal e eu logo desconfiei que fosse gravidez, colhemos o exame de sangue que confirmou, ela estava mesmo grávida. – Era horrível reviver isso, não sei por que contar todos os detalhes pra Emma, mas sinto confiança nela, então continuei. – Ela procurou o ex namorado e contou a ele que estava grávida, mas ele não acreditou que o filho era dele, a humilhou, ela voltou destruída, eu a apoiei, cuidei dela no momento mais difícil, eu a pedi em casamento, disse que cuidaria dela e do bebê, e ela aceitou a gente foi morar juntas, eu curti toda a gravidez, preparamos tudo para a chegada do Daniel, assisti o parto, e por 2 anos aquela foi minha família, minha vida, aquele bebê foi meu filho. – Não segurei as lágrimas, fechei os olho e então senti Emma segurar em minhas mãos, abri os olhos só pra ter certeza que eram suas mãos e sim ela esfregava o polegar em minhas mãos num gesto de carinho, como se dissesse que vai ficar tudo bem, engoli o choro e continuei. – Um certo dia quando cheguei em casa, ela simplesmente me disse que estava indo embora com o Daniel, que tudo tinha sido um erro que o Daniel tinha direito de ter um pai e ela estava lutando pra isso, que estava voltando com o pai dele e que estava fazendo isso pelo amor que tinha pelo filho, ele estava no colo dela e chorava querendo que eu o pegava e ela não deixava, ele se jogava empurrava ela, mas ela irredutível, saiu pela porta da  minha casa e nunca mais me deixou se aproximar do menino, e eu não pude e não posso fazer nada, porque o Daniel está com a mãe e pai dele, não há nada que eu possa fazer, nada que justiça possa fazer, eu tive que me conformar, eu sofri, eu tive depressão, eu quase desisti de viver, parei minha vida por 4 anos, então uma amiga um dia chegou em minha casa com uma caixa eu nem me levantava da cama, ela ia lá, cuidava da casa, da minha alimentação e até da minha higiene pessoal, ela deixou a caixa do meu lado na cama e falou:

“Estou deixando uma coisinha pra você aqui nessa caixa, mas você vai ter que cuidar muito bem...eu estou indo viajar e só volto em uma semana, as coisas que você vai precisar estão em cima da mesa da cozinha, lá tem as instruções, e no congelador tem as porções de comida para você é só descongelar, esquentar e comer.”

— Eu nem prestei atenção no que ela tinha dito, só olhei para a caixa, era uma caixa de papelão normal, de uns 50 centímetros, fechei meus olhos e dormi, acordei com algo molhado em minha boca, levei um susto enorme quando abri o olho e vi um cachorrinho me lambendo, olhei para a caixa e ela estava virada, peguei imediatamente o celular e liguei pra Sarah, minha amiga, o celular dela estava desligado, eu o empurrava e ele voltava me lamber, achava que eu estava brincando com ele, na verdade era ela, era a Lola, logo ela começou a chorar querendo descer da cama, então a peguei e coloquei no chão, ela andou pelo quarto cheirando tudo, parou bem na frente da porta e fez xixi, morri de raiva, mas por um momento eu pensei, a Sarah cuida tanto de mim, agora ela precisa que eu cuide do filhote dela, eu não posso negar, vou ter que pelo menos alimentar e limpar o xixi...pensei. Então me levantei fui até a lavanderia peguei um pano e o produto de limpeza e limpei o xixi, voltei à lavanderia, lavei o pano, fui até a mesa, lá tinha ração, os potes para água e ração, uma caminha, brinquedos, bolinhas, biscoitos para cachorro, cobertinhas e etc... E também um bilhete onde dava as instruções para cuidar do filhote, incluindo: “passear com ela toda tarde ou ela vai comer toda a sua casa.” Achei um exagero até ela comer meus chinelos, a caminha dela, dois travesseiros, então no terceiro dia resolvi passear com ela, coloquei a guia e sai, achei super estranho sair na rua pela primeira vez depois de tanto tempo, o segundo dia foi mais fácil, o terceiro mais, as pessoas paravam pra conversar comigo por causa dela, as noites ela chorava muito ficava em pé querendo subir na cama, não tinha jeito toda a noite ela tinha que dormir na cama ou eu não dormia, ela não se contentava em somente dormir na cama tinha que dormir encostada em mim, quando eu estava triste ela colocava a cabeça no meu peito e ficava me olhando, como se soubesse que eu estava triste,  acabou que ela passou aquela semana, Sarah me ligou, pela minha voz ela já percebeu que algo tinha mudado, então perguntou se eu podia ficar mais uma semana com a filhotinha, eu disse que sim, porque já tinha até me acostumado com ela, com rotina da Lola, e foi assim que a Lola me trouxe de volta a vida, a sociedade, ao trabalho.

— Regina que barra você passou... Não tenho nem palavras, mas que idéia genial da sua amiga, claro um filhote precisa de atenção, cuidado, carinho, e eles devolvem tudo em amor, Lola foi uma heroína em sua vida.

— Foi sim Emma, por isso é muito importante agradecer você, por socorrer ela, por cuidar dela com todo carinho, gastar seu tempo, seu medicamentos, eu comprei uma lembrancinha para você é o Henry, vamos até a sala que vou pegar. – Me levantei e Emma falou.

— Ai Regina, não precisa, ei vamos organizar a cozinha primeiro, vou te ajudar.

— Claro que não Emma, depois eu cuido disse rapidinho, vem para cá.

— Regina, se não me deixar ajudar eu não aceito mais nenhum convite seu. – Ela disse, eu me virei e a olhei.

— Quer dizer que ganhei uma amiga?

— Claro que sim, mas pra isso precisa me deixar lavar a louça. (risos)

— Se é pra ganhar uma amiga então, eu confesso que odeio lavar louça. – Fiz uma cara feia e depois sorri. – Mas primeiro vem até aqui.

Peguei um embrulho que estava no balcão e a entreguei, ela abriu toda empolgada e sorrindo leu: “O tempo”. Eu expliquei

— Esse livro traz novas frases, sensações e pensamentos escritos por Clarice Lispector  selecionados por  Roberto Corrêa dos Santos, um dos maiores estudiosos da autora.

— Eu amo Clarice Lispector Regina, você acertou de novo, e amo ler.

— Eu também, e gosto de escrever também algumas coisas, pensamentos, coisas do meu coração, tem uma dedicatória ai com algo que escrevi há algum tempo atrás não tinha dona quando eu escrevi, mas hoje me pareceu que escrevi para você.

Emma abriu a página e leu:

Emma

"Não te conheço pessoalmente mais sei exatamente como você é.

Nunca vi os teus olhos mais conheço perfeitamente o teu olhar.

Não sei tudo sobre você e nem você sobre mim mais o que sabemos e o suficiente pra que tanto eu como você sejamos inesquecíveis uma na vida da outra. Se nós somos eternamente responsáveis pelo que cativamos, então essa responsabilidade de te cativar quero ter sempre."

Regina Mills

 

— Isso é lindo, obrigada. – Emma me surpreendeu com um abraço apertado e demorado, acho que ela podia sentir meu coração bater descompassado.

— Eu posso comer mais sorvete Regina? – Henry entrou na sala e Emma me soltou apressadamente.

— Claro que pode, mas antes quero te dar um presente. – Peguei o pacote dele e entreguei, ele abriu igual à mãe, eufórico, quando abriu leu o nome:

— “O Herói perdido” Deve ser legal, obrigada Regina. – Outro abraço surpresa, esses dois sabem mesmo como abalar minhas estruturas.

— Que bom que gostou, agora vamos pegar sorvete.

— Ebaaa. – Henry correu para a cozinha.

Emma só foi embora depois de ajudar com a louça mesmo, e esperar por três vezes os apelos do filho pra ficar mais um pouco, quando saíram de lá já estava começando a escurecer.

— Obrigada Regina pelo convite, estava tudo uma delicia, divertido, adorei nossa conversa, obrigada pelos presentes, desculpe qualquer coisa.

— Obrigada vocês por terem vindo, Lola e eu adoramos ter vocês aqui com a gente e vamos esperar vocês mais vezes.

— A gente vai vir mesmo né mãe? Agora que você conhece a Regina, minha mãe até já sonhou com você Regina. – Emma tentou com que ele não terminasse a frase e ficou vermelha.

— É mesmo? – Perguntei para ele.

— Sim minha mãe não se lembra do sonho, acho que eu estava doente porque ela gritou Reginaaaaa Ahhhhh. – Henry imitou o que ouviu naquela manhã. Fazendo com que Emma, o pegasse pega mão e caminhasse em direção ao portão.

— Tchau Regina, a gente se fala pelo whats, amanhã te passou o número do encanador.

— Tchau Emma, tchau Henry, até mais. 

Ela sonhou comigo...mas o que? Pra Emma ficar tão envergonhada assim, esse grito foi de prazer, meu Deus Será???



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