História Sinner - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias My Chemical Romance, The Killers
Personagens Bob Bryar, Brandon Flowers, Frank Iero, Gerard Way, Mikey Way, Ray Toro
Tags Frank Iero, Frerard, Gerard Way, My Chemical Romance
Visualizações 119
Palavras 3.075
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá! Peço desculpas pela demora, creio que isso não vá mais acontecer. Agradeço aos que estão lendo, aos que manifestam opiniões e aos que simplesmente acompanham a história em silêncio. Você são maravilhosos.
Ps: O inbox das minhas mensagens está sempre aberto. ♥

Capítulo 7 - Capítulo 6


 Bob sempre foi um grande boca aberta.

Gerard tinha certeza que, se quisesse que toda a cidade soubesse de algo, bastava passar a informação para o loiro, sentar e esperar; A notícia se alastraria feito o fogo que é conduzido por uma trilha de gasolina.

Da mesma forma, o ruivo também tinha completa certeza da pontualidade de Frank. O mais novo nunca escondeu a enorme responsabilidade que tinha e todas as qualidades que isso lhe trazia. Nunca estar atrasado era uma delas; Sempre que Gerard chegava para encontrá-lo nas quartas e nos sábados, ele já estava lá. Então, como já era de se imaginar, chegar naquela sala enorme e não encontrar o diácono foi completamente deprimente. Não havia Iero com seu sorriso tranquilo e a alegria que transparecia em seu olhar enquanto comentava, religiosamente em todas as vezes, o quanto estava feliz porque Gerard realmente havia vindo.

O ruivo não teve para quem responder que jamais perderia uma chance de aproveitar aquela companhia, não viu a bíblia aberta sobre a mesa ou teve a chance de sentir o calor emanado do corpo do menor a cada vez que arrastava-se um pouco mais para perto dele simplesmente porque não havia ninguém ali.

O vento que entrava pela porta sempre aberta agitava as chamas frágeis das velas em uma dança débil, tal como se fosse uma representação física da esperança que queimava o coração de Gerard por dentro. Sabia que Frank não se ausentaria sem explicar-se; Mesmo em tão pouco tempo, o conhecia bem o bastante para que pudesse confiar nele.

Tanto quanto desejava que ele confiasse em si.

Os minutos se arrastavam e as rajadas de vento traziam para dentro as folhas secas, flores mortas e nada da presença alheia. O cotovelo já descansava sobre a mesa e o rosto contra a própria mão, tão atento na direção da porta que sequer notou quando as velas começaram a se apagar uma por uma. Depois de duas horas, o fogo desistiu de derreter a cera sobre o castiçal de bronze e o ruivo cansou de esperar, agonizar sozinho.

Começou a caminhar por cada conto daquela igreja, procurando por Bob em vez de Frank. Queria uma informação e tinha certeza de onde iria conseguir. Passou pelo salão paroquial, o salão principal da igreja e a sala onde eles se reuniam com as crianças; Checou na enorme cozinha, bateu na tesouraria e espiou pelo vidro da janela que o cômodo trancado estava vazio, o que lhe deixou somente com uma única opção.

Arrastou os passos até a casa onde os dois diáconos viviam com o padre, tocando a campainha até que desistisse de entrar por bem. A igreja estava completamente vazia, o que dividia suas chances entre dar de cara com Brandon, Bob e Frank. Não encontrou ninguém em nenhuma das janelas do andar de baixo, ficando até mesmo na ponta dos pés para espreitar na janela do banheiro apenas por precaução. Notou uma janela aberta no segundo andar e, com aquele vento típico que anunciava um temporal de verão, aquilo indicava que alguém estava em casa.

Ou que ninguém ali se importava em dormir num colchão encharcado.

Somente um dos quartos tinha sacada; Havia uma escada esquecida no canto do jardim e um ruivo motivado a entrar naquela casa mesmo que precisasse escalar o lugar com as mãos nuas. Apoiou a escada enferrujada ao lado da sacada, respirando fundo pois o rangido alto de ferro velho e corroído se fazia presente a cada degrau que ele subia. Quando chegou no último e apoiou a mão nos balaústres da sacada, olhou para baixo por um instante e deu um impulso impensado, empurrando a escada para cair deitada no chão outra vez ao que se jogou na sacada.

Estava, definitivamente, velho demais para aquilo.

Não precisou forçar muito e o pequeno fecho da porta da sacada cedeu, afinal, ninguém se preocupava com segurança naquele buraco de cidade simplesmente porque nada acontecia lá; Gerard sabia que o maior risco que corria era perder sua carteira e vê-la ser devolvida com uma capa de crochê.

Adentrou o cômodo e foi preenchido pelo aroma amadeirado unido ao cheiro típico do almíscar, tendo uma leve essência de lavanda no final. Havia uma cama de casal próxima a porta da sacada, um aparador com algumas imagens religiosas e gavetas trancadas com chaves, sendo este no mesmo tom de ipê envernizado do guarda-roupa. Tudo ali era circunspecto de uma forma que praticamente gritava o nome de Brandon.

Saiu do cômodo devagar, fechando a porta atrás de si e encontrando-se no meio de um corredor. Em sua frente conseguia ver a escada e teve que escolher entre seguir pela direita ou esquerda, decidindo-se pela segunda opção.

O sucesso em sua invasão durou por mais cinco passos até que Bob saiu por uma das portas, observando o ruivo como quem vê um parente falecido caminhar. O mais velho elevou o indicador aos lábios num pedido por silêncio antes de empurrar o loiro de volta para dentro do quarto que ele havia acabado de sair.

– Gerard! – A voz escapou aguda demais. – O que você está fazendo aqui? Como você entrou? Meu Deus, voc...

– Eu toquei a campainha um milhão de vezes e fui ignorado, então... Eu entrei.

– Por onde?!

– Cara, sério. A segurança de vocês é péssima. – Deu ombros. – Eu quero saber o que aconteceu com Frank. Eu fiquei esperando ele até agora e ele simplesmente... Não apareceu?

Gerard parecia ter sido atingido com um lapso de consciência sobre o quão extremo estava sendo. Assustaria o mais novo dessa forma?

Mesmo que a resposta fosse sim, já era tarde demais.

– Bom... Ele... – Bob arrastou a mão pela franja loira, respirando fundo. – Ele está doente.

– Robert, mentir é pecado. – Gerard cruzou os braços, mantendo a expressão inquisitiva. – E disso eu entendo.

– Gerard, olha... Ele ficou sabendo que você estava bebendo com aquele investigador e ficou magoado pois você sucumbiu aos vícios outra vez. "Todas as coisas me são lícitas; mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas; mas eu não me deixarei dominar por nenhuma." Eu tenho certeza que ele leu essa passagem de Coríntios para você. – Bob pronunciou as frases da Bíblia com uma certeza invejável, mas o ruivo já não o escutava mais. Sequer se lembrava da última vez em que havia deixado uma gota de álcool tocar seus lábios e aquilo era muito injusto.

– Quando? Como? Eu não bebo desde que eu me fodi em Nova York, cara. Se eu fizer isso, acho que meu pai vai me deserdar.

– No bar... Eu e Brandon...

Ao ouvir o nome de Brandon, Gerard desistiu de tentar achar alguma explicação lógica naquilo e contornou o corpo de Bob, abrindo a porta de forma rude antes de sair pela casa gritando o nome alheio.

Então qualquer boato era suficiente para jogar todo o esforço de Gerard no meio do lixo?

Gritou uma, duas, três vezes. Sentia cada letra arranhar sua garanta em meio a voz embargada, sem sequer pensar que poderia dar de cara com Brandon a qualquer momento. O loiro o seguia, mas qualquer pedido por silêncio era inútil já que ele estava tão obstinado a encontrar o garoto naquela casa. Quando ameaçou começar a descer os degraus, viu um vulto no final do corredor e parou por completo.

Os olhos levemente inchados de Frank o observavam com o mesmo espanto de Bob minutos antes, carregando um ar de decepção. O suéter que usava era grande mais para seu corpo e o rosto levemente marcado indicava que ele estava dormindo até então. Queria dizer a ele o quanto pensou que era alguém diferente de todos que já havia conhecido em seus vinte e oito anos caminhando em um mundo tão filho da puta; Que estava enganado ao achar que Frank era diferente das pessoas naquela cidade, que errou ao pensar que o mais novo era seu porto seguro em meio ao furacão.

Queria mandar Frank ir se ferrar e deixar claro que não iria sentir falta dele, mesmo sabendo que isso era a maior de todas as mentiras. Seus dias sem a presença alheia pareciam intermináveis e a simples idéia de não tê-lo mais ao seu lado era o suficiente para lhe fazer perder o controle ainda mais.
    E, em vez de todas as palavras que se atropelavam em sua garganta, a única coisa que conseguiu fazer foi segurar o rosto alheio entre ambas as mãos, emoldurando os traços abatidos do diácono com cuidado.

– Frank... Você está queimando em febre. – Franziu o cenho, apoiando as costas de uma das mãos contra a testa dele. – O que aconteceu?

– Eu não sei. – Frank deitou levemente o rosto contra a mão que continuava em sua bochecha. – Mas Brandon foi comprar um remédio.

– Você precisa de um médico. A febre quer dizer que algo está errado contigo e...

– É só uma febre, Gerard. – Frank encolheu-se no toque. Bob havia abandonado os dois para descer pelas escadas até a porta de entrada, observando aflito pela janela. Poderia não ser o maior fã de Gerard, mas amava Frank como se fosse seu irmão mais novo. Conviveu com ele desde quando os dois eram crianças e, definitivamente, não arriscaria vê-lo ser agredido por Brandon outra vez.

No andar superior os dois voltaram para o quarto de Frank; O ruivo logo fechou a porta atrás de si e pressionou os lábios sobre os alheios, suspirando naquele contato.

– Eu não acredito que você pensou que eu estava bebendo...

– Você... Você está com o Jared, não está?

– Nunca. – Afastou o rosto minimamente, selando os lábios sobre os alheios outra vez. –  De onde você tirou isso?

– Me falaram que você estava bebendo com ele e... As mensagens que ele te manda, quando eu te vi com ele na delegacia e você sorria para ele...

Naquele instante, Gerard descobriu a sensação de ganhar na loteria. Ainda estava chateado com o mais novo, mas vê-lo com ciúme era uma confirmação que os sentimentos eram recíprocos e ele não pôde esconder o sorriso quase maldoso.

– Frank, eu n...

– Eu entendo, de verdade. –  Dessa vez, o moreno foi quem pressionou os lábios alheios. – Ele é um cara mais velho, alguém... Livre.

– Ele tem um filho, Frank. Uma esposa. E eu tenho você e, eu juro, eu jamais trocaria esse teu sorriso besta por qualquer outro. Não importa quem seja, o que tenha... Eu só quero ter você por toda essa minha vida que era tão ferrada antes de te encontrar. Parece loucura e talvez eu seja completamente louco, mas... Só você consegue calar os demônios da minha alma, acalmar meu pensamento. Você fez mais por mim, simplesmente estando ao meu lado, do quê todos os anos que passei tomando remédios ou em clínicas.

O mais novo queria respondê-lo, desculpar-se, encolher-se na própria vergonha de ter desconfiado do outro mesmo que ele não tivesse explicado o que aconteceu na noite em que foi visto pelos outros dois, mas teve os lábios tomados em um beijo afoito, agarrando-se a gola da camiseta de Gerard com ambas as mãos enquanto o puxava para si. Passou a recuar os passos sem deixar que os lábios alheios escapassem por um único instante, parando quando sentiu a parte de trás das pernas colidindo contra a própria cama. Queria ter o ruivo ali e agora.

No instante em que inverteu as posições e praticamente o jogou contra a cama, ouviu as batidas pesadas contra a porta serem seguidas pela voz do outro diácono.

– Brandon chegou. – Foi tudo o que ele falou antes de voltar para o andar de baixo, preparando-se para enrolar o padre ali o maior tempo possível.

O loiro não tinha maldade suficiente para notar o que realmente acontecia entre Frank e Gerard, apenas havia aprendido a respeitar a amizade dos dois. E também era inocente o bastante para achar que conseguiria atrasar Brandon com qualquer outra coisa quando Frank estava doente no andar superior. O padre lhe deixou com as sacolas do supermercado e pegou um copo de água, acomodando algumas torradas e geleia em um prato antes de subir até o quarto alheio.

Frank estava deitado e e protegido pelo cobertor até a altura do maxilar, tremendo por conta da situação em que quase foi pego. O ruivo não estava em lugar nenhum a ser visto e o padre sequer desconfiou de algo.

– Meu anjo... Olhe para você. Tão frágil. –  Deixou o remédio sobre o criado-mudo junto do lanche que trouxera, sentando-se na beirada do colchão. – Está tremendo, pobre criatura. Acordou há muito tempo? – Os dedos esguios de Brandon acariciavam os fios escuros e ele não hesitou em selar os lábios na bochecha do menor.

– Não muito. –  Exibiu um sorriso fraco. – Obrigado pelo remédio.

– Não precisa me agradecer, anjo. Você é um presente vindo dos céus e cuidar de ti é uma forma de agradecer a Deus por ter enviado você só para mim... Por ter me dado seu mais belo anjo para cuidar e amar tanto. –  Deslizou os dedos sobre a orelha alheia e seguiu até a nuca, deixando que a mão descansasse por baixo do suéter e da camiseta alheia. – Irei fazer uma sopa para ti esta noite, hm? Mesmo achando que essa sua febre é mais emocional do que física, não quero arriscar lhe dando qualquer coisa. E, antes de dormir, você fará outro lanche, combinado?

– Certo.... Obrigado, mais uma vez.

– Cuidar de você é uma bênção, luz dos meus olhos. Desde a primeira vez que te vi... Senti o chamado para que eu sempre lhe protegesse. E isso é o que vou fazer até o momento em que subirei para o paraíso ao encontro de Deus. – Selou outra vez os lábios na bochecha alheia, arrastando devagar os dentes ali antes de sorrir ao vê-lo encolher-se em cócegas.

– Ei! –  Frank pronunciou entre o riso frouxo.

– Isso nunca falhou. Desde quando você era bem pequeno, eu sempre consegui te fazer rir dessa forma. – Brandon amava qualquer tipo de poder que pudesse ter sobre ele. – Eu vou tomar um banho e ajudar Robert com o jantar. Você vai descansar, certo? – Frank concordou com a cabeça. – Meu Deus... Até mesmo enfermo és a mais bela das criações divinas.

Brandon caminhou para fora do quarto sem desgrudar os olhos de Iero, cuidando de fechar a porta atrás de si para que nada atrapalhasse seu descanso. Gerard esperou por um tempo, pouco demais aos olhos alheios, antes de sair de baixo da cama.

– Você sabe que tem algo muito errado aqui, não sabe?

– Gerard, você precisa ir. – Atirou os cobertores ao chão, segurando a mão alheia enquanto abrir a porta para espiar. Conseguia ouvir o barulho do chuveiro na outra ponta do corredor, caminhando para fora do quarto junto do ruivo.

– Frank, é sério. Eu tenho m...

– Depois nós conversamos, eu juro. – Ao que atingiram a escada, Frank lhe roubou um selar breve e o arrastou pelos degraus até a porta da frente. – Me perdoe por desconfiar de você.

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Gerard havia pedido para que Frank fosse até sua casa na sexta de manhã. Enviou o recado através de Bob e, por mais incrível que pudesse parecer, aquele loiro linguarudo estava sendo absolutamente perfeito nesse aspecto. A avó havia saído cedo para algo que envolvia comprar um novo vestido para o casamento da filha do prefeito e o almoço com as amigas, o que dava ao ruivo tempo suficiente para conversar com Frank sobre porque diabos Brandon tratava o moreno daquela forma.

Claro, nem tudo saiu como o esperado.

Gerard acabou com o próprio membro afundado nos lábios alheios - Frank estava ainda melhor naquilo - antes de sentí-lo dentro de si por duas vezes. E acabaram abraçados completamente nus em um momento tão íntimo e clichê que, novamente, era como se o mundo lá fora não existisse. O ruivo não queria estragar aquilo mencionando o que presenciou na quarta-feira.

– Quem vai casar?

– Raymond  e Christa.

– A filha do prefeito?

– Isso. – Frank riu. –  E o filho do banqueiro.

– Essa cidade é formada por clichês. – Juntou-se ao outro na risada, deixando-se levar pela carícia do menor em suas costas nuas. – Meu irmão também vai casar em breve. Você deveria ir comigo.

– Michael? – O ruivo sorriu ao notar que o outro lembrava-se de um detalhe tão bobo. – Quer me levar para Nova York só para celebrar um casamento, Way? –  Riu.

– Não. Quero que vá... Como meu namorado?

Iero calou-se. Continuou a observar o rosto delicado do homem que continuava deitado em seus braços, esticando-se o suficiente para lhe beijar a testa antes de voltar a repousar a cabeça sobre o travesseiro.

– Você sabe que isso não daria certo...

– Por que não?

– Nós não pertencemos ao mesmo mundo, Gerd.

– Sério? Não me venha com e...

– Sim. É sério. Basta v...

Não pôde terminar. Gerard tinha ambos os braços apoiados no colchão, ladeando a cabeça alheia enquanto o beijava. Se aquilo que Iero falava fosse verdade, não iria querer ouvir nunca tais palavras.

E, entre gemidos e uma mão abusada que escorregou entre as pernas de Gerard e o estimulou até que ele atingisse o ápice mais uma vez naquele meio de tarde, Frank precisou ir.

Havia dito, quase quando chegou, que padre John retornaria para a cidade por conta da celebração do casamento e que realmente precisava estar lá quando ele chegasse.

Gerard o acompanhou até a porta e tomou um banho demorado, seguindo o rumo da delegacia em seguida. Relatou ao homem de cabelos compridos tudo o que presenciou naquele quarto, praticamente cuspindo de forma frustrada algumas das palavras ditas por Brandon.

– Você ainda não confia em mim o suficiente para me contar o quê fez o caso ser aberto outra vez? – Brincava com o distintivo alheio entre os dedos, elevando o olhar ao maior.

– É que... – Ele ponderou, prendeu as mechas rebeldes do cabelo solto atrás da orelha e encarou o ruivo de volta. Sabia a infração que estava prestes a cometer, mas não iria medir esforços para não perder outro caso. – Margareth havia escrito algumas cartas para a irmã que mora em Londres desde aquela época e, por algum motivo, todas as cartas acabaram retidas no correio de lá por esses anos e foram entregues meses atrás.

– E o que tem nessas cartas?

– Ela... Descobriu algo que pode ter abalado o casamento deles.

– Então ele a matou?

– É isso que eu vou descobrir.

– Onde Frank entra nisso tudo?

Não ganhou uma resposta e, pelo quanto que conhecia de Jared, sabia que ele não diria mais nada.



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