História Sinônimo de Sangue - Capítulo 11


Escrita por: ~ e ~Deyna_Dey

Postado
Categorias Mitologia Egípcia
Personagens Personagens Originais
Visualizações 9
Palavras 1.148
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Notas do Autor


Oi! Oi! Oi!

- Boa Leitura!

"X'hau" significa qualquer palavrão no português.

Capítulo 11 - Capítulo 11


As horas foram se passando e com isso o mal humor de Miriã também, começaram a ter uma conversa agradável envolvendo lembranças e pensamentos futuros. Se esqueceram até mesmo de tomar café e também do almoço, não perderiam aquele momento em família por causa de comida.

O dia estava extremamente relaxante e calmo, todos na vila felizes com a folga era apenas o segundo dia, faltavam cinco. Miriã e Arão juraram que iriam aproveitar cada segundo daquela folga juntos e arrumariam um jeito de contar o seu relacionamento, sem escandalizar a família. 

A casa rústica tinha um ar de muitos risos e alegria, de vez em quando uma lágrima ou outra escapavam dos olhos dos pais que dariam, se possível, a vida para salvar seus filhos.

Entre um assunto e outro sempre muita gargalhada e uma olhada na janela, só para conferir, se algum feitor não estava na porta.

Miriã já estava mais contente, fazendo carinho em seu namorado e recebendo olhares fraternos de seus pais. Arão agora estava sentado no chão, Anrão falou que seria melhor para ele se ficasse apenas no chão, caso alguém inconveniente olhasse na janela. Arão foi um pouco relutante mais ficou lá mesmo assim, indo a cozinha de vez enquanto, pegar água gelada e passar no rosto que começava a ficar roxo por conta da batida na mesa.

Em meio a tantos assuntos se esqueceram completamente de ir visitar Amália, ela que apesar do corte, estava grávida e precisava de uma atenção redobrada. 

Amália rodeava a cama bruscamente, pensando se gritava ou não, a dor do corte estava sendo absurda e já não aguentava os "chutes" que seu bebê dava em sua barriga.

Num tinha saído para arrumar comida em algum lugar e disse que logo voltaria. Porém, demorava muito tempo para chegar, em torno de uns 10 minutos que para Amália, pareciam a eternidade inteira. 

- Cheguei! - Num avisou sorrindo, trazendo em suas mãos uma cesta com alguns alimentos.

- Aí! - Amália reclamava baixinho de sua dor, contorcia seu corpo para chegar a uma posição menos dolorosa.

- Amália eu trouxe mantimentos que daram para uns dois dias. - Num sorrindo entrou no quarto, seu sorriso foi desmanchado vendo aquela cena pouco agradável. - O que houve?

- Es-tá do-doendo. - Ela falou com as mãos sobre a barriga.

- O corte abriu? - Num perguntou chegando ao seu lado.

- Ain-da não. - Amália respondeu entre dentres. - Doe de-mais. 

- O que eu faço? - Num perguntou alvoroçado. - Não tenho ideia de como amenizar a dor.

- Nã-o se-i. - Amália apertando a manta com a mão livre. - Cha-me Joque-bede.

- Eu não sei se é um boa ideia. - Num abaixando a cabeça. 

- Por-quê?

- Briguei com Arão por causa de você. - Num pegando a mão da esposa.

- Vai cha-mar ela-a. - Amália apertou a mão dele. - Diz que fui eu.

- Eu tô com vergonha. - Num corou.

- Va-i lá! - Amália pediu quase implorando. 

- Eu vou por você! - Num beijando levemente os lábios da esposa, que reclamou baixinho da dor que a ação causou.

Num sentiu que tinham colocado duas vidas em suas mãos, um peso grande de responsabilidade caiu sobre ele, sentiu suas pernas tremerem com o impacto. 

Passou a mão pela rachadura da porta, pedindo mentalmente que Arão perdoasse seu ato violento. Ergueu as mãos até a fechadura da porta e, ouviu Amália reclamar com a dor que o corte fazia. Encheu seus pulmões de ar e, saiu de casa repleto de coragem.

Caminhou devagar e um pouco rápido, fazendo o meio perto dos dois. Queria chegar logo por conta das "vidas" que estavam na sua mão, e também tarde por causa da vergonha que sentia toda vez que lembrava-se de Arão. 

Como a casa não era tão distante logo chegou, parou em frente a porta lembrando-se do exato momento em que o agrediu. Passou as mãos no rosto sentindo seu suor ficando frio. Em um rápido segundo deu dois toques na porta, e esperou a resposta.

Lá dentro a conversar foi pausada, sem nenhum murmúrio. Sabiam que teriam outros dias para conversar. Arão levantou para atender e foi impedido por Anrão. 

- Deixa eu ir, papai. - Arão pediu.

- Eu até já sei quem é. - Anrão empurrando de leve Arão até a cama onde Miriã estava. 

Miriã o segurou para que não batesse sua cabeça novamente. Fez gesto batendo duas vezes com as mãos na parte vazia da cama, como se o chamasse para sentar junto com ele. Ele sorriu e sentou ao seu lado, esperando para saber quem era a pessoa do outro lado da porta.

- Num! - Anrão abrindo a porta e dando espaço para que o amigo passasse. Ele por sua vez não entrou, apenas pediu:

- Vamos até minha casa, Amália está muito mal. 

- O que houve? - Anrão preocupado, perguntou. 

- Acho que o corte está abrindo. - Num apreensivo. 

- Podemos ir todos? - Anrão perguntou, lembrando-lhe de sua família. 

- Claro, quanto mais ajuda melhor. - Num sorriu. 

Anrão acentiu para o amigo, entrou para dentro do quarto e chamou seus filhos e Joquebede. Arão e Miriã disse baixinho:

- Não queremos ir. 

- Por quê?

- Não, ontem já teve a confusão e hoje poderá ser ainda pior. - Miriã advertiu. - Não vamos!

- Vocês poderam nos ajudar. - Joquebede lembrou-lhes. 

- Mas não queremos. - Miriã repetiu. - Vamos evitar conflitos. 

- Então se querem assim. - Anrão dando de ombros. - Podem ficar.

- Miriã arrume as coisas do almoço e também a casa junto com Arão. - Joquebede pediu. 

- Sim. - Miriã e Arão acentiram. 

- Cuida bem dela. - Anrão pediu piscando. Anrão sorriu e disse:

- Como de custume, vou cuidá-la com todo o carinho. - Arão envolvendo Miriã em um abraço. 

Anrão e Joquebede sorriram e negaram com a cabeça, saindo de casa.

- Cadê o casal? - Num perguntou. 

- Eles não vêem. - Anrão dando de ombros. 

- Por quê? Seria uma ajuda a mais. Uma não, duas. 

- Vão ficar cuidando da casa. - Joquebede sorrindo de canto. - E aproveitando que não tem ninguém para namorarem sozinhos. 

Anrão parou de andar e encarou Joquebede sério, pensando no que Arão e Miriã poderiam fazer. Balançou a cabeça e falou firme:

- Vou busca Miriã. 

- Não Anrão. - Joquebede pegando no braço. - Deixe eles.

- Arão pode induzir Miriã a pecar. - Anrão direcionando-se para voltar.

- No que pensou? - Joquebede rindo.

- Arão pode induzir Miriã a pecar.

- Você acha que nossa filha faria isso?

- Com Arão. 

- Não, só depois do casamento. Anrão, Miriã é bem grandinha para mandar no próprio corpo. - Joquebede o empurrando para a casa de Num. 

- O que foi isso, meu amigo? - Num rindo junto com Joquebede. - Miriã se casará pura, disso eu garanto. 

- Acho que foi o instinto paterno.

- Também achamos. - Joquebede chegando até a casa.


Notas Finais


Comentem :)

1002 beijos no polegar esquerdo do pé. Ok?

- Até breve!


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