História Sinônimos - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Tags Fluffy, Gay, Gravidez, Kaisoo, Melhoresamigos, Mpreg, Yaoi
Exibições 431
Palavras 3.457
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Fluffy, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Adivinhem quem está de volta? Isso mesmo, a preguiçosa aqui. Mas eu voltei e agora é pra ficar ~canta~
Eu estava aqui, atoa de madrugada e veio a inspiração. Claro que não poderia deixar passar, né? Perdoem os erros, to com sono já e revisei daquele jeito hauhhjngj não foi betado.

Capítulo 3 - Beijos, café e morangos


O estudante de direito achava engraçado quando, no ensino médio, seu professor de química tentava lhe explicar, através de cálculos e fatos científicos, os acontecimentos da vida. Enchia a boca enquanto falava "nada acontece por um acaso"; achava que estava sendo altruísta ao passo que tentava do seu modo, convencer as pessoas de que o amor não passava de reações química. 

Kyungsoo sempre fugiu de pessoas que tentavam encontrar uma explicação para tudo. Era por isso que gostava de Jongin – não gostar de estar apaixonado, mas sim de "E ai, cara, o que acha de sermos amigos pelo resto da vida?" –, o moreno nunca lhe pedia por explicações. Ele apenas dava de ombros e, com um abraço apertado, juntava todos os pedaços de Kyungsoo. 

Jongin era silencioso; seu silêncio conversava com o de Kyungsoo. 

Naquela manhã de março, enquanto roía as unhas já curtas e balançava os pés esperando seu nome ser chamado, Kyungsoo estava prestes a ter um infarto. Céus, hospitais o deixavam louco! E aquele seria sua primeira ultrassonografia. 

Sentiu seu corpo relaxar quando a mão grande de Jongin sobrepôs a sua, trazendo a si uma calma imediata. O moreno continuou com um sorriso cálido no rosto enquanto tentava passar para seu namorado a calma que não reinava em si. Já fazia cerca de uma semana em que Kyungsoo resolvera aceitar a proposta de Jongin, desde então, estavam namorando e morando juntos. O mais velho achou que seria uma boa ideia dar uma chance a Jongin, afinal, não tinha nada a perder, e além do mais, ele era o pai do serzinho que crescia dentro de si. 

– Está nervoso? – Mesmo que Jongin já soubesse a resposta, queria uma confirmação de Kyungsoo. Ele balançou a cabeça três vezes seguidas e voltou seu olhar para o corredor de iluminação parca. – Não precisa ficar nervoso, hyung. Estou aqui. – Murmurou tentando lhe passar confiança. 

– Tem alguma coisa errada, Jongin! Eu mal completei três meses e já estou parecendo uma bola! O Sehun não ficou balofo assim! – Jongin segurou um riso ao ver Kyungsoo inflar as bochechas, irritado. Tinha que admitir que Kyungsoo havia ganhado uns quilinhos nas últimas semanas, mas aquilo era bom. Significava que o bebê dentro de si estava crescendo bem. Não? 

– Mas o Sehun é magrelo, hyung! – Disse tentando acalmá-lo, mas a tentativa foi frustrada. 

– Jongin... Impressão minha ou você me chamou de gordo? – Espremeu os olhos enquanto encarava Jongin com um olhar mortal. 

– O-o que?! Claro que não! O que eu quis dizer que é cada corpo reage de uma forma diferente á gravidez! 

– Hm... Faz sentindo. – Suspirou levando a mãozinha até sua barriga e fez movimentos circulares, deixando um sorriso pequeno pintar seus lábios. – Estou tão ansioso! Mal vejo a hora dele ou dela nascer! 

– Eu também! – Exclamou animado. – Vamos fazer tantos cosplays! – Os olhos de Jongin brilharam em expectativa. 

– Que mané cosplay, o que! Não vou deixar você levar meu filho naqueles eventos malucos! 

– Nosso filho! – Ressaltou – Ou você fez com o dedo? – Kyungsoo franziu o cenho, e quando ia responder, uma enfermeira parou á sua frente. 

– Do Kyungsoo? – Ele aquiesceu. – Por favor, acompanhem-me. – Kyungsoo levantou rapidamente, puxando Jongin pela mão e foi, com o coração em taquicardia, até o consultório do Dr. Wu. Deu três batidinhas na porta e após ouvir o médico o mandar entrar. Adentrou o local com um sorriso tímido no rosto. 

– Sejam bem-vindos! Sentem-se, por favor.  

– Obrigado. – Respondeu Jongin sentando-se ao lado de Kyungsoo. 

– É sua primeira gestação? – Viu o rapaz balançar a cabeça enquanto mordia o lábio inferior em puro nervosismo. – Não precisa ficar nervoso, tudo bem? Vamos apenas fazer uma ultrassonografia para sabermos se está tudo bem com o bebê. Não sentirá dor, okay? – Ele achou adorável a maneira automática como Kyungsoo balançava a cabeça. – Deite-se na maca e levante a camisa, por favor.  

Nem quando descobriu que estava grávido, Kyungsoo ficou tão apavorado. Parecia que seu coração ia sair pela boca a qualquer momento!  

– Eu vou espalhar um gelzinho na sua barriga, tudo bem? É um pouco gelado.– Kyungsoo respirou depressa quando o gel tocou sua pele. Wu deslizou o sensor em sua barriga e logo a sala foi preenchida por um som que fez os olhos de Kyungsoo encherem-se de lágrimas. Jongin sorriu pegando na mão de Kyungsoo enquanto fitava uma imagem confusa no ecrã do monitor portátil. – Espera… – O obstetra parou o sensor e olhou curiosamente para a tela.  

– O que foi, doutor? Há algo de errado? – Jongin perguntou preocupado.  

– Estou ouvindo dois corações.  

– Será que é por que o Kyungsoo também tem um? – Questionou Jongin. 

– Não é por isso.... Ele está grávido de gêmeos. – Os olhos de Kyungsoo triplicaram de tamanho – se é que fosse possível – enquanto Jongin ia perdendo a cor.  

– O que? – Sua voz indagou em um sussurro. Antes que Kyungsoo pudesse ter alguma reação, avistou Jongin no chão, apagado. O médico o socorreu, o colando na poltrona que tinha ali, em alguns minutos o rapaz recuperou os sentidos e encarou Kyungsoo, piscando os olhinhos.  

– Você está bem? – O Wu perguntou, calmo. Riu ao ver Jongin afirmar. – É normal acontecer isso com pai de primeira viagem.  

– V-você tem certeza que são gêmeos? – Jongin perguntou, um tanto quanto perdido, ainda desacreditando. 

– Absoluta. – Sorriu. – Pelo visto, está tudo bem com os bebês. Vou prescrever algumas vitaminas, porque não será fácil. Você vai começar a se sentir mais cansado, com os pés e tornozelos inchados. Caso aconteça algo, como uma dorzinha ou um sangramento, quero que liguei. Tudo bem? Vou marcar uma consulta para daqui três semanas. – Kyungsoo, que ainda não tinha se manifestado, olhava para um ponto no chão. Mil pensamentos rolavam pela sua mente naquele momento.  

Será que ele seria um bom pai? 

...

Com os dedos engordurados e cheios de farelos, Kyungsoo limpava os últimos resquícios de um salgadinho que estava comendo enquanto olhava o sobrinho no centro da sala. Hae Jin estava quase a adormecer enquanto assistia um desenho qualquer, do qual Kyungsoo já havia decorado as falas. Sehun estava trabalhando enquanto Luhan preparava o jantar. Kyungsoo pegou-se pensando em como seria quando os bebês nascessem. Sua maior preocupação no momento era em saber como seu irmão reagiria diante de toda aquela situação.

Há alguns anos, Kyungsoo ouviu alguém falar que você se sentirá completo quando encontrar a pessoa certa. Era por esse motivo que ele sempre tentava arrumar um namorado, por sentir-se vazio. Mas, estranhamente aquele vaziozinho estava se preenchendo a cada dia que passava, e ele não entendia o que estava acontecendo.

Talvez fossem os bebês. Claro, os bebês. Até porque, ele não estava começando a se apaixonar por Jongin e por aquele sorriso infantil que ele dava quando Kyungsoo amanhecia ao seu lado; claro que não.

Malditos hormônios! Por que Jongin tinha de ser tão bonito e adorável? 

– Aish, por que estou pensando em você? – Disse enquanto se levantava para ir até o quarto pegar um cobertor para colocar sobre Hae Jin. Estava começando a esfriar conforme a noite caía. O bebê dormia calmamente com a bochecha gordinha encostada sobre o travesseiro, e era incrível como ele parecia com Sehun. Os mesmos lábios finos e traços bonitos, mas a personalidade... Bom, era tão manhoso e chorão quanto Luhan.

Kyungsoo não estava tão nervoso quanto de manhã, mas ainda estava com medo da reação do irmão ao descobrir que ele estava grávido. De gêmeos.

Quando reparou que Hae Jin estava em um sono profundo e não acordaria tão cedo, Kyungsoo levantou-se e limpou os farelos da roupa, sacudindo-as enquanto ia até a cozinha. Luhan cantarolava uma música chinesa, baixinho, enquanto fazia kimbap. O mais novo aproximou-se sorrateiramente, sentando no banco de frente para a bancada e ficou encarando Luhan enquanto mordia os lábios, querendo iniciar uma conversa.

– Você quer dizer alguma coisa, Kyungsoo-ah? Por que está acanhado dessa maneira? – Perguntou desviando a atenção da comida e olhando para Kyungsoo. Luhan era um bom observador.

– Hyung... O que você sentiu quando descobriu que o Sehun estava grávido? – Luhan franziu o cenho, estranhando a pergunta, contudo, deixou um sorriso bonito abrir em seus lábios e respondeu:

– Eu senti medo. Muito medo, porque foi um descuido. É claro que eu pensava em ter filhos, mas não assim, do nada. Porém, foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida. Não tem felicidade maior do que ouvir seu filho falar pela primeira vez, acompanhar o crescimento dele, acompanhar toda a gravidez. É uma coisa maravilhosa. – Disse sorrindo ainda mais.

– Nunca passou pela sua cabeça: será que vou ser um bom pai? 

– Várias vezes. Eu posso não ser o melhor pai do mundo aos olhos alheios, mas para o meu bebê, eu sei que sou. E é isso que importa... Mas por que está curioso sobre isso? – Arqueou a sobrancelha, olhando diretamente para Kyungsoo enquanto cruzava os braços no peito, tomando um pose intimidadora.

– É que... Hm... Eu tenho um amigo que está grávido, sabe? Ele descobriu faz pouco tempo, e está perdido. Está com medo de não ser um bom pai, e eu não sei como ajudá-lo. – Luhan deixou os braços cair ao lado do corpo enquanto Kyungsoo contava a história. – O outro pai sabe sobre o bebê, e o pediu em casamento, mas eles não se amam para se casar, são melhores amigos... O-o que você faria no lugar dele? – Abaixou a cabeça, brincando com os dedos. Quando Luhan entendeu tudo o que estava acontecendo, ele arregalou os olhos e abriu a boca, encarando Kyungsoo surpreso.

– V-você...  Você está grávido do Jongin? – Kyungsoo olhou rapidamente para cima, encarando o cunhado, temeroso por ter sido pego em sua mentira. O mais novo prendeu o lábio com o dente e aquiesceu, voltando a olhar para o colo, onde suas mãozinhas estavam. Ele apertava o tecido da calça de moletom com a ponta dos dedos, nervoso. No momento em que o chinês ia responder, Sehun entrou na cozinha segurando dois pacotes vazios de salgadinho, batendo os pés no chão.

– Yah, Luhannie! Eu já disse para você parar de comprar essas porcarias! Você está estufando meu irmão com esses salgadinhos! Acho que você deveria parar de comer essas porcarias. Está ficando gordo. – Sehun disse despreocupado, mas estranhou quando Kyungsoo levantou ruborizado e gritou com a voz embargada: 

– Eu não estou gordo, que caralho! – Correu até o banheiro e fechou a porta, deixando um Sehun com os olhos arregalados para trás. Sehun estranhou a atitude do irmão e deu graças a Deus por Hae Jin não ter acordado.  

– Você é um idiota. – Luhan estalou a língua no céu da boca e foi até a porta do banheiro, sendo acompanhado por Sehun. O mais velho alertou-se ao ouvir os soluços de Kyungsoo. – Soo? O que foi? Está tudo bem? – Encarou Sehun com os olhos espremidos quando não ouviu uma resposta vinda de Kyungsoo. – Por que você disse isso? 

– E-Eu só disse que ele deveria parar de comer aqueles salgadinhos, porque está ficando gordo... Eu não disse nada demais! Ele está virando uma bolinha por causa dessas merdas que você compra pra ele! 

– Você é um... – Quando Luhan ia responder, Kyungsoo abriu a porta do banheiro, fazendo ambos olharem para ele com um olhar preocupado. Seu rosto estava vermelho e algumas lágrimas brilhosas rolavam por sua bochecha. Luhan entregou a mistura de massa para Sehun e envolveu o corpo pequeno em um abraço, afagando as costas dele. – Por que está chorando, amorzinho? Não liga para o idiota do seu irmão, você não está gordo. Você está lindo. Não é, Sehun? – Encarou o marido por cima dos ombros de Kyungsoo, que apenas bufou a revirou os olhos. 

– Eu não estou gordo... Estou grávido. – Kyungsoo sussurrou enfiando o rosto no peito de Luhan. Sehun arregalou os olhos e permaneceu em silêncio por bons segundos.

– Você está falando sério? – Kyungsoo aquiesceu em resposta a Sehun. – Quem foi que te engravidou, Kyungsoo? Ele vai assumir a criança? Não me diga que é do cretino do Baekhyun... Se ele não assumir, eu vou quebrar a cara dele! 

– Foi o Jongin. – O mais novo parou de dar chilique e encarou Kyungsoo com uma sobrancelha arqueada, logo, um sorriso bonito apareceu em seu rosto.  

– Eu sabia que isso iria acontecer! Sempre soube que vocês ficariam juntos! – Sehun comemorou dançando até o centro da sala. Sehun adorava Jongin.

Luhan fitava Kyungsoo preocupado, sabia  perfeitamente que ter um filho não era fácil, estava preocupado com toda a situação. Contudo, estava feliz. Adorava crianças e saber que iria ganhar um sobrinho ou sobrinha o deixou radiante. Ele entrelaçou os dedos aos de Kyungsoo e o guiou até a cozinha, seguindo Sehun que o ajudaria a fazer o jantar.  

– Se você precisa de qualquer coisa, saiba que estaremos aqui, tudo bem? E quanto a nossa conversa anterior, você deveria dar uma chance ao Jongin. Deixe-se ser conquistado, e case-se com ele. Ele é um bom garoto, e tenho certeza que fará de tudo para te fazer feliz. E você, Kyungsoo-ah, é maravilhoso. Tenho certeza absoluta que será um ótimo pai. – Luhan disse de uma forma amorosa, animada. – Nem acredito que vou ser tio! Meu deus, esse bebê será tão lindo! 

– São gêmeos. – Kyungsoo ouviu travessa de vidro que estava nas mãos de Sehun se espatifar no chão.   

...

Assim que a lua atingiu seu ápice no véu escuro naquela noite, uma chuvinha fraca iniciou-se, fazendo a temperatura cair consideravelmente. Kyungsoo gostava de chuva. Era perfeita para ler um bom livro enquanto desfrutava de uma xícara de café. Contudo, mesmo que não houvesse fatos científicos sobre isto, visando não fazê-lo ter complicações na gravidez, o médico havia recomendado que não era bom que o baixinho ingerisse cafeína. Um biquinho contrariado permanecia em seus lábios enquanto lia "O diário de John Winchester". O garoto era um Hunter fanático, então, deliciava-se com as páginas propositalmente envelhecidas.

O menor fechou o livro e suspirou. Não tinha a menor graça ler sem poder tomar seu precioso café. Olhou no relógio e concluiu que seu namorado já deveria ter chegado em casa. Devido a algumas circunstâncias – por exemplo: Kyungsoo sempre acordava enjoado e ficava boa parte da manhã indispostos –, Jongin havia mudado seu horário, transferindo-se para o período noturno para ficar com Kyungsoo na parte da manhã, já que a ideia de deixar o namorado grávido e passando mal sozinho estava fora de cogitação, e também, poderia ir com este em todas as consultas. Kyungsoo também havia mudado seu período, já que não estava conseguindo acordar cedo nas últimas semanas.

Ah, por que que gravidez tinha de ser tão difícil?

Alertou-se quando ouviu a porta da sala abrir-se e alguém deixar um molho de chaves sobre a mesa; o garoto fitou a porta do quarto esperando Jongin passar por ela, mas isso não aconteceu. Sendo assim, Kyungsoo calçou as pantufas e foi curioso até a cozinha, de onde ouvia barulho de panelas, afinal, Jongin não costumava cozinhar, já que sua comida era quase tóxica. Estreitou os olhos enquanto encarava Jongin esquentar água.

– Jongin-ah? – Chamou, atraindo a atenção do moreno para si. – O que está fazendo? – Arqueou a sobrancelha, olhando para o bule no fogo. 

– Ah, eu comprei café descafeinado... – Disse mostrando o pacote em cima da pia. – Sei que gosta de tomar quando está chovendo. – Abriu um sorriso caloroso. Aquela demonstração de carinho e preocupação foi o suficiente para aquecer o coração de Kyungsoo.

Por que Jongin tinha de ser tão perfeito?

Kyungsoo ficou em silêncio por alguns segundos e envolveu o namorado em um abraço, fazendo Jongin arregalar os olhos inicialmente pelo ato, mas, logo levou a mão até a linha da coluna de Kyungsoo, descendo o digito ali em uma carícia. Ficaram naquela bolha por alguns minutos, até o baixinho afastar-se minimamente e olhar em seus olhos, tão encharcados de sentimentos que, por alguns segundos, este pensou que iria afogar-se. 

Deixou sua mão direito vaguear até tocar a bochecha do fotografo, deixando um carinho sútil ali, qual fez o coração de Jongin vacilar em uma batida. Seu coração começou a acelerar como um louco quando Kyungsoo encostou os lábios nos seus. Um beijo casto, doce, com gostinho das balas de gelatina de morango, das quais o baixinho era viciado; as mãos grandes de Jongin afirmaram-se na cintura do namorado ao tempo que este selava seus lábios demoradamente. Depois de findar o beijo com outro selar, Kyungsoo, com as maçãs do rosto coradas, escondeu o rosto em seu peito, visivelmente envergonhado e sussurrou quase inaudível:

– Obrigado, Jongin-ah. 

Naquele instante, Jongin percebeu: estava completamente apaixonado por Kyungsoo.

Jongin apenas sorriu e deixou um beijo no topo de sua cabeça, indo conferir a água que já borbulhava. Kyungsoo sentou-se no banco de frente para a bancada da cozinha, olhando atentamente enquanto o namorado colocava o pó de café sobre o filtro de papel. Ele fechou os olhos quando o cheiro de café impregnou no ar, fazendo sua boca salivar. Jongin conferiu se o café não estava quente demais e entregou a caneca do Darth Vader para Kyungsoo, que sorriu contente.

– Eu não sei o gosto disso, nunca fiz café, então, me desculpa se estiver ruim. – Jongin alertou temeroso enquanto Kyungsoo levava a caneca até os lábios fartos. O garoto provou o café e sorriu.

– Está docinho. Do jeito que eu gosto. – Sua frase fez seu namorado sorrir. – Obrigado. – Agradeceu contente. – Agora, trate de tomar um banho quente, você está gelado. – Jongin assentiu, ainda com um sorriso abobado no rosto, saiu depois de deixar um selar na testa de Kyungsoo.

...

Se havia algo que o grávido gostava de fazer, era aconchegar-se no tronco de Jongin para dormir, sentindo toda a quentura que vinha de sua alma aquecida transformar aquele local em seu porto seguro. Era satisfatoriamente confortável.

Naquela madrugada não fora diferente; sua visão já estava borrada pelo sono. Bocejou novamente antes de colocar o livro sobre o criado-mudo, e deitando-se de frente para Jongin. Ficou alguns minutos o admirando em remanso, levou suavemente a mão pequena até os lábios fartos, sentindo a textura macia enquanto os contornava com a falange. O Kim franziu o cenho por conta da cócega, o que o fez virar-se de barriga para cima. Foi naquele instante que Kyungsoo viu a oportunidade perfeita para abrigar-se no peito do moreno. 

O menor encostou a bochecha fofinha no tronco de Jongin e ficou fazendo desenhos imaginários ali até que caísse nos braços de Morfeu.

O relógio marcava um pouco mais das três da manhã quando Kyungsoo acordou com vontade de ir ao banheiro. Enquanto lavava as mãos e encarava a toalhinha, assemelhou aquele pedaço de pano com um morango, o degradê vermelho e verde era idêntico. Sua boca salivou ao imaginar-se comendo morangos. Docinhos e suculentos.

Foi até a cozinha do apartamento e abriu a geladeira, procurando pelas frutinhas vermelhas. Nada de morangos. Não era para tanto, ele nem gostava da fruta. Suspirou desanimado, tentando se contentar com uma maçã que achou ali. Mas, droga, não era morango! Kyngsoo estava louco para comer morangos, mas não queria acordar Jongin, já que este havia chegado tarde do trabalho e provavelmente estava exausto.

– É, bolinhos, vocês irão nascer com cara de morango. – Proferiu para a barriga, acarinhando o montinho já formado ali antes de voltar para o quarto e tentar dormir novamente. E foi realmente uma tentativa. Kyungsoo não conseguia parar de pensar nos malditos morangos!

Cutucou a bochecha de Jongin uma vez, chamando "Jongin-ah" em um sussurro. Mas o outro sequer se mexeu. Tentou novamente, dessa vez chamando um pouco mais alto. O moreno abriu os olhinhos inchados pelo sono e encarou o namorado desperto, prendendo o lábio inferior com a ponta do dente.

– Hm? O que foi, hyung? – Esfregou os olhos. – Está se sentindo mal? – Questionou preocupado, suspirando aliviado quando o menor negou.

– Desculpa por te acordar no meio da madrugada, mas... Estou com desejo. – Sussurrou envergonhado.

– Desejo? – Jongin esbugalhou os olhos, tendo uma coloração avermelhada tomando conta de suas bochechas.

– N-não esse tipo de desejo... Eu quero muito comer morangos. Muito mesmo.

– Mas, hyung, você nem gosta de morangos...

– Os nossos bolinhos gostam. – Explicou, apontando para o ventre.

– Bolinhos? – Riu baixinho. – Você é tão fofo, hyung! – Bagunçou os cabelos de Kyungsoo, ouvindo um resmungo. – Eu vou me trocar e ir comprar seus morangos, mas quero uma coisa em troca... 

– O que? – Perguntou fazendo um bico, tentando descobrir qual seria o pedido de Jongin. 

Surpreendeu-se quando Jongin subitamente aproximou seu rosto do dele, roçando os lábios nos seus em um carinho gostoso, fazendo o menor fechar os olhos e suspirar, esperando pelo contato que não veio. 

– Quero beijos com gosto de morango. – Kyungsoo abriu um sorrisinho tímido em forma de coração e assentiu.

Naquela madrugada, Kyungsoo beijou Jongin várias vezes; depois de todos as carícias trocadas, o baixinho percebeu que não havia problema em deixar-se se apaixonar pelo melhor amigo.
 


Notas Finais


O que acharam dessa overdose de açúcar, hm? Espero que tenham gostado ♡ e então, vocês acham que esse casamento rola ou?
A propósito, gente, esse lance do café não tem comprovação científica, mas existem médicos que dizem que pode provocar aborto, fazer o bebê nascer prematuro e pequeno. Eu escrevi porque achei fofinho :3
Próximo capítulo terá aquele ciúmes bonitinho ♡
Até lá, tia Bomma ama vocês ♡~


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