História Sinônimos - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Tags Fluffy, Gay, Gravidez, Kaisoo, Melhoresamigos, Mpreg, Yaoi
Visualizações 559
Palavras 3.820
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Fluffy, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Resolvi dar as caras rs
Tudo bem com vocês? Eu devo pedir desculpas pela demora, mas eu acabei ficando desanimada com algumas coisas e fiquei um bom tempo ser conseguir escrever. Mas isso não vai mais acontecer, não dessa forma. Vou tentar atualizar o mais rápido possível.
Queria agradecer pelo carinho de vocês por essa fanfic, isso me deixa tão feliz! Vou responder todos os comentários durante essa semana aaa
O capítulo não foi betado, amanhã eu corrijo certinho, então, se tiver errinhos, me desculpem, eu to morrendo de sono KKKKKKKK
Capítulo dedicado a minha mozão @bubblefxkc <3

Capítulo 5 - Confissões


Verão, julho de 2008.

Havia algo de diferente no modo que o vento soprava naquele dia; as folhas voavam de forma bonita porém, causava uma enorme baderna nas ruas que haviam sido limpas no dia anterior. Kyungsoo gostava do clima do final do verão; os raios do sol aclaravam a cidade, enquanto o vento fazia de si refém. Kyungsoo inclinou o corpo miúdo para apanhar uma das bolinhas brancas felpudas que apontavam na grama verdinha.

Os olhos foram fechados e os lábios formosos curvaram-se em um bico, e dele saiu um sopro, fazendo as plumas do dente-de-leão voarem junto ao vento que bagunçava seus cabelos escuros. Jongin observava-o com um sorriso mínimo no rosto; os pequenos raios de sol de final de verão clareavam os cabelos de Kyungsoo, os tornando dourados. O sol estava quase partindo naquele dia ameno, e Jongin caminhava calmamente ao lado do melhor amigo enquanto chutava uma pedrinha, observando Kyungsoo arrancar todos os dentes-de-leão que encontrava e soprar, como se estivesse fazendo um pedido; ou vários.

– Impressão minha ou você está fazendo pedidos? – Jongin perguntou, franzindo o cenho ao observar Kyungsoo abaixar e pegar outro dente-de-leão. Este apenas aquiesceu, fechando os olhos e assoprando as plumas. – O que você tanto pede? Você está nisso desde ontem.

– Não posso te contar, ou não realiza.

Jongin deixou um bico contrariado formar em seus lábios, mas deu de ombros, porque ele sabia que Kyungsoo não abriria a boca. Apressaram o passo quando perceberam que estava prestes a escurecer, a vovó Kim já deveria estar preocupada. Desde que chegaram na cidadezinha do interior, criaram uma rotina que incluía cafeteria, pôr do sol e sebos; Jongin carregava alguns livros velhos embaixo do braço enquanto eles atravessavam a ponte que ligava o centro do bairro. Logo voltariam às aulas e, junto a elas, as incertezas sobre a vida que lhe batiam à porta.

Após um banho morno, Jongin e Kyungsoo juntaram seus travesseiros e cobertores para levarem até a casa da árvore, seria uma típica noite onde eles viraram a noite observando as estrelas, e falando sobre suas coisas preferidas; Jongin, na verdade, apenas ouvia Kyungsoo fala.

Ouvir Kyungsoo comentar sobre qualquer coisa, era sua coisa preferida.

Os dedos de Jongin mantinham-se levemente sobre os fios de Kyungsoo, que estava com a cabeça em seu colo enquanto olhavam para o véu negro cheio de estrelas. Jongin gostava do interior, as estrelas pareciam mais brilhantes vistas dali.

– Como você acha que estará daqui dez anos? – Kyungsoo questionou, olhando para cima para fitar o rosto de Jongin.

– Talvez casado, e com filhos. – Sorriu. – Morando aqui nessa cidade. Quero levar meus filhos para pescar, ensinar a andar de cavalo, sabe? Quero que eles tenham uma infância parecida com a minha.

– Isso é tão bonito. Quando eu penso no futuro, eu apenas me imagino formado e trabalhando em uma advocacia. Eu não vejo casamento como um plano do qual eu preciso seguir. Apenas casarei com alguém se tiver a certeza de que envelheceremos juntos.

– E se você não encontrar essa pessoa?

– Aí eu vou ser feliz com meus gatos. – Jongin soltou uma gargalhada, fazendo Kyungsoo rir também. Eles ficaram em silêncio por longos segundos, observando os pontinhos luminosos do céu; os dedos de Jongin ainda escorregavam nos fios de Kyungsoo quando este resolveu lhe contar sobre algumas coisas das quais esteve martelando em sua cabeça nos últimos dias.

– Esses dias eu li uma matéria interessante. – Disse Jongin, conseguindo capturar a atenção do outro. – Você já se perguntou qual a diferença entre gostar, se apaixonar e amar? – O menor franziu o cenho, balançando a cabeça em negação após alguns segundos. – Dizia que quando você gosta de alguém, você sente aquele friozinho na barriga, sabe? – Questionou com um sorriso; a luz que vinha da casa da árvore iluminava parcialmente seu rosto, fazendo Kyungsoo pensar em como Jongin era bonito. – É um sentimento que traz incertezas. Gostar é se encantar pelas qualidades, mas ainda reclamar dos defeitos. Querer abraçar, mas não sentir necessidade. Você gosta quando impõe limites sobre o seu gostar, para não enlouquecer. Acho que realmente é disso que se trata gostar, querer estar perto, mas não querer se sufocar com um sentimento que você sequer sabe o que é. Você apenas curte o momento, sem pensar no amanhã, sem fazer planos. Quando você se apaixona, você enlouquece. Se apaixonar pode ser mesmo que ir para uma cidade sem bússola e se perder nela, ou ir para uma cidade desconhecida com uma bússola na mão. A paixão enlouquece, te faz querer arrancar os cabelos, mas ainda assim, não te traz certeza, porque paixão é sinônimo de improvisação. Você se entrega sem saber o quererá no dia seguinte. Acho que paixão está relacionada com algo mais carnal, sabe? Paixão é um vento que tira sua raízes do chão, e nem sempre você consegue prender-se novamente.

– Você fala de uma forma tão bonita. – Comentou Kyungsoo, observando Jongin de forma encantada. – Acho que nunca parei para pensar nisso, sempre achei que gostar e se apaixonar eram sinônimos. Pensando agora, eu nunca me apaixonei por ninguém, e você?

– Também não. Acho que nunca sequer gostei de alguém.

– Nós dois somos cheios de achismos. Até nisso somos iguais.

– É porque você é minha alma gêmea. – Brincou, fazendo Kyungsoo rir.

– Claro que sou... Mas, então, você não falou sobre amar.

– É quando você tem certeza de que quer passar a vida com aquela pessoa. Você pensa no amanhã, faz planos para casar, ter filhos e envelhecer juntos. Amar alguém é demonstrar sem medo que ama, é fazer brigas virarem ensinamentos. Quando você ama, você não prende, você dá motivos para a pessoa querer ficar. Acho que amar é ter certeza sobre tudo.

– Parando para pensar, gostar, se apaixonar e amar, são estágios diferentes. Primeiro você gosta, depois se apaixona, e por último, ama. – Kyungsoo suspirou. – Isso tudo parece tão difícil que eu nem sei se quero gostar de alguém… Nini, se não encontramos ninguém, a gente casa, tá? – Jongin soltou uma gargalhada.

– Depende, você vai me deixar dormir no canto da parede hoje?

– De jeito algum.

– Então vai morrer solteiro. – Jongin mostrou a língua para Kyungsoo, que esticou a mão e lhe deu um peteleco na testa; e no meio de conversas sobre constelações, sentimentos e cafuné, Kyungsoo adormeceu no peito de Jongin, que prometeu que o acordaria antes do sol nascer; como sempre.

O enorme lago refletia a luz do sol como um espelho d’água. Por conta dos corpos que ardiam sobre o sol de verão, durante a semana muitas pessoas encontravam refúgio do calor na água gelada do rio; naquele sábado de manhã, o sol escaldante castigava a cidade, era a última semana de verão, e parecia que, por esse motivo, todo o calor que não fizera nas últimas semanas, acumulou-se naquele dia; Kyungsoo estava deitado sobre as pedras, embaixo das sombras das árvores gigantes que cresceram perto da cachoeira enquanto lia uma de suas HQs do Capitão América, ao mesmo tempo em que Jongin deixava a água submergir metade de seu corpo enquanto deixava o sol bater em sua pele.

– Hyung! Larga isso e entra na água. – Resmungou Jongin, apoiando-se na pedra que Kyungsoo estava deitado. – Faz horas que você está deitado aí, vem pra cá! ‘Tá calor, e ‘tá chato ficar sozinho aqui.

– Eu já vou, só vou terminar de ler.

– Você está dizendo isso faz quase uma hora… Ou você vem, ou vou aí buscar você. O que você prefere?

– Que você me deixe terminar de ler.

– Já vi que não vou ter escolha. – Jongin apoiou as mãos na pedra e subiu, fazendo Kyungsoo lhe encarar com o cenho franzido. Em um movimento rápido, ele aproximou-se de Kyungsoo e tirou a HQ de sua mão, jogando sobre a toalha estendida.

– Yah, me solta! – Esbravejou, tentando sair dos braços de Jongin. – Eu estou falando sério, Jongin. Me coloca no chão.

– Eu avisei, hyung. – Disse com um sorriso arteiro no rosto antes de pular na água com Kyungsoo no colo. Por alguns segundos, ambos corpos afundaram, e logo voltaram a superfície. Os lábios de Kyungsoo tremelicavam por conta do choque com água gelada com seu corpo quente. O rio não era fundo, batia entre seu tórax e abdômen; antes que Kyungsoo pudesse dar umas boas bofetadas no Kim, ele o deixou na água e nadou na direção oposta que estava o melhor amigo, o fazendo bufar. Jongin ficou parado embaixo da cachoeira, deixando a água lavar sua alma enquanto esperava por Kyungsoo, que não tardou a juntar-se ao moreno, que sorriu pequeno ao notar sua presença. – A Hyeri se confessou para mim. – Declarou Jongin, observando Kyungsoo passar a mão no cabelo molhado que caía na testa. Kyungsoo deixou seu olhar cair sobre o melhor amigo, enquanto franzia o cenho. – Acha que devo chamar ela para sair?

– Você gosta dela?

– Aí que está, eu não sei, hyung. Eu disse para ela que precisava pensar, que daria a resposta quando as aulas voltassem. Mas eu ainda estou confuso.

– Por quê?

– Porque não sei se gosto de garotas ou garotos. O que eu faço?

– Hm… – Resmungou pensativo. – Você não precisa gostar somente de um, Nini. Você pode gostar de ambos. Acho que você deve experimentar para saber.

– Então você acha que eu devo convidá-la para sair? – Kyungsoo assentiu. – E como eu faço para saber se gosto de garotos?

– Quando você pensa em beijar um garoto, o que você sente?

– Sinto que vou pegar mononucleose. – Disse sério, mas logo soltou uma risada, fazendo Kyungsoo rolar os olhos. – Brincadeira. Ah, sei lá, eu sinto que seria legal. Normal, como beijar uma garota. – Kyungsoo assentiu em um entendimento mudo. – Já sei! Por que você não me beija, hyung? Você é um garoto..

– Muito bem observado, mas eu não vou te beijar.

– Por que?

– Porque você é meu melhor amigo, e melhores amigos não se beijam.

– Nós já nos beijamos várias vezes.

– Quando?

– Ontem mesmo, quando dividimos um sorvete. É um beijo indireto, não sabia?

– Ah, mas é diferente, Jongin. – Jongin suspirou, deixado um biquinho se formar em seus lábios.

– Eu só quero saber como é beijar um garoto, hyung. Não estou te pedindo para casar comigo.-- Kyungsoo soltou um suspiro, pensando se seria certo beijar seu melhor amigo, mas acabou dando de ombros, afinal, era apenas um beijo, não é? Ele e Jongin já tinham passado por tantas coisas juntos, dormiam juntos quase todos os dias. Um beijo não mudaria nada entre eles.

– Okay, eu vou te beijar, mas você tem que prometer que isso não vai mudar nada entre nós. Promete? – O menor esticou o mindinho para Jongin, a fim de selar a promessa.

– Prometo. – Prometeu enroscando seu dedinho no do melhor amigo.

Kyungsoo levou os dedos pequenos até uma mecha que caía na testa de Jongin, colocando-a para trás delicadamente; em um ato leve, sua mão percorreu o rosto de Jongin até o queixo, o fazendo fechar os olhos e apreciar o carinho. O menor segurou o queixo do melhor amigo e foi aproximando os lábios do dele. Os lábios moveram-se de forma lenta, em um beijo calmo e doce. Kyungsoo sentiu seu corpo estremecer quando as mãos firmes do moreno apertaram sua cintura, sem sequer saber em que momento elas foram parar lá. A mão que antes segurava o queixo, deslizou até a nuca, segurando os fios molhados, aprofundando o beijo. Instantes depois, Kyungsoo deu-se conta do que estava acontecendo e afastou-se de Jongin, ainda com os olhos fechados. O coração de Jongin estava acelerado de uma forma estranha enquanto seu sangue corria em suas veias, fazendo suas bochechas corarem.

– Então, como foi? – Perguntou com vergonha, sem conseguir olhar nos olhos de Jongin.

– Foi bom. Você beija tão bem, hyung. Se eu soubesse que você beijava assim antes, já tinha te dado uns beijos. – Disse com um sorriso no rosto, tentando afastar aquele clima estranho que pairava no ar.

– Idiota. Quem disse que eu iria te beijar? Tcs! – Estalou a língua no céu da boca, fingindo irritação, mas por dentro, estava feliz, satisfeito.

– Obrigado, hyung. – Puxou Kyungsoo para si, o abraçando. – Obrigado por sempre me ajudar em tudo.

Naquele dia, Jongin teve certeza de que também gostava de garotos; e começou a questionar-se, se gostava de Kyungsoo apenas como um amigo.

Alguns meses depois.

Kim Jongin achava engraçado esse negócio de gostar de alguém; um sentimento que poderia considerar-se simples, causava em si coisas tão complexas que ele sequer conseguia explicar; sequer dava-se conta de que gostava, afinal, o gostar trazia consigo muitas incertezas.

Era inverno quando Jongin percebeu que seu coração estava acelerando de uma forma estranha quando acordava e encontrava Kyungsoo adormecido em seu peito; ele não poderia estar apaixonado pelo melhor amigo. Poderia?

O inverno havia chegado fazia uns dias; Kyungsoo estava sentado em um sofá da biblioteca enquanto lia. Não demorou muito para que Jongin saísse de sua sala e fosse perturbar o melhor amigo, que se encontrava concentrado na leitura.

Ele fica uma gracinha concentrado, pensou Jongin ao adentrar a biblioteca e avistar o melhor amigo. Ficou observando Kyungsoo por alguns segundos, e quando pensou em aproximar-se, viu um garoto sentar ao lado de Kyungsoo, que abaixou a HQ para conversar com ele. O nome dele era Zhang Yixing, e havia sido transferido da China fazia algumas semanas; Jongin observou o modo como eles se olhavam; o modo como ele parecia ter um carinho especial pelo seu melhor amigo; o jeito que um segurou a mão do outro e saíram dali correndo, entre risadas e sussurros, dizia claramente para Jongin que Yixing estava gostando de Kyungsoo; e que o sentimento era recíproco.

Jongin suspirou, confuso por tudo que estava sentindo. Começou a caminhar lentamente até o sofá ocupado anteriormente pelo baixinho e sentou-se de forma despojada. Ele tinha certeza de que logo a bibliotecária viria lhe chamar a atenção por colocar o pé no estofado do sofá.

O garoto deu um pulo quando sentiu duas mãos tapando seus olhos, e um sorriso iluminou seu rosto ao pensar que poderia ser Kyungsoo. Colocou as mãos sobre as alheias e franziu o cenho ao perceber as unhas compridas, junto aos anéis.

– Adivinha quem é? – A voz feminina soou. Jongin sorriu minimamente, sabendo que se tratava de Hyeri.

– Hm, seria a mulher maravilha?

– Errou. É a mulher-gato. – Hyeri riu, tirando as mãos do olhos de Jongin e sentando-se ao seu lado. – Oppa, o que acha de sairmos hoje?

– Hm, depende. Você não me levar para fazer compras de novo, não é? Eu odeio isso. – Resmungou manhoso, fazendo Hyeri rir.

– Claro que não. Eu pensei em irmos tomar um sorvete.

– Isso é um encontro? – Perguntou sorrindo, tentando distrair sua cabeça; Jongin sabia que era errado tentar distrair-se saindo com alguém, mas ele precisava ocupar sua mente; precisava de algo que o fizesse parar de pensar em Do Kyungsoo.

– É claro que é. Faz bastante tempo que você me levou em um. – Cruzou os braços no peito, fazendo Jongin soltar um riso baixo.

– Eu acho uma ótima ideia. – Disse levantando-se e pendurando a mochila no ombro. – Vamos? – Esticou a mão para a garota, que abriu um sorriso caloroso e pegou a mão de Jongin, entrelaçando seus dedos nos dele enquanto eles saíam da biblioteca.

Lee Hyeri era uma garota bonita; seus cabelos loiros caíam de forma graciosa nos ombros, combinando com o formato delicado de seu rosto. Jongin gostava da companhia da garota. Era divertida, o fazia rir, e sempre que podiam, combinavam de jogar juntos ou assistir algum anime; o problema era que, para Jongin, Hyeri era apenas uma amiga.

Na rua da escola tinha uma lanchonete. Alguns estudantes costumavam se reunir ali depois da escola para jogar conversa fora, ou até mesmo, para estudar. Haviam poucas mesas vazias. Jongin entrou na lanchonete e escolheu uma mesa perto da janela, e surpreendeu-se ao encontrar Kyungsoo e Yixing lá, tomando um milk-shake juntos. O moreno suspirou e sentou-se em uma mesa afastada da do melhor amigo.

– Oppa? – Hyeri lhe chamou, fazendo Jongin desviar sua atenção para si. – Está distraído hoje. Aconteceu alguma coisa?

– Hm? Ah, não. Eu só estava pensando em umas coisas. Você quer sorvete de que?

– Chocolate com morango!

– Eu vou buscar, só um instante. – Jongin bagunçou os cabelos de Hyeri antes de levantar-se, fazendo a garota semicerrar os olhos para si. Logo, ambos desfrutavam do sorvete; Jongin gostava de tomar sorvete no inverno. O garoto gostava do frio, e o sorvete fazia seu estômago ficar gelado, ele gostava da sensação.

– Oppa… Eu posso te fazer uma pergunta?

– Claro.

– O que nós somos?

– Como assim? – Perguntou confuso, dando outra colherada no sorvete de morango.

– Faz algum tempo que estamos saindo, mas eu continuo sem saber o que somos.

– Nós somos amigos, não somos?

– Eu quero ser mais que sua amiga, Jongin. Quero que você me ame, assim como eu amo você. – Jongin soltou um suspiro, prevendo que aquilo não acabaria bem. – O que acha de entrarmos em um relacionamento sério?

– Desculpa, Hyeri. Eu gosto de você, mas eu não te amo. Acho que deixei isso se estender até agora, porque estava com medo de te magoar. – Se arrependeu de dizer aquilo ao ver os olhos miúdos cheios de lágrimas.

– Você realmente não pode me amar?

– Me desculpa. – Jongin só conseguiu desculpar-se. Hyeri suspirou fundo – foi mais uma fungada do que um suspiro –, e levantou-se, fazendo Jongin encará-la de forma triste.

– Tudo bem, oppa. Eu entendo, e agradeço por ser sincero comigo.

– Eu espero que você encontre alguém que te faça feliz, Hyeri. Alguém que te ame da forma que você merece. Você é maravilhosa, tenho certeza de que será muito feliz. – Hyeri esboçou um sorriso, se aproximando de Jongin para deixar um beijo em sua bochecha.

– Eu desejo exatamente a mesma coisa para você, oppa. Agora, eu preciso ir.

– Se cuida. Tudo bem? – Ela assentiu, pegou suas coisas e saiu da lanchonete, deixando Jongin sozinha a pensar. Depois daquilo, o Kim levantou-se e foi até o caixa pagar pelo sorvete, mas a garota havia pago por tudo. O que lhe deixou ainda pior. Mesmo depois de ter levado um fora, ela continuava sendo legal com ele; Hyeri era uma garota maravilhosa, e não merecia ter de passar por aquilo.

Jongin havia perdido uma garota legal; mas ele não podia fazer nada, sendo que havia se perdido em outro alguém.

Naquela tarde, Jongin estava deitado sobre a cama quando ouviu alguém bater à porta do seu quarto, ele gritou um “entra” e abriu um sorriso pequeno ao deparar-se com Kyungsoo, que não esperou nada para jogar-se contra o corpo grande de Jongin, o fazendo fingir que estava sufocado.

– Cada dia, você fica mais pesado.

– Pesada vai ser a minha mão na sua fuça, Kim Jongin. Por que você está jururu desse jeito?

– Eu e a Hyeri terminamos

– O quê? – Questionou assustado. – Por que?

– Ela queria que eu a amasse. Eu jamais conseguiria dizer um eu te amo para ela.

– Por quê?

– Se lembra daquela conversa que tivemos na casa da árvore? – O outro assentiu. – Eu passei um tempo refletindo sobre a nossa conversa, sobre gostar, se apaixonar e amar. Eu gostava dela, mas acho que para ela, gostar era pouco. Eu apenas vou dizer eu te amo para a pessoa da qual eu tiver certeza que vou passar a vida inteira.

– Espero que encontre essa pessoa logo. – Kyungsoo sorriu, levando a mão até os fios castanhos do melhor amigo. Aquela seria mais uma sexta-feira regada de nerdices e carinhos do melhor amigo, e era tudo que Jongin precisava naquele dia. Sentir o cheirinho de Kyungsoo.

2017, primavera.

O vento fazia cócegas nas árvores naquele amanhecer, enquanto a aurora tingia as montanhas e iluminava a cidade que acordava; os olhos despertos em surpresa observavam o rosto de Jongin, aclarado pelo sol. Uma brisa gélida soprava, fazendo com que algumas folhas secas por conta do inverno passado, voassem. Aquele ventinho gelado só servia para fazer com que a sensação de borboletas no estômago de Jongin aumentasse. Porém, toda aquela insegurança fora por água abaixo quando ele viu um sorriso cálido nascer nos lábios de Kyungsoo. Havia uma particularidade no sorriso de Kyungsoo que Jongin não sabia explicar, mas ele poderia facilmente dizer que aquele sorriso em formato de coração era sinônimo de amor.

Jongin observou Kyungsoo afastar o cobertor grosso do qual estava enrolado, deixando uma brecha para que ele entrasse naquele casulo. Sequer precisou de meias palavras para que o Kim se enfiasse ali dentro. O garoto fora surpreendido por Kyungsoo, que, com os olhos marejados, pegou suas mãos quentes e levou até sua barriga redondinha. Inicialmente, o moreno franziu o cenho em estranhamento, mas assim que sentiu um singelo movimento vindo do ventre do namorado, um sorriso enorme coloriu seu rosto, o fazendo deixar algumas lágrimas rolarem pelo rosto bonito.

– E-les estão chutando! – Constatou com a voz embargada, vendo Kyungsoo assentir. Jongin rapidamente saiu de dentro do casulo e ajoelhou na frente de Kyungsoo, para que pudesse conversar com os bebês. – Vocês estão ouvindo o papai? – Perguntou animado enquanto mantinha as duas mãos na barriga de Kyungsoo. O moreno explodiu em risadas quando sentiu um chute sendo direcionado à sua mão esquerda, estava feliz pelos bebês reagirem tão bem à sua voz. – O papai ama tanto vocês. – Os lábios fartos de Jongin encostaram a barriga, fazendo Kyungsoo ficar ainda mais emotivo. Os dedos finos de Kyungsoo foram parar nos fios castanhos do namorado, fazendo cafuné enquanto o assistia conversar com os filhos.

– Eu gosto de você, Jongin. – Kyungsoo segredou, atraindo imediatamente a atenção de Jongin para si. – Faz um tempo que percebi que estava gostando de você. Eu apenas não lhe disse, porque queria ter certeza de que não passava de um simples gostar.

– E então?

– Não é um simples gostar. Eu estou amando você. – Jongin abriu um sorriso e se sentou ao lado de Kyungsoo. O coração dele acelerou quando Jongin passou o braço esquerdo por sua cintura o lhe puxou junto dele, lhe abraçando. A mão direita começou a acariciar suavemente o rosto de Kyungsoo e com a ponta dos dedos, começou a contornar os lábios, bochechas e nariz, fazendo-o fechar os olhos enquanto apreciava o carinho, e em poucos minutos, o moreno segurou o queixo de Kyungsoo, colando seus lábios devagar, em um beijo lento que fez com que um arrepio cruzasse sua coluna.

Os lábios de Jongin tinham um gosto doce igual ao primeiro beijo dos dois; que Kyungsoo poderia dizer que assemelhava-se ao paraíso. Findou o beijo deixando vários selares nos lábios de Kyungsoo, que sorria em meio a lágrimas e ao turbilhão de sentimentos que estava estourando dentro de si.

– Eu amo você. – Dei mais um beijo. – Muito. – Outro. – Demais. – Segurou as bochechas de Kyungsoo, o fazendo formar um biquinho nos lábios para que ele pudesse beijar, fazendo Kyungsoo cair na gargalhada com seu jeito infantil.

E entre beijinhos, lágrimas e confissões, Do Kyungsoo e Kim Jongin finalmente se encontraram um no outro.

 


Notas Finais


AAAAAAAA ESPERO QUE TENHAM GOSTADO!
Sinônimos está acabando, gente /chora/ acho que terá apenas mais uns 2 capítulos.
OBRIGADA POR LER <3


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