História Sintomas. - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol
Tags Chanbaek/baekyeol, Ciencia, Romance
Visualizações 9
Palavras 1.351
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Fluffy
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá olá só postando algo que fiz na aula de ciências, sem muito compromisso.
Espero que gostem~
Boa leitura!

Capítulo 1 - Capítulo Único.


Sintomas

Perdi as contas de quantas vezes revirei os olhos naquela manhã, tudo parecia ir de mal a pior e me irritava a cada segundo mais. Batia a caneta em meu caderno de anotações escutando milhares de reclamações do meu superior, e obviamente eu estava ignorando todas elas com uma cara de paisagem no rosto. Ele poderia parar de falar logo e me deixar trabalhar em paz e não duvidar das minhas capacidades.

Faz dez anos que eu trabalhava no Centro de Pesquisas dos Estados Unidos, porém não era minha nacionalidade. Nasci, cresci e fiz todos meus estudos na Coreia do Sul, mas não tinha tantas oportunidades de emprego na minha área. Então aqui estou eu, ouvindo reclamações em inglês que sinceramente nem faço muita questão de entender. Só desejo completar minha pesquisa que dura faz tempos, não posso desistir e ter outra coisa para pesquisar. Afinal, eu sou Park Chanyeol.

- Sim senhor... – Murmurei e respirei fundo, encostando na cadeira confortável e de rodinhas do meu escritório. – Agora posso saber do meu novo assistente? – Perguntei deixando claro que não liguei para nada dito antes.

- A sua sorte é que é um excelente profissional, Park. Mas não se esqueça, você sabe o caminho para fora... – Meu superior ameaçou, apenas sorri de jeito discreto e levantei uma sobrancelha. – Seu assistente novo vai chagar daqui a pouco.

Nem precisei responder, pois o americano chato saiu bufando do meu escritório, fechando a porta com força. Drama desnecessário. Dei de ombros e levantei da cadeira pensativo, esperava que daquela vez meu assistente seja competente, já que o outro ao ver que a nossa pesquisa sobre “sentimentos” não estava indo tão bem, pediu demissão antes de tornar-se um fracasso. Mal sabia que irá se arrepender e muito.

Ajeitei meu jaleco e peguei minha caneca de café, saindo do escritório e fui até a recepção, aonde sempre tinha o café feito pela secretaria, qual era bem melhor do que o da máquina velha que havia para os outros funcionários.

- Bom dia, senhor Park. – Disse a secretaria nova, qual me olhava com um brilho nos olhos. Bizarro. Balancei minha cabeça em negação, esses funcionários estão cada vez mais deploráveis.

- Péssimo dia você quer dizer. – Seco e curto, para acabar com qualquer gracinha.

Enquanto bebia o gostoso e quente café, escutei a porta de entrada ser aberta e como qualquer pessoa, olhei para quem entrava. E foi quando minha visão, meu melhor receptor, o viu. Os cabelos lisos e arrumados, o olhar perdido, a boca desenhada carregando um sorriso tímido, todo esse conjunto formava um belo rapaz. Meu coração enlouqueceu e fiquei sem nenhuma ação. O que era aquilo? Uma espécie de “amor a primeira vista”? Isso não existe.

O amor é uma coisa tão complexa que o desafio de descrevê-lo em palavras mantém poetas ocupados a séculos, mas as pessoas falam de amor de jeito tão simples, sem nenhuma definição consensual. Isso me faz ficar confuso, e pela primeira vez entendi o que os poetas e as pessoas querem dizer.

O rapaz sorriu abertamente ao me ver, meu coração ficou tão acelerado que até faltava ar para respirar. Assim que ele parou em minha frente, minhas mãos tremeram e para a infelicidade do momento, acabei derrubando o café quente em minha camisa azul claro social. Porque tudo de novo tinha que acontecer naquela hora.

- Merda! – Desviei o olhar do homem em minha frente e deixei minha caneca sobre o balcão da recepção, passei minhas mãos sobre meus fios negros, os bagunçando de leve. – Me desculpe. – Disse pelo jeito feio que me expressei.

- Tudo bem, senhor Park... talvez apareci em uma má hora. – Era maldição, a voz dele me fazia derreter inteiro naquele tom doce. – Sou Byun Baekhyun, seu novo assistente. – Ele sorriu e estendeu sua delicada mão.

- Ah! Nossa... – Estava totalmente sem palavras. – Coreano também, isso é bom. Prazer, Park Chanyeol. – Sorri e apertei sua mão com cuidado, me controlando antes que tivesse um infarto ali na recepção.

- Quer ajuda com isso? – Ele perguntou gentil olhando para a camisa.

- Eu me viro, vamos, irei te mostrar nosso local de trabalho. – Disse tentando manter o foco e sai andando na frente para Baekhyun me acompanhar.

Era impressão minha ou a secretaria estava tão surpresa quanto uma criança descobrindo que papai Noel não existe, mas não era um surpreso triste. Talvez seja pelo fato que estou tratando bem demais um assistente que acabou de chegar, mas nem eu sabia o porque eu estava me comportando desse jeito

- Aqui. – Abri a porta do escritório para que Baekhyun entrasse primeiro. E assim que ele passou por mim, meu coração se acelerou e algo parecido com borboletas se agitaram em meu estomago ao sentir o perfume gostoso e discreto do mais baixo. – Socorro... – Sussurrei sem que ele escutasse e entrei na sala. – Todas as anotações estão naquela gaveta.

- Obrigado pela ajuda. – Sorriu ele abertamente, exibindo aqueles dentes brancos e foi até a gaveta do armário que indiquei. Ok, ele devia se chamar Pecado.

Caminhei até minha mesa e fechei os botões do jaleco antes de me sentar na cadeira de rodinhas. Tentava me focar em qualquer coisa que não fosse Byun, mas era quase impossível, ele estava tão focado lendo as anotações enquanto mordia discretamente os lábios, era tão inocente e excitante ao mesmo tempo. Me questionava como Baekhyun tinha me deixado atraído tão fácil, causando tantas sensações novas e estranhas sobre meu corpo.

- Sabe senhor Park... – Disse desviando o olhar dos papeis para mim. – Me disseram que o senhor era mal humorado e um tanto irritado. Mas se enganaram muito, o senhor é bem educado e bonito. Com certeza deve ter uma boa vida.

- Disseram é? – Não estava nenhum pouco surpreso, soltei uma risada baixa, humanos imprestáveis. – Bom, fico feliz em saber que não pensa como os outros e... – Senti minhas bochechas esquentarem. – Obrigado pelo elogio. Pode me chamar apenas de Chanyeol se preferir.

- Pessoas bonitas merecem receber elogios. – Sua sinceridade não tinha segundas intenções e isso me deixou ainda mais, se era possível, encantado por Baekhyun. – Como preferir, Chanyeol. – Sorriu tímido e voltou a ler os papeis.

Sorri também e peguei minha caneta e caderno, fazendo uma lista de sintomas. Coração acelerado, nervosismo, sorrisos indesejados, euforia, prazer em ver a pessoa. Enquanto mais escrevia, mais percebia que eu me encaixava. Foi rápido mas era claro, o grande pesquisador Park Chanyeol estava sofrendo os primeiros sintomas do amor e gostava.

- Baekhyun. – O chamei e imediatamente ele olhou. – Como você acha que sentimos amor? – Perguntei curioso.

- Pergunta complexa.  – Riu e ficou pensativo. – Huum... talvez quando olhamos alguém e ficamos atraídos, funciona como as drogas. – O olhei confuso mas estava extremamente interessante vê-lo pensar. – As drogas nos deixam animados, eufóricos... e viciados, sempre querendo mais. É a mesma coisa com a pessoa amada, só que saudável.

- E as drogas agem em uma parte especifica do córtex cerebral... – Disse organizando tudo o que ouvi, e tudo fez sentido. Olhei para Baekhyun sorrindo abertamente e novamente meu coração batia forte. – Você é incrível!

Anos em busca da pesquisa que mais me dediquei em minha vida, foi apenas alguns segundos e ele me fez descobrir. Nesse momento percebi que seria eternamente grato a Byun Baekhyun por me ajudar de dois jeitos, sentindo e descobrindo a pesquisa, ou em outras palavras, o amor.

Alguns meses depois.

“Embora o cérebro tenha uma região dedicada ao reconhecimento de rostos, ela não demonstra nenhuma resposta especial ao rosto da pessoa amada. Como sentimos tantas coisas diferentes ao ver a pessoa que gostamos e ao ver um objeto qualquer? A diferença está sobretudo em três áreas, bastante distantes das regiões visuais do cérebro. O rosto da pessoa amada causa ativação intensa no córtex, a camada superficial do cérebro, nas regiões da insula.” – Disseram em entrevista os pesquisadores do Centro de Pesquisas dos Estados Unidos.

Um casal de pesquisadores, Byun Baekhyun e eu, dois amantes de descobertas e do amor, concluímos juntos essa linda e complexa pesquisa sobre como sentimos os sintomas do amor de jeito cientifico.


Notas Finais


Tive erros na primeira vez que postei kkkk normal não sei fazer as coisas inteiras.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...