História Siren Cry - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Arrow, The Flash
Personagens Laurel Lance, Oliver Queen (Arqueiro Verde)
Visualizações 61
Palavras 1.042
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção Científica, Luta, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa Leitura!!!

Capítulo 2 - Dor e Sangue


As pessoas são cruéis. E o único modo de não sair ferida, é sendo mais cruel que elas. Aprendi isso da pior forma possível.

Encarei o prédio da empresa do homem que mandou tirar a vida de Ted. Era o maior prédio de Star City depois das Indústrias Queen. Tão tentador!

Aquele homem iria pagar pelo que tinha feito!

Respirei fundo e gritei o mais forte que pude na direção do prédio. A potência sônica do meu grito fez com que a estrutura começasse a tremer e as pessoas começassem a correr.

De início meu plano era apenas causar pânico, mas ao ver que eu podia fazer mais, continuei até que a parte de baixo do prédio desmoronasse completamente. Sorri de canto e me virei de costas, saindo do local.

— Boom! — falei satisfeita com o resultado, deixando um sorriso escapar dos meus lábios.

***

— “Parece que a Sereia Negra atacou novamente. Dessa vez o crime foi algo muito pior do que os meros assaltos à banco.” – disse à repórter – “A vilã destruiu o prédio das Indústrias Brickwell, não se sabe ao certo o motivo, mas fontes afirmaram que o executivo fundador, Daniel Brickwell não estava na empresa, então...” – desliguei a televisão e me joguei no sofá não muito contente com o resultado.

— É uma pena aquele cara não ter morrido. – suspirei.

Durante o dia limpei o dojo e colei cartazes pela cidade, anunciando que daria aulas. A única coisa que me fazia querer continuar ali e dar aulas era o fato de ser o legado de Ted, e eu não queria que morresse com ele. Aquele dojo era especial para mim, o lugar onde eu cresci.

— Olá, eu gostaria de fazer as aulas. – uma garotinha baixa, com cabelos castanhos e uma touca parou em minha frente e eu entreguei o folheto para ela. – Ah, deixa pra lá, não tenho dinheiro. – disse ao ver o valor.

— Como assim? Aqui é valor de três aulas por semana, podemos reduzir a uma se quiser, fica mais barato. – sugeri e ela riu sem graça.

— Eu realmente não tenho dinheiro. – me entregou o papel – Não tenho ninguém.  – disse e saiu. Aquilo me atingiu tão forte que me fez voltar ao passado, ao meu passado, onde eu estava no mesmo lugar daquela garotinha.

Sou uma vilã, gosto de ver as pessoas sofrerem, mas aquele sofrimento parecido com o que passei é mais pessoal. É complicado para mim falar do meu passado e agora eu estava revivendo ele, só que do outro lado.

— Ei garota! – chamei e ela virou – Qual o seu nome?

— Meu nome é Ditto.

— Tá certo Ditto, eu posso dar aulas de graça para você uma vez na semana contanto que me ajude a colar esses cartazes. – o sorriso da garota ficou gigante e ela logo me abraçou.

— Obrigada, obrigada! – me senti estranha. As únicas pessoas que tinham me abraçado era Ted, Oliver e Tommy. Porém Ted agora estava morto e Oliver e Tommy pisaram no meu coração com os dois pés.

— Tá bom. – foi só o que eu disse antes de me afastar.

***

Me joguei no sofá me sentindo acabada. Ditto e eu colamos cartazes a tarde toda e depois eu paguei um lanche para ela na minha lanchonete favorita. Normalmente não me sensibilizo, mas ela lembrava muito à mim nessa idade.

Deixando de lado essa parte quase que feliz da minha vida, respirei fundo e coloquei os trajes da Sereia Negra, de hoje Daniel Brickwell não escaparia.

Saí pelo beco com sempre fazia, subi as escadas de incêndio e corri pelos por cima dos prédios. Vez ou outra usava meu grito para impulsionar meu corpo e “voar”.

Logo cheguei na frente do escritório onde Daniel trabalhava enquanto seu prédio estava sendo reconstruído. Avistei o mesmo pelas janelas, sentado em sua mesa com um copo de uísque e falando animadamente com alguém no telefone.

Avaliei a segurança que ele tinha e me parecia que ele já estrava prevendo um ataque, sorri de canto. Desci do prédio à frente e corri para atravessar a rua antes de ser vista. Em seguida puxei dois dos seus homens para o beco onde eu me escondia e os deixei desacordados.

Concluí que se fosse derrubar toda a segurança dele, provavelmente não sairia hoje, então precisava agir logo. Abri uma janela discretamente e puxei o cara que estava dentro do local para fora. O deixei desacordado também, junto com os outros.

— Sereia Negra? – Brickwell abriu a porta da sala e me viu, porém antes que fizesse algo, usei meu grito para jogá-lo longe. O que foi uma péssima ideia, pois o resto da segurança que eu não tinha deixado desacordada, ouviu e veio por cima de mim me segurando. Tentei usar meu grito para sair dali, mas eles amarram minha boca com um pano, depois me seguraram ali no chão de joelhos. – Parece que dessa vez você não conseguiu o que queria. – ele riu – Achava mesmo que poderia vir aqui e me derrubar? Eu sou o chefe dessa cidade.

— Chefe, quer que a gente a leve para algum lugar? – um dos capangas questionou.

Cheguei a um ponto onde tudo que eu queria era sair dali e derrubar Brickwell sem me importar com o que aconteceria comigo depois. Aquele homem era desprezível e deveria pagar pelo que tinha feito. E eu o faria pagar nem que fosse a última coisa que eu fizesse.

— Ainda não, antes quero dizer algo à ela. – ele se aproximou e tirou o paletó – Sabe, antes de me tornar o que era hoje, eu já mandava no meu bairro. Sabe porquê? – Brickwell escorou as mãos nos joelhos e me encarou de perto – Bem, porque tinham medo de mim. Me chamavam de Tijolo e não era à toa. – ele acertou com soco no meu rosto que me fez cair e permanecer no chão. Meu rosto estava doendo demais. – Então Sereia Negra, eu não sei porque veio aqui, mas duvido que voltará novamente. – ele riu e começou a desferir golpes em mim.

Eu não conseguia mais contar quantas pancadas ou quantos ferimentos expostos eu já tinha. Só sentia arder cada vez mais fundo nos meus ossos. Os golpes eram realmente fortes e me atingiam como um tijolo. A única coisa da qual me lembro é dor e sangue.


Notas Finais


Espero que tenham gostado <3 xx


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